IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Biografias – Gente da Vila
Rio, 5/11/2011
 

Maria da Pureza Alves dos Santos

Maria da Pureza Alves dos Santos, filha de Maria Luiza Gomes e Luiz Gomes, nasceu no distrito de Pureza, no município fluminense de São Fidelis. A família era católica não praticante e foi morar em Pureza devido o trabalho do pai na estrada de ferro que servia às usinas de açúcar e álcool de Campos dos Goytacazes e arredores. Maria Luiza e Luiz tiveram ao todo 7 filhas: Adília, Neusa, Maria, Maria da Pureza, Maria Madalena, Sebastiana e Raquel.

“Quando meus pais foram morar em Pureza, eles já tinham três filhas e estavam grávidas de mim. A princípio meu nome seria Cleuza, mas uma comadre da minha mãe, a fez mudar de idéia, e recebi o nome de “Maria da Pureza” por causa da santa católica que dava nome à igreja de Nossa Senhora da Pureza”, conta a Maria Pureza.

O Sr. Luiz Gomes morreu aos 47 anos, quando a Maria da Pureza tinha 15 anos, e a família não tendo como manter-se, espalhou-se em busca de trabalho. Não demorou e Maria da Pureza e Maria Madalena vieram morar no Rio de Janeiro, no bairro de Bento Ribeiro, na casa dos tios Benedito e Raulina, onde já estava a Neusa. Primeiro trabalhou em casa de família como empregada doméstica. Aos 17 anos foi trabalhar na fábrica de costura Condor, na Praça da Bandeira. Depois foi trabalhar na oficina de costura das então famosas lojas de roupas masculinas Casa José Silva. Sua profissão foi essa: costureira.

Conheceu o jovem Crispiniano no trem, numa noite quando voltava do trabalho para a casa dos tios. Ambos moravam em Bento Ribeiro. Ela tinha 25 anos e ele 22. Crispiniano estava no mesmo trem e vendo aquela moça tão bonita cheia de pacotes (trabalho de costura que Pureza levava para fazem casa), ofereceu ajuda. Ela, a princípio, ficou desconfiada de aceitar ajuda de um estranho, com medo de que ele sumisse com seus pacotes no meio daquela multidão. Mas simpatizou-se com o jovem, aceitou a gentil oferta e passaram a viajar sempre juntos. “Conversa vai, conversa vem, acabamos nos casando 4 anos depois, em 1952. Casamos só no civil. O casamento no religioso aconteceu alguns anos depois. Um bispo da Igreja Católica promoveu uma grande cerimônia com casamentos coletivos.”

“O Crispiniano tem uma história de vida muito interessante. Nasceu na zona rural do município de Ilhéus, na Bahia. Foi o caçula de 15 irmãos e irmãs. Aos 10 anos a família deixou o trabalho nas fazendas de cacau e foi morar na cidade. Crispiniano aos 10 anos já trabalhava em casa de família fazendo serviço de gente grande. Aos 20 anos, depois da maioridade, veio com a cara e a coragem pro Rio de Janeiro. Em Ilhéus não pode estudar e não tinha trabalho. Veio pro Rio para trabalhar e estudar. Quando nos casamos o Crispiniano era analfabeto. Trabalhava noite e dia para manter nossa família. Começou a alfabetizar-se aos 33 anos. Concluiu o 2º grau aos 40 anos, formando-se no nível médio como técnico de laboratório. Fez concurso para o Colégio Santo Inácio, passou e trabalhou lá como professor de laboratório de 1972 a 2010, quando se aposentou. Fez vestibular e começou a fazer faculdade de administração aos 50 anos de idade, formando-se aos 53. Dez anos depois fez outra faculdade, a de Direito. Hoje tem um escritório de advogado. Não é uma história maravilhosa?”

Maria Pureza não freqüentava igreja, mas começou a ouvir regularmente o progra-ma do missionário norte-americano Walter MacAllister pelo rádio. Sentiu desejo de partici-par dos cultos dirigidos por esse missionário. Eles aconteciam, primeiro, no bairro de São Cristóvão e, depois, no prédio da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), na Cinelândia, no centro da cidade. O Crispiniano levava a Pureza e cuidava dos 3 filhos pequenos para que Pureza pudesse participar tranquilamente do culto. Num culto acabou por aceitar a Jesus como seu Senhor e Salvador.

“O Pastor MacAllister disse que deveríamos procurar uma igreja evangélica próximo do local onde morávamos. Realmente sair de Bento Ribeiro até à Cinelândia com 3 crianças pequenas não era fácil. Foi assim que comecei a procurar uma Igreja onde nós morávamos. Visitei várias igrejas e acabei me batizando e tornando membro da Igreja Congregacional de Bento Ribeiro. Muitos anos depois nossa família veio morar aqui no bairro de Vila Isabel, e ainda por alguns anos o Crispiniano nos leva de carro até Bento Ribeiro. O Crispiniano me levava e trazia, mas não entrava, ficava na porta me esperando. Ele continua católico. E olha que ele tinha um irmão, o Arnaldo, já falecido, que era um pregador da Igreja Batista. Comecei então procurar uma igreja aqui no bairro. Foram duas amigas, já falecidas, quem me trouxeram para Vila Isabel, a Elza e a Lucinda. Elas eram minhas amigas lá na Igreja Congregacional de Bento Ribeiro e vieram pra Igreja Metodista de Vila Isabel quando se mudaram aqui para o bairro. Fui muito bem acolhida e amei a Igreja. Amei os cultos, os pastores, a Escola Dominical, as reuniões de oração, a Sociedade de mulheres. Aqui fiz muitas amigas, de todas as idades. Uma bênção!”

Há alguns anos a irmã Pureza tem enfrentado uma enfermidade muito grave, que a tem, inclusive mantido acamada, mas sua fé lhe tem mantido firme aos pés do Senhor Jesus e na dependência de sua graça. “Deus está no controle! Deus está comigo, todo dia, toda hora”.

Esta entrevista foi concedida ao pastor Ronan num quarto de hospital na última 4ª-feira, ao lado do esposo Crispiniano e das amigas Eliane e Marilene Ribeiro. Maria da Pureza não permitiu que o pastor Ronan saísse do quarto sem que ela intercedesse a Deus pela sua vida e pelo problema de coluna que vem sofrendo.

Ao nosso Deus, todo louvor e honra pela vida dessa serva, de seu esposo Crispiniano, dos 3 filhos (Luiza, Lúcia e Nilton), dos 7 netos e da bisneta. Louvado seja o Senhor por essa mulher de coragem e generosidade que não larga a mão do Mestre. Que consola e ilumina com sua alegria e lucidez a todos que vão visitá-la.

Pureza, você também é gentileza, singela, uma mulher de Deus, um testemunho vi-vo do Deus vivo, um canal de graça, uma graça, um vaso de honra ao Senhor.

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