IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
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Biografias – Personagens da História do Metodismo Brasileiro
Rio, 26/4/2007
 

Foutain Elliot Pitts, o missionário desbravador da América Latina

Por Isnard Rocha,
no livro “Pioneiros e Bandeirantes do Metodismo no Brasil, 1967


Pouco sabemos dos traços pessoais deste obreiro, escolhido por Deus para uma obra importante na América Latina, realizada na primeira metade do século XIX.

Mas, o que temos sobre ele, nos dá um perfil exato de um homem corajoso e de grande visão na obra da Igreja, dentro do seu programa de expansão em todo o mundo.

Cuidaremos apenas daquela faceta especial, revelada no trabalho que realizou, numa viagem difícil, mas de grande significado para a Igreja Metodista, no século XIX.

Temos um registro de bastante valor histórico, dado pelo nosso primeiro historiador, no Brasil, quando escreveu na sua maravilhosa obra — "Cincoenta Anos de Metodismo no Brasil" — nas seguintes palavras:
"Houve chamada de missionários para a América do Sul", diz um escritor de nome Mc Ferrin, na citação acima referida, e isto aconteceu no longínquo 1834. E continua o nosso historiador: " ...e Foutain E. Pitts ofereceu-se como voluntário para esse importante trabalho."

Paul E. Buyers, o segundo historiador do metodismo brasileiro, também escreveu:
"Em 1832 a Conferência Geral considerou a possibilidade de abrir trabalho missionário na América do Sul."

E continua o seu registro:
"A Conferência Geral autorizou os bispos a estudarem juntos com a Sociedade de Missões a situação mais apuradamente, mandando alguém investigar "in loco", a possibilidade de abrir algum trabalho."


E o nosso historiador ainda fez este registro:
"Logo depois do encerramento da Conferência Geral foi recebida uma carta de Buenos Aires. O autor tinha passado alguns anos em Buenos Aires e era membro da Igreja Metodista Episcopal. Como já organizara uma classe e achava que o tempo era oportuno para abrir trabalho naquele país, pedia que a Igreja cuidasse do assunto."

E o registro sobre o caso conclui:
"Esta carta foi estudada pela Sociedade de Missões, que pediu aos bispos que nomeassem alguém para fazer a viagem de investigação na América do Sul, visitando o Rio de Janeiro e Buenos Aires."

E o homem escolhido para essa tarefa importante foi o Rev. Fountain E. Pitts, membro da Conferência Anual do Tennessee. Foi ele nomeado oficialmente pelo bispo James O. Andrews para realizar esse trabalho.

Antes de iniciar a sua viagem de exploração missionária, teria que levantar os recursos necessários para fazer frente a essa grande empresa. Embora contasse com o apoio oficial da Mesa Executiva da Sociedade Missionária da Conferência Geral, e ainda nomeado oficialmente pelo seu bispo, teria, assim mesmo, que recolher recursos suficientes para o trabalho a ser feito.

E o nosso historiador então registrou:
"Pitts partiu de Nashville em maio de 1835 e a instâncias da Mesa Executiva, seguiu para Nova York, levantando em caminho dinheiro suficiente para fazer face às despesas da sua missão."

E o nosso segundo historiador também escreveu:
"Pitts visitou diversos pontos dos Estados Unidos, realizando reuniões missionárias e levantando coletas para custear as despesas de viagem ."

Que quadro maravilhoso esse que temos diante de nós! Um homem encarregado oficialmente para uma obra, cujos resultados se ignoravam por completo, mas, que se atira ao trabalho com tanta avidez que não conhece dificuldades! Vence-as todas e depois de reunir os recursos necessários inicia a sua viagem de exploração!

No dia 28 de junho de 1835 saiu de Baltimore e depois de uma viagem de 52 dias chegou à cidade do Rio de Janeiro, no dia 19 de agosto!

Podemos imaginar quantos projetos fazia em seu coração aquele corajoso homem de Deus e quanto teria orado, no decorrer dessa longa viagem, de quase dois meses!

Mas vamos acompanhá-lo nos passos que deu, aqui no Brasil, embora de maneira resumida, não perdendo de vista a sua grande responsabilidade, qual seja a de sondar o campo visitado. E o nosso historiador então registrou isto para a nossa alegria: "encetou logo seus trabalhos ministeriais naquela cidade, pregando em casas particulares."

E fez o nosso historiador mais esta declaração: Assim foi iniciada a pregação do Evangelho pelo primeiro ministro metodista, que iniciou a implantação do Reino de Deus neste recanto do Novo Mundo."

E disse mais: "Ali organizou uma sociedade metodista. Depois embarcou para Montevidéu."

H. C. Tucker escreveu uma série de artigos no Expositor Cristão, em 1936, comemorando-se, naquela ocasião, o centenário do metodismo americano, e fez destaques especiais sobre a obra de Pitts e dos que vieram depois dele, como resultado de sua viagem e do seu apelo à Igreja de além mar (EUA).

Pitts foi, sem dúvida, uma estrela cadente no céu de nossa pátria. Deixou um brilho cujos raios não foram dissipados pelo correr dos anos, mas ainda brilham no firmamento da Terra de Santa Cruz!

Ele não só preparou o caminho para os que viriam depois, como também se empenhou junto às autoridades de sua Igreja para que fossem enviados os obreiros para essa obra, que fora apenas iniciada através de sua visita especial de reconhecimento da seara!

Embora não tenhamos muita coisa sobre esse homem, temos o suficiente para julgá-lo um otimista e de grande visão missionária.

E a nossa história não pode omitir este capítulo importante, por isso, escrever sobre Pitts é escrever sobre uma viagem de exploração missionária!

Graças a Deus que foi ela realizada e os resultados permanecem dentro de uma seara que hoje se estende de Norte a Sul e de Este a Oeste deste grande país, que é o Brasil!

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