IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Biografias – Gente da Vila
Rio, 5/11/2011
 

Francisca Fraga de Almeida

FRANCISCA FRAGA DE ALMEIDA, é filha de Onofre e Maria, que tiveram 4 filhos (2 casais), dos quais 2 faleceram. Vivem a Francisca e seu irmão caçula, o Sebastião, de 70 anos.

Francisca nasceu na Fazenda da Glória, na zona rural da cidade fluminense de Valença. A família mudou-se para a cidade (de Valença) quando Francisca tinha 7 anos. A família era Católica. E mesmo hoje em dia, em toda a família, só a Francisca é evangélica.

Casou-se aos 22 anos com o jovem Jessé, e foi o casamento que a levou a ser evangélica e metodista. “Quando eu tinha 18 anos meus pais permitiram que eu brincasse o meu primeiro carnaval, o primeiro baile de carnaval. Mas enquanto eu caminhava em direção à festa, vi na rua um belo rapaz de terno (naquele tempo a roupa social dos homens era terno e gravata!) e acabei criando a oportunidade de conversar com ele. Foi praticamente amor à primeira vista! Eu o convidei a ir à festa de carnaval comigo, mas ele me disse que não brincava carnaval. Ali tomei a decisão de não ir mais ao baile. Perguntei se o Jessé me acompanhava até à minha casa. Ele gentilmente aceitou. Sei que namora-mos durante 6 anos e então nos casamos. O Jessé era filho de pais presbiterianos, e em-bora estivesse afastado da Igreja, era uma pessoa muito temente a Deus”, conta a Francisca.

Na hora de tratar do casamento Jessé fez uma exigência: “Queria casar-se num tem-plo evangélico, no rito evangélico”. Francisca concordou. Casaram-se na Igreja Metodista de Valença. Quando nasceu o 1º filho, o Ismael, Francisca achou importante batizá-lo. O Ismael foi batizado na metodista de Valença. Como o Jessé entendia que o batismo não era apenas o rito, mas exigia um compromisso espiritual dos pais com Deus, Jessé depois de muitos anos afastado da Igreja, passou a frequentar a Escola Dominical da Metodista de Valença com o pequenino Ismael.

Quando nasceram o 2º filho e a filha caçula, foi tudo igual: Izael e Ilma foram batizados na metodista e tornaram-se também alunos da Escola Dominical. “Eu não ia à Igreja. Mas todo domingo de manhã o Jessé arrumava as 3 crianças e as levava para a Escola Dominical. Era algo importante para o Jessé levar os filhos à Igreja e ensiná-los sobre o amor e a Palavra de Deus. Ele não me obrigava nem me constrangia a ir à igreja. Eu o acompanhava às festas na igreja, mas era só isso. Mas a perseverança, a seriedade e o amor que ele tinha por Deus foi me tocando e num domingo, eu disse pro Jessé: a partir de hoje você não vai mais levar as crianças à Igreja! Nós vamos levar às crianças à Igreja! Era o mínimo que eu podia fazer para apoiar algo que era tão importante pro Jessé”.
Os filhos levaram Jessé novamente para Jesus e para a Igreja de Jesus. Ele se empenhou para que os filhos pudessem igualmente confiar em Jesus e amar a Igreja. Mas infelizmente os 2 filhos e a filha se afastaram da Igreja quando eram jovenzinhos.

Francisca também se tornou aluna da Escola Dominical. Não demorou foi envolvida pelo amor do Senhor e da Igreja e sentia-se realmente entre irmãos e irmãs. Batizou-se e tornou-se membro da igreja logo depois. Na Igreja foi secretária da Junta de Ecônomos (que nos anos 80 foi substituída na Igreja Metodista pelo Ministério da Ação Administra-tiva, o MAAD), chefe da cozinha da igreja, obreira da ação social, Superintendente da Escola Dominical e, por várias vezes, presidenta da Sociedade de Mulheres.

Alguns anos depois, sem um motivo significativo, sentiu sua fé abalar e desmotivada a participar da Igreja. Acabou por se afastar da Igreja por uns 10 anos. “Não era para ficar tanto tempo afastada. Mas confesso que queria voltar e tudo em volta conspirava contra isso. Todo dia havia um motivo que impedia o meu retorno. Quando a gente perde a disciplina de reservar aquele tempo pra Igreja e pra Deus, é muito difícil mudar, voltar. Outras coisas e outras prioridades tomam o lugar da Igreja e de Deus. Mas graças a Deus não me faltaram amigos e irmãos interessados em mim e no meu retorno à Igreja. Diziam que sentiam muito a minha falta, que oravam por mim. Graças a Deus e a uma igreja amiga e amorosa consegui retornar à Igreja”.

Francisca sofreu duas perdas enormes: em 1987 faleceu o filho Izael e em 2003 fale-ceu o esposo Jessé. “Depois que o Jessé faleceu num hospital aqui do Rio de Janeiro, nunca mais senti vontade de voltar para Valença, para a nossa casa. A casa se transformou num lugar triste. Viver ali sem ele seria muito difícil. Acabei vindo morar com minha filha Ilma aqui no Rio.”

Ilma mora na Tijuca. Num dia percebendo a tristeza da mãe e a falta que ela sentia da Igreja, levou-a uma igreja evangélica bem perto de casa, na rua Conde de Bonfim. Mas a Francisca estranhou. Disse que gostaria de voltar pra igreja dela. Por isso procurou a metodista mais próxima de sua casa. Numa terça-feira à noite veio ao culto de oração aqui na Metodista de Vila Isabel, acompanhada pela Lucinéia, empregada da casa. Gostou muito do culto e decidiu congregar na Metodista de Vila Isabel, tornando-se membro em abril de 2005. Desde então vem e volta de ônibus para a Tijuca. Sozinha e Deus. Para um jovenzinho isso é fácil, mas para uma octogenária é um desafio e tanto. Por isso temos de pensar urgentemente num jeito de pegar e levar em casa as pessoas idosas que vêm sozinhas a nossa igreja. A carona solidária, por exemplo.

Francisca tem 5 netas e 1 neto. É uma “vovó” sempre alegre e muito amiga das crian-ças. Na Igreja da Vila participa hoje dos cultos dominicais matutinos, da Escola Dominical, do grupo de discipulado e da reunião da Sociedade de Mulheres que acontecem nas tardes das 3ªs-feiras.

Louvamos a Deus, porque o jovem Jessé, fiel aos seus valores ao não aceitar o convite para um baile de carnaval, ganhou o coração da mocinha dessa história e ajudou-a a conhecer Jesus como seu Senhor e Salvador. O exemplo e a perseverança daquele jovem pai e esposo nos legaram essa bênção que é a “Dona Chiquinha” em nosso meio.

Louvamos a Deus pela vida da Francisca, louvamos a Deus pela fidelidade do Jessé a sua fé. Quanto aos demais familiares, cremos que o testemunho de Jessé e Francisca deixou a semente do evangelho e do amor de Deus em seus corações. “No Senhor, nosso trabalho nunca é em vão. Nem a educação dos filhos!” Aleluia!

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