IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

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Biografias – Gente da Vila
Rio, 5/11/2011
 

Tereza Maria do Nascimento Paixão

Tereza Maria do Nascimento Paixão, nasceu no Sítio Água Branca, num lugarejo chamado Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, filha de Minervino e Josefa. Era o 4º filho de um total de 14. Casou-se aos 14 anos de idade num casamento arranjado pelo pai. Durante os 6 anos que durou o casamento, ela morou com o esposo na cidade de Catende e trabalhavam na usina Catende, que produzia álcool e açúcar. Do casamento nasceram os filhos Laureano e Laurivam.

Após o fim do casamento voltou com os 2 filhos para Cavaleiro. Tinha a própria casa e mantinha a família trabalhando como cozinheira e garçonete num comércio (bar).
Com 23 anos veio para o Rio de Janeiro com as crianças pequenas. “Minha irmã Ma-ria Quitéria já morava no Rio. Trabalhava como empregada doméstica e morava na casa da patroa. Eu também fiquei por um tempo na casa da patroa da Maria Quitéria. Mas já vim de Pernambuco com trabalho arranjado. Fui morar na casa da minha patroa. O pro-blema é que eu não podia morar com os dois filhos. Um ficou comigo e o outro ficou com uma senhora que tomava conta dele pra mim. Eu pagava a essa senhora para ela cuidar do meu filho. Mas como era bem perto, eu estava todo dia com ele. E eu e os 2 filhos es-távamos sempre juntos, conversando e passeando.”

Aos 27 anos casou-se novamente. Como era costume na época, deixou o trabalho para cuidar da casa e da família. O marido Eugênio foi um bom marido e um bom pai. Acolheu e cuidou do Laureano e Laurivam. Das segundas núpcias nasceu a filha Marile-ne. Viveu casada por 30 anos, até o falecimento do Eugênio.

Falando em termos de vivência em Igreja, Tereza, os pais e os demais familiares e-ram católicos. Quando Tereza era solteira a família não ia à Igreja porque não tinha igreja no lugarejo e a igreja ficava longe. Depois de casada, de vir para o Rio de Janeiro e até bem recentemente Tereza não era de frequentar igreja nenhuma.

“Mas aconteceu uma coisa que quero contar. Minha irmã Luiza ficou muito doente lá em Recife. Fui pra lá visitá-la e resolvi ficar um tempo para ajudar a cuidar dela. Numa vez em que eu estava lá com ela, chegou na casa uma senhora evangélica, muito crente. Orou pela Luiza e conversando comigo falou do amor e do cuidado do Senhor e Salvador Jesus. Depois daquele encontro me desafiei a orar ao Senhor. Orava do meu jeito... por minha irmã Luiza e por toda a família. Durante o tempo que estive na casa da Luiza, orava com ela toda noite para que ela pudesse dormir em paz. Na hora de vir embora meu sobrinho, que já era evangélico disse à Tereza: “Tia, procure uma igreja no Rio e fique firme com Jesus!”.

Voltou pro Rio e andou por várias igrejas de crente, mas não achou graça em nenhu-ma. Acabou vindo aqui na Metodista de Vila Isabel e gostou. Voltou várias vezes, mesmo não conhecendo ninguém. “Gostei do culto, a forma ética como os pastores falam de dinheiro, do dízimo. Gostei do trabalho social da Igreja. Senti que era uma igreja ho-nesta. A Marly Coelho foi a primeira pessoa que peguei conhecimento. Foi minha madrinha quando me batizei e me tornei membro em junho de 2000. Daqui só vou sair para me encontrar com o meu Deus. Minha história é muito triste e cumprida. Mas Deus tem em ajudado a esquecer as coisas ruins que me aconteceram. Só vem à minha mente o que é bom”, encerra Tereza, avó de 11 netos, que reside em Vila Isabel com a irmã Maria Quitéria.
“Amo muito a minha igreja e meus irmãos e irmãs!”

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