IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
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Biografias – Gente da Vila
Rio, 5/11/2011
 

Diná Helena Lourenço Almeida,

Diná Helena Lourenço Almeida, é filha dos nossos saudosos irmãos Hermengarda e Benedicto, que foram membros longevos da Igreja Metodista e parte de uma família metodista muito antiga e que fez história na Igreja Metodista. “Eu nasci na Igreja Metodista de Vila Isabel. Meus pais e minha família eram da Igreja Metodista de Vila Isabel. Eu conheci a Bíblia, a Igreja e Jesus aqui na Igreja Metodista de Vila Isabel. Eu me casei e batizei meus filhos Anna Carla e André aqui na Igreja Metodista de Vila Isabel, onde até hoje, são membros da Igreja. Tudo na minha vida esteve ligado à minha Igreja. A Igreja sempre foi parte da minha vida e também parte da minha família. E isso foi um ensino maravilhoso que recebi de meus pais”, diz Diná.

Quando Cândida, a mãe da Hermengarda faleceu, a Hermengarda, que ainda era uma criança, foi morar e ser criada pelos tios Dináh e Américo. A “vovó Dinah”, como era conhecida, era irmã do Sebastião, pai Hermengarda, e também do Ataliba, famoso leigo metodista de Vila Isabel que fez história na Igreja Metodista. Hermengarda cresceu na Igreja Metodista de Vila Isabel, onde se casou com o Benedito, um jovem não evangélico que conheceu num domingo de carnaval, namorou e evangelizou, ajudando-o a conhecer o amor de Jesus e a tornar-se membro da Igreja. “Os casamentos antigamente aconteci-am em casa. Os meus pais foram os primeiros a se casar no templo aqui da Igreja Meto-dista de Vila Isabel”.

Quando Diná nasceu, os pais moravam na Rua Torres Homem, no bairro de Vila Isa-bel, e já tinha uma irmã primogênita, a Eny, hoje casada com Henrique Oliveira. “Como eu já disse, nasci e fui criada na Igreja Metodista de Vila Isabel. fui aluna da Escola Dominical desde a classe do Rol de Berço. Fui da Sociedade de Crianças, da Sociedade de Juvenis. Vovó Dináh e minha mãe Hermengarda eram muito ativas na Igreja e minha mãe me levava com ela a todas as reuniões que participavam da Igreja.”

Diná tornou-se membro da Igreja em outubro de 1958 quando o Rev. Arcendino Tei-xeira era pastor. Graças a Deus e ao ensino dos pais, Diná nunca se afastou da Igreja e muito menos se desviou dos caminhos do Senhor. Tornou-se membro da Igreja porque era o caminho natural e porque sentia esse desejo em seu coração, o de fazer a sua pú-blica profissão de fé junto. “Fiz a profissão de fé junto com o Carlos Henrique Garcia e a Maria Angélica Alsina. “A Marta Monteiro, irmã da Alleta, era a professora da nossa classe de adolescentes. Era um tempo maravilhoso. E como a Eny, minha irmã mais velha, era envolvida com o trabalho da Federação de Jovens, se não me engano ela era secretária Distrital dos jovens, comecei a acompanhá-la em algumas atividades fora da Igreja, co-nhecendo assim outras igrejas e muitos outros jovens e juvenis metodistas. Fui Bandeiran-te (escoteira) na Igreja Metodista do Catete. Lá funcionava um grupo muito animado com a juventude da igreja. As bandeirantes da Igreja do Catete eram convocadas para trabalhar em algumas atividades da igreja, como por exemplo, na tradicional Festa do 1º de Maio, no Orfanato Metodista Ana Gonzaga, lá em Inhoaíba. Todo ano eu ia. Minha mãe também participava, era uma pessoa muito dedicada e animada. Trabalhávamos na barraca que a Igreja de Vila Isabel colocava. Sempre foi a melhor ou uma das melhores barracas da festa em Inhoaíba. Íamos de caminhão, na carroceria, que era coberta e ali dentro tinham bancos pra gente ir sentado. Ia muita gente. A igreja era mobilizada e respondia positivamente. Uma aventura. Um acontecimento. Eu adorava tudo aquilo: a festa, o trabalhão imenso que dava montar uma barraca lá. Levávamos tudo daqui da Igreja. Panelas imensas. Muitas panelas. Lá eu tinha também a oportunidade de ver o tradicional campeonato de futebol. Vila Isabel sempre teve um time competitivo.”

Nesse mesmo tempo Diná destaca que havia intercâmbios entre os jovens e juvenis das igrejas metodistas. Havia o “Campinabel” entre Campinas e Vila Isabel, o “Catepira” entre Catete e Piracicaba. “Um grupo vinha e depois o outro ia. Eu participava dos encon-tros tanto de Vila Isabel quanto do Catete. Foi num “Catepira” que o Gustavo Alvim, de Piracicaba, conheceu a Vera Baggio, do Catete. Namoraram, casaram e estão casados, graças a Deus.”

Diná, embora bem jovenzinha, lembra que trabalhou na campanha para arrecadar re-cursos para a construção do nosso prédio Educacional, que anos mais tarde ganhou o nome de Hilton Campante, o grande mobilizador da Igreja e líder de animadas e abençoa-das campanhas financeiras para a construção do prédio que hoje temos. “O Hilton Cam-pante era um senhor muito dinâmico, pois fazia questão de envolver todo mundo, gente de todas as idades na campanha. Ele fazia todos se sentirem responsáveis e fazia com que cada contribuição parecesse importante. Eu ainda era criança e pedia para a minha mãe fazer amendoim torrado que eu vendia todo sábado pro pessoal da juventude que vinha jogar futebol na quadra esportiva da nossa Igreja. Eu me sentia importante por contribuir ”.

Todo domingo à tarde tinha programação dos juvenis antes dos cultos vespertinos. Devocionais e muitos momentos sociais. Diná participava ativamente das peças e dramatizações montadas pela mocidade da igreja lá no auditório do nosso prédio educacional. Ao lado das também juvenis Maria Angélica Alsina, Luci Castro e Vani Baggio, formavam um conjunto musical chamado “Irmãs Sisters”, que cantava músicas de acampamento e retiro. Diná tocava violão e piano. “Não houve nada assim marcante, mas deixei de tocar violão e piano quando me casei. O Luciano até me deu um teclado de presente, mas nunca toquei. Agora quem tocava violão muito bem era a minha irmã Eny. Ela tinha o dom!”

Foi professora da Escola Dominical dos 16 aos 19 anos. Quando foi morar em Pa-quetá afastou-se, mas voltou novamente a ser professora da Escola Dominical a partir do 22 anos, e por muitos anos.

A Diná conheceu o Luciano Almeida lá na ilha de Paquetá. Como a irmã Eny partici-pava da liderança do trabalho dos jovens em nosso distrito, e estava sempre na Igreja do Catete, Diná acabava acompanhando a Eny. Iam regularmente à Igreja do Catete. E na Igreja do Catete tinha a Ester Duque Estrada que promovia piqueniques do pessoal da Igreja na casa de uma tia que ela tinha e que morava na ilha de Paquetá. Após alguns piqueniques na casa da Dona Iracema, Diná conheceu o filho dela, o Luciano Almeida, que residia e trabalhava em São Paulo.

Diná e Luciano começaram a namorar quando ela tinha 16 anos de idade. Casaram-se quando ela tinha 19 anos, após a formatura dela como professora num curso no Be-nett. Após casados moraram por dois anos em Paquetá numa casa próxima à da sogra. Um pouco antes de completar 21 anos nasceu a filha Anna Carla, uma “paquetaense”. Seis meses após o nascimento da filha, veio morar em Vila Isabel, pois foi trabalhar como professora no Instituto Metodista Bennett, onde trabalhou por 37 anos, até aposentar-se. Quando o filho André nasceu, Diná tinha 26 anos.

O Luciano era católico não praticante, filho de pais que, embora não fossem de fre-quentar uma igreja, tinham uma ética e um comportamento cristão próprio de pessoas que amam e temem a Deus. “Após estarmos casados, o Luciano vinha algumas poucas vezes à Igreja, depois ficava um tempo sem vir. Depois voltava a vir. Eu achava impressionante como nas poucas vezes em que vinha, ele ouvia tudo com atenção, inclusive o sermão do pastor e os textos bíblicos que eram lidos no culto. E de vez em quando, veja só, ele citava um texto bíblico para me animar, me consolar, me acalmar. Tudo dentro do contexto. Ele se tornou membro da Igreja em 26/04/1998. Acredito que ele não se tornou membro da Igreja antes porque era uma pessoa muito tímida e dizia que não se sentia bem com a idéia de ir até ao altar e ter de fazer a sua pública profissão de fé diante de tanta gente. Ele nunca deixou de ser tímido, mas o que lhe deu coragem para fazer os votos de membro da Igreja foi fazer isso ao lado do filho André. Foi maravilhoso aquele domingo, ver pai e filho ali juntos no altar, confessando Jesus e tornando-se membros da nossa Igreja. Orei e esperei muito por isso. Muito mesmo!”

Em 2008, após voltarem de dias maravilhosos nos EUA na visita que o casal fez ao filho André e à sua esposa Luciana e aos netos Daniel e Lucas, Luciano começou a ficar abatido, sentindo-se muito cansado. Chegou a pensar que estava deprimido pelas saudades dos netos. Mas infelizmente após muitos e minuciosos exames constatou-se que ele teve uma endocardite que provocou graves seqüelas. Ficou hospitalizado por mais de 3 meses e acamado em casa por mais de 2 anos. “Foram tempos muito difíceis e tristes por ver o sofrimento dele, um homem tão ágil e criativo, sobre uma cama, sem poder se comunicar. O meu consolo e as minhas forças vieram de Deus. E eu sabia que havia uma igreja orando por mim e por ele. Deus esteve presente comigo e com ele, consolando e fortalecendo o tempo todo. Imagine que nos mudamos do bairro do Lins aqui para Vila Isabel justamente para podermos ir juntos à Igreja que tanto amamos. Estávamos envelhecendo e queríamos não ter de depender de ninguém para ir a Igreja. Aqui era só atravessar a Boulevard 28 de Setembro que estávamos na nossa Igreja. Mas creio que tudo está sob o controle de Deus. Se foi assim que o Senhor permitiu que acontecesse, tive e tenho de confiar nEle.” Luciano faleceu em abril desse 2011 após 46 anos de casamento com Diná, com sua fé firmada no Senhor Jesus.

Diná, a avó do Lucas, do Daniel e do neto primogênito Tales (filho da Anna Carla), continua morando perto da Igreja, participando ativamente dela, para edificação sua e para a glória do Senhor. Trabalhou na organização do projeto de alfabetização de adultos ao lado do cunhado Henrique Oliveira, continua dando aulas ali,dedica um pouco de suas habilidades artísticas em colaboração aos projetos maravilhosos da Alice Dornelles, como no Natal de 2010, no dia da Escola Dominical desse ano e provavelmente no Natal de 2011, Diná participa ativamente dos cultos dominicais e da reunião de oração das terças-feiras à noite. “Amo demais a minha Igreja. Aqui fui grandemente abençoada!”.

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