IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20551–031     Tel.: 2576–7832


Igreja da Vila

Aniversariantes

Metodismo

Missão

Artigos e Publicações

Galeria de Fotos

Links


Metodismo
Rio, 10/4/2008
 

A família Wesley (Paul Eugene Buyers)

ZZ Outros Colaboradores ZZ


 

Paul Eugene Buyers (*)


1. Os pais de João e Carlos Wesley.

A família Wesley é notável pela sua piedade e sentimento religioso. Desde os avós de João e Carlos Wesley esses sentimentos caracterizavam esta família. O bisavô de João Wesley, Bartolomeu Wesley, foi pregador leigo da Igreja dissidente e sofreu as conseqüências de tal posição. O avô dos irmãos Wesley, João Wesley, foi ministro e estudou na Universidade de Oxford, tirando o grau de Mestre em Artes. Teve ministério frutífero, mas sofreu perseguição porque não quis sujeitar-se ao Ato de Conformidade que o governo exigia de todos os ministros do Evangelho. Foi pregador leigo e evangelista itinerante.

Seu filho, Samuel Wesley, pai de João e Carlos, na sua mocidade conservou-se nas convicções do seu pai. Mas depois de estudar a questão por si mesmo, mudou de opinião e passou da Igreja dos dissidentes para a Igreja Anglicana. Para não desgostar a sua mãe, levantou-se cedo, de manhã, e partiu para Oxford, sem contar coisa alguma à sua família. Entrou na Universidade de Oxford sem dinheiro para custear os estudos. Mas, pelo serviço que prestou, pagou as suas despesas. Completou o curso e foi ordenado na Igreja Anglicana em 1689. Recebeu sua nomeação e, depois de casar com Susana Annesley, fixou residência na cidade de Epworth, onde iria ficar por trinta e nove anos, até o dia da sua morte.

Samuel Wesley,escreveu algumas obras e entre elas uma Vida de Cristo em versos. Não tinha jeito para administrar as finanças do seu lar; quem se preocupava com isso era sua esposa. Teve interesse em educar os seus filhos e em dar-lhes, para estudarem, a melhor oportunidade que o país oferecia.

A mãe dos irmãos Wesley chamava-se Susana Annesley. Os pais dela eram da Igreja Dissidente e sofreram, como os demais dissidentes, por causa das suas convicções religiosas. Susana herdou os característicos de seu pai, que foi homem inteligente, piedoso e de convicções firmes. Bem cedo, na vida, revelou espírito de independência, quando passou para a Igreja Anglicana. Havia estudado a questão e convencera-se de que a Igreja Anglicana tinha mais razão do que as Igrejas dissidentes.

Casou-se com Samuel Wesley e veio a ser mãe de dezenove filhos, dos quais nove faleceram na infância. Sabia dirigir o seu lar e mostrou grande interesse na instrução e educação de seus filhos e até das crianças da paróquia de Epworth. Depois do incêndio da casa pastoral, quando o seu filho João quase perdeu sua vida, resolveu dar mais atenção a ele, pois julgava que Deus o tinha destinado para uma grande obra no mundo. Naquele mesmo dia do incêndio ela escreveu no seu diário o seguinte: "Meu filho João. Que farei eu ao Senhor por todos os seus benefícios? Quero oferecer-me a mim mesma e tudo o que me tens dado; e faço votos (Oh! dá-me grata para cumpri-los!) que todos os dias da minha vida serão devotados ao teu serviço. Desejo especialmente para com a alma desse filho que tão bondosamente me tens dado, ser mais cuidadosa do que tenho sido; que eu possa incutir na sua mente os princípios da verdadeira religião e da virtude. Ó, Senhor, dá-me graça para fazê-lo sincera e prudentemente". (Lipsky p. 18-19).

Era costume dela conversar particularmente e orar com cada um dos seus filhos uma vez por semana. Sem dúvida, não negligenciou essas oportunidades de incutir as verdades evangélicas na mente e no espírito deste filho.

Susana Wesley foi a conselheira de João durante toda a sua vida. Ele sempre apreciou os seus conselhos e os levava em conta. Quantas vezes ela o aconselhou nas suas cartas, tanto no tempo de estudante como na vida prática!

O dr. Addo Clarke escreve a respeito desta mulher, que em certo sentido foi a fundadora do Metodismo, o seguinte "Não tenho ouvido nem lido a respeito de outra mulher, nem conheço mulher alguma que se possa comparar com esta em todos os sentidos. Tal mulher é a que Salomão descreve no último capitulo dos Provérbios; e a ela posso aplicar os mesmos dons e virtudes. Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas Susana Wesley a todas sobrepuja". (MacTyeire, p. 65).


2. João Wesley.

João Wesley nasceu em Epworth aos 17 de junho de 1703 e faleceu em Londres em 2 de marco de 1791.

Viveu quase um século, abrangendo a maior parte do século XVIII. Com o seu nascimento uma nova época começou na Inglaterra. Se Martinho Lutero "abalou o mundo", João Wesley abalou ao menos a sua terra e esse abalo se reflete ainda hoje em todo o mundo. Por mais de cinqüenta anos Wesley fez a obra dum evangelista itinerante, penetrando em todos os recantos da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda. Legou as suas sociedades uma doutrina católica, uma organização eficiente, uma experiência religiosa e um zelo perseverante.

Poucos meninos têm, ao nascer, a grande felicidade de serem recebidos por bravos maternos tão carinhosos e eficientes como os da mãe de Wesley. O lar de Wesley, em certo sentido, foi um mundo em miniatura. Ali viveu com os pais e irmãos, com os empregados e os filhos dos seus vizinhos, brincando, estudando e trabalhando com método e ordem. Sem dúvida, ficou impressionado com a vida da paróquia de seu pai; sabia das dificuldades financeiras pelas quais seu lar passou, sentia a incerteza das coisas deste mundo pelo incêndio da casa e pelo grande perigo que correu naquela ocasião. Recebeu ali impressões que nunca deixaram de influir sobre a sua vida inteira. A influência da sua boa mãe o seguiu constantemente por toda a sua longa vida. As impressões que recebeu no lar acerca do "barulho" que lá se ouviu por espaço de dois meses nunca deixou de influir sobre a sua mente.

Com treze anos de idade João Wesley partiu do lar para entrar na Escola de Charter-House em Londres. Tinha lançado os alicerces de um caráter cristão. Podia enfrentar as tentações da vida escolar com a esperança de vencê-las. O método e o sistema que aprendera, da sua mãe tornaram-se agora o seu melhor patrimônio Foi bom aluno e adiantou-se nos seus estudos a contento dos mestres. Não deixou de cuidar da sua saúde, obedecendo ao conselho de seu pai, correndo diariamente, para fazer exercício, de manhã cedo, ao redor da escola.

Terminando seus estudos em Charter-House, foi premiado com uma bolsa na Universidade de Oxford. Tinha dezesseis anos, quando entrou na Universidade. Aproveitou seus estudos e tornou-se mais religioso. Foi durante esses quatro anos ali passados que se dedicou a vida cristã. Queria alcançar a salvação da sua alma e ser canto na vida. Dedicou-se ao estudo do Novo Testamento e dos livros de Tomaz Kempis, Jeremias Taylor e Guilherme Law. Wesley estudou e experimentou todos os tipos de religião, sem alcançar satisfação plena. Por volta dos dezessete anos procurou uma experiência que o satisfizesse, mas em vão. Essa busca teve início em Oxford e terminou em 24 de maio de 1738, quando sentiu o coração aquecer-se com o amor de Deus.

Passou cinco anos na Universidade de Oxford; aos vinte e dois anos de idade, por sugestão de seu pai, foi ordenado presbítero na Igreja Anglicana. Ajudou seu pai por algum tempo na paróquia de Epworth. Mais tarde foi nomeado para a paróquia de Roote, mas não gostou do trabalho pastoral e voltou para a Universidade de Oxford, que o convidara para trabalhar ali, como professor. Por mais ou menos seis anos ensinou e estudou, tornando-se verdadeiro "homem de universidade".

Durante essa estada na Universidade interessou-se no trabalho do "Clube Santo” e na visitação aos pobres e presos de Oxford. Foi nesse período que se tornou mais austero na sua vida cristã. Leu as obras "A Imitação de Cristo" de Kempis, "The Christian Perfection" e "The Sérious Call" de Law, e "The Rules for Holy Living and Dying" de Taylor.

Sobre essa fase da sua vida Fitchett diz o seguinte "Em novembro de 1729 Wesley foi novamente chamado para Oxford. Faziam esforço para restaurar a disciplina na Universidade. Para conseguir isto decidiram que os lentes mais novos que fossem escolhidos como moderadores, desempenhassem pessoalmente as funções de seus cargos. Em Oxford de então os debates públicos figuravam entre as mais importantes funções da Universidade. No Colégio Lincoln esses debates se realizavam diariamente e era dever do moderador presidir a eles. Wesley foi chamado outra vez para esse fim e dedicou-se, ali, com a costumada energia, ao seu trabalho. Havia nisto uma disciplina intelectual de não pouco valor para ele mesmo: aumentava-lhe a facilidade de falar, a sua prontidão no debate e a presteza em descobrir os sofismas num argumento qualquer. Isso o ajudou a adquirir as qualidades formidáveis de polemista, que lhe serviram tanto nos anos tempestuosos do futuro.

Wesley permaneceu em Oxford desde 22 de novembro de 1729 até a sua partida para Geórgia, aos 6 de outubro de 1735. Aqueles seis anos foram, para Wesley, anos de lutas, sem atingir o alvo; anos de grandes aspirações e de grandes derrotas espirituais. Ele estava vivendo, como disse alguém, no capítulo sete da Epístola de São Paulo aos Romanos, não tendo ainda alcançado o capítulo oito! E nesses seis anos trabalhosos — anos em que Wesley praticava a austeridade dum asceta e ardia com o zelo dum fanático, e tudo sobre as bases duma piedade ritualista e dos seus esforços para achar a salvação mediante as boas obras e de viver segundo a moral cristã, sem possuir a energia cristã necessária para produzir os frutos da vida cristã, enquanto a raiz ainda não existia". (Fitchett, Vol. I, p. 81-82).

O rigor com que os membros do "Clube Santo" se comportaram atraiu a atenção dos alunos da Universidade. Naquela época havia muita incredulidade e ateísmo entre os estudantes. Não tomavam a sério a vida religiosa e qualquer pessoa que o fizesse e mostrasse entusiasmo pela causa de Cristo era desprezada e criticada. Assim fizeram com os membros do "Clube Santo". Como este grupo de moços levou a sério a vida cristã, assistindo aos cultos, tomando a Santa Ceia com regularidade, estudando a Palavra de Deus diariamente e com regularidade e visitando os presos, foram alcunhados "Traças da Bíblia", "Clube Santo", e "Metodistas". O termo “Metodista" vingou e desde aquele tempo para cá os discípulos de Wesley têm sido chamados "metodistas".

Foi Carlos Wesley que fundou o "Clube Santo", estando João Wesley ausente da Universidade, no tempo que passou como pároco. Mas, quando Wesley voltou para Oxford, em pouco tempo tornou-se o chefe do clube. Os seus primeiros membros foram Carlos Wesley, George Whitefield, Benjamin Ingham, James Harvey, João Clayton, Richard° Hutchins, João Wesley e Carlos Delamotte.

O "Clube Santo" conservou-se ativo, enquanto os irmãos Wesley permaneceram na Universidade.

Quando Carlos Wesley terminou seus estudos na Universidade, chegou o tempo para uma mudança radical na vida dos irmãos. Mais ou menos na mesma época o pai deles faleceu. Antes de falecer foi visitado pelos dois filhos e João, falando a respeito de seu pai antes de morrer, disse que ele teve uma experiência profunda durante os oitos meses de enfermidade e que morreu no amor de Deus: "O testemunho interno, o testemunho interno", disse-me ele, "eis a prova, a prova mais forte do cristianismo". E, também, "A fé cristã certamente será reavivada neste reino; você há de vê-lo, ainda que eu não o veja". (Mc Tyeire, p. 64-65).

Logo depois do falecimento de seu pai, João Wesley e seu irmão Carlos embarcaram para a América. Em 14 de outubro de 1735 embarcaram em Gravesend para a colônia da Savanah, Geórgia. Do fim que tinham em vista fala João no seu Diário: "O motivo que tivemos em vista não foi escapar à necessidad, nem ganhar riqueza ou honra, mas simplesmente isto: salvar as nossas almas; viver inteiramente para a glória de Deus". (Wesley Journal, Vol. I, p. 15).

Embarcando no navio Semmonds, começou logo a estudar a língua alemã com os morávios que viajavam em demanda das plagas Americanas. A viagem não foi sem novidades, pois levantou-se grande tempestade que pôs o navio com todos os seus passageiros em perigo. Wesley ficou assustado porque não se achava preparado para morrer, porém os morávios não mostraram medo, antes ficaram calmos e cantavam hinos no meio da tempestade. Isto impressionou sobremaneira João Wesley. Querendo saber o motivo porque não ficaram assustados, disseram que não tinham medo de morrer. Logo depois de chegar à América, Wesley conversou com Spangenberg, chefe deles, e ficou impressionado com a sabedoria espiritual com que ele falou. Esse contato com os morávios foi o começo da sua experiência em Aldergate Street em Londres mais tarde.

O trabalho de Wesley na colônia de Geórgia não foi bem sucedido. Conseguiu pouca coisa, se é que o conseguiu, pelo seu trabalho pastoral entre os índios. O rigor com que fazia seu trabalho pastoral entre os colonos ingleses o incompatibilizou com seus patrícios. Teve uma experiência muito desagradável durante seu pastorado na colônia. Como sempre, não foi feliz nos seus namoros. Ficou gostando de uma moça inteligente, bonita, bem relacionada e mais ou menos bem educada, que se chamava Sofia Hopkey.

Wesley gostava dela, mas hesitava em pedi-la em casamento, porque não queria prejudicar seu projetado trabalho entre os índios. Sofia gostava dele, mas como ele hesitava em pedi-la em casamento, ficou, por sua vez, embaraçada em relação aos outros pretendentes. Finalmente ela, de repente, consentiu em casar-se com um certo Williamson. Este passo complicou ainda mais a relação entre os dois.

Wesley, que era pastor dela, recusou administrar-lhe o sacramento da Ceia. Esse ato causou escândalo na colônia e o marido dela o denunciou perante o tribunal. Houve dez acusações contra Wesley, mas ele se recusou a responder a nove dessas acusações porque não competia a um tribunal secular julgar casos eclesiásticos. Prontificou-se a responder a uma das acusações que era da alçada do tribunal secular.

Compareceu diversas vezes perante o tribunal, mas este não quis ouvi-lo. Sabendo que seus adversários só queriam desmoralizá-lo na colônia, depois de dar um aviso deixou a colônia e voltou para a Inglaterra.

A volta para a Inglaterra marcou nova fase na vida de Wesley. O velho João Wesley estava quebrantado e o novo Wesley ainda não se tinha surgido.

Voltando para a Inglaterra, a bordo do navio escreveu as seguintes palavras "Faz agora dois anos e quatro meses que deixei minha terra com o fim de ensinar aos índios de Geórgia a natureza do cristianismo; mas que tenho eu aprendido durante este tempo? Aprendi o que eu menos esperava: que eu, que fui à América para converter os outros, eu mesmo não era convertido a Deus". "Isso então tenho aprendido dos confins da terra: que eu tenho estado destituído da glória de Deus; que meu coração está completamente corrompido e, conseqüentemente, minha vida toda; que alienado como estou da vida de Deus, sou filho da ira, herdeiro do inferno". (Wesley Journal, Vol. I, p. 75-76).

Estas palavras são fortes e revelam o estado espiritual em que Wesley se achava depois do seu fracasso no Novo Mundo. Não tinha ainda alcançado a salvação da sua alma; faltava-lhe um coração aquecido pelo amor de Deus.

Chegando à Inglaterra, logo procurou os Depositários da Colônia de Geórgia, desobrigando-se destarte da sua missão. Pregava e dirigia culto onde podia encontrar oportunidade. Visitou Oxford em companhia de Pedro Bohler e conversou muito com aquele servo de Deus, mas não podia compreender a natureza de uma fé viva e salvadora que Bohler lhe pregou.

Custou para Wesley convencer-se da sua incredulidade, de que a sua fé não era fé salvadora, porque confiava na sua própria justiça e nas boas obras que fazia e não confiava inteiramente no sangue de Cristo derramado pelos seus pecados. Mas, uma vez convencido do seu erro, resolveu buscar a Cristo como seu Salvador, aceitando a Cristo para a sua justificação, santificação e redenção. Assim orientado, começou a buscar a salvação em Cristo pela fé, desconfiando das suas boas obras e da sua própria justiça. Não levou muito tempo para adquirir uma experiência que mudou completamente a sua atitude para consigo mesmo e para com seus semelhantes. Depois de se converter, deixou de pensar na sua própria salvação e começou a buscar a salvação dos outros; deixou de olhar para si e para suas obras e começou a olhar para Cristo como a única fonte de Salvação.

Essa mudança se deu em 24 de maio de 1718, no salão de cultos na rua Aldersgate Street, em Londres. Assim descreve ele a sua experiência: "De tarde fui, com pouca vontade, para assistir a uma reunião na rua Aldersgate Street, onde alguém estava lendo o prefacio de Lutero sobre a Epístola aos Romanos. Cerca das oito e quarenta e cinco da noite, enquanto ele descrevia a mudança que Deus opera no coração mediante a fé em Cristo, senti meu coração maravilhosamente aquecer-se. Eu senti que eu realmente confiava em Cristo, somente em Cristo, para salvação; e foi-me dada uma segurança de que Cristo tinha perdoado os meus pecados, sim os meus, e que eu estava salvo da lei do pecado e da morte". (Wesley Journal, Vol. I, p. 1O2).

Logo começou a orar pelos seus inimigos e deu seu testemunho a todos os que estavam na sala de quanto Deus tinha feito por ele. Passou alguns dias assaltado pela tentação de que a sua fé não era verdadeira, porque não tinha muita alegria no coração. Mas pouco a pouco ia ganhando vitória sobre vitória, gozando paz no coração e mais tarde teve gozo no coração.

Foi perseguido e maltratado e o clero começou a fechar as portas das igrejas para ele.

Logo depois da sua conversão, resolveu visitar os morávios na Alemanha para conhecer melhor as suas idéias e firmar-se melhor na sua própria experiência. Visitou a colônia Moravia em Hernhut e passou algumas semanas com eles na Alemanha. Gastou nesta viagem mais ou menos três meses. Quando voltou da Alemanha, tinha trinta e cinco anos de idade e estava preparado para a sua missão no mundo.

As atividades de Wesley de agora em diante serão narradas sob outros pontos no desenvolvimento do movimento metodista na Inglaterra.

A esta altura pode dizer-se mais alguma coisa a respeito dos namoros de Wesley. Nisso nunca foi feliz. Gostava do sexo feminino e teve diversos namoros. O mais notável foi o que teve com Grace Murray, mas pela intervenção do seu irmão Carlos, em conjunto com João Bennett que era um dos seus pregadores, conseguiu que ela casasse com este, e não com Wesley. Foi um abalo forte para Wesley. Isto foi em 1748. Três anos mais tarde, em 1751, sem consultar ninguém, casou-se com uma Mrs. Vaseile. Como disse Fitchett "João Wesley foi menos feliz nas excursões aos domínios dos sentimentos. Todos os seus namoros foram desastrosos, e ele escolheu afinal aquela que era, talvez, a mulher absolutamente imprópria para ser sua esposa dentre as que havia nos três reinos".


3. Carlos Wesley.

Carlos Wesley nasceu em Epworth aos 18 de dezembro de 1708, e faleceu em Londres aos 29 de marco de 1788. Foi o terceiro filho e chegou a ter a maioridade e o décimo oitavo dos dezenove filhos que nasceram do casal Samuel e Susana Wesley.

Como os demais filhos deste casal, passou os seus primeiros anos num lar cristão e cheio de boas influências, que deixaram na sua mente, acerca da existência de Deus e de sua bondade, impressões que nunca seriam arrancadas. É notável que todos os filhos do casal Wesley tenham conservado o temor de Deus nas suas vidas, até o fim da sua jornada na terra. Havia alguma coisa neste lar que imprimia reverência, amor e temor de Deus no coração de cada filho.

Carlos Wesley era criança, quando a casa pastoral se incendiou. Dizem que isto trouxe por algum tempo muita falta de conforto para a família Wesley. Por isto Carlos ficou privado de certo conforto e de certa facilidade que os filhos mais velhos gozaram. Sem dúvida, o cuidado de uma mãe extremosa supria essas faltas. No dia em que fez cinco anos aprendeu o ABC, pois isso era regra do lar. Ensinava-se o alfabeto a cada filho nesse dia e todos conseguiam aprendê-lo, alguns com mais dificuldade do que outros.

Com oito anos de idade deixou o lar materno para assistir as aulas a "Westminster School" em Londres. Nessa escola a disciplina era muito rigorosa. Havia horário meticuloso para todo o dia e era executado. Dava a escola muita importância ao estudo do latim, que ali se aprendia a falar. Os alunos tinham de conversar em Latim. O resultado foi que Carlos tornou-se perito na literatura clássica. Gostava dos poetas latinos, como Virgílio; de cujo poema, a Eneida sabia muitos trechos de cor. Depois de homem feito ele e seu irmão conversavam em Latim.

Carlos era vivo e belicoso. Tinha imaginação forte. Era poeta por natureza. A sua índole foi pugnar pelas coisas que julgava justas. Na escola teve as suas brigas; mas, as vezes, eram provocadas pelos rapazes maiores que judiavam de um rapaz escocês, chamado James Murray. Carlos não gostava de tal procedimento e tornou-se o defensor do escocês. Mais tarde, na vida, Murray tornou-se jurista e foi chamado Lord Mansfield. Conservou lembrança de Carlos e o honrou com as suas visitas.


Em 1725, Carlos foi escolhido capitão da escola, e quando terminou o curso, ofereceram-lhe uma bolsa na Christ Church, na Universidade de Oxford. Nessa mesma ocasião foi procurado por um homem rico, chamado Garrett Wesley, irlandês, que não tinha filhos herdeiros e queria adotá-lo e educá-lo como seu próprio filho. Carlos consultou o seu pai sobre o assunto, mas o pai queria que ele mesmo decidisse a questão. Carlos resolveu rejeitar a oferta e continuar seus estudos em Oxford. Quem sabe se o amor que tinha para a sua mãe não foi o que o levou a não aceitar tão grande oferta. Qual teria sido a sua carreira na vida, se tivesse aceito a oferta de Garrett Wesley? Teria escrito tantos hinos cristãos? Provavelmente não.

Em 1726 Carlos entrou na Universidade de Oxford onde estudou por quatro anos, formando-se em 1730. A vida escolar de Carlos não foi séria. Entrando na Universidade, onde havia tanta liberdade, não soube aproveitar bem seu tempo no primeiro ano. João Wesley chamou a sua atenção para esta falta, mas Carlos não gostou da repreensão e respondeu: "Quer que eu me torne santo de uma vez ?".

Mas logo depois caiu em si e corrigiu essa falta. Então procurava os conselhos de seu irmão mais velho, ao invés de desprezá-los. Realmente Carlos respeitava e amava seu irmão nessa época, e tornaram-se dois grandes colegas durante toda a sua vida.

Em 1730 Carlos arranjou colocação como tutor na Universidade. Agora podia manter-se, ensinar e estudar.

Depois de corrigir-se e mudar o rumo de sua vida, tornou-se zeloso pela obra religiosa na Universidade. Comungava uma vez por semana e, como era, sociável e jeitoso para lidar com amigos; convidou alguns para estudarem a Bíblia com ele e para orarem e comungarem juntos. Desse passo originou-se o "Clube Santo" que tomou o nome de "Metodista" mais tarde.

Carlos gostava de visitar os presos e os pobres e também de cuidar de certos amigos que corriam o perigo de perder-se nas orgias da vida universitária. Assim escreveu a seu irmão acerca das suas atividades religiosas: "Um rapaz modesto, humilde, bem disposto caiu nas mãos dos vilões. Eu ajudei a libertá-lo e farei o possível para não deixá-lo cair nas mãos deles outra vez. Ele não quer comungar senão nas ocasiões regulares para não ser criticado. Mas eu o convenci de que é nosso dever comungar mais freqüentemente, e nós dois agora comungamos uma vez por semana. Persuadi dois ou três alunos a me acompanharem na observação do método de estudo prescrito pela Universidade. Isso resultou em ganhar eu o nome inocente de i'metodista". (Jones, D.M., p. 30, 34).

Quando João Wesley voltou para a Universidade, ficou interessado na obra do "Clube Santo". Mas, antes de trabalhar nele, escreveu a seu pai pedindo seu parecer sobre a questão. O pai respondeu: "Tenho grande motivo para louvar a Deus, por que Ele me deu dois filhos que se acham em Oxford, aos quais tem dado grata e coragem para guerrearem contra o mundo e o diabo. Não terei vergonha, quando eles falarem com seus inimigos na porta".

A obra ia avante. Os pobres e os presos eram visitados e aliviados de acordo com os seus parcos recursos. Os irmãos a pe foram a Epworth certa ocasião, em vez de irem na diligência, para pouparem os seus recursos e assim ajudarem mais um pouco os pobres.

O General Oglethorpe, amigo de Samuel Wesley, interessou-se em combinar com seus filhos, João e Carlos, para irem a Geórgia: João Wesley na qualidade de missionário e Carlos como secretário de Oglethorpe.

Como já falamos do trabalho de João, agora falaremos um pouco acerca da experiência de Carlos em sua missão na Geórgia.

Carlos foi menos feliz do que seu irmão nesse trabalho. Pessoas mal intencionadas levantaram contra o caráter de Carlos, pelo que o General o tratou muito mal. Portanto, Carlos foi abandonado pelos seus amigos e privado de todo o conforto que se podia encontrar na colônia. Teve de dormir no chão, sem cama, sem comida, sem alguém para lavar a sua roupa e, além de tudo isto, foi abandonado pelo General Oglethorpe.

O trabalho da secretaria em Frederica era exaustivo, o clima era quente e o abandono pelos colonos era demais para o cavalheiro da Universidade. Ficou doente e quase morreu. João Wesley, sabendo da situação do seu irmão, foi visitá-lo. Conseguiu uma reconciliação com Oglethorpe. Ambos, o General e Carlos, estavam mal informados a respeito um do outro. Descobriram que tudo tinha acontecido entre eles provocado pelas mentiras duma mulher de má reputação. Depois disto, o General mudou a sua atitude para com Carlos e fez tudo para atender às suas necessidades. Decidiu-se que Carlos voltaria para a Inglaterra, porque a sua saúde estava abalada e porque ele não gostava do trabalho da secretaria. Escrever cartas dia após dia não tinha graça para um homem que tinha jeito e dons para escrever poesias.

Voltou, pois, para a Inglaterra. A viagem foi longa e penosa, porque os navios em que viajou não eram bons, o tempo era tempestuoso e o capitão era um ébrio.

Os primeiros meses depois de chegar à Inglaterra foram gastos em visitas a amigos e em relatórios às autoridades acerca da sua missão na Geórgia e na entrega de documentos importantes remetidos pelo General Oglethorpe. Foi nessa época que teve a honra de fazer um discurso na presença do rei e de jantar com a família real. Havia possibilidade de subir e ocupar lugares importantes na Igreja, se os tivesse procurado.

Seu estado de saúde não era bom, não se sentia contente consigo mesmo. Sentia inquietação espiritual. Tornou-se quase recluso, tendo pouco contato com os seus amigos de outrora. Ficou doente duas vezes. O mal de que sofreu na América voltou e o médico o aconselhou a abandonar qualquer idéia de voltar para a América para onde queria ir como missionário.

Encontrando-se com o Conde Zinzendorf, lembrou-se do contato que teve com os morávios em Geórgia e ficou interessado na doutrina que eles pregavam, a doutrina que ensina que a fé verdadeira significa domínio sobre o pecado e uma paz consciente que tal fé é um dom gratuito de Deus, e que é dada instantânea e conscientemente.

Foi nessa época que Pedro Bohler escreveu para o Conde Zinzendorf as seguintes palavras: "O mais velho, João, é homem de bom humor. Ele sabe que não tem verdadeira fé no Senhor e Salvador e quer ser instruído. Seu irmão está agora muito perturbado na sua mente, mas não sabe como pode chegar a conhecer o Salvador".

Quando Carlos estava doente na casa de seu amigo Hutton, foi visitado por Pedro Bohler que orou por ele. Ficou impressionado com certas expressões da oração e tornou-se mais interessado na aquisição duma experiência mais satisfatória. Pediu que fosse levado para a casa dum pobre operário, Bray, que conhecia o Senhor. Ali foi visitado por pessoas humildes e ignorantes, mas que conheciam o Senhor. Foi nesse ambiente que Carlos experimentou a fé viva salvadora. Sentiu-se cheio de paz e alegria. O Espírito Santo veio sobre ele e logo escreveu um hino comemorando a sua conversão. Por mais de oito anos tinha procurado servir seu Mestre, porém sem alegria e paz no coração. Agora servia o seu Mestre com gozo e satisfação, tendo a vitória na sua alma. Estava preparado para a sua missão.

Tornou-se um evangelista itinerante e por mais ou menos dez anos viajou por toda a parte, pregando o Evangelho e enfrentando os motins e oposições que tal trabalho naquele tempo causava.

Depois que se casou, deixou de viajar e fixou, por muitos anos, residência em Bristol. No último quartel da vida, mudou-se para Londres, onde trabalhou como pároco na Igreja Anglicana e ajudante de seu irmão João. Não deixou de interessar-se pelos presos. Escreveu hinos apropriados para eles. Muitos dos presos converteram-se e, na hora da morte, deram testemunho da certeza da sua salvação em Cristo.

Escreveu mais de cinco mil hinos. Em todos os hinários que circulam entre o povo que fala inglês encontram-se hinos de Carlos Wesley.


4. Outros membros da família Wesley.

Depois de alguns fatos a respeito de João e Carlos Wesley, seria justo incluir algumas palavras acerca de outros membros da família. Como já foi observado, nove dos dezenove filhos faleceram na infância. Queremos mencionar agora os nomes e dar alguma informação sobre a vida de cada um.


Daremos em seguida uma lista dos nomes, lugar e data de nascimento de cada filho :

Nome--------------------------------------Lugar de nascimento------------------------Data (ano)
Samuel Wesley-------------------------------- Londres ------------------------------ 1690
Suzana Wesley --------------------------------- S. Ounsby ---------------------------- 1691
Emilia (depoiso Sra. Harper) ------------------ Idem ------------------------------------- 1692
Annesley e Jedediah (gêmeos) --------------- Idem ----------------------------------- 1694
Susana (depois Sra.Ellison) ------------------- Idem ----------------------------------- 1695
Mary (depois Sra. Whitelamb) ------------------ Epworth (provavelmente) --------- 1696
Mehetabel ou Hettie(depois Sra. Wrigth) --- Epworth -------------------------------- 1697
Anne (depois Sra. Lambda) ------------------- Idem ----------------------------------- 1702
João Wesley ---------------------------------------- Idem ----------------------------------- 1703
Marta (depois Sra Hall) -------------------------- Idem ----------------------------------- 1707
Carlos Wesley ------------------------------------- Idem ------------------------------------ 1708
Kezziah Wesley ------------------------------------ Idem ----------------------------------- 1710

Essa lista inclui todos, mas só os que pudemos apurar. Houve nascimentos de gêmeos cujos nomes não são mencionados, porque, morreram na hora de nascer ou logo depois.

Diremos alguma coisa de alguns dos nomes constantes na lista acima.


Samuel Wesley J.

Nasceu aos 10 de fevereiro de 1690, em Londres, e faleceu na mesma cidade em 6 de novembro de 1739. Estudou na Escola de Westminster em Londres e na Universidade de Oxford. Foi homem de conhecimentos e escreveu diversas poesias. Foi ordenado ministro, mas dedicou quase todo seu tempo ao ensino. Foi homem piedoso, sério e leal à Igreja Anglicana. Não concordou com seus irmãos João e Carlos depois de convertidos, julgando que se tinham tornado fanáticos. Por isso os censurou e os aconselhou a abandonarem tal fanatismo de conversões instantâneas, certeza de salvação e testemunho do Espírito Santo. Isto foi logo no princípio da conversão deles; mas antes de morrer começou a mudar de opinião sobre eles e, se tivesse vivido mais alguns anos, teria com eles concordado.


Susana Wesley

Nasceu em 1691 e faleceu em 17 de abril de 1693. Portanto, não há mais nada a acrescentar a seu respeito.


Emilia Wesley

Nasceu em 1692. Emília foi a filha predileta da mãe. Adquiriu boa educação clássica e teve gosto para a poesia. Casou-se com um farmacêutico, mas ele morreu muito cedo. Ela ensinou numa escola por algum tempo para manter-se. Nos últimos anos, ficou sob o cuidado do seu irmão João Wesley. Morreu em 1770 ou 1772.


Annesley e Judediah Wesley

Nasceram em 1694, provavelmente eram gêmeas e faleceram pouco tempo depois de nascerem.


Susana Wesley

Nasceu em 1695 e foi a segunda filha que recebeu o nome de Susana. Foi uma boa moça, inteligente e ativa. Casou-se com o sr. Ellison, homem duma família respeitável; mas o marido não a tratou bem; era homem de maus costumes. Teve diversos filhos. Os pais tiveram a infelicidade de perder a sua casa num incêndio que levou tudo o que possuíam. Os filhos foram confiados a amigos e ela abandonou seu marido, que não lhe era leal, e foi para Londres, onde se refugiou entre seus filhos; recebendo auxílio do seu irmão João Wesley.

O marido queria que ela voltasse para sua casa, mas não houve nada que pudesse conseguir isso. Então Ellison publicou a notícia da sua morte num jornal. Ela foi para assistir ao enterro e encontrou seu marido vivo, mas nem por isso conseguiu ele convencê-la a voltar e viver com ele.


Mary Wesley

Nasceu em 1696 e foi a quarta filha que alcançou maioridade. Por causa duma queda, talvez, ficou aleijada e nunca teve desenvolvimento normal no corpo. Tinha um rosto muito belo e era bondosa. Casou-se com o senhor Whitelamb, homem que João Wesley tinha ajudado na Universidade de Oxford. Mary faleceu logo depois do seu casamento.


Mehetebel Wesley, também chamada Hetty.

Nasceu em 1697. Tinha grande capacidade intelectual. Os pais tomaram interesse em fazê-la estudar e, quando Hetty tinha oito anos de idade, já podia ler o Novo Testamento em Grego. Gostava de poesia e era jovial e graciosa. Teve muitos namorados, mas foram rapazes levianos sem as qualidades que combinariam com as dela. Ela queria casar-se com um advogado, porém o pai achou que não era homem de vida correta não quis consentir no casamento. Mais tarde apareceu um mecânico, chamado Wright, que queria casar-se com Hetty. Era homem trabalhador, mas sem cultura. Hetty não queria realmente casar-se com ele, porém a vontade do pai prevaleceu com grande infelicidade para sua filha.

Hetty sofreu muito na sua vida de casada. Só achou conforto alguns oito anos antes de falecer, por ter aceitado Cristo como seu Salvador.


Anne Wesley

Nasceu em 1702. Pouco se sabe dela. Casou-se com um homem que se chamava Lambert. Ele era homem educado e tomou interesse em conservar uma edição dos escritos do seu sogro, o rev. Samuel Wesley.


Marta Wesley, também chamada Patty.

Nasceu em 1707. Era muito parecida com seu irmão João Wesley e mostrou grande afeição por ele. Amava fervorosamente a sua mãe e gostava de ficar na sua companhia para ouvi-la falar. Casou-se com um homem chamado Hall, bem educado, porém sem firmeza de propósito. Na última fase da sua vida tornou-se incrédulo e depravado e desleal a ela. Patty viveu muitos anos e foi o último membro da família Wesley a morrer.


Kezziah Wesley

Nasceu em 1710 e foi a caçula da família Wesley. Não gozava de saúde e, por isso, não conseguiu educar-se devidamente. Alem do seu estado físico, os pais não tinham recursos para educá-la e he dar as vantagens necessárias para adquirir cultura. Não chegou a casar-se, porque a morte lhe roubou esta ventura na vida, levando-a poucos dias antes do dia marcado para seu casamento. Seu irmão Carlos esteve com ela na hora da morte e assim a descreve: "Ontem de manhã, aos 9 de março de 1941, minha irmã Kezziah morreu no Senhor Jesus. Ela completou a sua obra e, na sua misericórdia, Deus abreviou seus dias. Cheia de reconhecimento, de resignação e de amor — sem dor ou cuidado — entregou o seu espírito nas mãos de Jesus e dormiu". (Clarke, Adão, p. 608).

Não há nada superior a uma família cristã para desenvolver a civilização e o reino de Deus no mundo. A família Wesley trouxe a maior contribuição que a Inglaterra teve no século dezoito.

Que pena, para não dizer tragédia, ver uma família com tantas moças boas, inteligentes e religiosas limitadas nas suas atividades e no seu preparo por falta de recursos financeiros e de um ambiente favorável. Foram flores que perderam seu perfume no deserto da vida.


______________________________________________________
(*) Texto extraído das páginas 22 a 41 do livro História do Metodismo, de Paul Eugene Buyers, publicado pela saudosa Imprensa Metodista em 1945.

Voltar


 

Copyright 2006® todos os direitos reservados.