IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
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Biografias – Gente da Vila
Rio, 5/11/2011
 

Jael Muniz de Figueiredo

Meus avós José Duarte e Isaura Braga Duarte se converteram e fizeram profissão de fé em 1917, quando a nossa Igreja Metodista de Vila Isabel se reunia na rua Silva Pinto. Nesse mesmo dia foram batizados seus três filhos: José (7 anos ), Alzira (6 anos ) e Luzia (4 anos).

Minha mãe Alzira casou aos 17 anos com João Muniz de Góes, um sergipano que já era membro da Igreja Presbiteriana em sua terra natal. Vindo para o Rio de Janeiro, transferiu-se para a Igreja Presbiteriana do Rio. Mas como pregador leigo, gostava de começar trabalhos evangélicos em lugares bem humildes. Em Saracuruna (Caxias), Jacarezinho e Piedade existem igrejas começadas por ele (essas são as que me recordo). Já idoso, tendo sofrido um AVC, não podia mais sair sozinho, passou a frequentar a nossa, Metodista. Foi , então, aconselhado a pedir sua transferência. Foi recebido no domingo 29 de dezembro de 1985, no culto matutino. Nesse mesmo dia, na hora do almoço, já em casa, ele sofreu o terceiro AVC. Internado, veio a falecer no dia 2 de Janeiro de 1986. Foi metodista por muito pouco tempo.

Posso dizer que sou da Igreja Metodista de Vila Isabel mesmo antes de nascer, por-que mesmo grávida, minha mãe não faltava aos trabalhos na igreja, meu pai era prega-dor leigo presbiteriano. Além de receber orientação evangélica pela família, o que recebi nesta igreja tem sido de um extraordinário valor em todos os setores da vida.

A Escola Dominical, principalmente, com as professoras Judith e Irene Tranjan e a Sociedade de Crianças com a diretora Eugênia Tranjan foram de uma grande importân-cia na minha vida cristã. As três tinham um modo cativante de ensinar as lições, da mesma forma que ensinavam a ter amor e cuidado com a igreja e a conhecer bem a vontade de Deus. Elas ensinaram a dar valor, também, a parte recreativa, com participação nas festas da igreja através de dramatizações, músicas e poesias. Estar na igreja para as crianças, era motivo de alegria.

Essa aprendizagem continuou na Sociedade de Juvenis. O conselheiro Celso Daltro Santos, juntamente com D. Nice, sua esposa contribuíram ainda mais para o nosso crescimento. Deles, recebíamos ensinamentos e conselhos para a vida. Lembro que certa vez ao subscritar o envelope de um convite para uma festa nossa, aqui na igreja, eu errei e chamei: “ Conselheiro, fiz uma besteira” e carinhosamente ele falou baixinho: “Minha filhinha, uma mocinha não faz besteiras, faz bobagens”. Era assim que ele nos tratava. Tinha conosco o cuidado de um pai. Quando marcava reuniões em sua residência, fazia questão de levar as moças em casa no seu Citroën e fazia várias viagens. Mas, era muito exigente com os compromissos assumidos por nós e também com a pontualidade. Tinha um lema: “Hora é hora; antes da hora, não é hora e depois da hora não é hora” e as reuniões sempre começavam na hora certa, com qualquer número de sócios presentes, mesmo que fosse um só. Aos poucos, nós nos adaptamos.

A Sociedade fazia um trabalho de evangelização no morro do Andaraí, em casa da sócia Celi. Ele e D. Nice, também, organizavam festas com a nossa participação e foi numa dessas festas que pela primeira vez se cantou música popular na “austera” Igreja de Vila Isabel. Foi a “Festa do Baião”, isso lá pelo ano de 1948.

O nosso domingo era praticamente dedicado a obra do Senhor. Pela manhã, Escola Dominical e Culto, às 16h evangelização no morro do Andaraí, às 18h Reunião da Socie-dade, às 19:30h o culto ao ar livre e às 20h culto no templo.

Na igreja fui durante anos professora no Berçário, e também, Superintendente da Es-cola Dominical. Fui eleita sem estar presente no Concílio Local (acontecido em dezembro de 1986) porque estava viajando e quando retornei, foi aquele susto! A Escola Dominical estava sob a minha responsabilidade sem que eu esperasse.

Embora não fosse uma tarefa fácil, recebi muito apoio, muita ajuda de senhoras, de alguns homens e principalmente da mocidade. Posso dizer que a Escola Dominical foi renovada, já que estava um pouco caída. Falo sem modéstia porque o mérito não foi meu e sim de toda a turma que me ajudou. Trouxemos de volta a comemoração de al-gumas datas importantes e também, a Escola Bíblica de Férias (EBF). Pena que não seja possível citar todos os nomes, já que são muitos. Vou citar, apenas, alguns: a diretora do Departamento Primário que hoje está na congregação do Grajaú e que foi o meu braço direito: Lúcia de Almeida Assis. Minha prima Pérside semanalmente progra-mava e dirigia o cultinho das crianças.

Nesse ano (1987), sob a regência magistral de Rute Páscoa, o Coral Ondina Franco (o das crianças), pela primeira vez cantou a duas vozes e teve um solista, o Rafael (filho da Decimília e Alfredo Hudson). Pela 1ª vez a igreja bateu palmas, e de pé! Foi lindo!

Na época, havia uma divisão entre os juvenis: o grupo da Escola Dominical e o grupo da Sociedade de Juvenis. Como Heloísa Stopatto tinha sido eleita conselheira da Sociedade de Juvenis, pedi a ela que aceitasse ser também, professora da classe de juvenis para fazer um trabalho a fim de que os dois grupos se unissem. Deu resultado.

Mesmo sem a aprovação de alguns membros mais conservadores, a Ceia do Senhor começou a ser ministrada para as crianças. Como o cultinho com as crianças era feito antes do culto com os adultos, o pastor ia até a capela e antes de ministrar a ceia, con-versava com as crianças sobre o significado daquele momento e as professoras participavam junto com seus alunos.

Outra coisa que foi introduzida na minha gestão, foi o cafezinho oferecido no intervalo entre o a Escola e culto, evitando que algumas pessoas que sentiam falta desse gostoso “ aperitivo” , precisassem ir até a padaria ou o bar da esquina.

Fui convidada pelo Rev. Eugênio Sias para ser uma de suas assessoras e depois continuei sendo assessora dos pastores Paulo Vieira e Marcos Torres.

Resta falar da Sociedade de Mulheres da qual faço parte há 29 anos, seguindo os passos de minha avó e de minha mãe, pois sou a 3ª geração da família na Sociedade e por isso, a admiração pelo trabalho desta organização, vem desde quando eu era crian-ça.

Fui vice-presidente nas gestões de Elzira Peixoto e de Leny Pimenta e também já o-cupei o cargo de secretária correspondente. Durante 11 anos fui a redatora do jornal da Sociedade, o “Martas & Marias”. Hoje, trabalho no Departamento do Cultivo Espiritual da
Sociedade, fazendo a liturgia juntamente com Joelsa Santos para os cultos especiais da Sociedade e sempre que haja necessidade ou oportunidade. Teresinha Nery e eu, coordenamos o Círculo Esperança. A Sociedade tem 4 círculos de trabalho,

Sou imensamente grata a todos que de alguma forma me ajudaram nessa trajetória e dou muitas graças a Deus por ter podido colaborar um pouquinho na sua Obra, porque a verdade é que em todo esse percurso, a abençoada sempre foi e continua sendo eu, Jael.

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