IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Escola Dominical
Rio, 18/11/2007
 

Sugestão de estudo para reunião de professores(as) e colaboradores(as) da Escola Dominical (Suely Peixoto Mattos)

ZZ Outros Colaboradores ZZ


 


Metodologia sugerida para aplicação deste estudo

1 – Apresentação do tema: Escola Dominical: um espaço de reflexão para todos.
2 – Importância do estudo da Palavra de Deus

É muito difícil pensar a Igreja separando as funções de apresentação da Palavra de Deus e do estudo da Bíblia. Deus necessita tanto da Palavra quanto da Igreja para revelar-se.

No Antigo Testamento há uma passagem importante a respeito da responsabilidade do povo educar (Dt 6: 4-9), onde Israel recebe o mandamento de ensinar às gerações futuras as palavras da lei de Deus (Dt 11: 19). No Novo Testamento a grande comissão também dá ênfase ao ensino (Mt 28: 18-20).

Em Salmos 78: 3-7 o povo de Deus promete que vai ensinar fielmente, a cada geração, os feitos gloriosos do Senhor. O próprio Deus é o professor (Is 30: 20). O povo é chamado a buscar instrução n’Ele e na sua Palavra (Sl 78: 1, 119: 27; Is 8: 19-20, 54:13; Jr 31: 33-34).

A educação no AT preparou o caminho didático do NT. Jesus fez grande uso das Escrituras hebraicas e aprofundou o seu significado. Por exemplos e mandamentos, Jesus enfatizava a importância do ministério da educação. Ele próprio era o Mestre vindo de Deus (Jo 3: 2).

O programa didático de Jesus era fazer discípulos, batizá-los, ensinar e capacitá-los para a prática desenvolvida por Ele.

Atenção: Esta introdução pode ser apresentada através de leitura e reflexão inicial dos participantes.


3 – Dinâmica de grupo: O JULGAMENTO

É uma simulação tendo como ré a Escola Dominical.
• Dividir os participantes em três grupos e escolher um mediador (juiz);
• Grupos para: 1 – DEFESA; 2 – ACUSAÇÃO; 3 – JULGAMENTO;
• Os grupos 1 e 2 deverão desempenhar sua função mostrando a importância ou não da ED na Igreja usando argumentos que realmente possam convencer o auditório;
• O grupo nº 3 deverá refletir sobre os argumentos e dar o seu veredicto;
• Ao final dos debates e da conclusão ( do grupo de jurados), o mediador dará então a sentença de acordo com os argumentos e o poder de persuasão de cada orador ou oradores;
• Os grupos poderão se organizar como quiserem: vários componentes falando ou um só representando a opinião do grupo, ou dramatizando, etc.

Importante: a reflexão por parte de todos os componentes é a melhor parte deste dinâmica. Não se espantem com resultados considerados negativos ( Por exemplo: concluir que a ED não tem nenhuma utilidade na Igreja), pois é assim que as pessoas perceberão como será se a ED deixar de existir. Os argumentos deverão ser relevantes e de modo que façam com que os ‘jurados’ fiquem convencidos da realidade dos mesmos.

Depois abrir um debate com todos os participantes, sobre todos os passos da dinâmica.


TEXTO PARA ESTUDO E DEBATE

FALANDO FRANCAMENTE...

Há uma necessidade de se reavivar a ED. E isto não é só entre nós metodistas, mas em muitas denominações. Pode-se dizer que são dois os fatores que causam esta preocupação:
• A enorme e crescente necessidade de genuíno e sadio alimento espiritual que possa ser obtido pelo estudo claro, metódico, continuado e progressivo da Palavra de Deus em nossas igrejas;
• A estagnação, ineficácia e conseqüente elevado índice de ausências em nossas Escolas Dominicais, instituição proposta para atender à necessidade acima citada, porém muito distante de sua satisfação.
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Quando todos os participantes chegarem à conclusão de que algo deve ser feito, quatro áreas precisam de intervenção, todas interligadas e interdependentes:

I – CREDIBILIDADE

O povo evangélico, em sua maioria, não acredita mais na Escola Dominical nos moldes em que se apresenta. A demonstração inequívoca disto é que nunca se necessitou tanto da Escola como hoje, mas estão vazias e sem que se obtenham respostas aos apelos feitos neste sentido.

É necessário, para recuperação deste crédito, que ‘mangas sejam arregaçadas’ e que haja disposição para o trabalho. Que as pessoas se conscientizem dos objetivos da ED, e à luz deles se reavalie tudo o que é feito e que compõe nossa atual Escola.

Cada Igreja local precisa conhecer e listar os seus objetivos, que são bastante conhecidos e comuns a todas, em todos os tempos e lugares, colocando-os ao lado dos objetivos peculiares àquela determinada comunidade naquele tempo e espaço. Serão, à luz destes objetivos traçados os planos, escolhidos os métodos, aplicados sistemas e periodicamente avaliados sob a questão: “Está cumprindo seus propósitos?”

Que se questione o horário, a duração, a necessidade e importância de cada uma de suas partes componentes, se são meras formalidades ou se faz parte dos propósitos investir naquele tempo para a transmissão de informações e relatórios que o povo esquece antes de se levantar do banco e alcançar a porta de saída. Que se questione o material didático utilizado e os métodos empregados.

Diante destas questões feitas com humildade e sinceridade de coração, se a resposta for “sim”, há objetivos e propósitos da ED se cumprindo, que se continue a fazer o que está sendo feito; porém se for “não”, não há objetivos e propósitos se cumprindo mas são apenas meras formalidades e tradições, que se tenha coragem de abolir esquemas inúteis.

A credibilidade da ED precisa começar a ser restaurada na mente de sua própria liderança, pois só quando os pastores e oficiais entenderem a necessidade, importância e objetivos dela, é que se dedicarão a reestruturá-la e creditá-la ante os olhos da comunidade.

A ED é a prioridade da igreja. Ela não é uma sociedade interna como a de jovens, juvenis, de mulheres ou de homens, ela é a própria igreja crescendo e desenvolvendo-se através do estudo da Palavra de Deus. É ela quem qualifica a vida da igreja.

Todos na igreja devem estar conscientes desta prioridade e importância a começar pelos pastores e oficiais que devem agir para com ela, na prática, realmente executando o que filosoficamente confessam crer, dedicando-lhe oração, tempo, atenção, cuidado e prestígio, visando sua melhoria e aperfeiçoamento, conscientizando os demais membros de sua comunidade por meio da mais variada e farta possível de divulgação e promoção da Escola.

II - UTILIDADE

A Bíblia possui resposta e orientação satisfatória e segura a todos os anseios do homem em qualquer época; no entanto, na maioria das vezes, o povo vem à igreja e volta para casa domingo após domingo sem ver respondidas as suas perguntas mais angustiantes, sem receber alimento adequado à carência daquela hora.

É uma família que está em crise, é o adolescente com questionamentos existenciais, são jovens em namoros ilícitos, todos necessitando de orientação pronta e eficaz, encontrando no entanto na sua ED um estudo frio, teórico e superficial de assuntos como a História da Igreja, os Reis de Israel, etc..., escolhidos e determinados por uma equipe, 1 a 2 anos antes de chegar às mãos dos alunos, distribuídos para todo o país, sem levar em conta características, peculiaridades e necessidades de cada comunidade naquele tempo e local.

É verdade que formal ou oficialmente não há a obrigatoriedade de seguir o material tal como é apresentado, sem que se possa adaptar o assunto ao seu contexto. Por exemplo: em classes de alunos idosos devemos procurar trazer assuntos de forma mais leve, tais como: ao se falar sobre as conseqüências religiosas da guerra no Oriente Médio, devemos ressaltar a interpretação bíblica para este evento e não a questão política, pois eles já atravessaram tantos problemas em suas vidas que querem ouvir coisas que lhes tragam menos apreensões.

O livro texto básico e central deve ser a Bíblia, cada vez mais ‘dela’ e menos ‘sobre ela’. Que se produza ou se indique boa literatura auxiliar para a compreensão e aplicação do texto bíblico aos problemas do agora em nossas igrejas.


III – COMPETÊNCIA

O texto de Romanos 12: 7 deve ser o texto áureo para a liderança docente da Escola Dominical: “O que ensina esmere-se no fazê-lo”.

O que temos visto na maior parte de nossas igrejas, é que os participantes de nossos corpos docentes colocam-se em dois extremos. De um lado encontramos antigos e ‘cristalizados’ professores que, por tempo de ‘serviço’, já se julgam donos de suas cátedras e por isto não se interessam em progredir e crescer no ministério que receberam. Estão desmotivados e desmotivando, mumificados em uma mesma posição, às vezes há décadas. De outro lado encontramos professores ‘novos’, arrebanhados para o ministério por seus pastores apenas porque se comunicam bem, ou são queridos na comunidade, sem importar o fato de serem recém convertidos e despreparados bíblica e pedagogicamente. Ou até professores em escolas regulares, mas novos na fé, o que não lhes dá base bíblica para assumir uma classe. Nas mãos destes professores coloca-se uma revista e é dito: -“Domingo você dará esta lição.” Para o pastor ou para o superintendente está resolvido o problema daquela classe. Estará mesmo? Resolvido ou criado?

O pastor que não vê a ED como prioridade, não investe tempo na preparação de seus professores. Nesta igreja não há classes de treinamento de professores, não há uma biblioteca razoável à disposição dos professores, nem recursos audiovisuais mínimos.

Ministrar aula é uma ciência e como tal deve ser aprendida e desenvolvida. É muito mais que pegar uma revista e lê-la em sala ou repeti-la decorada naquela perspectiva mística, mas sem bases bíblicas, de que por ser esta uma tarefa espiritual, mesmo despreparado tecnicamente, o Espírito Santo lhe suprirá graça. É certo que o Espírito Santo pode usar homens despreparados humanamente falando, como fez com Pedro, ou usar homens cultos como Paulo, porém ao desleixado e preguiçoso o Espírito não socorrerá.

Num tempo caracterizado por avanços tecnológicos e de recursos áudio visuais, onde as faculdades de educação se reestruturam à luz de novos conhecimentos e as próprias crianças manipulam computadores, onde as idéias se multiplicam e as maneiras de transmití-las encontram variadíssimos meios de comunicação, é ingênua e inglória a tarefa de atrair alunos às nossas ultrapassadas e despreparadas Escolas Dominicais, algumas com salas adaptadas, mal arrumadas e mal aparelhadas, desconfortáveis, com professores que lêem suas anotações em enfadonhas aulas expositivas, e contando somente com o ‘avançadíssimo’ recurso do quadro-negro e giz.

Os professores da ED devem ser melhor escolhidos, crentes fiéis, com bom testemunho, maduros na fé. Devem entender a Escola como prioridade da Igreja e dedicar-se a ela e aos seus alunos com amor. Devem ser preparados com esmero para que possam desincumbir seu ministério a contento e com proveito.

As aulas devem ser bem preparadas com variedade de métodos e recursos audiovisuais, devem ser simples e objetivas mas profundas e seguras, devem ser avaliadas e contar com a participação dos alunos, devem terminar sempre com uma reflexão individual e trazer a possibilidade de serem desenvolvidas particularmente durante a semana.

IV – DEDICAÇÃO

Os problemas enfrentados pela maioria das Escolas Dominicais é generalizado e constitui um círculo vicioso. A liderança não valoriza a ED como deveria, assim como os participantes se desestimulam por causa da baixa assiduidade e eficácia, não apoiando nem implementando e até mesmo se negando a discutirem as razões da situação.

Os coordenadores/superintendentes encomendam as revistas, distribuem aos alunos e professores, mas nem sempre buscam formas de utilizarem as mesmas de modo atraente, eficaz e moderno, trazendo a realidade para ser refletida à luz da Palavra.

Alguns professores não se aperfeiçoam nem avaliam os métodos, as formas e o material que são utilizados há muito tempo. Por sua vez, os alunos, diante de uma ED desprestigiada, com assuntos desinteressantes e descontextualizada, ausentam-se, esfriam e enfraquecem o que deveria ser a agência de estudo e reflexão da mensagem de Deus trazendo os conhecimentos bíblicos para o dia-a-dia de todos os envolvidos.

Transparece de tudo isto a profundidade das raízes destes problemas. Há necessidade de seriedade, disposição e urgência na intervenção, apoio em oração para que as estruturas não venham a ser mais importantes que os próprios homens.

Há que se rever a fidelidade doutrinária sem que se fechem as portas a todas as propostas de mudança e renovação; uma reavaliação sincera e completa das formas, dos métodos e dos conteúdos trabalhados.

Necessitam de vidas consagradas, piedosas e de oração, únicos instrumentos utilizáveis por Deus para qualquer obra de reforma e intervenção em áreas de seu corpo, a Igreja.


Bibliografia:

CONSTANTINO, Zélia Santos. Educação Cristã na Igreja Metodista: Como dinamizá-la. Setor de Publicações – Pastoral Bennett. 1997

GAGLIARDI Jr., Angelo. Você acredita em Escola Dominical? VINDE
Editora. 1991. Adaptação de Suely Alves Peixoto de Mattos

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