IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Biografias – Gente da Vila
Rio, 21/4/2007
 

Alzira Duarte Muniz

Alzira Duarte Muniz (16.9.1911 - 25.8.2002)

João Wesley Dornellas


“Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem de suas fadigas., pois as suas obras os acompanham” Ap. 14:13
Depois de mais de um ano de sofrimentos e muitos meses de internação hospitalar, Deus chamou no domingo passado nossa querida irmã Dª Alzira Duarte Muniz, mais ou menos no momento em que se orava por ela em nosso culto. Foi uma tristeza geral já que todos gostavam muito dela No cemitério do Caju, onde seu corpo foi sepultado na segunda feira, apesar da tristeza e das lágrimas, o ambiente era de confiança em Deus. Na coroa de flores em nome da família, constava a expressão “hoje o céu está mais rico”. Todavia, quem melhor falou, na série de depoimentos sobre sua vida e sobre o seu caráter cristão, foi certamente seu filho Joás. Todos os cinco filhos falaram e ele foi o que falou menos, apenas duas frases, proferidas com lágrimas: “Deus é amor. Alzira, minha mãe, também é amor”. O testemunho do filho foi a confirmação de tudo quanto as pessoas falaram dela naquela hora triste da despedida, todas exaltando sua fé operosa e a grande confiança que tinha em seu Libertador.

Na sexta-feira, quando escrevo estas linhas, revejo emocionado um vídeo de uma mesa redonda que fizemos vinte anos atrás no qual tivemos alguns depoimentos sobre a história de nossa igreja. Lá estavam testemunhando, ao lado de Luiz Pimenta e Elyas Soares, os saudosos Nelson Peixoto, Carlos Valle Rego e Dona Alzira. Essa é a imagem que queremos guardar dela, ainda com muita saúde, lúcida, contando experiências vividas em quase setenta anos.

Em homenagem à sua memória, vamos lembrar alguns aspectos de sua vida, conforme relatados naquela reunião e em entrevista que fiz com ela para colocar seu pai e sua mãe na Galeria dos Heróis da Fé de Vila Isabel, que foi publicada no Jornal da Vila. Ela gostava de contar a história da conversão de seus pais e as implicações que esse fato teve em sua própria vida. Convidados a participar de um culto por um casal de vizinhos, o Sr.Antonio Bento e sua esposa Filismina, os pais de Alzira, José Duarte e Isaura, que moravam na Rua Pontes Correia, no Andaraí, vieram à casa da Rua Silva Pinto, onde a igreja se reunia, e se converteram. Era o ano de 1917. No dia 25 de novembro , Alzira foi batizada, juntamente com seus pais e os irmãos José e Luzia, pelo Rev. Hipólito de Campos. Assim começou a carreira cristã de Dª Alzira, carreira que ela nunca interrompeu, guardando a fé e combatendo sempre o bom combate.

Quando tinha menos de 13 anos, juntamente com seu irmão José, ela foi recebida à comunhão da igreja, fazendo a sua pública profissão de fé no dia 29 de fevereiro de 1924. Nessa mesma época, foi admitida como sócia da Sociedade Auxiliadora Feminina, hoje chamada Sociedade de Mulheres. Não havia naquele tempo a sociedade de juvenis.
Muito importante, ao falar da carreira cristã de Alzira e de seu marido João, um pregador leigo presbiteriano que acabou vindo para nossa igreja, foi o fato de que todos os seus cinco filhos, Edna, Jael, Enock, Sérgio e Joás, foram criados na igreja e estão firmes nela, bem como muitos dos seus netos. A família toda foi criada em bases muito firmes, uma casa realmente construída sobre a rocha que é Jesus Cristo. João, o marido de Alzira, assumiu os seus votos em nossa Igreja Metodista no final do ano de 85. Poucos dias depois, em 2 de janeiro de 1986, ele falecia.

Dona Alzira amava muito a sua igreja de Vila Isabel, de onde nunca se afastou. Junto ao seu corpo no velório estava a nossa Bíblia do Centenário, tendo a foto de nossa comunidade na capa. Logo abaixo, sua família mandou colocar os dizeres “a igreja que ela tanto amou”.Também era conhecida pelo amor que dedicava aos seus pastores. Falava de todos com muita admiração e respeito. Houve

um, no entanto, por quem D Alzira tinha um apreço muito especial. Era o Rev. Ferdinando Coelho. Estando certa vez de viagem à Bahia, ela pediu e foi visitar o Rev. Ferdinando em Aracaju, onde ele era missionário, muitos anos antes de seu filho Joás ter escolhido aquela cidade para morar.

Durante a sua longa enfermidade, que a incapacitou de andar, toda a igreja acompanhou suas vindas ao templo numa cadeira de rodas. Sempre com um sorriso a testemunhar a sua fé e sua confiança em Deus. Quando a doença se agravou e ela perdeu quase todo o contato com o mundo externo, o testemunho da família é que, nos momentos de alguma lucidez, sua lembrança se concentrava somente em Jesus Cristo e em sua igreja. Conversando com Sérgio, ele destacou agradecido o carinho e a dedicação sacrificial de suas irmãs Edna e Jael em todos os momentos da doença de sua mãe, suprindo a ausência física dos seus irmãos que residem em outras cidades e dele próprio, tão atarefado nas lutas pela vida.

Contemplando a obra de amor de Alzira Duarte Muniz e a doce entrega de sua vida a Deus, nós podemos nos certificar da veracidade das palavras do Apóstolo Paulo em Romanos 8: “nada nos separa do amor de Deus revelado em Jesus Cristo”. Deus seja louvado pela vida de Alzira. Estamos muito tristes com sua partida mas, ao mesmo tempo, muito felizes por sua entrada nos Céus, onde agora, e pelos tempos sem fim, pode ver nosso Deus face a face e conhecê-Lo tão bem como foi sempre conhecida por Ele.

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