IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

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Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
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Metodismo
Rio, 29/4/2008
 

Avivamento, conformismo, formalismo, insatisfação e experiência de um avivamento metodista contínuo de 1880 a 1900 nos EUA (Paul Eugene Buyers)

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PERÍODO DE PAZ E PROSPERIDADE (1880-1900).


ALGUMAS MUDANÇAS NA ADMINSITRAÇÃO DA IGREJA

Os vinte anos que ficam entre 1880 e 1900 podem ser chamados a idade áurea e de transformações. Durante esse período houve paz e grande prosperidade no país (EUA) e no Metodismo. As Igrejas Metodistas se encontravam em toda parte do país. Não havia cidade, vila, arraial ou sítio em que não se encontrassem metodistas e casas de oração metodistas. Nas zonas mais antigas, como a parte do leste do país, a tarefa de conquistar novos territórios já havia passado. Na zona do oeste ainda se encontravam os típicos pregadores itinerantes indo para cá e para lá para atender às exigências do seu trabalho.

Mas a época das fronteiras do oeste estava se acabando. Os templos e as casas de oração eram melhores e mais bem feitos. A simplicidade do culto estava cedendo lugar à liturgia mais desenvolvida.

Em lugar das classes metodistas, havia reuniões de comissões de negócios e cultos de oração.

A vida pastoral tornou-se mais exigente, porque nas sedes o pastor tinha de pregar duas ou três vezes por semana e zelar pelos diversos departamentos da igreja. Realmente, não havia mais necessidade ou lugar para as reuniões para as classes metodistas. Muitos dos velhos membros ficaram desgostosos por causa dessas mudanças e procuravam manter as reuniões de classe logo após os cultos, porém isso não deu certo.

Nas cidades as igrejas ricas organizaram coros e, como alguém observou, "o povo louvava a Deus por procuração, tendo quartetos, coros e instrumentos de música para fazê-lo, ao invés de fazê-lo por si mesmo". Era em tais igrejas que as reuniões das classes metodistas estavam morrendo.

Também os lugares destinados aos cultos de acampamento perderam a sua simplicidade e em parte a sua finalidade. As tendas ou casinhas usadas para acomodar o povo eram mais luxuosas. Em vez de pregação, havia institutos e preleções sobre assuntos do dia. "Houve menos gritos de louvor", disse alguém, "e ao mesmo tempo menos desordem". O povo tornou-se mais culto e instruído e os lugares de culto de acampamento converteram-se em lugares de veranistas com pequeno vestígio de religião.

Os negócios da Igreja caiam mais e mais nas mãos dos leigos, especialmente os educativos. No princípio as escolas e colégios eram dirigidos quase exclusivamente por pregadores, mas nessa época os leigos foram incumbidos disto. Seus conselhos superiores eram compostos de grande número de leigos; às vezes, de leigos não crentes, mas ricos e de grande influência. Sendo homens de negócios, introduziram métodos seculares na administração dos estabelecimentos de ensino.

Houve mudança também na administração da Igreja. Os "presbíteros presidentes" tomaram o nome de superintendentes distritais, nome que indica a natureza do seu ofício — mais administradores mais do que inspiradores espirituais.

Igualmente o oficio do bispado foi alterado pelas diversas juntas da Igreja. A administração da Igreja tornou-se tão complicada que uma pessoa não podia fazer tudo o que o progresso da Igreja exigia. As diversas "juntas" fazem muita coisa em que os bispos não são consultados. A função do bispo se tornou o administrador mais do que a de orientador e conselheiro espiritual.

A tendência para a secularização do ensino nas universidades metodistas é patente a todos. Há homens abastados que têm interesse em educar o povo, porém não querem dar dinheiro para instituições que se acham sob direção eclesiástica.

O caso da Universidade de Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, é prova disto. A Universidade de Vanderbilt foi fundada pela Igreja Metodista Episcopal do Sul, em 1873, e ficou sob a direção da Conferência Geral desde 1898, tornando-se deste modo uma instituição da Igreja. A direção da Igreja foi reconhecida pelo conselho superior até 1905, quando houve tentativa da parte do chanceler e da maioria do conselho superior para acabar com ela, de modo que pudessem fazer aliança entre a Universidade e os fundos do patrimônio dirigido pela "Peabody Foundation". Os bispos que eram membros ex-ofício do conselho superior, promoveram ação perante o tribunal civil para conter a maioria do conselho superior. Os bispos ganharam a causa. Mas a maioria do conselho superior apelou para a Corte de Apelação do Estado de Tennessee.

Durante a pendência do caso, o chanceler recebeu do sr. Andre Carnegie uma oferta de um milhão de dólares para a escola de medicina da Universidade. A oferta, contudo, dependia do resultado do processo, porque o sr. Carnegie não queria dar dinheiro para qualquer Igreja, alegando que não convém "que Igreja alguma controlasse instituições educacionais, tais como universidades, quer sejam Conferências Metodistas, ou assembléias presbiterianas ou ordens Católicas".

No ano seguinte, em 1914, a Corte de Apelação do Estado de Tennessee deu decisão em favor da maioria do conselho superior.

A Universidade de Vanderbilt ganhou um milhão de dólares e a Igreja Metodista do Sul perdeu a direção da sua universidade. A instituição perdeu-se para a Igreja.

A Igreja desenvolveu-se espantosamente durante esse período. O número de membros e de Conferências aumentou. Em 1900 havia em todos os ramos do Metodismo, brancos e negros, quase quatro milhões de membros.

Grandes quantias de dinheiro foram empregadas na construção de igrejas, escolas e universidades. Mas, no meio de tanto progresso material, o lado espiritual declinou. Afrouxou-se a disciplina e a distinção entre a vida cristã e a do mundo tornou-se menos clara. Houve progresso, porém não na direção da vida simples e apostólica que caracterizava a Igreja primitiva. Houve muita mudança na vida social, intelectual e econômica do povo americano e tudo isso se refletiu sobre sua vida religiosa.

Muitos metodistas tornaram-se abastados e ricos. Quem dá importância ao valor do indivíduo e da sua salvação pessoal e pratica a temperança e a,sobriedade, há de prosperar e mudar a sua condição econômica.

João Wesley notou esse resultado na vida dos metodistas do seu tempo e os preveniu contra as tentações que acompanham a riqueza. Pregou diversas vezes sobre o uso do dinheiro e disse:
"A religião forçosamente produz a indústria e a frugalidade e elas naturalmente produzem a riqueza. Mas, à medida que a riqueza aumenta, também aumentam a vaidade, a ira e o amor ao mundo e a todos os seus cúmplices... Não devemos proibir a diligência e a frugalidade do povo; devemos exortar os cristãos a ganharem tudo que puderem e a economizarem tudo que puderem, isto é, a ficarem ricos. Que caminho, então, podemos tomar, para que nosso dinheiro não venha a nos afundar além do inferno? Há um caminho e não há outro abaixo do céu. Se aqueles que economizarem tudo o que puderem, da mesma maneira derem tudo o que puderem, então quanto mais ganharem, tanto mais crescerão na graça e tanto mais tesouros ajuntarão nos céus" (Sweet, p. 336).

Este é e será o maior perigo da Igreja Metodista e de qualquer outra Igreja neste mundo. O uso da nossa riqueza determinará o nosso destino eterno.

ORAGANIZAÇÕES NOVAS NA IGREJA E INTERESSE NA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS SOCIAIS

Durante o período de prosperidade e progresso manifestou-se a revivificação da doutrina da santificação na Igreja. Foi um protesto contra o mundanismo na Igreja. Essa doutrina pouco se pregava desde 1830. As discussões a respeito da escravidão, do ofício do presbítero presidente e da representação leiga na Igreja absorveram a atenção dos ministros e do povo de modo que negligenciaram a doutrina da perfeição cristã.

O período que fica entre os anos de 1880 e 1900 foi uma época notável na história do Metodismo na América do Norte. Foi nesse tempo que a doutrina da santificação veio de novo à baila, especialmente no sul e do centro para o oeste do país. Foi um protesto contra os cultos formais e frios das igrejas e os métodos empregados no trabalho da Igreja e o domínio dos homens ricos na Igreja. Os descontentes lamentavam que a "Religião do coração" estivesse desaparecendo.

Logo depois da Guerra Civil houve um avivamento na Igreja do sul, que repercutiu na Igreja do norte. Em 1867 se organizou o primeiro culto de acampamento para promover a santidade, na cidade de Vineland, no estado de Nova Jersey. O resultado desse culto foi a organização da "Associação Nacional do Culto de Acampamento para a Promoção de Santidade" (The National Camp-Meetings Association for lhe Promotion of Holiness). Esta associação se compunha quase exclusivamente de elementos metodistas. Publicaram-se e divulgaram-se jornais, revistas e folhetos sobre o assunto.

O movimento se fez dentro da Igreja até 1894, quando houve uma crise. Daí em diante, começaram a formar-se grupos ou seitas fora de Igreja.

Havia dois motivos para isto: primeiro criaram-se, sobre a questão, na Igreja, duas correntes opostas que se afastavam cada vez mais uma da outra; segundo, tendências modernistas entre os líderes da Igreja. As pessoas interessadas no assunto julgavam que a única maneira de conservar a "verdadeira religião" era afastar-se das organizações velhas e formar novas.

No discurso dos bispos da Igreja Metodista Episcopal do Sul, apresentado a Conferência Geral em 1894, nota-se o seguinte sobre a questão:
"Tem-se levantado entre nós um partido que tem por lema a santidade e que está ligado às associações de santidade; realiza cultos de santidade, tem pregadores e evangelistas de santidade, possui propriedades de santidade. A experiência crista é representada como tendo só dois passos: o primeiro passo é a saída da condenação para a paz, e o segundo passo leva à perfeição cristã.”

“Não duvidamos da sinceridade e do zelo dos irmãos; que o compõem. Desejamos que a Igreja aproveite da sua pregação fervorosa e do seu exemplo piedoso, mas lamentamos seu ensino e seus métodos, porque reclamam o monopólio da experiência, da prática e da advocacia de santidade e separam-se do grêmio dos ministros e discípulos" (Sweet, p. 343).

O movimento tomou aspecto tão sério que diversas igrejas ficaram divididas em grupos, em conflito uns com os outros. Os bispos e os presbíteros presidentes procuraram acalmar o povo, alegando que a Igreja sempre ensinou a doutrina Wesleyana sobre a santificação ou a perfeição cristã. Isso deu bons resultados em algumas igrejas e congregações. A classe que mostrava mais interesse neste movimento era a classe menos favorecida; os operários nas cidades e camponeses no interior.

Há mais de vinte e cinco grupos atualmente desse povo. O grupo dos nazarenos é o mais forte de todos. Mais de oito grupos espalhados em diversas partes dos Estados Unidos uniram-se com os nazarenos. Tomaram o nome de nazarenos em 1919 e a estatística dessa Igreja, em 1925, indicava um total de 63.558 membros. As suas doutrinas e a sua política eclesiástica são muito parecidas com as da Igreja Metodista.

Esses irmãos dão mais ênfase à doutrina da santificação e praticam mais espírito democrático na sua administração. Mas, nota-se que, com o seu rápido crescimento, não dão hoje tanta ênfase à doutrina da santificação como davam antigamente. A Igreja tem diversas escolas e universidades. Tornou-se a Igreja do movimento da santidade.

Por causa do desenvolvimento da Igreja e dos novos problemas sociais, diversas organizações novas foram nela criadas. Quando as estradas de ferro penetraram na zona do oeste, até ao Oceano Pacifico, muita gente emigrou para aquela zona. Havia, portanto, necessidade de construir casas de oração e capelas. Mas o povo não tinha os recursos necessários para construí-las. Faziam-se apelos às igrejas mais fortes de leste do país. Para atender a esses apelos e a outros, a Igreja organizou a Sociedade de Extensão da Igreja, em 1872. Esta Sociedade agora é chamada a Extensão da Igreja e tem cinco departamentos para atender a uma grande variedade de interesses eclesiásticos.

A Sociedade Missionária Nacional de Senhoras da Igreja Metodista Episcopal foi organizada em Cincinati, em 1880.

A Igreja Metodista Episcopal do Sul, em 1878, deu permissão para a organização de Sociedades Missionárias de Senhoras.

Estas sociedades têm feito bom trabalho tanto no estrangeiro como no próprio país.

Organizaram-se nas duas Igrejas, do norte e do sul, sociedades para os jovens que tomaram o nome de Ligas Epworth. A primeira Liga Epworth da Igreja do norte foi organizada na igreja Central da cidade de Cleveland, em 1889; e foi oficialmente reconhecida pela Conferência Geral, em 1892.

A Igreja do sul aprovou a organização das Ligas Epworth em 1890, com fim "de promover a piedade e a lealdade à Igreja entre os jovens, e educá-los na Bíblia, na literatura cristã e orientá-los na obra missionária da Igreja".

Diversas Juntas foram organizadas nessa época para atender às necessidades do trabalho da Igreja. Em 1932, na Igreja Metodista Episcopal, existiam as seguintes juntas principais: "Junta de Missões Estrangeiras", "Junta de Missões Nacionais e de Extensão da Igreja", "Junta de Educação", "Junta de Pensões e Auxílio", "Junta de Hospitais, Lares e Trabalho de Diaconisas", "Junta de Temperança, Proibição e Higiene Pública".


A vida social e industrial tornou-se cada vez mais complexa lá para os fins do século dezenove. O espírito pagão de violência e de injustiça tem caracterizado a vida industrial moderna. A situação tornou-se tão séria que se notou que havia grande divergência entre a massa do povo e a Igreja. Os operários fizeram as suas organizações para melhorar a sua situação moral, social e educacional, julgando que a Igreja não se interessava mais nas lutas dos operários e dos pobres e preferia gozar a amizade dos capitalistas.

Em 1890 quase todos os operários estavam sob a direção da Federação Americana do Trabalho. A massa dos operários acreditava que a Igreja não lhes era leal às idéias e estava ligada à interesses capitalistas.

Isto se fez claro na declaração de Gompers, o presidente da Federação Americana do Trabalho, que disse:
"Meus associados acreditam que a Igreja e o ministério são apologistas e defensores do mal praticado contra os interesses do povo, simplesmente porque os perpetradores desse mal são possuidores de riquezas cujo deus verdadeiro é o poderoso dólar. Eles contribuem com um pouquinho dos seus ídolos para subornarem o intelecto e a eloqüência dos teólogos, chegando assim até a seus corações generosos para com as necessidades e sofrimentos dos operários, de modo que usam a sua alta posição para desacoroçoar ou desconhecer os esforços que os trabalhadores fazem para se erguerem do lamaçal do desânimo e do desespero" (Sweet, p. 255).

A atitude do operariado estimulou a Igreja em geral a interessar-se mais na solução dos problemas sociais e econômicos da classe laboriosa. Homens, como Washington Gladen, Josias Strong, Carlos R. Henderson e Walter Rauschenbusch, começaram a pugnar pelo interesse dos trabalhadores, baseando-se nos ensinos dos profetas e de Jesus. A idéia do Reino de Deus e os ensinos de Cristo sobre ele ocuparam a atenção não somente dos homens cujos nomes foram citados, mas também de muitos outros.

As faculdades de teologia e as universidades realizaram cursos especiais sobre sociologia, de modo que o assunto fosse bem estudado. E um dos resultados práticos disso foi o Credo Social, adotado primeiramente pela Igreja Metodista e, mais tarde, com algumas alterações, pelo Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América.

A Igreja Metodista Episcopal, na sua Conferência Geral, em 1928, foi além desse Credo Social e declarou:
"Cremos que é dever de cada igreja local investigar as condições morais e econômicas de seu lugar, assim como reconhecer as necessidades”.

“Cremos que somente seguindo o exemplo e espírito de Jesus, no sentido mais amplo, e transportando esses ideais sociais para a vida diária da igreja e da comunidade é que podemos esperar o desenvolvimento do Reino de Deus na terra" (Sweet, p. 361).

As condições rurais têm chamado a atenção da Igreja para melhorá-las. Já chegou o tempo em que a Igreja sente a necessidade e a obrigação de tentar uma solução para os problemas sociais e religiosos das zonas rurais.

As Igrejas têm se interessado nos órfãos. Desde os dias de Whitefield os metodistas têm mostrado interesse nos órfãos, mas foi só em 1865 que se organizou o seu primeiro orfanato, na cidade de São Luiz, no estado de Missouri. Mais tarde se organizaram mais dois no estado da Geórgia, um em Decatur, em 1869, e outro em Macon, em 1872. A Igreja Metodista Episcopal do Sul não fundou somente os orfanatos acima mencionados, mas outros, um em cada estado do sul, exceto no estado de Flórida. De 1934 a 1936, segundo um relatório, havia 2.663 crianças em seus orfanatos. As propriedades dos orfanatos são avaliadas em Cr$ 121.253,980,00 e as suas despesas anuais andam em Cr$ 12.178.520,00.

O problema da temperança tem sido sempre uma questão viva entre os metodistas. Desde os dias de João Wesley o uso de bebidas alcoólicas tem sido condenado por eles. Logo no princípio Wesley incluiu nas Regras Gerais das sociedades metodistas, sobre esse ponto, uma cláusula que reza assim:
"Não praticar o mal, evitando principalmente embriagar-se ou mesmo tomar bebidas alcoólicas, fabricá-las ou vendê-las".

Onde e quando esta regra tem sido observada, as igrejas metodistas foram convertidas realmente em sociedades de temperança. Talvez não tenha havido qualquer outro fato entre o povo evangélico que tenha contribuído mais para criar uma consciência social contra o uso de bebidas alcoólicas do que estas Regras Gerais da Igreja Metodista.

Mas nem sempre isso tem sido observado pelos metodistas. Havia pouco escrúpulo no povo americano nos tempos coloniais e ainda por muitos anos depois da sua independência; quando ao uso de bebidas alcoólicas. Pregadores, crentes e incrédulos bebiam bebidas alcoólicas. Mas havia sempre grupos de pessoas que combatiam a intemperança. Por ocasião da Conferência de 1780 à uma consulta, se se devia desaprovar o costume de fabricar álcool de cereais, se se deviam repudiar os amigos que tem essa indústria, os pregadores deram resposta afirmativa.

Em 1783 a Conferência Geral tomou uma medida mais forte ainda. À pergunta: "Deve-se permitir nossos amigos fabricarem, venderem e beberem bebidas alcoólicas?" respondeu-se: "De modo nenhum. Julgamos que elas são prejudiciais na sua natureza e nas suas conseqüências. Desejamos que todos os nossos pregadores assim ensinem ao povo por preceito e por exemplo" (Luccock, ps. 466-467).

Em 1786 se modificaram um pouco essas resoluções, enfraquecendo a posição da Igreja Metodista nesta questão e, por mais de cinqüenta anos, a voz metodista não foi muito positiva contra esse grande mal social. Mas em 1848 a igreja Metodista Episcopal vestiu de novo sua armadura e entrou na luta contra o alcoolismo. O dr. Wilbur Fisk, que era homem forte, levantou sua voz em protesto contra esse vício. As Regras Gerais de Wesley sobre o uso do álcool foi incluída, sem alterações, na Disciplina. O movimento de temperança começou de fato nessa época. O estado de Maine, em 1850, votou à lei-seca para todo seu território .Apareceram sociedades de temperança em diversos lugares. Publicou-se literatura sobre o assunto, começou, enfim, uma campanha nacional.

Frances E. Willar,d, senhora metodista, tornou-se a chefe do movimento de temperança. Foi presidente da Woman's Christian Temperance Union" e desde 1873 até a hora da sua morte, em 1899, não cessou de combater esse mal social com todas as suas forças e com toda a sua inteligência. Outras organizações apareceram, como a "Anti-Saloon League", que agitou essa questão a ponto de incluir um artigo na constituição dos Estados Unidos, proibindo a fabricação e a venda de bebidas alcoólicas. Foi uma grande vitória social e a Igreja Metodista foi um dos elementos que trabalharam para conquistá-la.

A posição da Igreja Metodista quanto a questão da temperança é resumida no discurso episcopal apresentado na Conferência geral em 1932:
"Como igreja não podemos seguir outro rumo senão o que conseguir diminuir o consumo das bebidas alcoólicas ao mínimo. Estamos convencidos de que a proibição nacional é esse método" (Sweet, p. 389).

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(*) Texto extraído das páginas 274 a 284 do livro História do Metodismo, de Paul Eugene Buyers, publicado pela saudosa Imprensa Metodista em 1945.

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