IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 29/4/2008
 

Os metodistas e o desafio da temperanša (Paul Eugene Buyers)

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O problema da temperança tem sido sempre uma questão viva entre os metodistas. Desde os dias de João Wesley o uso de bebidas alcoólicas tem sido condenado por eles. Logo no princípio Wesley incluiu nas Regras Gerais das sociedades metodistas, sobre esse ponto, uma cláusula que reza assim:
"Não praticar o mal, evitando principalmente embriagar-se ou mesmo tomar bebidas alcoólicas, fabricá-las ou vendê-las".

Onde e quando esta regra tem sido observada, as igrejas metodistas foram convertidas realmente em sociedades de temperança. Talvez não tenha havido qualquer outro fato entre o povo evangélico que tenha contribuído mais para criar uma consciência social contra o uso de bebidas alcoólicas do que estas Regras Gerais da Igreja Metodista.

Mas nem sempre isso tem sido observado pelos metodistas. Havia pouco escrúpulo no povo americano nos tempos coloniais e ainda por muitos anos depois da sua independência; quando ao uso de bebidas alcoólicas. Pregadores, crentes e incrédulos bebiam bebidas alcoólicas. Mas havia sempre grupos de pessoas que combatiam a intemperança. Por ocasião da Conferência de 1780 à uma consulta, se se devia desaprovar o costume de fabricar álcool de cereais, se se deviam repudiar os amigos que tem essa indústria, os pregadores deram resposta afirmativa.

Em 1783 a Conferência Geral tomou uma medida mais forte ainda. À pergunta: "Deve-se permitir nossos amigos fabricarem, venderem e beberem bebidas alcoólicas?" respondeu-se: "De modo nenhum. Julgamos que elas são prejudiciais na sua natureza e nas suas conseqüências. Desejamos que todos os nossos pregadores assim ensinem ao povo por preceito e por exemplo" (Luccock, ps. 466-467).

Em 1786 se modificaram um pouco essas resoluções, enfraquecendo a posição da Igreja Metodista nesta questão e, por mais de cinqüenta anos, a voz metodista não foi muito positiva contra esse grande mal social. Mas em 1848 a igreja Metodista Episcopal vestiu de novo sua armadura e entrou na luta contra o alcoolismo. O dr. Wilbur Fisk, que era homem forte, levantou sua voz em protesto contra esse vício. As Regras Gerais de Wesley sobre o uso do álcool foi incluída, sem alterações, na Disciplina. O movimento de temperança começou de fato nessa época. O estado de Maine, em 1850, votou à lei-seca para todo seu território .Apareceram sociedades de temperança em diversos lugares. Publicou-se literatura sobre o assunto, começou, enfim, uma campanha nacional.

Frances E. Willar,d, senhora metodista, tornou-se a chefe do movimento de temperança. Foi presidente da Woman's Christian Temperance Union" e desde 1873 até a hora da sua morte, em 1899, não cessou de combater esse mal social com todas as suas forças e com toda a sua inteligência. Outras organizações apareceram, como a "Anti-Saloon League", que agitou essa questão a ponto de incluir um artigo na constituição dos Estados Unidos, proibindo a fabricação e a venda de bebidas alcoólicas. Foi uma grande vitória social e a Igreja Metodista foi um dos elementos que trabalharam para conquistá-la.

A posição da Igreja Metodista quanto a questão da temperança é resumida no discurso episcopal apresentado na Conferência geral em 1932:
"Como igreja não podemos seguir outro rumo senão o que conseguir diminuir o consumo das bebidas alcoólicas ao mínimo. Estamos convencidos de que a proibição nacional é esse método" (Sweet, p. 389).

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(*) Texto extraído das páginas 283 a 284 do livro História do Metodismo, de Paul Eugene Buyers, publicado pela saudosa Imprensa Metodista em 1945.

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