IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 28/4/2008
 

O trabalho educativo do Metodismo na América do Norte no século XVIII (Paul Eugene Buyers)

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As primeiras escolas fundadas.

Desde o princípio João Wesley se interessou na instrução do seu povo. Junto com a construção de capelas, fundaram-se escolas ao lado das capelas. A escola de Kingswood é prova disso. As escolas dominicais eram mais um meio para instruir o povo. Também a publicação de livros, folhetos e revistas, tudo demonstra o vivo interesse que o fundador do Metodismo teve em combater a ignorância entre a povo. O mesmo interesse na educação se manifestou em Tomas Coke e Francisco Asbury. Logo depois de se encontrarem, conversaram sobre a fundação de uma escola em solo americano.

Havia no princípio dois obstáculos graves a vencer na fundação de escolas: primeiro, a falta de interesse da parte da maioria da população na educação dos seus filhos e, ligados com isto, os preconceitos contra o ministério educado; segundo,.a grande falta de recursos entre o povo.

A Igreja Metodista atrasou-se muito na educação dos seus ministros. Havia entre o povo a noção de que um pregador educado não podia pregar bem, mas que o homem que falasse mais alto e fizesse mais barulho na sua pregação era o melhor pregador. Por muitos anos não houve nenhum pregador metodista que tivesse colado grau em qualquer instituição educativa. O dr. Coke era o único homem saído de Universidade entre os pregadores metodistas durante o tempo em que trabalhou na América. Tomas A. Goodwin foi o primeiro homem que terminou curso em escola superior e ele pertencia à Conferência Anual de Indianna. Mas, por ter essa distinção, foi vítima de inveja e tratado com pouco caso pelos seus presbíteros presidentes nas suas nomeações. Porque não podiam mostrar consideração a ele por causa da inveja dos seus colegas daquela Conferência. Por causa disso Goodwin retirou-se do ministério.

O dr. Capers, da Conferência da Carolina do Sul, declarou que, no princípio, sofreu a mesma coisa. Mas apesar de tudo isso, o povo tinha bastante interesse na fundação de escolas e colleges ou escolas superiores.

A questão do preparo ministerial não foi realmente discutida até que se começou exigir ministros tão bem preparados como o povo. Muitas vezes pessoas que se convertiam nos cultos metodistas faziam a sua profissão de fé em outras igrejas, cujos pastores possuíam cultura; não queriam ficar sob a direção de um ministério menos instruído do que elas mesmas.

Coke e Asbury fundaram, em Maryland, em 1787, uma escola com o nome formado dos seus próprios nomes — Cokesbury. O local era bom, mas a escola não se desenvolveu satisfatoriamente. Asbury andou de lugar em lugar pedindo dinheiro para mantê-la. E, no ano seguinte, a escola pegou fogo e reduziu-se à cinzas. Em certo sentido Asbury ficou aliviado de tão grande peso. Além das dificuldades financeiras, havia o problema de bons professores. Como não havia homens bem preparados entre os metodistas, tornou-se difícil consegui-los.

Tentaram pela segunda vez fundar a escola de Cokesbury, na cidade de Baltimore. O prédio foi construído de tijolos e ficava unido à igreja da Light Street. No mês de dezembro de 1796 incendiaram-se escola e templo. Foi grande o prejuízo.

Um grupo de metodistas tentou em 1816, pela terceira vez, fundar uma escola em Baltimore.

O dr. Samuel K. Jennings, pregador local e médico, foi nomeado seu diretor por alguns anos. A escola, chamada Asbury College, prosperou por algum tempo, mas por falta de recursos veio a desaparecer.

Parece que Deus não queria que Asbury fundasse escolas de alto tipo, porque todas as que fundou fracassaram. Então resolveu fundar colégios e academias. Diversas escolas deste tipo se fundaram em diversas partes do país. No condado de Jessamine, estado de Kentucky, fundou-se a academia de Betel; no estado da Carolina do Norte fundou-se a Escola de Cokesbury; no estado da Geórgia, a academia de Wesley e Whitefield; e o Seminário Unido, em Uniontown, estado de Pensilvânia. Mas nenhuma dessas escolas se firmou.

A academia de Betel, fundada em 1792, funcionou até 1818, quando se fechou por falta de homens e recursos. Erraram na localização da escola. Ficava perto do rio Kentucky, afastada dos centros populosos. Ainda hoje existem vestígios do prédio de três andares, feito de tijolos. A Conferência de Kentucky, há poucos anos, mandou erguer no local um pilar de pedra em que estão escritos os fatos históricos da instituição. É interessante notar que cem anos, exatamente, em 1892, foi estabelecido o seu sucessor — o Asbury College, localizado na vila de Wilmore, distante três milhas do velho local da Academia de Betel.


O desenvolvimento do trabalho educativo.

Havia grande necessidade de escolas pequenas, espalhadas por toda a parte, porque o povo não tinha recursos para mandar seus filhos para assistir as aulas nas escolas maiores e mais antigas na parte leste do país. Por isso, tornou-se prático construir academias e colégios em cada região eclesiástica. Os anos que vão de entre 1820 a 1844 marcam a época em que a Igreja Metodista Episcopal tomou mais interesse em toda a sua história na fundação desse tipo de escolas. Cada Conferência anual se interessava em fundar uma ou mais escolas.

Esse costume continuou por muitos anos, mesmo depois da divisão da Igreja Metodista americana, em 1844. Mas nestes últimos anos a Igreja Metodista tem mudado a sua política neste ponto. A tendência atual é suprimir algumas das escolas pequenas e fracas e concentrar todos os seus. recursos nas escolas mais fortes. A complicação tem-se tornado tão grande neste sentido que é necessário seguir uma política dessa natureza para manter algumas das escolas. Veja-se como acontecem as coisas neste mundo que está sempre em fluxo!

Uma coisa que ajudou a Igreja a achar homens preparados para dirigir as escolas, foi a legislação da Conferência Geral permitindo aos bispos nomear pregadores para instituições de ensino.

Muitas escolas foram fundadas até 1840. Havia, ao menos, vinte e oito academias, seminários e escolas profissionais sob a direção da Igreja.. Entre os anos de 1830 e 1840, fundaram-se as seguintes instituições: Wesleyan University, Connectcutt; Randolph Macon College, no estado de Virgínia; Dickinson and Allegheny College, no estado de Pensilvânia; Indiana e Asbury University, no estado de Indiana; Mckendree College, no estado de Illinois.; Emory and Henry College, agora Emory University, no estado de Geórgia.

Há diversas universidades metodistas. Mencionaremos somente algumas, tais como: Ohio Wesleyan University, fundada em 1844; North Western University, fundada em 1854; Iwoa Wesleyan, fundada em 1845; Baker University, fundada em 1858.

Algumas que foram fundadas no Sul durante este período são Trinitiy College, agora Duke University, (1851), Warford College, em Spartanburg, na Carolina do Sul, em 1854; e Central College, em Fayette, Missouri, em 1855.

O dr. João Dempster pode ser chamado o pai, da educação teológica na Igreja Metodista Episcopal. Ele se interessou neste ramo de instrução e teve de enfrentar muita crítica e oposição da parte de homens de destaque na Igreja. Essa atitude era o reflexo dos preconceitos contra um ministério instruído que existia na Igreja desde o princípio.

Foi na Nova Inglaterra que se manifestou maior interesse num ministério instruído. A Conferência da Nova Inglaterra, em 1840, resolveu abrir uma instituição teológica na cidade de Newbury, estado de Vermont. Mais tarde, em 1867, foi fundado em Boston um instituto bíblico, que tomou o nome de Boston Theological Seminary.

O dr. Dempster tomou a iniciativa de abrir um instituto bíblico em Concord. Em 1854, ele, com o auxílio de Elisa Garrett, fundaram Garrett Bible Institute, em Evanville, Illinois.

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(*) Texto extraído das páginas 243 a 247 do livro História do Metodismo, de Paul Eugene Buyers, publicado pela saudosa Imprensa Metodista em 1945.

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