IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20551–031     Tel.: 2576–7832


Igreja da Vila

Aniversariantes

Metodismo

Missão

Artigos e Publicações

Galeria de Fotos

Links


Bíblia
Rio, 8/11/2006
 

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO

Bispo Paulo Lockmann


 

A disciplina científica da "Introdução ao Novo Testamento" trata das questões históricas concernentes à origem dos escritos neo-testamentários, à colocação desses escritos (Cânon) e a transmissão fa mesma. Essa introdução pressupões a existência do cânon do NT no qual a Igreja dos séculos ll-lV colecionou aqueles escritos que serviam da norma da pregação e que deviam ser lidos no culto divino.

Por conseguinte a ciência introdutória do NT (como do AT) é, uma disciplina estritamente histórica que fornece e esclarece as circunstâncias históricas da origem dos diversos escritos neo-testamentários cujo conhecimento é necessário para a compreensão da escritura.

O estudo dessas circunstâncias abrange duas partes:

1. O mundo em que se originou o Novo Testamento (o ambiente histórico do NT).

2 - A origem dos diferentes escritos do NT (Isagoge do NT).

O Ambiente Histórico do Novo Testamento

O meio histórico em que se originam e se fixaram os escritos do NT é melhor compreendido se se consideram os diversos aspectos da história humana desse período.

Falando-se estritamente no período dos escritos neo-testamentários abrange somente uns 100 anos; desde a composição do primeiro escrito do Novo Testamanto pelo ano 50 d.C (cartas aos Tessalonicenses) até o aparecimento do último escrito ao redor de 150 d.C (2Pedro). Mas para compreender esse período alargar um pouco os horizontes e estudar os períodos históricos que prepararam esse tempo.

A seguir consideraremos brevemente:

a) o ambiente político;
b) o ambiente social;
c) o ambiente moral religioso.

Nesse estudo é precioso sempre ter presente os dois mundos que existiam lado a lado, ora compenetrando-se, ora combatendo-se: o mundo greco-romano e o mundo-judaico.

O Ambiente Político do Novo Testamento

Roma, senhora do Oriente (e do mundo)

Roma, que se tornara império mundial pela derrota infligida a Cartago (as guerras punidas, século lV-lll a.C.), começou a imiscuir-se nos negócios do Oriente no século ll, quando incorporou a Ásia Menor. Mas estava reservado ao grande general Pompeu Magno (186-48 a.C) fechar o circulo do império ao redor da extremidade oriental do Mediterrâneo, conquistando a Síria (64 a.C.) e a Palestina (63 a.C.).

Depois da breve ditadura de Júlio César (48-44 A.c.), Marco Antonio foi o dono de Roma, até ser vendido por Otaviano (filho adotivo de César) na batalha de Ácio (02 de setembro de 31 a.C.) Otaviano foi proclamado imperador pelo senado romano no ano no ano 30 a.C. e desdeentào o poder imperial de Roma dominou o mundo antigo até o século V a.D.

Eis os imperadores romanos que interessam ao período do NT:

Otaviano Augusto (30 a.C. - 14 d.C.);
Tibério (14 - 37);
Gaio Calígula (37 - 41);
Claúdio (41 - 54)
Nero (54 - 68);
Galba - Oton - Vitélio (68);
Vespasiano (69 - 79);
Tito (79 - 81);
Domiciano (81 - 96);
Nerva (96 - 98);
Trajano (98 - 117)
Adriano (117 - 139).

Foi o período da revolta macabéia que surgiu o partido dos "piedosos" (Hasidim) defensores da lei, que foram os zelosos restauradores do mais puro judaismo. Depois da morte da rainha Alexandra (67), os dois filhos desta começaram a disputar o trono e o sumo- sacerdócio. Os "hasidim"se dividiram em dois grupos: os fariseus, que combatiam os sacerdotes que apoiavam hasmoneus (esse grupo sacerdotal constituía os saduceus) e os essênios que se refugiaram da vida ascética nos mosteiros dos desertos. Existiam assim três partidos que tentavam aliciar o povo.

Na luta entre Aristóbulo 2 e Hircano 2, este se apoiou em Antipater, um idumeu (pai do futuro Rei herodes) e a guerra estourou. Para mediar entre os dois irmãos interveio Pompeu Magno que nesse tempo pacificava o oriente para Roma. Ocupou Jerusalém em 64/63 e o nomeou Hircano 2, sumo sacerdote. Assim a autoridade romana se instalou na Judéia para não mais largá-la.

Os Procuradores Romanos e a Dinastia de Herodes

Pompeu indicou a Antipater como procurador da Judéia (os "procuradores" governavam e exigiam o fisco em nome do senado romano). Antipater nomeou seu filho Herodes, governador da galiléia. Este conseguiu do senado romano ser nomeado rei de toda a Palestina no ano 40 a.C. depois de lutar três anos contra os descendentes dos hasmoneus. Ocupou o trono em 37 a.C.

O longo reinado de Herodes (37-4 a.C.) é caracterizado pela sua grande atividade construtora (construiu um magnífico templo em Jerusalém para substituir o que restava em ruínas, bem como palácios, termas e estádios) por suas crueldades: os muitos filhos de suas numerosas mulheres foram sendo mortos um depois do outro, sobrando somente tr6es, entre os quais foi dividido o reino: Arquelau recebeu a Judéia, Samaria e Iduméia (Palestina central e meridional); Herodes Antipas recebeu a Galiléia e a Peréia (Palestina setentrional e Transjordânia); e Felipe a Troconitide (ao norte da Palestina).

O reinado desses três filhos de Herodes, o Grande teve destino diferente: Antipas e Felipe se chamara de tetrarcas, Arquelau etnarca. Felipe, o mais pacífico dos três reinou até a sua morte em 34 d.C. Antipas ( o "Herodes"da vida pública de Jesus e assassino de João Batista (reinou até 39 d.C. quando foi banido por Calígula para a Galia sob a acusação de traição. Arquelau só reinou por 10 anos: em 06 d.C. foi deposto por Augusto a pedido dos Judeus e a Judéia passou a ser governada por procuradores novamente.

Os procuradores que se sucederam foram:
Copônio (6-15 d.C);
Valéio Grato (15-26);
Pôncio Pilatos (26-36).

A capital administrativa dos romanos era Cesaréia, posto do Mediterrâneo ao sul do Carmelo. O procurador Pôncio Pilatos (conhecido pelos evangelhos por causa do processo de Jesus) era conhecido pela sua capacidade e crueldades gratuitas. No ano deposto por Tibério por ter chacinado, sem motivo, milhares de samaritanos.

Depois da remoção de Pilatos, a Palestina foi unida sob o rei Herodes Agripa 1 (neto de Herodes, o Grande; através de um dos seus filhos assassinados, Aristóbulo) que já sucedera a Felipe em 34 na Traconitide. Em 39, depois do exílio de Herodes Antipas, também a Galiléia e Peréia lhe foram entregues. Deste modo todo o reino de Herodes, o Grande, novamente foi restaurado sob o reinado de seu neto Herodes Agripa 1. Na sua repentina morte em 44 (At 12:20) todo o seu reino passou a ser procuradoria romana. Sucederam-se então os seguintes procuradores:
Cúspido Fado (44 - 46)
Tibério Alexandre (46 - 48)
Ventídio Cumano (48 - 52);
Antonio Félix (52 - 60) prisão de paulo (At 23 - 24);
Pórico Festo (60 - 64);
Luceio Albino (62 - 64);
Géssio Floro (64 - 66).

Em 66 estourou a revolta contra os romanos. No início tiveram alguns sucessos espetaculares contra as legiões romanas, comandadas pel legado da Síria. Mas em 67 chegou o general Vespasiano (o futuro imperador) com seu filho Tito com uma força de 60.000 homens para dar o gole de misericórdia nos revoltosos. Vespasiano conquistou e devastou inteiramente a Galiléia, a Peréia e finalmente pôs cerco a Jerusalém que resistiu desesperadamente até maio de 70. Entrementes Vespasiano se tornara imperador e Tito completou a subjugação dos rebeldes judeus; Jerusalém foi destruída, o templo arrasado sem que ficasse pedra sobre pedra. Os habitantes da cidade que não tinham morrido da guerra e da peste e fome, foram feitos prisioneiros e vendidos como escravos no império.

Os judeus dispersos, contudo, novamente começaram a organizar-se. A entrada em Jerusalém lhes era proibida, mas estabeleceram em Jâmnia (Jabne), na Shefalá, o Sinédrio, e ali começou a ser formulado o sistema rabínico que voga até hoje. O rígido código de dogmas e observâncias elaborados pelos rabinos teve uma forma singularmente unitiva sobre a nação dispersa pelos quatro cantos do mundo e impediu que o povo judaico fosse absorvido pelo império romano.

Os romanos, depois das medidas drásticas de Jerusalém, tentaram ganhar os judeus pela tolerância, tentando integrá-los no império como os outros povos. Mas não contavam com a força isoladora do rabinismo. Aqui e acolá houve sublevações e os romanos compreenderam que tinham a haver-se com um povo disperso mas turbulento. Por isto, sob o imperador Adriano foi proibido a leitura da lei, a observância do sábado e o rito da circuncisão, e mandou fazer de Jerusalém (anda arruinada) uma colônia (cidade habitada por antigos soldados) romana. Isto determinou o derradeiro levante dos judeus contra os romanos: sob as ordens do Bar Kokeba um exército e 200.000 desesperados judeus tentou expulsar os romanos. Mas um imenso exército romano, enviado por Adriano, sufocou no sangue toda a validade de independência dos judeus. Depois dessa tentativa, nunca mais os judeus tentaram reconquistar a independência... nem sob os romanos, nem durante a Idade Média, nem nos tempos modernos. Somente agora em 1948 conseguiram reconquistar parte da terra de seus pais.

O Ambiente Social do Novo Testamento

1 - A sociedade greco-romana

O império romano era composto de uma imensa variedade de povos com diferentes línguas e culturas. Não obstante esta grande diversidade o poder centralizador da cultura helenística (grega) e do gênio administrativo dos romanos operou uma fusão do orbis romanus. O laço de união mais saliente era a língua comum. Apesar de cada povo continuar a falar a sua própria língua, no século 1 antes e depois de Cristo universalmente falada: o grego. Este grego era a chamada Koine (abreviatura de "hê koinê glôssa", a língua comum ou corrente), idêntica a linhagem usada nos livros do NT.

a) A organização social

Os habitantes do Império (calculado ao redor de 50-60 milhões) estava, distribuídos mais ou menos na mesma proporção entre cidades e campos, verificando-se um rápido processo e urbanização devido a migração maciça para as cidades.

A divisão mais profunda era de escravos e cidadãos.

Os escravos eram quase tão numerosos como os livres. Alguns eram escravos por nascimento (filhos de escravos), outros em razão de miséria (os que eram vendidos para pagar dívidas; outros eram cativos de guerra vendidos em hasta pública).

Em princípio, e geralmente de fato o escravo era tratado como uma coisa.
Entre os animais e o gado humano a diferença de regime era mínima, dependendo unicamente do capricho do dono. O escravo era comprado, vendido, revendido no mercado como besta de carga. Não possuía nenhum direito, nem civil, nem religioso, nem social, nem político. Os castigos corporais eram freqüentemente os mais desumanos.

A escravidão foi a grande tara do mundo antigo, não havendo diferença entre oriente e ocidente.
O escravo que recebia, ou de seu dono ou do Estado, a liberdade era um liberto, mas não ; pois ficava afastado da vida pública. O número dos libertos representava um terço da população livre.

O cidadão era de direito membro pleno da comunidade cívica e política, participando da condução dos negócios que interessavam à comunidade. A assembléia dos cidadão escolhia seus representantes e nomeava os magistrados públicos.

O cidadão romano era um cidadão privilegiado este título conferia a plenitude dos direitos civis, protegia contra os castigos corporais, eximia das penas infamantes e facultava apelar ao tribunal de César em Roma. A cidadania romana era dada como recompensa a serviços prestados e podendo também ser comprada (At 28:25-28). O número de cidadãos romanos eram bem grande. Também Saulo de Tarso tinha esse privilégio, recebido de seu pai.

b) A situação econômica
No início da era cristã o Império estava e paz (Paz romana) e estava assegurada a ordem dentro de suas fronteiras. Por isto esta época marcada por um grande desenvolvimento econômico, particularmente no comércio. Os artesãos das cidades (Paulo se empregou junto com o fabricante de tendas, At 18:3), os agricultores dos campos, os negociantes dos centros urbanos, os traficantes dos mercados inter-regionais e toda a espécie de negócios conheciam a prosperidade: os ativos e espertos enriqueciam depressa. Em toda a parte foram edificados grandiosos templos, ginásios (para esportes), estágios (de corridas), basílicas (grandes áreas cobertas para as festas populares) teatros, praças e pórticos. As caixas do Estado e das cidades tinham abundantes recursos. Os novos ricos faziam papel de macenas das artes e da cultura. A plebe das grandes cidades geralmente encontrava trabalho e com isto o pão e o necessário para a vida. Em toda a parte se ostentava o luxo dos privilegiados da fortuna; a classe média vivia em regime de honesta suficiência; quanto aos miseráveis (e eram um bom número) recebiam do Estado sua ração de carne, trigo e azeite; e a administração cuidava para que o povo tivesse suas diversões ("Paném et circenses").

De todas as províncias do império da "Ásia" Proconsular, tendo por capital Éfeso, era a mais rica e a mais povoada. Roma e Alexandria contavam ao redor e um milhão de habitantes; Antioquia da Síria passava de meio milhão; Éfeso a seguia de perto; vinha a seguir Esmirna, Mileto, Corinto, Pérgamo, Tarso, Atenas, Cartago.

c) Regime administrativo e divisões provinciais
O Império nascera da conquista e o poder estava centralizado ao máximo. Mas o regime imperial sabia limitar sua ação e seu peso na administração das províncias. Geralmente era respeitada a autonomia municipal, e as cidades, assim como as províncias., tinham suas assembléias compostas de representantes eleitos pelos cidadãos. Os funcionários imperias eram pouco numerosos, com exceção dos que arrecadavam impostos: (os publicanos) e dos militares que policiavam os grandes centros e as estradas.

Entre o poder central em Roma e os magistrados locais se interpunha a autoridade do governador provncoal que recebia seu mandato do senado romano na qualidade de Procônsul, ou diretamente do imperador na qualidade de legado. Sérgio Paulo em Chipre e Galião ou Gálio da Acaia (At 13:7; 18:12) - com que São Paulo se cruzou no decurso de suas viagens missionárias, pertenciam a essa classe poderosa dos altos funcionários do regime imperial.

As Províncias mais antigas, já pacificadas de longa data, se chamavam senatoriais e recebiam proconsulês; eram dez, das quais a Macedônia, a Acaia, a Ásia, a Bitinia, a Creta (e Chipre) e a Cirenaica, são nomeadas no NT. As outras províncias, cuja anexação era recente e que estavam perto das fronteiras eram chamadas imperiais e recebiam legados; na Europa eram as províncias da Espanha e Gália e as que estavam ao Sul de Danúbio; na Ásia Menor eram a Panfília, a Galácia, a Cilícia, e a Síria. O Egito era governado por um "prefeito" que tinha i título de vice-rei. Quanto à Palestina, colocada sob um regime especial, tinha à sua frente um procurador - como foi Pôncio Pilatos - que, nomeado pelo imperador exercia sua autoridade sob o controle do legado da Síria vizinha.

Os romanos entregavam de boa vontade a administração interna a reis submissos (suseranos) que pagassem anualmente um pesado tributo. Tais eram os Herodes de que fala o Novo Testamento.

2 - O mundo judaico
Nos tempos neo-testamentários o povo judeu não mais vivia agrupado como um todo no solo palestinense, na "terra de Israel". Desde séculos ( a partir do exílio babilônico muitos de seus filhos - a maioria, aliás, se achavam dispersos entre os gentios.

Na Palestina, onde a maioria dos habitantes é de estirpe israelita, havia mais ou menos um milhão e meio de judeus, desigualmente repartidos entre a Judéia - onde a raça tinha conservado a sua pureza da tribo de Judá - e a Galiléia, que nos tempos macabeus foram colonizadas por judeus da Judéia e para onde migravam numerosos filhos de Judá. Em Samaria vivia uma população mestiça, tanto do ponto de vista racial. Como religioso; por isto os samaritanos eram desprezados pelos judeus puros.

Os judeus de Diáspora, ou Dispersão, estabelecidos um pouco por toda a parte do mundo helênico e romano - sobretudo nos grandes centros comerciais - deviam ser de cinco e seis milhões. As colônias judaicas eram importantes estavam na Mesopotâmia, na Síria (Antioquia) e Egito (Alexandria). De todas as comunidades judaicas a melhor conhecida é a de Alexandria; ou judeus chegaram a dois quintos da população desta grande cidade, isto é, mais ou menos 200 mil.

Como se vê, o mundo judeu não era uma unidade geográfica, mais apresentava uma forte unidade étnica, religiosa e moral. Sua coesão era solidamente mantida pelo duplo laço da fé monoteísta e do sangue; a duas partes do povo judeu - da Palestina e da Dispersão - constituem assim uma única comunidade nacional e espiritual. Está fé tradicional e o laço de sangue asseguraria a sobrevivência da nação judaica, mesmo depois da ruína a pátria, do desaparecimento do templo de Jerusalém e das instituições nacionais. O povo judeu possuía (e possui) na sua religião uma força moral e um princípio de unidade que conseguiria destruir.

O Credo era o mesmo para os judeus da Dispersão e da Pátria-mãe. A língua de uso diário podia diferir de um grupo a outro (na Palestina se falava o aramaico, o grego na maioria das colônias da Dispersão), mas a fé em Jeová, o Deus da nação, era tão vida entre os judeus da Ásia Menor, da Itália como nas comunidades palestinenses. Todos os judeus tinham Jerusalém em seus corações considerando-a sua metrópole religiosa e nacional. Todos contribuíam com suas ofertas para os gastos do templo. Todos se levantavam com o mesmo ímpeto para defender os interesses espirituais e materiais da nação, quando estava ameaçada. Os judeus da Diáspora podiam ser cidadãos de Tarso ou de Alexandria, e mesmo cidadãos romanos; podiam como qualquer grego ter o sentimento de ser o cidadão do mundo. Mas acima de tudo era e permanecia um filho de Israel, um judeu tão autêntico como seus irmãos da Palestina.

Voltar


 

Copyright 2006® todos os direitos reservados.