IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20551–031     Tel.: 2576–7832


Igreja da Vila

Aniversariantes

Metodismo

Missão

Artigos e Publicações

Galeria de Fotos

Links


Ecumenismo
Rio, 6/12/2007
 

Um só Senhor, uma só Igreja: Igrejas e denominações que se uniram organicamente de 1900 a 1950 (John Robert Nelson)

ZZ Outros Colaboradores ZZ


 

IGREJAS TORNAM-SE O QUE SÃO – UNA

(Esse texto corresponde ao quinto e sexto capítulos do livro "UM SÓ SENHOR, UMA SÓ IGREJA", publicado em português no ano de 1964 pelo Centro Cristão de Literatura da Confederação Evangélica do Brasil e publicado em dezembro de 2007 no site da Igreja Metodista de Vila Isabel, Rio, Brasil).

Quando o apóstolo Paulo escreveu, aos cristãos contenciosos da Igreja de Corinto, "Vós sois o corpo de Cristo", não os estava elogiando com a implicação de que eles estavam vivendo de acordo com o chamado. Eles eram o Corpo de Cristo e deviam cotidianamente lutar por tornar-se Corpo. Isso acontece com os cristãos divididos em grupos e blocos em nossos dias. Eles estão em uma Igreja, mas devem ainda tornar-se Uma Igreja. A unidade em Cristo já foi dada. É presente a despeito das divisões que causam obstáculo e obscurecimento. Como cristãos fiéis e obedientes somos chamados a tornar visível aquela unidade, experimentando viver juntos, como irmãos no amor ­de Cristo.

A longa história de movimento em prol da unidade da Igreja, como temos visto, torna-se mais bem conhecida do que nunca. Felizmente a maioria dos cristãos tem alguma idéia da existência e do significado do Conselho Mundial de Igrejas (CMI); mas o problema que os preocupa constantemente é: Como poderá realmente este Movimento levar as Igrejas à unidade? Não são as barreiras denominacionais tão rígidas e intransponíveis como antes? Muitos cristãos existem — e em grande número — que são inteiramente indiferentes ao escândalo das divisões e muito pouco interesse têm na cura desse mal. Mas há também, grande número daqueles que estão extremamente impacientes com as denominações separadas e as facções dentro da Igreja. Tais pessoas pensam que os teólogos e os líderes da Igreja são cautelosos demais em procurar completa união. Eles estão impacientes esperando que as igrejas se reúnam a trabalhar pela união, isto é, para que se tornem o que elas são. Existem contudo, duas espécies de impaciência, e os cristãos zelosos que são chamados para atingir imediatamente os fins desejáveis, nem sempre vêem as diferenças existentes entre as duas.

A primeira espécie de impaciência é irresponsável e condenável, não obstante digna em suas intenções. Passemos por cima desta questão aborrecida de Fé e Ordem, muitas vezes se tem dito. Que importa que os anglicanos se preocupem com o episcopado, e os batistas com o batismo de adultos? A unidade é a cousa mais importante! Bem, como chamaremos a nova Igreja?

A segunda espécie não é menos sincera: reconhece que as divisões não são arranhões superficiais da pele, mas feridas profundas na carne que demandam muito tempo a cura de querelas antigas e incompreensão existentes no seio das Igrejas. O passo recomendado para conseguir a união o mais depressa possível envolveria não somente desrespeito pela verdade do Evangelho, mas também falta de cuidado e falta de amor para com o irmão mais fraco. Feridas mal curadas deixam cicatrizes muito visíveis, e união consumada antes do devido tempo e circunstância, causa ainda mais ressentimento e talvez outra divisão.

Com esta observação devemos agora dar atenção ao fato pouco conhecido acerca das uniões neste século presente. Já tantas uniões se realizaram de Igrejas divididas, que somente poucas pessoas podem seguir-lhe as pegadas. Contando todas aquelas que se uniram completamente, junto com as federações e acordo oficial sobre intercomunhão, encontramos neste número, cerca de cinqüenta. Igualmente significante é o fato de que, no momento presente (ano de 1958, data em que o autor escreveu) mais de trinta e cinco negociações oficiais estão em progresso nas diversas Igrejas. Muitas destas questões necessitam melhor estudo, porque apontam o caminho que leva à solução de problemas importantes e variados sobre os quais muitos cristãos ainda permanecem divididos.

Uniões levadas a efeito desde 1910

Quarenta vezes em quarenta e sete anos tivemos formalidades solenes e alegres, sempre dentro do espírito de adoração em que duas ou mais Igrejas se uniram. Em vinte e três destas ocasiões a união se deu entre denominações que pertenciam à mesma família confessional, e em grande parte tal união em família não envolvera diferenças doutrinárias de grande importância. Não obstante as divisões existentes entre as Igrejas antes da união, foram muitas vezes tão profundas e longas como as divisões entre Igrejas de confissões separadas, que foram causadas por pontos de contenda não sobre doutrinas, mas sobre política, economia e psicologia. Por exemplo, Igrejas Luteranas na América geralmente permaneceram separadas de acordo com costumes e línguas dos países europeus de onde vieram seus membros. Seus filhos e netos, contudo, sentiram-se mais americanos e menos alemães, noruegueses e suecos. Eles têm procurado e ainda procuram a unidade dos luteranos na América. Quando a Igreja da Escócia e a Igreja Unida Livre da Escócia se tornaram um só corpo em 1929, terminaram com grande número de amargas divisões que começaram no século XVIII, sendo a causa central da divisão as relações entre Igreja e Estado. Outras tradições e práticas separadas desenvolveram-se, mantidas naturalmente pela tenacidade dos elementos mais conservadores. Estas cousas não eram imutáveis e, quando a Igreja da Escócia, em 1921, acabou com a sua aliança com o Estado, a dificuldade que impedia a união diminuiu grandemente.

Com os metodistas americanos dois fatores decisivos podem mencionar-se: um foi o poder dado aos bispos e um grupo da chamada Igreja Metodista Protestante desejava mais liberdade para os leigos, e assim veio a separar-se em 1830. Mais tarde, em 1845, o problema da escravidão negra, dividiu a maior denominação metodista em duas, a Igeja Metodista do Sul e a do Norte. Depois da emancipação dos escravos por Abraão Lincoln, a lembrança da guerra e a das diferenças de atitude em referência aos negros tanto em o Norte como no Sul, mantiveram os metodistas separados. Muitos anos de reconciliação foram necessários antes que os três ramos metodistas se unissem novamente em 1939 na Igreja Metodista Unida. A questão da completa integração dos negros e brancos, contudo, recebeu avanço promissor em 1956. A legislação feita pela Conferência Geral Metodista preparou o caminho para a abolição das divisões raciais.

Em dezessete cultos solenes de união desde 1910, vieram à existência novas igrejas constituídas de duas ou mais denominações pertencentes a confissões diferentes e a famílias denominacionais. Estas são naturalmente mais interessantes, ainda que nem sempre mais importantes do que as primeiras mencionadas. As denominações envolvidas foram: anglicana, batista, congregacional, discípulos de Cristo, metodista, presbiteriana, irmãos unidos, e de todas estas, os presbiterianos (reformados) foram os mais ativos. A primeira grande união deste tipo ocorreu neste período, vindo a existir a Igreja Unida do Canadá. Nas vastas e pouco populosas regiões do Canadá, simplesmente não havia qualquer possibilidade de saber de acordo com as preferências denominacionais aos pioneiros que se estabeleceram nas grandes planícies. Em outros lugares, em pequenas vilas, havia mais igrejas separadas do que elas podiam suportar. Esta dificuldade óbvia fez que se visse a urgência de atividade por parte de todos aqueles que crêem que a Igreja deve ser uma, na base estritamente teológica. No começo do século XIX, imigrantes que vieram quase que exclusivamente da Inglaterra, trouxeram com eles um número confuso de pequenos partidos dentro de três largas tradições: congregacionais, metodistas e presbiterianos. Já no fim daquele século, perto de vinte ramos separados tinham sido reduzidos por uniões familiares a somente três. Em 1902 a união foi proposta pelos metodistas e logo aceita em princípio pelos outros dois grupos, se bem que o caminho que levaria finalmente à união não fosse fácil. Primeiro um plano devia ser preparado que haveria de prever a forma de governo que satisfizesse a estes três grandes grupos, felizmente realizado com bom êxito. Depois uma confissão de fé comum foi exigida e as negociações eventualmente chegaram a certo acordo sobre cerca de vinte básicos artigos de fé. Desde que os ministros destas três denominações eram mutuamente aceitos, o único problema que restava era o de organização. Neste ponto certos presbiterianos começaram a trabalhar diligentemente, a fim de frustrar a união. Não estavam satisfeitos com a integridade doutrinária de congregacionais e metodistas, nem com a confissão de fé comum que foi proposta. Talvez seja verdade dizer que o sentido de solidariedade como escoceses desempenhou o seu papel tanto quanto os fatores sociológicos. E mais: eles desafiaram o direito legal da Assembléia Geral da Igreja de resolver em nome das congregações, com vista à união. Tais oponentes representavam 1/3 dos membros presbiterianos e 1/6 das congregações. Foi uma decisão amarga quando a maioria tomou a decisão de realizar a união com as outras duas igrejas, a custo da divisão do seu próprio grupo. Mas assim o fizeram e a Igreja Unida do Canadá começou a existir, em 1925. Os demais presbiterianos continuam a existir até o presente, mas as relações entre as duas igrejas tornaram-se, dia a dia, mais amigáveis.

Em muitas destas uniões de igrejas, alguns elementos têm preferido permanecer separados, continuando como eram. Qualquer que seja a razão para tal atitude, doutrinária, política ou racial, tais cousas têm vindo a público, porque geralmente iniciam processo legal para conservar a propriedade da igreja, que de outra forma, seria reclamada pela nova igreja unida. Esta é uma situação dolorosa que Paulo condenou em Corinto (I Co 6.6) e que envergonha a Igreja de Cristo diante dos não-cristãos. Experiências amargas desta espécie no passado estão ensinando no presente que a união da igreja deve ser examinada muito cuidadosamente em matéria de posição legal e título de propriedade. O que é mais importante é que estes se tornam menos desejosos de concluir união, uma vez que haja minoria descontente que, mediante razões de fé ou de consciência (mas não de malícia ou avareza) deseje permanecer separada. Há certo gracejo de um homem a quem se perguntou sobre quantas igrejas existiam na vila onde ele vivia; ele respondeu: "Nós tínhamos quatro", senhor, "mas houve uma união de igrejas e agora nós temos cinco". Infelizmente o faceto desta história desaparece quando sentimos que tal cousa atualmente acontece de fato.

Debaixo de circunstâncias muito especiais, oito principais denominações foram unidas no Japão, em 1941. Formou-se a Kyodan, ou a Igreja de Cristo no Japão na sua primeira forma. As palavras "foram unidas" são usadas muito literalmente porque a iniciativa foi tomada pelo Governo japonês. Especialmente durante os anos desesperados da guerra, o Governo não desejou ter preocupações em tratar independentemente com pequenos grupos de cristãos, e por isso nenhuma alternativa foi oferecida aos cristãos, exceto unirem-se. Alguns tomaram parte na união com alegria e esperança de que ela haveria de continuar. Outros entraram com ressentimentos, também com esperança de se tornarem independentes outra vez. Outros (como é o caso da maioria dos anglicanos) não tomaram parte na união, e a igreja deles foi legalmente dissolvida. Não podemos penetrar fundo nos pensamentos e motivos destes cristãos.

Muitos admitiam que a união estava baseada em fundamentos muito frágeis e mesmo assim tentaram concordar com a confissão de fé básica. Em 1945, depois da guerra, a Igreja dos Nazarenos retirou-se imediatamente, os luteranos separaram-se com certa relutância, sabendo que não podiam permanecer sem concordância doutrinária. Os anglicanos que tomaram parte na união voltaram à sua própria Igreja, agora restaurada. Assim, a Kyodan continuou principalmente com metodistas, congregacionais e presbiterianos. As organizações americanas missionárias continuaram a sustentar a referida Igreja com pessoal e recursos financeiros. Mui recentemente a Kyodan adotou uma confissão de fé que sustentará sua união em posição doutrinária forte e aceita por todos. Naturalmente tal união não tem similar na história da Igreja, mas o exemplo da Kyodan mostra duas cousas: quão realmente necessário e sério é o acordo sobre matéria de fé e ordem, e como pode a Igreja fazer bom uso de situações históricas adversas.

A Igreja do Sul da Índia é certamente a mais conhecida de todas as uniões já realizadas. Merece tal distinção porque é a primeira e a única união na história que envolve tanto as igrejas episcopais (que mantêm a sucessão histórica de bispos desde a igreja primitiva), como aquelas que discordam desta posição. Os anglicanos na Índia não eram de forma alguma indiferentes à idéia de manter o episcopado como dom de Deus à sua Igreja. Por outro lado, os metodistas da Índia do Sul, originados das missões britânicas, à semelhança dos metodistas britânicos, contrariamente aos americanos, não tinham bispos. A Igreja Unida do Sul da Índia (1908) como vimos, era em si, união de congregacionais e presbiterianos. Nem estes nem os metodistas tinham interesse em abandonar os valores de suas tradições e tornarem-se inteiramente conformados com o anglicanismo. Contudo, chegaram a um acordo como disse um de seus representantes em Lausane: "Devemos ter uma Igreja". A iniciativa foi tomada em Tranquebar, em 1919, no mesmo ano em que nos Estados Unidos os episcopais e congregacionais tinham chegado a uma tentativa de acordo baseado no plano de que os ministros congregacionais, que o desejassem, recebessem ordenação episcopal. Ao mesmo tempo na Inglaterra, anglicanos e ministros da Igreja Livre estavam decretando a possibilidade de um "episcopado constitucional". A controvérsia sobre a aproximação de anglicanos e membros da Igreja Livre no Quênia, África, causou em 1913 tempestade tão grande que ainda hoje preocupa as mentes daqueles que desejaram tal unidade. Poderia este golfo profundo e quase proibido entre episcopais e não episcopais ser unido por um ponto? Os trinta e um indianos, mais um inglês e outro americano, em Tranquebar, disseram que sim. Orientados pelo Bispo Azariah, um anglicano, eles escreveram o Manifesto que foi em parte trabalho do grande evangelista americano, Sherwood Eddy. Ainda que congregacionalista, ele cria que o "elemento episcopal" era necessário à igreja unida. Este documento em primeiro lugar afirmava a necessidade da união e antecipou já em 1927 o relatório da Conferência de Lausane, citando a necessidade de elementos congregacionais, episcopais e presbiterianos na Igreja. Finalmente proclamavam a união na base do Quadrilátero familiar de Lambeth.

As igrejas envolvidas logo deram o seu apoio oficial às negociações, visando à união, se bem que os metodistas não se tinham unido às conversações até 1925. Outras igrejas não católicas, no Sul da Índia, declinaram do convite para participar da união. Apoio moral muito forte foi dado indiretamente pela Conferência de Lambeth, em 1920, com o seu significativo "Apelo para Todos os Povos Cristãos", enfatizando a urgência de se procurar a unidade visível de toda a Igreja sobre a face da terra.

Daquela data até 1947 os líderes tomaram parte nas negociações, trabalhando diligentemente da melhor forma possível no esquema de união. Lutaram com assuntos de doutrina, mesmo quando parecia haver acordo externo. A menos que aprovada nas comissões pelo consenso geral. Nenhum sério obstáculo foi encontrado em comparação com o ministério. Acordo fácil poderia haver de todas as Igrejas reconhecendo o ministério dos outros como válido e regular. Para os anglicanos, naturalmente esta era a questão mais importante. Outra maneira fácil seria para todos os ministros não anglicanos: serem ordenados por um bispo; mas tal cousa seria repugnante a todos os que acreditam ser já ministros da Igreja de Deus. Finalmente, encontrou-se o acordo. Logo após a inauguração da Igreja, bispos consagrados na sucessão histórica seriam indicados para as dioceses recém-formadas e ministros ordenados nas igrejas não episcopais antes da união não seriam reordenados, mas simplesmente aceitos na Igreja Unida. Depois da união, contudo, todas as ordenações seriam feitas pelos bispos, juntamente com os presbíteros. Terminado o período experimental de trinta anos a situação total seria novamente considerada à luz da experiência. Este plano ousado e nobre foi aceito, e, em Madrasta, em setembro de 1947, as congregações de cerca de um milhão de cristãos estavam ali presentes para formar definitivamente a Igreja do Sul da Índia.

Cem anos antes deste acontecimento um bispo anglicano da Inglaterra havia perguntado: "Será utópico esperar que o poder para curar as divisões das Igrejas-mães pudesse vir dos seus distantes campos missionários?" Isto pôde tornar-se dramaticamente real em 1947. As Igrejas que se uniram no Sul da Índia concordaram em que jamais cortariam as suas relações de comunhão com as Igrejas na Inglaterra e na América, das quais elas tinham sido originadas. Porque para as igrejas da comunhão anglicana especialmente, este tem sido um problema grande não só de teologia, mas também de consciência. A Igreja da Índia, Paquistão, Burma e Ceilão foram as primeiras a concordarem no reconhecimento limitado da Igreja do Sul da Índia. Reconhecimento definitivo, contudo da mesma forma limitada, foi dado pela Igreja da Inglaterra em 1955 e outras igrejas estão no momento considerando o assunto. Não se pode predizer com certeza o que a abençoada aventura realizada em Madrasta causará sobre as igrejas divididas em outra parte e se o exemplo será seguido, mas as esperanças de muitos foram expressas pelo Bispo Palmer em 1933, quando afirmou: "Algumas pessoas na Índia do Sul estão desejosas de dar o primeiro passo para acabar com as divisões. São como os que pedem permissão para ultrapassar o cume da montanha, sabendo que podem morrer na tentativa, e que tal empresa falhará se não forem seguidos."


Negociação presente

Muitas vezes tem sido afirmado, mas é falso, que o esquema de união da Igreja do Sul da Índia pode ser aplicado universalmente. Este tem sido negado pelos próprios que trabalharam naquele esquema. Em cada país ou região onde cristãos que se encontram divididos e buscam união para suas Igrejas, devem eles mesmos trabalhar em seu próprio plano de união.

Duas regras foram aprendidas pelos nossos irmãos no Sul da Índia, e que são universalmente válidas. Primeira: nenhuma união pode ser conseguida se estivermos perguntando: "Quanto nossa igreja perderá se entrar em união com as outras?" Devemos perguntar, pelo contrário: "Quanto vamos ganhar com tal união?" Segunda: nunca haverá união se as partes negociantes tentarem resolver cada pormenor de doutrina, teologia, política e ética antes do ato de união. Como Igrejas separadas, devemos reconhecer em cada outra igreja, elemento suficiente de verdade do Evangelho de Cristo, de maneira que possamos tomar atitude decisiva e irrevogável de nos lançarmos em união e, então, através da experiência comum podermos crescer juntos em unidade.

Este princípio é talvez de importância moderada para as uniões propostas de igrejas pertencentes já à mesma família denominacional. Há pelo menos no presente, cinco movimentos desta espécie em perspectiva. A Igreja Presbiteriana nos Estados Unidos da América e a Igreja Presbiteriana Unida estudam no momento a possibilidade de união[1]. Também na América há dois outros grandes movimentos de união em desenvolvimento, que incluem três Igrejas Luteranas em uma só denominação e quatro em outra. O rigoroso Sínodo Missouri não toma parte contudo nestas negociações. Igrejas Luteranas e Missões estão também procurando união no Canadá, índia, Japão, Austrália, África do Sul e já a conseguiram em Nova Guiné e em Madagascar.

Das uniões projetadas entre Igrejas da mesma família denominacional podemos notar quinze como promissoras. Em 1957 conciliou-se uma entre as Igrejas Congregacionais Cristãs e a Igreja Evangélica Reformada nos Estados Unidos. Depois das negociações que duraram por muitos anos e de litígios severos entre os congregacionais, esta união se efetuou, reunindo cerca de dois milhões de cristãos na Igreja Unida de Cristo. Não é fora de propósito que tais diferentes Igrejas buscassem união. A primeira começou no século XVII com a independência e os primeiros puritanos da América com política distintamente congregacional. A segunda representava já certa amálgama de elementos luteranos e reformados do protestantismo alemão. Mesmo assim encontraram muitas afinidades entre elas e a história mostra (e as estatísticas tornam claro) que tais uniões entre tradições diferentes ocorrem muito mais freqüentemente do que entre tradições semelhantes. Este fato deve ser bem ponderado.

As duas uniões mais significativas dos nossos dias no que diz respeito a todos os cristãos são as que se processam no Ceilão e em o Norte da Índia e Paquistão. Estas diferem do esquema apresentado na Índia do Sul em dois pontos capitais: primeiro, inclui batistas, de maneira que eles devem ter um plano que possa satisfazer tanto a batistas como àqueles que praticam o batismo de crianças. O fato posto por alguns de que os batistas são numericamente inferiores é irrelevante, teologicamente falando, pois uma vez que sejam participantes das conversações, seus ensinos devem ser tomados seriamente. Segundo, desde que os anglicanos também estão entre as Igrejas que promovem a união, o episcopado deve ser preservado, mas não à maneira estabelecida na Índia do Sul, mediante longo período de experiência. Pelo contrário, deverá haver unificação inicial de ministros episcopais e não episcopais, por ato de "mútua comunhão" para um ministério maior na Igreja unida. O plano estabelecido na Índia do Norte complica-se pela necessidade ulterior de unificar o episcopado anglicano com o episcopado metodista na Ásia do Sul (que de acordo com os primeiros, não estão dentro da sucessão histórica desde os apóstolos). O plano estabelecido no Norte da Índia é digno de nota, porque os seus participantes não têm relações amistosas. Relaciona-se diretamente com a Igreja da Inglaterra e indiretamente com todas as igrejas da comunhão anglicana, com os metodistas na Inglaterra, América, Austrália e Nova Zelândia, com os congregacionais e batistas na Inglaterra, com os presbiterianos na América. Que efeito teria tal união sobre estas igrejas mencionadas?

Já tem havido esforços semelhantes envolvendo anglicanos e muitas destas outras tradições no Canadá, Irã e Nigéria, e muito recentemente em Gana. Além do mais, existe conversações de crentes anglicanos e metodistas tanto na Inglaterra como na América, ainda que estejam mais preocupados com a intercomunhão do que com a união orgânica. Ao mesmo tempo existe negociação oficial entre a Igreja da Inglaterra e a Igreja da Escócia (presbiteriana), procurando estudar a questão do episcopado de maneira profunda e completa com os olhos postos na intercomunhão e, eventualmente, na união.

Tanto na Austrália como em a Nova Zelândia tem havido discussão por muitos anos entre congregacionais, metodistas e presbiterianos. Naturalmente tem sido encorajada pela união da Igreja Unida do Canadá. Depois de algum lapso durante os anos de guerra as negociações se reiniciaram presentemente. Na Nova Zelândia a Associação de Igrejas de Cristo (relacionada à Igreja dos Discípulos) resolveram tomar parte nas discussões. Tanto num país como no outro os anglicanos no presente momento estão considerando o convite que lhes foi feito para juntar-se a este movimento com vistas à união.

Em toda a parte se encontram metodistas e valdenses explorando o caminho da união, como na Itália, e na Argentina, juntamente com os Discípulos de Cristo. Na Jamaica, Congregacionais, Discípulos de Cristo e Presbiterianos trabalham com o mesmo fim. Em Java, clima favorável entre reformados e menonitas; e em Madagascar, os congregacionais da Sociedade Missionária de Londres, a Missão Evangélica de Paris e a Sociedade de Amigos, manifestaram forte desejo de união.

Os delegados ao Conselho Mundial de Igrejas, por ocasião da Assembléia, em 1954, não puderam tomar qualquer decisão com referência à união de igrejas. Esta responsabilidade cabe às Igrejas. Não obstante expressarem-se em palavras profundas e com poder, quando consideraram sua unidade em Cristo e as divisões históricas das Igrejas; porque algumas igrejas, declararam, "testemunhando poderem ser chamadas a obedecer até à morte, e devem estar preparadas a sacrificar algumas das suas formas costumadas e tradicionais de vida no processo de união com outras Igrejas, sem a certeza completa do que advirá de uma atitude de fé... Mas quando as Igrejas estiverem prontas, neste sentido a "morrer com Cristo", elas encontrarão que Aquele que ressuscitou a Jesus da morte é fiel e poderoso".

Sem a fidelidade e o poder de Deus que chamou e cuida do seu próprio povo, nenhuma união teria bom êxito. Mas pelo auxílio de Deus muitas Igrejas agora divididas estão se tornando de fato pela graça e chamado de Deus o que elas já são. UMA.

DOZE QUESTÕES VITAIS

A unidade da Igreja diz respeito a cada cristão sem nenhuma exceção, todavia nem todos os cristãos naturalmente estão conscienciosamente preocupados com as divisões. Ninguém jamais permanece fora do círculo da comunhão do amor de Cristo, portanto, todos estão envolvidos na unidade da Igreja. O membro comum da igreja pode sentir-se completamente afastado dos assuntos que discutimos neste livro; pode talvez apreender a revelação bíblica acerca da Igreja e ver sua implicação na sua própria vida na igreja local, mas estas marés da história, o levantamento e queda de denominações, o movimento mundial em favor da unidade, podem parecer-lhe sumamente grande e, portanto, irreal para ele. Com efeito, são grandes, mas não são irreais. Ultimamente o efeito destes movimentos tem sido sentido por todos os cristãos, mesmo que grandes eventos nacionais e internacionais finalmente toquem as vidas de humildes cidadãos.

Não é a realidade da unidade cristã, mas a preocupação dela, que o cristão pode facilmente perder. Em muitos países a falta de unidade é menos aparente do que em outros. Na Noruega, Suécia e Finlândia, por exemplo, mais de 90% do povo são membros de Igrejas nacionais e são luteranos. O escândalo da divisão é sentido menos do que no Sul da África ou da Índia, onde muitas denominações existem lado a lado. E mesmo onde poucas divisões são notadas os cristãos devem entender que a totalidade da Igreja de Deus não está sendo experimentada na sua grande Igreja Universal, o Corpo de Cristo, pois há divisões em outros lugares e países e essas divisões em outros países são divisões na Igreja de Deus a que ele pertence. O bem-estar de toda Igreja na terra deve ser preocupação de cada cristão. Esta unidade ou catolicidade da igreja inclui sua unidade. É unidade distinta em Cristo Jesus, abarcando relações pessoais entre dois ou três irmãos em Cristo, tanto quanto as tarefas comuns dos grandes corpos eclesiásticos do mundo.

Havendo já ponderado o ensino bíblico acerca da unidade da Igreja, e olhado rapidamente os esforços de cristãos para manifestá-la durante muitos séculos, resta que nós nos confrontemos com doze questões importantes. Talvez ninguém possa adequadamente tratar das implicações de todas elas, mas homens com treinamento especial e experiência em teologia, não têm monopólio sobre elas. Todo sincero cristão deve preocupar-se com tais problemas.

1. Quais são as maneiras específicas pelas quais eu, como pessoa crente, posso promover a unidade? Em minha própria congregação, que posso fazer para acabar com a discórdia entre duas facções que se opõem? Como posso eu ajudar a eliminar os preconceitos e estender a compreensão correta em relação a outras Igrejas que não sejam a minha própria? Como posso ajudar aos cristãos de minha cidade, bairro ou vila a se tornarem testemunhas unidas na vida, serviço, culto, perante a comunidade, manifestando o amor de Jesus Cristo?

2. Como posso estar seguro de que qualquer movimento que visa à unidade de Igrejas não tomará curso errado, que leve à supressão da diversidade e da liberdade? O mesmo Jesus Cristo que nos une, também nos dá a verdadeira liberdade. É arrogância humana e não o amor de Cristo que promove a unidade visível que elimina a liberdade pessoal. Conhecendo as Igrejas em nossa própria terra, como podem ser unidas sem uniformidade em doutrinas e costumes? Como podem suas diversidades ser mantidas numa Igreja unida sem violar a verdade essencial do Evangelho?

3. Que aprendemos da Bíblia acerca da unidade da Igreja que nos torna intolerantes a respeito de divisões que quebram aquela unidade? A Bíblia claramente ensina que a Igreja deve ser uma e que a sua tarefa principal é pregar o Evangelho a todas as pessoas no mundo. Se cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, não temos o direito de tolerar as divisões que impedem a unidade da Igreja e tornam mais difícil o cumprimento da sua tarefa. Preocupação com a unidade da Igreja, como temos visto, não é alguma cousa que nós podemos ter ou não ter, de acordo com o nosso gosto, mas alguma cousa que Deus mesmo coloca sobre nós, sobre cada um de nós, como dever em relação a Ele. Para sermos perfeitamente obedientes a este dever, temos de estudar a Bíblia com persistência, inteligentemente, até que aprendamos o que tem ela para nos ensinar a respeito de Cristo e Sua Igreja.

4. Sobre que base poderemos decidir, se necessário, entre lealdade a um irmão em Cristo em nossa própria vizinhança, mas de denominação diferente, e lealdade a membros, tradições e ensino de nossa própria denominação em outra parte do mundo? Especificamente deveria um metodista considerar como seu primeiro dever, unir-se a um luterano em sua própria vila ou bairro, ou fortalecer a sua unidade com metodistas de outras terras? Deve uma igreja presbiteriana dar prioridade à união da igreja numa região particular ou às suas relações com todas as outras igrejas presbiterianas? Quase todas as denominações e confissões têm, agora, federações, alianças e conselhos mundiais. Nossa participação no trabalho destas alianças fortalece o movimento ecumênico como um todo ou o enfraquece? Nossa lealdade deve ser em primeiro lugar a quê?

5. Qual é a diferença entre cooperação prática, tanto local como nacional e a união orgânica das Igrejas? Cooperação leva à união? Haverá perigo em que os cristãos possam confundir cooperação intereclesiástica com unidade verdadeira, e, portanto, contentar-se só com isso? Os Concílios vários de Igrejas congelariam o movimento em favor da unidade na base de que projetos comuns de estudo e serviços que estão sendo realizados? O futuro do Conselho Mundial de Igrejas, por exemplo, depende de tais problemas, aliás, não menos importantes para os concílios nacionais e locais.

6. Podemos ter segurança total quanto ao problema do que significa ser membro de igreja? Quem é o verdadeiro membro da igreja? Muitas igrejas desejam incluir uma sociedade inteira de pessoas, muitas das quais simplesmente foram batizadas na infância, e outras declaram que somente aquelas que professaram a sua fé antes do batismo devem ser consideradas como membros. Ainda outras perguntam se batismo é suficiente para entrar na igreja. Que dizer a respeito da confirmação? É complemento necessário ao batismo? A confirmação simplesmente dá ao cristão o privilégio de receber a Santa Comunhão? Todas estas são dificuldades e questões que dividem, e os cristãos têm convicção forte a respeito delas. Mesmo assim elas devem ser resolvidas antes que certas Igrejas possam promover união.

7. Haverá maneira de reconciliar o ministério episcopal com o ministério não episcopal? Não devemos exagerar a importância desta pergunta como algumas pessoas costumam fazer. A igreja é muito mais do que seu ministério e as igrejas episcopais têm não só a preocupação muito forte em relação à verdadeira doutrina e evangelização, como também relativamente à sucessão dos bispos. Por outro lado, erramos se desconsideramos tais problemas ou mostramos indiferença, como se fossem do interesse peculiar de poucas Igrejas. Negociações a respeito de união de igrejas, envolvendo anglicanos têm mostrado que este problema não pode ser deixado de lado. Umas poucas soluções têm sido buscadas. Por exemplo, a Igreja do Sul da Índia teve o seu período de experiência por trinta anos, e durante esse tempo ministros episcopais e não episcopais trabalharam lado a lado, na mesma Igreja. A união planejada para o Norte da Índia e o Ceilão estabelece para a unificação do ministério diverso, uma solução imediata. Qual caminho é o melhor?

8. Como podemos entender mais claramente o meio pelo qual a unidade da igreja é obstada, por fatores culturais, políticos ou sociais? Mesmo que questões sobre batismo, ministério e autoridade da Bíblia fossem facilmente solucionadas por duas igrejas divididas, poderiam outras questões não doutrinárias conservá-las separadas? O amor pelo poder, as barreiras lingüísticas, as distinções de classe, tanto econômica como social, as resistências à mudança de costumes e lealdade às tradições e constituições denominacionais devem ser entendidas por todos nós. Só então podemos agir baseados na compreensão e julgá-las à luz do Evangelho com razões ilegítimas para divisões.

Ao mesmo tempo precisamos reconhecer que certa influência não doutrinária apressa movimentos de união. Este lado da questão tem sido facilmente esquecido. Por exemplo, o uso efetivo de recursos materiais como incentivo para unidade das igrejas é simplesmente boa mordomia. As experiências comuns de cristãos em campos de concentração, em tempo de catástrofe natural, ou ainda sob perseguição totalitária têm mostrado a fragilidade de muitas das causas de divisões que são normalmente defendidas com paixão. O apelo de Deus para os cristãos, dirigindo-os a fim de que se unam, não vem somente da Bíblia ou das Conferências Ecumênicas, mas também da sociedade barulhenta, das tensões e tumultos políticos, onde os cristãos encontram necessidade de mostrar que pertencem (fazem parte, estão ligados) uns aos outros na família de Deus.

9. É suficientemente forte o poder do amor cristão para acabar com as forças divisórias dentro do conflito social? A maneira como certos cristãos tratam mal uns aos outros por causa das diferenças raciais é mal vicioso, abominável e é completamente contrário à vontade de Deus revelada em Jesus Cristo, portanto, contrária também à natureza da Igreja. A despeito disto, tal espécie de divisão penetra nas igrejas e coloca cristão contra cristão, simplesmente pela razão de que o Deus dos cristãos nos fez homens e mulheres e povos diferentes como manifestação da sua multiforme graça. Quais serão as medidas específicas que os crentes em cada país devem tomar para atacar e acabar com este mal? Não devem as igrejas ser os locais onde a verdadeira fraternidade é praticada e demonstrada?

10. Qual é a responsabilidade mútua das Igrejas dentro do Movimento Ecumênico e as Igrejas fora dele, com respeito à vontade do Senhor pela unidade de toda a Igreja sobre a face da terra? Existem grandes igrejas, espiritualmente saudáveis, que não são membros dos vários Concílios e não têm nenhum desejo de se tornarem membros. Entre estas, só nos Estados Unidos, temos: Igreja Católica Romana, Convenção Batista do Sul, Igreja Luterana do Sínodo Missouri, Igreja Ortodoxa, Igreja Pentecostal[2] e as Igrejas Santidade (Holiness) e muitas outras. Algumas são indiferentes ao movimento ecumênico, outras abertamente o hostilizam, outras definem unidade de igrejas na base da aceitação de suas próprias doutrinas unicamente (para que haja unidade é preciso que as demais igrejas aceitem e se ajustem a ela e suas doutrinas), e outras asseguram que a unidade é questão "espiritual" que não requer nenhuma forma visível. Certamente que o fato de uma Igreja ser membro de um Concilio cristão não é, de forma alguma, teste final do amor e fé à Igreja, porém não deve ser causa para aprofundar divisões. Quem tem a verdade de Cristo? Podem verdade e unidade ser colocadas em oposição uma à outra? Podem verdade e unidade existir sem amor?

11. Como podemos prever e evitar os perigos de um "unionismo" zeloso, mas desaconselhável. Algumas pessoas parecem acreditar que a unidade da igreja é principalmente questão de organizações. Conservando as uniões denominacionais, eventualmente teremos uma verdadeira Igreja! Esta idéia ignora tanto a necessidade da renovação da fé e o testemunho na igreja, como os perigos de uma concentração excessiva de poder no governo da igreja. Muitos líderes responsáveis da igreja decisivamente rejeitam a noção de que deve existir uma organização única, centralizada para a igreja em todo o mundo. Haveria menos objeção em estabelecer autoridade muitíssimo centralizada em países ou regiões onde existem milhões de cristãos? Existe limite desejável em referência à administração de uma igreja unida? Haverá porventura limite para extensão da Igreja Unida, além do qual haja oportunidade para práticas de burocracia e o uso indevido do poder para suprimir a liberdade cristã?

12. Como podemos, através de nossas orações, contribuir para a unidade manifesta da Igreja? Se a unidade da Igreja é uma necessidade urgente e se é constantemente enfraquecida e obstada por toda espécie de divisões, nós não temos desculpas como cristãos, se não implorarmos a Deus diariamente, que una o Seu povo e acabe com os cismas. Orações pela unidade devem ser diárias em nossa vida. Devem ser tão normais como a oração que fazemos pelo pão de cada dia e pela vinda do Reino de Deus. O pensamento que deve tornar-nos conscientes desta necessidade vem da própria oração de Jesus. Se durante a sua paixão e morte, nosso Senhor foi levado a orar "para que eles sejam um", não devem os seus seguidores continuar essa oração até que pelo amor, poder e sabedoria de Deus, venha a lograr respondida à Sua própria maneira?

--------------------------------------------------------------------------------

[1] Tal união de fato veio a realizar-se em maio de 1958 na cidade de Pittsburgh, Estado da Pensilvânia, EE.UU., formando-se então a Igreja Presbiteriana Unida, EE.UU.

[2] Desde a última Assembléia do C.M.I. realizada em Nova Deli, índia, alguns milhares de pentecostais fazem parte do Con­selho Mundial de Igrejas, como, por exemplo, pentecostais chile­nos, admitidos naquela ocasião.

Voltar


 

Copyright 2006® todos os direitos reservados.