IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
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Biografias – Leigos e Leigas Metodistas
Rio, 22/4/2007
 

Paulo Lopes, da Igreja Metodista da Tijuca

Paulo Lopes: um obreiro aprovado

Por Paula Damas

Paulo Lopes é um exemplo de fé, vida e maturidade cristã para todos os que com ele convivem e conhecem sua história. É um mineiro persistente, que nasceu no dia 3 de novembro de 1928, na cidade de São João Nepomuceno, próximo a Juiz de Fora, na zona da mata. É filho de José Álvaro Lopes e Alzira Mendes Lopes, furtada do privilégio de acompanhar os passos desse que se tornou um valoroso servo nas mãos de Deus, pois faleceu em seu parto. Apesar dessa perda, Paulo teve uma boa infância e como costuma dizer é “metodista de nascença, tanto que tem um M de metodista desenhado na mão.”

Paulo Lopes foi criado pelo pai e pelas tias, vindo para o Rio de Janeiro em 1932. Passou toda a infância e adolescência na Igreja Metodista de Vila Isabel. Desde pequeno já participava ativamente das programações da igreja. Cantou no coral infantil e freqüentou as aulas da Escola Dominical. Sua profissão de fé aconteceu na adolescência, em 12 de maio de 1944, quando estava à frente da Igreja o reverendo Antônio de Campos Gonçalves, que, segundo Paulo, além de grande pastor metodista, foi também excelente compositor e escritor. Um dos hinos preferidos de Paulo Lopes é uma composição do reverendo Antônio de Campos Gonçalves, o de número 92 do cancioneiro.

O primeiro cargo na igreja foi o de presidente da Sociedade de Juvenis. “Criamos o coral juvenil e intensificamos o trabalho de evangelização na favela do Derbe, que hoje é chamada de Maracanã. Todos os domingos os adolescentes participavam de um culto lá. Sempre tive um cuidado com a evangelização, pois o nosso chamado é esse: Ide e Pregai”, contou Paulo Lopes.

Aos 18 anos, foi para Juiz de Fora, pois sentia o desejo de conhecer novas terras, criar novas amizades e trabalhar em outras igrejas. Durante cinco anos trabalhou com a mocidade mineira, principalmente das Igrejas Metodistas Central e de São Mateus. Nesse período estreitou laços mais do que de afeto e de comunhão com a jovem Edy Souza Lopes, se casando com ela no dia 18 de fevereiro de 1950, ele com 20 e ela com 16 anos. Da união nasceram três filhos: Paulo Ernesto, Sonedy e José Ricardo.

No início da década de 50 voltou a residir no Rio de Janeiro e passou a congregar na Igreja Metodista de Cascadura, exercendo diversas lideranças por cerca de 35 anos. Foi conselheiro dos juvenis, superintendente da Escola Dominical e presidente da Sociedade de Homens. Ele foi o primeiro presidente da comissão de construção do atual templo da IM Cascadura. “Começamos aquela obra com apenas quatrocentos mil réis em caixa. Foi pela fé”, recorda

Sempre exercendo sua vocação evangelística, Paulo Lopes, ao lado da Sociedade de Homens de Cascadura, abriu dois pontos missionários, um em Gardênia Azul e outro em Cavalcante, hoje igrejas.

Paulo Lopes sempre teve sua vida profissional ligada ao comércio, mas ele faz questão de frisar que isso nunca o fez abandonar a igreja e suas atividades. Tanto é que durante os mais de cinco anos que trabalhou no Jornal Avante, saía direto do trabalho para a Sede Regional. “Foi uma experiência tão boa!”, exclama ao lembrar da participação do AVANTE. “Dava muito trabalho, mas valia a pena”, acrescenta. Além de ter feito parte do Conselho Editorial do AVANTE, Paulo Lopes durante muitos anos era o responsável pela distribuição do Jornal. “Eu vinha para o jornal depois do meu trabalho, separava os exemplares para cada igreja, preparava as etiquetas, dobrava e amarrava para o envio pelo correio. Era uma bênção!”, lembra saudoso.

Sempre muito ativo, Paulo Lopes ocupou cargos de liderança em todas as esferas da Igreja Metodista. Trabalhou na antiga Secretaria de Missões Regionais, Codiam, foi SD e vice-presidente da Federação dos Homens, além das inúmeras responsabilidades na igreja local. Ele atuou em praticamente todos os cargos da Igreja. “Fui até faxineiro, só faltou eu ser guia-leigo e esse é o meu único pesar. Antigamente os guias-leigos eram o braço direito dos pastores e eles escolhiam normalmente os mais velhos. E eu garoto novo não tinha oportunidade.” Porém, com toda a sabedoria e maturidade cristã Paulo Lopes afirma: “uma das coisas que eu aprendi foi amar os pastores. Eu sempre amei muito os meus pastores. Nunca tive em toda a minha vida atrito com pastor nenhum. Todos são meus amigos”.

Paulo Lopes não se cansa de repetir que são inúmeras as bênçãos recebidas pelo Senhor: a saúde, a alegria dos 77 anos, a vida da esposa, dos três filhos, dos sete netos, dos cinco bisnetos. “Porém, a maior felicidade é que todos estão na igreja. Isto é muito importante porque ao longo da minha caminhada de fé fui lançando as sementes, elas germinaram e cresceram. Hoje vejo os frutos.”

Esse ano, Paulo e Edy completaram 56 anos de casados. “Ela sempre foi uma grande companheira. Apesar de termos casado muito jovens sempre mantivemos os pés no chão, firmes na nossa crença, e no nosso amor. Mesmo com as dificuldades, problemas e lutas, ela sempre esteve ao meu lado, me acompanhando em todos os trabalhos, sem nunca me abandonar.”

Um assunto que sempre o emociona é lembrar do filho Paulo Ernesto, que aos 48 anos foi chamado pelo Senhor. Paulo Ernesto sempre dedicou a sua vida à igreja. “Foi uma força tão grande, tão grande que o Senhor me deu quando o meu filho faleceu! Foi algo especial que Deus deu a mim e a minha esposa. As pessoas não sabiam o que fazer, mas Deus foi tão bom para nós, tão generoso. Aconteceu tudo muito rápido. Recebemos a situação com tristeza, mas Deus nos fortaleceu, enfrentamos e passamos essa fase porque confiamos Nele. E temos a certeza de que um dia estaremos juntos novamente.”

A certeza da presença de Deus e seu cuidado para com essa família puderam ser vistas no final do ano passado. “Um dos meus bisnetos, de três anos, que nasceu com um problema na coluna, teve que fazer uma cirurgia. Mas foi um momento maravilhoso, pois vimos Deus do lado dele. E essa é uma das bênçãos que só o Senhor pode dar, por isso, somos felizes e alegres porque Deus está conosco e ele não desampara os seus”, testemunhou.

Nos últimos 25 anos, Paulo e sua esposa são membros da Igreja Metodista da Tijuca, onde é o tesoureiro há 10 anos. “Estamos numa grande campanha e se Deus me der essa bênção quero ver construído o novo templo”, disse. E complementou “louvo ao Senhor por pertencer à Igreja. A igreja para mim é minha segunda família, eu não vivo sem ela”, declarou sorrindo. Além de tesoureiro, Paulo Lopes também desenvolve atividades com o Grupo Renascer, formado por pessoas da terceira idade ou, como ele prefere chamar, Melhor Idade. “Alguns acham que esse tipo de trabalho é só brincadeira, que não surte efeito. Isso não é verdade. Trabalho com 49 “jovens idosos”, sendo que mais de 30 deles são de outras igrejas e religiões. Todas as nossas reuniões contam com momentos de devocional. Mensalmente acontecem encontros, recreações, aulas e palestras.”, descreve Paulo.

Paulo Lopes destaca como um dos momentos mais marcantes de sua caminhada na Igreja Metodista, a criação do Plano Vida e Missão, que destaca a questão dos Dons e Ministérios. “Isso me entusiasmou muito, porque trouxe a oportunidade de cada um escolher o seu dom, participar da igreja com aquilo que gosta e pode fazer. Antigamente você quase que apanhava dos pastores, pois eles é quem chamavam as pessoas e diziam o que cada uma seria, aonde cada uma atuaria. Hoje não, e essa foi uma grande guinada da Igreja”. Ao se referir ao amor pela sua denominação, ele explica que o Metodismo nos conduz perfeitamente às doutrinas fundamentais da fé em Cristo. “Ele (o Metodismo) nos deixa pensar e ouvir com carinho e amor o que os outros pensam. Isso é muito importante, pois você tem a liberdade de pensar e poder ouvir o outro. Eu amo a Igreja e o Metodismo”.


A vida de Paulo Lopes pode ser representada por seu texto bíblico predileto, que se encontra em II Timóteo 2:15 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. “Isto aí é a minha vida. É isso o que eu sempre procurei fazer, ser um obreiro, levando a palavra, a mensagem sem me envergonhar, dizendo que sou cristão acima de tudo e metodista. Isso é uma bênção que o Pai nos dá.”


OLHO:
“Eu louvo ao Senhor por pertencer a Igreja. A igreja para mim é minha segunda família eu não vivo sem ela.”

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