IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
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Biografias – Gente da Vila
Rio, 5/11/2011
 

Nair Gonçalves Ferreira

Nair Gonçalves Ferreira nasceu em 1923, no município de São Sebastião do Alto, RJ,de uma família cristã metodista, talvez uma das primeiras da raiz metodista brasileira. Ela, seus dois irmãos e seus pais, descendentes de espanhóis, moraram na fazenda de seus avós maternos, da família Sias, até a sua idade de nove anos, tendo depois mudado para uma outra fazenda na Serra do “Queira Deus”, fonte de muitas histórias de sua adoles-cência, e onde viveu com seus pais até seu casamento com Izaltino, da família Rocha Fer-reira, que pertenceu à igreja da Vila até sua morte em 1999, aos 83 anos.

Eles se conheceram nos cultos da escola dominical em casa de seu pai, Cesário Mielgo Gonçalves, na fazenda da Serra em São Sebastião do Alto, que era transformada em Igreja, aos domingos.

A casa era frequentada por pastores que, uma vez por mês, iam até lá para realizar ba-tizados, casamentos, oferecer a santa ceia e converter novos membros. Nair se beneficiava desse convívio com pessoas de uma educação superior para a localidade, pois, por causa das longas distâncias de mais de três horas da escola local ( no lombo de um burro), não pôde continuar seus estudos, tendo estudado só por três anos. Adquiriu, mesmo assim, a qualidade de alfabetizadora como sua mãe, Clotilde Sias, que desenvolveu essa habilidade alfabetizando os agregados da fazenda. Nair, mais tarde, já no Rio, alfabetizou sua filha mais nova, que hoje é doutora em Letras e professora universitária.

Nair foi morar, depois de algum tempo, em Jaguarembé, lugarejo do município de Itao-cara, no novo sítio comprado por seus pais, onde teve três filhas: Elci, Eni e Marilene. Assistia nessa época aos cultos na Igreja presbiteriana local, fundada pela família dos Brito, pois não havia Igreja metodista lá, tendo ido, anos depois, morar na fazenda dos pais de Filhinho, quando o pai dele morreu precocemente.

Esse acontecimento marca sua história com sua vinda para o Rio de Janeiro , pois a fazenda, agora de sua sogra, tinha uma escola somente para alfabetização e produção agrícola ativa baseada principalmente na venda de fumo, o que fez com que Nair, insa-tisfeita com os negócios familiares, resolvesse com seu esposo a vinda para o Rio, com o objetivo de dar uma educação melhor para as filhas. Conseguiu realizar seu objetivo, a du-ras penas, pois não foi fácil viver os primeiros tempos, pois embora tivesse conseguido comprar uma casa com a mudança, o marido procurava emprego. Nair contribuía para a renda familiar, nessa época de carência econômica e de início no novo emprego do marido, no serviço público, como costureira.

Tendo mudado, inicialmente, para Nilópolis, logo, ela conseguiu escola para as filhas, pública, ou particular às custas de bolsas de estudos conseguidas com políticos locais. Assistia aos cultos na Igreja metodista do centro de Nilópolis, cujo pastor era o venerável reverendo Dornellas na época. Alguns anos mais tarde, ela ofereceu sua casa para o início de uma Escola dominical, que foi a semente para a fundação da segunda igreja metodista em Nilópolis: A igreja metodista Paulo de Tarso, na qual foi ativa fundadora e participante, juntamente com o marido e as filhas. Mudou-se de Nilópolis, quando as filhas, já jovenzinhas, desejaram morar em locais de melhor acesso para o trabalho e os estudos: as filhas se formaram e são profissionais respeitadas nos campos do ensino acadêmico e do direito.

Foi assim que Nair mudou-se para a Tijuca e para a Igreja Metodista de Vila Isabel, da qual faz parte ativa há 43 anos, depois de ter ficado durante um pequeno espaço de tempo na igreja de Cascadura. Suas três filhas se casaram e lhe deram quatro netos, que já lhe deram cinco bisnetos: que muito alegram sua vida, rica de detalhes impossíveis de se transmitir em tão pequeno espaço, mas de um valor que pode servir de modelo para os jovens que, muitas vezes, pensam em desistir com o primeiro obstáculo que surge. Nair é uma lição de vida, e de história, mesmo com uma pequena dificuldade de locomoção, atu-almente, devido ao reumatismo, ao qual ela recusa render-se, aos 87 anos de idade.

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