IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 24/11/2007
 

O desafio de 1 milhão de discípulos - conclusão (Aírton Campos)

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Se o foco é fazer discípulos, receio que a meta quantificando o número de membros ou discípulos pode levar a desvirtuamentos. Se o objetivo fosse transformar cada grupo de discipulado em um ponto missionário no biênio e depois em congregação, incentivando os Distritos a abrirem campos missionários nos municípios onde ainda não exista uma Igreja Metodista ou em áreas de crescimento populacional atrelado ao crescimento econômico, aí sim, teríamos um crescimento sem distorções.

Pesquisas na área de administração mostram que um dos grandes problemas dos executivos é a pressão por resultados, principalmente os de curto prazo. Elas mostram que grande parte das estratégias saem do papel, no entanto se perdem no meio do caminho.

Ter clareza na estratégia representa um importante passo na obtenção dos objetivos. Para atingir metas agressivas os executivos passam a ser cobrados, mesmo quando elas podem esquecer de pautar ações tangíveis para melhorar a execução da estratégia.
A principal razão detectada pela pesquisa pela perda do foco da estratégia está relacionada à necessidade dos executivos de gerarem resultados imediatos. Por esta razão eles direcionam o foco para o operacional, deixando de lado o objetivo estratégico.
Em nosso caso, entendo que o principal foco estratégico é a preocupação de fazer discípulos e não somente aumentar o número de membros. É preciso ter equilíbrio entre o curto, o médio e o longo prazos.

Para que tenhamos não só membros, mas verdadeiros discípulos, algumas situações mostradas na ambiência do planejamento regional existente vão precisar ser mudadas através de ações especificas.

Dados levantados em 2004 mostravam:
1. De 86 pontos missionários só 30 possuíam trabalhos de educação cristã;
2. Das 73 congregações existentes, 63
possuíam trabalhos de educação cristã;
3. Existiam 844 classes de Escola Dominical por faixa etária, mas somente 108 utilizavam revistas da Igreja Metodista.
4. Na área de Ação Administrativa alguns indicadores não se coadunam com um corpo de discípulos:
• 10% das igrejas não possuem livros caixa ou grade para o registro das contribuições e da movimentação financeira;
• De 150 igrejas, apenas 44 tem o habite-se;
• 62 igrejas possuem empregados, mas somente em 53 delas eles estão registrados e os encargos sociais são recolhidos;
• 23% das igrejas não possuem conta bancária para deposito dos valores arrecadados;
• 30% delas não estavam com a cota orçamentária regional em dia.

Dave Ulrich, professor de administração da Universidade de Michigam tem vários livros publicados, um deles no Brasil – Liderança Orientada por Resultados, em que ele estuda a importância da liderança como agente transformador. “Para obter resultados é preciso que haja comprometimento, engajamento que só é alcançado se houver o desenvolvimento do capital humano”.
No artigo anterior comentei sobre a necessidade de se pensar numa nova organização da administração regional (item 2), mas no Concílio Regional de 2005, o Distrito do Catete já havia apresentado uma proposta neste sentido:
PROPOSTA Nº 9.


Considerando:
a) o grande crescimento da Igreja Metodista na I Região Eclesiástica, seja pelo seu número de membros leigos, seja pelo seu número de pastores e pastoras, seja pelo número de igrejas locais, projetos e frentes missionárias;

b) Considerando o Planejamento Missionário da Região;

c) Considerando os conceitos modernos de descentralização no processo de gestão e no processo de decisão;

PROPOMOS:
Que o Concílio Regional determine à COREAM e ao Ministério de Apoio Episcopal estudos e a reorganização da I Região Eclesiástica até outubro de 2006.
Esta proposta foi aprovada e ao que parece nada foi feito.

Também no item 4, comentei sobre o número de pastores necessários para acompanhar o crescimento. Do mesmo modo uma proposta aprovada do Distrito do Catete no mesmo Concílio Regional parece que ficou esquecida.


PROPOSTA Nº 3

Considerando que o artigo 96 nº 8 dos Cânones diz que compete ao Concílio Regional “determinar o número de membros clérigos necessários a médio e longo prazos para atender o Plano Regional”.

PROPOMOS:
Que o Concílio Regional delegue para a COREAM estudar e implantar o artigo 96 nº 8 dos Cânones até dezembro de 2006, baseado em estudos realizados pelo Ministério de Apoio Episcopal e pelas CODIAMs. Que se defina também o que significa médio e longo prazos.

De igual modo não se sabe o resultado de uma proposta, também aprovada, para que fosse estudada, após consultas regionais, uma reorganização geográfica das Regiões Eclesiásticas.

PROPOSTA Nº 5 - Considerando:

b) que o último Concílio Geral solicitou à COGEAM e/ou ao Colégio Episcopal que promovesse nesses últimos 5 anos um amplo estudo das necessidades missionárias para reestruturar as atuais regiões garantindo aos Concílios Regionais deliberação sobre o assunto;

c) que a Igreja precisa se organizar, inclusive quanto ao número regiões eclesiásticas e missionárias, unicamente pelos desafios missionários que pareçam bem ao Espírito Santo de Deus e a nós (cf. At 15:28);

PROPOMOS:
Que o XXXVII Concílio Regional rejeite possíveis propostas de divisão da I Região Eclesiástica e das demais Regiões sem um amplo estudo e discussão com as regiões envolvidas.

Quando da discussão do Planejamento Regional 2004 -2014 no último Concílio Regional, foi registrado em ata a declaração da Revda. Joana D’arc:
“Joana D’Arc Meireles declara que há na Igreja de discipulado - igreja com grupo pequeno – estratégia de crescimento na fé, na santificação. Diz crer nas premissas registradas neste planejamento; defendendo-as. Diz que, durante o ano de 2005, acompanhou a Federação da Sociedade de Mulheres, e constatou que sociedades foram extintas sob a alegação de sermos uma Igreja de grupos pequenos e Igreja de discipulado. Diz ela ter cobrado, reclamado, mas....pergunta: Qual o procedimento diante desses obreiros, diante dessas posturas? As premissas estão aqui, mas, às vezes, não são cumpridas”.

O Bspo Paulo Lockmann, também em seu Relatório Episcopal escreve: “ ... estou feliz com nosso corpo pastoral. Há quem destoe em nosso meio, mas a grande maioria é de homens e mulheres dedicados e abençoados.

Isto nos mostra que há um grande e difícil caminho a ser percorrido e ele pode mesmo ser assustador se considerarmos que em 2004 o crescimento regional de membros foi de 5,5%; o de 2005 de 8%. Resultando no biênio um crescimento de 14%, mas se for considerada uma perda estimada destes novos membros de 40% (dados do Relatório Episcopal ao 37° Concílio regional) teremos um crescimento líquido real de 8,5% no biênio 2004-2005.

Mesmo com esses números o Bispo Paulo Lockmann já se mostrava otimista em seu já citado relatório:
“Eu creio que uma Igreja assim, estruturada e dinamizada, vai crescer muito mais do que temos crescido. Especialmente, porque é da vontade de Deus... Deus deu a Wesley a visão de que o mundo é a nossa paróquia; os limites somos nós que colocamos em nossa falta de fé.”

“Enfim, não estamos sonhando sem uma base nas Escrituras, ou sem referencias históricas. Sim, somos herdeiros de uma explosão de avivamento espiritual e crescimento. Nessa tradição queremos prosseguir.”

“Isto foi possível aos nossos pais da fé; por que não hoje?”

O que importa realmente não é se o alvo é factível ou não. O que importa é que temos um imperativo: fazer discípulos. Isto transcende a dinâmica de planejamentos, mas implica na ação de todos.

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