IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

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Biografias – Gente da Vila
Rio, 5/11/2011
 

Maria Marfim

Maria Marfim, filha de Francisco e Silvina, nasceu em 13 de novembro de 1925 no município cearense de Itapipoca, próximo de Fortaleza. O pai Francisco, casou-se 3 vezes, tendo em cada casamento 3 filhos. A Maria Marfim é a 2ª filha do 3º casamento, que só teve meninas (Elza, Maria Marfim e Áurea).

Crescidinhas mudaram-se de Itapipoca para Fortaleza.

Em 1931 o pai, um delegado da polícia civil, investigou e resolveu um caso difícil e por conta disso teve de se refugiar durante um determinado período para não ser morto. Encontrou refúgio na casa do Pastor Natanael Cortes, um renomado pastor presbiteriano de Fortaleza.

O pastor o levou à igreja e lhe deu uma bíblia. Francisco ficou encantado com a Bíblia e acabou por converter-se. Não demorou, fez o curso para pastor e tornou-se pastor da Igreja Presbiteriana. A Silvina, mãe da Maria Marfim, que era muito católica, não acompanhou a decisão do Francisco. “Morreu católica”. Apesar da diferença na religião Francisco e Silvina eram muito companheiros, se respeitavam e se davam muito bem. Mas as coisas nem sempre eram tranqüilas.

“O padre da igreja onde minha mãe participava dizia que a Bíblia era um livro maligno. Naquele tempo isso não era incomum. Basta a gente ler a história dos missionários e-vangélicos e veremos o quanto eram perseguidos e como em muitos lugares, incentivados pelos padres daquela época, as Bíblias eram queimadas em praça pública”.

“Meu pai era um homem maravilhoso. Um bom pai e um bom marido para minha mãe. Eu ficava pensando: como um homem tão bom como o meu pai pode ter, ler, amar e seguir a um livro maligno? Comecei a ler às escondidas a Bíblia do meu pai. Não demorou e num 2 de abril de 1942 eu estava sendo batizada e fazia minha pública profissão de fé. Eu era uma adolescente e nunca mais larguei minha Bíblia e meu Senhor e Salvador Jesus.

“Minha irmã Elza chegou a ser freira, mas desistiu após uma doença que a acometeu. Para ser freira precisava da autorização do pai e da mãe. Mas como o meu pai “era do diabo” (um Bíblia, evangélico), a Elza foi aceita só com a autorização da mãe. A minha irmã Áurea, a caçula, converteu-se também e tornou-se crente fervorosa. Vive em Forta-leza.”
Em 1953 Maria Marfim casou-se com um representante comercial e naquele mesmo ano o casal veio morar no Rio de Janeiro. Ela era funcionária pública federal, não tendo problema na transferência. Aqui teve as filhas Elisa Maria, Débora e Mônica. A família cresceu e hoje Maria Marfim tem 6 netas e 1 neto e uma bisneta, a Beatriz, filha da Maíra e neta da Elisa Maria.

No Rio, o primeiro lugar em que morou foi no bairro do Flamengo. Começou então a frequentar a Igreja Presbiteriana de Copacabana, cujo pastor era o Rev. Nehemias Mari-en. Mas como ficava longe de sua residência, começou a procurar uma alternativa mais próxima. Um dia entrou na Igreja Metodista do Catete. Como não havia igreja metodista em Fortaleza e ela não conhecia a Igreja Metodista perguntou-se: “O que pode ser essa tal igreja metodista? Será uma igreja evangélica? É espírita?” No dia que entrou na igreja pela 1ª vez para participar do culto descobriu que a Igreja Metodista era muito igual à Presbiteriana. Foi recebida carinhosamente pelo pastor da Igreja, Rev. Antônio Baggio e sua esposa Dulce e suas filhas. Mesmo depois que se mudou para o bairro da Glória continuou firme na Igreja do Catete, participando dos cultos, Escola Dominical, Sociedade de Mulheres. Ia de bonde para a Igreja com as filhas.

Mesmo membro da Igreja do Catete, começou a frequentar os cultos da Cruzada E-vangelística Uma Nova Vida do Pastor Roberto Mac Alister que aconteciam nas tardes dos domingos na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Isso foi antes dele organizar a Igreja de Nova Vida. Começou em 1961 a partir de um programa evangelístico na rádio Mayrink Veiga. Primeiro os cultos aconteciam na própria rádio. Mas como cresceu o nº de participantes, foi necessário o aluguel do grande auditório no 9ª andar do prédio da ABI.

Na Igreja do Catete, em 1960 o Rev. Baggio foi substituído pelo Rev. Arcendino Tei-xeira. Algum tempo depois este último ao saber que ela freqüentava um outro culto con-versou com ela. Maria Marfim avaliou e tomou a decisão por ser membro da Igreja de Nova Vida, do Rev. Mac Alister. Maria Marfim trabalhou ativamente nas campanhas fi-nanceiras para a construção da Igreja de Nova Vida, no bairro de Botafogo, inaugurada em 1971.

Com as filhas casadas e residindo sozinha, mudou-se em 1994 para o bairro de Vila Isabel. Procurou então uma Igreja próxima de sua nova residência. Visitou várias igrejas do bairro, inclusive a Metodista de Vila Isabel. O fator decisivo para regressar à Igreja Metodista foi a existência da Escola Dominical. Freqüentou a Igreja a partir de 1994, tor-nando-se membro em junho de 1996, quatro meses após a chegada dos pastores Ro-nan, Adilson e do saudoso Rev. Eugênio. Mas a primeira vez que veio à nossa Igreja foi recebida pelo saudoso irmão Elyas Soares, professor da Classe Maranata, da Escola Dominical, e também pela saudosa Aurora Alsina, que tornou-se uma grande e inestimá-vel amiga.

Hoje mora no apartamento que a filha Mônica mantém no bairro do Maracanã, e co-mo não consegue mais locomover-se sozinha, não tem participado da Igreja Metodista de Vila Isabel, que se tornou “a Igreja do Coração”, sentindo muitas saudades dos ami-gos(as) e irmãos(ãs), particularmente dos cultos, Sociedade de Mulheres, grupo de dis-cipulado de Mulheres e Escola Dominical. Eventualmente vai à uma igreja Assembléia de Deus localizada bem perto do prédio onde mora e onde pode prestar seu culto ao Senhor, embora não deixe de ler continuamente a sua Bíblia, que aprendeu a amar através do testemunho do seu pai Francisco.

Nossa gratidão a Deus pela vida desta querida irmã!

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