IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Biografias – Pastores(as) Metodistas
Rio, 21/4/2007
 

Arlete Quaresma, a primeira pastora metodista da I Região Eclesiástica

Revda. Arlete Quaresma

(Rev. Manoel Horacio da Silva)


“Depois, de revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus
(Jó 19: 26)


Por volta das nove horas da noite de sexta-feira, dia 21 deste mês, ao regressar de uma visita hospitalar a um seu parente, na cidade de Itaperuna, juntamente com outros membros da Igreja Betel de São Cristóvão, em Cabo Frio (RJ), onde pastoreava, a Revda. Arlete Quaresma foi vítima de acidente fatal. Na Estrada Amaral Peixoto, entre São Pedro da Aldeia e Cabo Frio, o carro em que se encontrava atropelou um cavalo que atravessava a referida via. Outras pessoas que se encontravam no carro sofreram apenas pequenas escoriações. A pastora Arlete chegou a ser hospitalizada, mas não resistiu aos ferimentos e ao choque causado pela queda do animal sobre si, vindo a falecer por volta a meia-noite daquele dia.

A cerimônia fúnebre foi presidida pelo Revmo. Bispo Paulo Tarso de Oliveira Lockmann, estando presente mais de uma dezena de pastores e pastoras, bem como grande número de pessoas de igrejas que foram pastoreadas por Arlete.

Ela nasceu em 22 de novembro de 1934 e contava com 38 anos de ministério pastoral, desde sua admissão à experiência, em 1966, dos quais boa parte deles dedicado à área missionária da Igreja, no Nordeste do Brasil.

O X Concílio Geral da Igreja Metodista do Brasil, que teve seu início em julho de 1970 em Belo Horizonte, sendo interrompido para reiniciar em janeiro de 1971 na cidade do Rio de Janeiro, tomou duas grandes decisões. A primeira foi a de dar à nossa Igreja a dimensão universal, retirando de seu nome a expressão “do Brasil”, que era restritiva, ficando apenas Igreja Metodista, como até hoje é denominada. A segunda decisão importante foi a de que o acesso à Ordem Presbiteral de nossa igreja seria “sem distinção de sexo”, o que lhe valeu a honrosa menção de merecedora, na época, da Rosa de Prata, pelo saudoso jornalista Heron Domingues, pela corajosa e justa decisão de abrir as portas do Ministério Pastoral Pleno, na Igreja Metodista, no mesmo pé de igualdade, também às mulheres.

A partir de 1974 começaram, nas Regiões Eclesiásticas, as ordenações de presbíteras, sendo a saudosa Arlete Quaresma ordenada presbítera pelo XXX Concílio Regional da 1ª. RE, realizado em janeiro de 1975. Na sua simplicidade, Arlete sempre demonstrou firmeza de caráter e robusteza de fé e, em vida certamente creu como Jó e podia afirmar: “depois de revestido o meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.”

Dentro de mais alguns dias, ou seja, a partir do próximo dia 9 de fevereiro, entraremos, segundo o calendário litúrgico cristão, no ciclo Pascal, envolvendo a Quaresma, a Semana Santa, a Páscoa e o Pentecostes. Entretanto, nós metodistas na Primeira Região Eclesiástica, não teremos mais conosco a nossa Quaresma humana nesse tempo de reflexão, pois Arlete, a pastora, já não está mais conosco aqui porque o Senhor a chamou!

Que o roxo ou o lilás da saudade e da contrição sejam substituídos pelo branco ou amarelo-ouro que simbolizam a luz, a glória, a alegria, a vitória e a divindade eterna.

À família enlutada, a certeza de que o próprio Senhor lhes enxugará as lágrimas de tão sentida ausência

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