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Rio, 18/11/2007
 

O desafio de 1 milhão de discípulos (Airton Campos)

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O primeiro ato da caminhada para chegarmos a 1 milhão de membros em 2014 foi considerado um sucesso: mais de 15.000 pessoas no Maracanãzinho, mas me parece de inte-resse considerar alguns aspectos deste objetivo. Não pretendo com esta análise emitir uma opi-nião sobre o sucesso ou não do projeto.

Li há pouco uma estudo do economista Mancur Olson sobre “A Lógica da Ação Coletiva”, dizendo que alcançar as condições necessárias à ação coletiva organizada e eficiente é muito mais difícil para grupos numerosos, que constituem, nos termos de Olson, grupos “latentes” antes que efetivos. A dificuldade teria a ver, sobretudo, com o fato de que os ganhos beneficiam a todo o grupo, o que estimularia alguns a disposição de tomar “carona” nos esforços dos outros, a qual ocorreria com mais força diante do complicado problema de coor-denação defrontado pelos grupos de grandes dimensões.
Agora que demos partida a este grande projeto evangelístico – o mais ambicioso até agora proposto - temos que refletir sobre o que ele realmente significa.

Até agora o alvo de crescimento proposto para as igrejas na 1ª Região era de 15% em cada ano.

No 37° Concilio Regional, em dezembro de 2005, quando se esperava atingir 81 mil membros, foi aprovado um Planejamento Estratégico 2004 – 2014 que estabelecia alvos de criação de pequenos grupos para cada igreja local a cada ano, imaginando que o crescimento do número de membros se daria pelo discipulado nestes grupos, sem contudo estabelecer alvos de crescimento do número de membros.

O planejamento mostrava que em 2005 já existiam 466 pequenos grupos e que em 2014 eles seriam 6.602 em toda a Região, para disci-pular os novos membros.

Este planejamento mostrava ainda uma ambiência com dados referidos a 2004, que quantificava a Ação Missionária, a Ação Social, a Educação Cristã e a Ação Administrativa na Região. Oportunamente vamos comentar estes dados.

Não sei qual foi o crescimento regional no número de membros neste biênio, mas para raciocinar vamos imaginar que a meta anual anterior de 15% tenha sido atingida. Assim, em 2007 teríamos chegado a 107 mil membros.

Agora voltamos a ter como objetivo o crescimento numérico, mas não simplesmente de quantidade (n° de membros) mas de qualidade (discípulos). Para atingir o alvo proposto de 1 milhão em 2014 teremos que ter um crescimento de 37,7% em todos os anos – chegando a 147 mil em 2008 – 203 mil em 2009 – 279 mil em 2010 – 385 mil em 2011 – 530 mil em 2012 – 729 mil em 2013 e finalmente 1 milhão em 2014.

É uma grande e desafiadora tarefa. Só no primeiro ano teríamos que acrescentar em nossos registros 40 mil novos discípulos, no segundo, 52 mil e a cada ano um número sempre crescente.

Se o índice de crescimento de 15% fosse mantido, só alcançaríamos 1 milhão de membros em 2023. Caso o índice fosse de 20% ano, somente em 2018 o alvo seria alcançado. Se o crescimento fosse de 25% ao ano teríamos 1 milhão de membros somente em 2017.

Possivelmente o próximo Concílio Regional vai atualizar o Planejamento Regional di-ante desta nova visão de crescimento. No plano ainda em vigor, a previsão de crescimento anual da verba para o Fundo de Expansão Missionária é de 10% ao ano.
Como na história da menina que indo a uma reunião de oração para pedir chuva levava seu guarda-chuva, vamos precisar estar preparados para este crescimento.

Se vamos ter um estupendo crescimento numérico de membros, alguns aspectos têm que ser considerados com antecedência:

1 - No 38° Concilio Regional que vai se realizar agora, os delegados já chegam a 800. Na proporção prevista de crescimento, na época do 39ª Concílio Regional, em 2009, teremos praticamente o dobro do número de membros. Onde será o Concílio e como hospedá-lo?

2 - No 40° Concilio Regional em 2011 o número de membros já terá crescido 3 vezes e meia, ou seja, cerca de 385 mil pessoas. Como será a administração regional naquela época?

3 - Antes disto, em 2010, o 19ª Concílio Geral certamente terá que tratar de uma nova organização geográfica das Regiões Eclesiásticas que torne operacional o seu funcionamento. No entanto, caso o crescimento das outras regiões não tenha sido tão grande, a 1ª Região que já tem um número significativo de delegados, possivelmente terá a sua maioria absoluta.

4 – Se a cada ano o número de membros vai crescer 37% certamente surgirá um grande número de congregações e em um próximo Concilio Regional estas congregações terão crescido e serão transformadas em igrejas. Quem irá pastoreá-las? É verdade que hoje já temos muitas igrejas com mais de um pastor, mas qual será o número necessário de crescimento da Ordem Presbiteral para suprir a demanda? Os seminaristas que estarão iniciando seu curso em 2008 somente vão concluí-lo em 2011, iniciando então seu período de dois anos como aspirante ao presbiterato.

5 – Outro aspecto que julgo importante é quanto ao tamanho das igrejas. Hoje já temos aquelas com mais de 1.500 membros e fico imaginando como é se sentir em uma comunidade, uma família da fé, quando é muito difícil encontrar e conhecer o seu “irmão”. Creio que quando o número de membros “efetivos” passa de 400, o que se tem é um aglomerado de pessoas que nem se conhecem. Não são capazes de se reconhecer como “irmãos” em outros ambientes ou situações. Se o número de membros é grande, o pastor nem conhece suas ovelhas pelo nome.

E o tamanho dos templos?
As igrejas locais terão recursos e tempo para construir templos maiores?
Caso a solução seja fazer vários cultos, aí então é que na verdade teremos varias “igrejas” se reunindo no mesmo espaço e não uma comunidade local.

E as dependências para a Escola Dominical?
Somente será importante se a educação cristã o for.

Creio que este é um ponto importante, pois pelo que tem sido dito até agora o que importa não é o número de membros e sim o de discípulos.

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