IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

Boulevard Vinte e Oito de Setembro, 400
Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20551–031     Tel.: 2576–7832


Igreja da Vila

Aniversariantes

Metodismo

Missão

Artigos e Publicações

Galeria de Fotos

Links


Oração
Rio, 9/7/2008
 

Invocando: Orando a Deus com diligência

Bispo Paulo Lockmann


 

1) A situação de Jeremias e de Israel
Se começamos a descrever as sentenças proféticas de Jeremias, há muito que considerar; vamos apontar apenas momentos de denúncia profética que revelam parte do quadro onde Jeremias realiza seu ministério, e a importância da oração em seu ministério profético.

a) Jeremias 21.1-2: o profeta anuncia o que anteriormente já se podia supor, ou seja, Jerusalém será destruída por Nabucodonosor, rei de Babilônia. Isso estava por ocorrer, apesar dos apelos à conversão feitos pelo profeta. “Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor...” (Jr 3.14). Denúncia e apelo se seguem no cap. 4.1-4; no 5.1 é dito: “Dai voltas às ruas de Jerusalém [...] procurai saber, buscai pelas suas praças a ver se achais alguém, se há um homem que pratique a justiça ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela.” (Jr 5.1). A tensão entre o profeta e Deus cresce num tom que Deus diz a Jeremias; “Tu, pois, não intercedas por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes, pois eu não te ouvirei.” Por quê? “Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à rainha dos céus, oferecem libação a outros deuses, para me provocarem à ira” (Jr.7.16-18). Ver Jr 11.14.

Quais os grupos envolvidos em tanto pecado e rejeição à Aliança com Deus.

b) Jr 22.23: o alvo é Salum (Jeocaz), filho de Josias, rei de Judá. Sua condenação era a ausência do direito e da justiça: “...Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor...” Contra Jeoaquim que foi posto no lugar de Jeocaz: “Falei contigo na tua prosperidade, mas tu disseste: Não ouvirei ...”(Jr 22.21). Aqui são condenados os governantes.

c) Jr 23.1-4: apresenta os pastores de Israel, ou seja, a classe sacerdotal, como pastores que destroem e dispersam as ovelhas. A Profecia é que haveria de levantar pastores que recolhessem as ovelhas das terras para onde foram dispersas, voltariam e seriam fecundas.

d) Jr.23.9-22: aqui a denúncia é contra os profetas que anunciaram coisas que Deus não falou, fazendo o povo se desviar de Deus e de sua Aliança. O juízo contra os falsos profetas é a maior unidade deste trecho do livro. As palavras são duras: “Mas nos profetas de Jerusalém vejo cousa horrenda: cometem adultérios, andam com falsidade e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se convertam cada um da sua maldade; todos eles se tornaram para mim como Sodoma, e os moradores de Jerusalém, como Gomorra.” (Jr 23.14).

Por conta de todo este quadro, Jeremias é perseguido, ameaçado e preso. Nosso texto sobre oração vem à luz quando o profeta está preso (Jr 33.3).


2) No meio do conflito, a ordem é: Invoca-me ou Clama a mim!

Em condições iguais à de Jeremias, ou seja, prestes a serem levados cativos para Babilônia, vivem, desprezam as coisas de Deus, em nome de Deus praticam-se abominações, opressão do pobre, falta de temor de Deus, e submissão a sua Palavra: “não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?”

A ordem é: invoca-me, clama a mim.

Assim...

a) Ore, mesmo que tenha piorado a situação depois de você ter orado. Jeremias não desistiu, recebeu negativa de Deus, mas não desistiu, apelou e apelou a Deus.

Deus lhe pediu que não orasse mais por aquele povo (cf. Jr 23.14), mas Jeremias insistiu; já no capítulo 32, veja que palavra ele recebe de Deus: “...Assim como fiz vir sobre este povo todo este grande mal, assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo” (Jr 32.37-42). Por isso, não desista de orar por uma causa justa, por cura, salvação. Insista e insista. A seqüência é pedir, buscar, bater, e a promessa é: a quem pede, dar-se-lhe-á, o que busca encontra, e ao que bate, abri-se-lhe-á.

b) Ore, porque é ordem da palavra de Deus, do próprio Deus. “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). (2 Cr 7.14). Basta obedecer com diligência.

c) Ore, porque o Espírito Santo nos inspira e nos ajuda. Rm 8.26-27: “Também o Espírito nos assiste em nossa fraqueza, porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis.”


3) Para os que oram sem cessar, há uma promessa: “E te responderei”

Espere resposta para sua oração. Lembre do salmista, quando diz: “Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem afasta de mim a sua graça”.

Nem sempre vem como desejamos, mas com certeza a resposta vem. Deus responde porque:

a) Ensinando sobre oração, Jesus contou a parábola do juiz iníquo: se aquele homem, sem temor de Deus, sem amor a quem quer que fosse, acabou ouvindo e atendendo a viúva, quanto mais nosso Pai celeste responderá nossas orações.

b) Ele sempre respondeu. A Bíblia é um longo testemunho de orações respondidas. Foi assim com Abraão, com Jacó, com Moisés. A história de seus atos salvíficos provam isso. Assim, também, vai ocorrer conosco se orarmos permanentemente.


4) “E anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes” (Jr 33.3)
Espere grandes coisas de Deus, afinal Ele é o Senhor, Criador e Salvador. No deserto, o povo murmurava; Moisés orou e o Senhor os proveu de pão, carne, água. Quando Davi orou, ao enfrentar o Golias, Deus lhe deu a vitória inesperada e grandiosa.

A Jeremias, neste mesmo texto, é prometido, apesar de todo o pecado do povo: Jr 33.6-8
v.6 - eis que trarei a ela saúde e cura, e a sararei.
v.7 - Restaurarei a sorte de Judá...
v.8 - Purificá-los-ei de toda a sua iniqüidade com que pecaram contra mim...

5) Conclusão: O que nos falta?

Perseverança, diligência e disciplina, no comportamento de orar sempre.

Richard Foster ensina: “Na oração, nos envolvemos com Deus, e começamos a sentir como Ele, começamos a pensar os pensamentos de Deus a sua maneira: então desejamos o que Ele deseja, amamos o que Ele ama. Progressivamente, aprendemos a ver as coisas na perspectiva divina” Isto é, passamos a conhecer Deus como Ele já nos conhece.

Voltar


 

Copyright 2006® todos os direitos reservados.