IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Conversão
Rio, 30/8/2008
 

Podem os que se desviaram reconverter-se? (Stanley Jones)

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Muitos há que já experimentaram a alegria de conhecer a Cristo, mas que perderam contato com Ele, tropeçam na escuridão, perseguidos pelas memórias de dias felizes que se desvaneceram, envoltos em desânimo profundo. Sentem que aquela alegria desapareceu para sempre - irrecuperavelmente perdida.

Algumas passagens da Escritura fixam-se em suas mentes como rebarba. Estas passagens parecem frustrar qualquer retorno. As passagens em geral são as seguintes:

1. A passagem sobre o pecado imperdoável. "Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens; os pecados, e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno. Isto porque diziam: Está possesso de um espírito imundo". Esse pecado imperdoável era a declaração de que o Espírito que possuía Cristo era um espírito imundo. Os escribas tinham dito: "Ele está possesso de Belzebu, e: É pelo maioral dos demônios que expele os demônios" (v. 22). Literalmente Belzebu queria dizer "senhor da imundície". Portanto, eles chamavam de "senhor da imundície", ou "espírito imundo" ao Espírito Santo. Esta é a blasfêmia contra o Espírito Santo - dizer que o Espírito Santo por quem Jesus expulsava os demônios era um Espírito abominável, imundo. Esta interpretação é confirmada pelo relato, porque eles tinham dito: "Ele está possesso de um espírito imundo".

Evidentemente, este é um pecado nunca ou raramente cometido pelo povo hoje. Por isso pode ser excluído como ponto de conflito por qualquer reincidente ou por um crente transviado. Uma senhora leu numa página de um de meus livros onde este ponto é discutido e retirou-se de um hospital de doenças mentais, para nunca mais voltar. Ficou boa. Uma concepção falsa a tinha desnecessariamente prejudicado.
2. Esta segunda passagem perturba a muitos:
"É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados e provaram o dom celestial e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo-O à ignomínia" (Hb 6.4-6).

Uma outra passagem diz: "De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?" (Hb 10.29).

Estas duas passagens giram em torno de uma palavra "apostasia". "Apostasia não se refere à usual reincidência de uma pessoa, uma vez salva. Isto é um tipo específico de afastar-se de Cristo. É repúdio deliberado, decidido, ostensivo a Cristo. É o que se diria um mal bom - um apegar-se a Ele até o ‘desdém’”. Ele calcou aos pés o Filho de Deus, "profanou" o sangue da aliança, e"ultrajou" o Espírito da graça. Isto não é reincidência comum - isto significa espezinhar aquilo que você considerava sagrado. É repúdio maligno. Raramente o reincidente comum cai neste pecado. Ele se vai, mas se vai triste; vive sem Cristo, mas nas profundezas de seu ser sente saudades; corrói-se pela angústia do remorso. Não é um "apóstata", é apenas um renegado.

3. Uma terceira passagem:
"E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção" (Ef 4.30). Passagem análoga diz: "Não apagueis o Espírito" (1 Ts 5.19). Estas passagens se referem a entristecer e apagar o Espírito em atos costumeiros de desobediência. Referem-se à recusa, não ao repúdio.

Pode então o reincidente comum ser restaurado à graça? Em resposta surge o notável apóstolo, Pedro, que foi ele próprio um reincidente e um reincidente do tipo não muito comum - praguejou e jurou (dessa forma revelando que o subconsciente não tinha sido convertido) que ele nunca havia conhecido a Jesus. Por acaso Jesus o abateu dizendo: "Teu dia de graça é passado?" Não. Ele olhou para Pedro com tão terna compaixão que Pedro se retirou e chorou amargamente. Jesus acreditava tanto em Pedro que lhe disse: "Quando te converteres, fortalece teus irmãos". Ele acreditava tanto em Pedro, apesar de ter visto seu colapso inevitável, que lhe recomendou que fortalecesse seus irmãos, depois que fosse reconvertido; justamente ele que havia caído foi incumbido de fortalecer os irmãos, que não haviam tombado, pelo menos do modo como ele tombou. Isto, sem dúvida, foi redentoríssima fé em Pedro. Quando Jesus ressurgiu dos mortos o anjo disse às mulheres: "Ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro" - dizei a Pedro especialmente, uma palavra especial de amor a um homem de coração quebrantado.

Pedro mereceu a fé que Jesus tinha nele - ele fortaleceu seus irmãos e o mundo. Um ex-reincidente empurrou a humanidade em direção a Cristo com o mais forte impulso que um homem jamais o fez, exceto Paulo.

Há esperança para o reincidente? Há e há esperança especial, pois você pode tornar-se mais forte onde era mais fraco. Quando se quebra um osso, a natureza faz com que a parte quebrada se torne especialmente forte, a fim de que não venha a quebrar-se outra vez - é mais forte do que os pontos que não se trincaram.

Devo pessoalmente muito a um homem que tinha sido um reincidente. Era um grande evangelista da Índia, poderosamente usado por Deus. Então caiu em adultério. Publicamente o confessou e foi restaurado. A sociedade o aceitou novamente. Realizava uma série de campanhas evangelísticas quando me ajoelhei na igreja em condições físicas precaríssimas e me ergui em boas condições físicas. Uma placa de bronze na parede dessa igreja, em Lucknow, Índia, assinala: "Nesse lugar Stanley Jones ajoelhou-se em condições físicas muito más e se ergueu em condições saudáveis". Isto ocorreu durante uma série de reuniões presididas por um homem que tinha tropeçado e caído.

Quando tropeçar, então, tropece nos braços de Deus. Quando cair, caia de joelhos - e retome, imediatamente.

Uma das mais perfeitamente belas passagens da Escritura, empregada muitas vezes para a conquista dos perdidos, para levá-los à conversão, foi escrita não para esses, mas para a igreja que sofrera uma "Queda". "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo" (Ap 3.20). Isto se falou à Igreja de Laodicéia que não era nem fria, nem quente. "Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma. Eu repreendo e disciplino a quantos amo". E então segue o "Eis que estou à porta e bato". Esta igreja morna entristeceu a Deus! Hoje muitos cristãos ricos, auto-suficientes, que sentem que de nada precisam, entristecem a Deus! Tenho visto anúncios de ornamentos de árvores de Natal que são uma parábola: "pingentes de gelo à prova do fogo". Vejo muitos “pingentes de gelo" no púlpito e nos bancos da Igreja! Na sepultura de um homem em Nova Inglaterra lia-se: "Era um cristão que não se emocionava" . Como se um cristão pudesse ser um cristão não emotivo! Num outro cemitério, também na Nova Inglaterra, lia-se longo relato de uma discórdia da igreja gravada numa sepultura. Olhe lá que possuíam muito de emocional!

Essa igreja de Laodicéia era morna e sua mornidão foi cara - a ela e a nós. Paulo escreve aos Colossenses: "E uma vez lida esta epístola perante vós, providenciai por que seja também lida na igreja dos laodicenses; e a dos de Laodicéia lede-a igualmente perante vós" (CI 4.16). Paulo escreveu uma de suas incomparáveis cartas à igreja da Laodicéia, carta que teria enriquecido o mundo, como outras de suas cartas a têm, mas os de laodicéia eram tão mornos que não perceberam o valor da carta, e a perderam. Empobreceram-se e ao mundo pela sua mornidão. A reincidência é cara ao reincidente - e a todos.

Quando um dos maiores homens dos nossos dias, Mahatma Gandhi, estava se decidindo se aceitaria a fé cristã, freqüentava uma Igreja Metodista Wesleyana na África do Sul. Conta em sua autobiografia como os paroquianos que assistiam aos trabalhos pareciam insensíveis e sem disposição, chegando a cochilar sonolentos durante o sermão, que, por sua vez, era sem inspiração a modorrento. Sentindo-se prejudicado naquela atmosfera fria e indiferente, foi compelido a desistir de freqüentar aquela igreja metodista. Sombras de João Wesley! Uma igreja metodista, que devia se encontrar na linha de sucessão do "coração aquecido", está morna e indiferente quando um dos maiores homens do século se inclinava a seguir a Cristo! Aquela decisão que Ghandi tomou no Sul da África de não seguir a Cristo afetou o destino de quatrocentos milhões de pessoas na índia. Mornidão caríssima, arruinadamente caríssima.

Muita mornidão se assemelha à que a igreja de Éfeso possuía: "Conheço as tuas obras, assim o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se chamam apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor; lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas" (Ap 2.2-5).

Eis uma igreja que tinha tudo: "obras", "labor", "perseverança", não podia "suportar homens maus" e que não se esmorecia. Muitos pastores ficariam satisfeitos e orgulhosos com tal igreja. Mas a igreja era uma igreja em declínio. Tinha tudo, menos uma coisa: amor. A queda fora nesse sentido - "amor". Todas as suas virtudes eram corretas, mas frias. Eram defeituosamente irrepreensíveis, gelidamente regulares e esplendidamente nulas. A maior área de queda é a queda no amor. Pode ser tão sutil; tudo permanece da estrutura do cristianismo - fé em Deus, crença em Cristo, fidelidade em assistir aos cultos, contribuições em dinheiro, código moral intacto - tudo, menos o amor. Quando o amor morre, morre a vida. A estrutura é um cadáver correto, bem vestido, bem adornado como se adorna um defunto, mas de qualquer modo um defunto.

Um pastor japonês em nosso Ashram "Coração Transbordante" disse: "Havia perdido todos os hábitos de oração e visitação, os membros da igreja tinham se tornado desagradáveis para mim. Quando me converti o Espírito Santo transbordou. Mas eu o perdi. Tentei fugir à vida. Agora espero atravessar a vida não com os punhos cerrados, mas sem mágoa. Retornei ao meu primeiro amor".

Um grupo de ressoas, sentadas à beira mar, recordava seus revezes e ruínas. Um deles contou que um navio naufragara - e com ele naufragou também tudo que possuía - um prejuízo total. Outro lembrou um ente querido falecido no exterior. Quando todos haviam contado suas desventuras, o último falou: "Todos os seus revezes têm sido grandes, mas o meu é o maior de todos - um coração crente desapareceu de dentro de mim". Esta foi realmente a maior perda, mas uma perda ainda mais sutil pode ser aquela em que o amor desaparece da crença, deixando apenas uma crença.

Um professor disse: "Eu não desisti da minha fé, só que a deixei numa gaveta, negligenciada, e quando procurei por ela, lá não mais estava".

Aquele "coração crente" pode desaparecer e contudo deixar muitas coisas intactas. Um pastor, que vivia em adultério, disse: "Mas eu nunca preguei melhor em minha vida". Contudo, ele sabia e eu sabia, que sua pregação melhor era uma compensação para esconder a si mesmo e aos seus paroquianos a sua perda vital. Freqüentemente nós construímos estas compensações. Um médico missionário fugiu com sua secretária, deixando a esposa e os filhos. Quando labutei com ele para retornar a Deus e à família, ele replicou: "Fui chamado para organizar uma religião menos rígida, mais liberal, mais do amor de Deus". Era uma patética defesa indefensável. Anos mais tarde visitei-o no hospital, e ele pateticamente disse: "Sou um velho filho pródigo que nunca regressou ao lar". Suas defesas desapareceram e nada mais a não ser a ruína permaneceu. Ele a ofereceu a Deus, e com Ele fez as pazes antes de partir. Sua alma foi salva, mas sua vida foi uma perda, uma perda total.

Isto nos conduz a perguntar, a perguntar ofegantemente, pois muito, está pendente da resposta. Podem aqueles que reincidiram serem restaurados? A resposta está na palavra de Jesus à Igreja morna de Laodicéia: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo". Nada mais ternamente lindo, jamais foi proferido, e contudo foi proferido para uma igreja morna e que declinara. Ele está de pé justamente agora à porta de seu coração e bate, quem sabe, através desse livro.

Que deve você fazer? É simples, abra a porta! Uma porta se abre exatamente por onde se fechou, você entra por onde saiu. Se você saiu pela negligência da prece e da leitura da Palavra, então você entra acertando de novo a Hora Tranqüila. Se você saiu por ter acarinhado um ressentimento contra alguém, entregue esse ressentimento a Deus e aproxime-se daquela pessoa e acerte tudo. Se você foi desonesto, confesse a desonestidade e restitua o que não lhe pertence. Se você perdeu o amor e o substituiu pela implicância, abandone a implicância e encha-se do amor, amor que dá. Se você permitiu que "fazer dinheiro" tomasse o lugar de Deus, é tempo de colocar o dinheiro em seu devido lugar. Submeta-o à vontade de Deus, faça do dízimo o símbolo dessa submissão e dê a Deus o lugar que Lhe pertence - supremo, supremo sobre os nove décimos. Se você foi impuro, abandone a impureza e submeta-se a Deus. Se você é autocentralizado, não desista de uma coisa aqui outra ali, mas submeta tudo, tudo, e a si mesmo a Deus. Se você tem sido amargo em críticas, abandone tal espírito nas mãos de Deus e deixe que Ele expulse esse sentimento e preencha o vazio com amor e apreciação.

Aceitar-me-á Ele assim como sou? Sim. Não tente apresentar nada melhor, a apresentar-se de maneira diferente da real - venha assim como é. "Entrarei em sua casa" - nele, no que reincidiu, mas se arrependeu, e o arrependimento é revogação de sentença. Arrependimento não é penitência. Penitência é expiação pelo que você fez. É uma tentativa egocêntrica de salvação.

Um grande negociante me disse: "Tenho um terrível sentimento de culpa em minha vida. Tenho atado minha mão à guarda da cama noite após noite de modo que nunca pude dormir confortavelmente, para castigar-me, para fazer penitência pelos meus pecados". Perguntei-lhe: "Por acaso isso lhe tirou os pecados?" "Não", ele replicou, "lá estão eles ainda". "Você está no trilho errado", repliquei. "Está tentando oferecer seu próprio sofrimento, seu sangue, como expiação pelos seus pecados. Não tente oferecer o seu sangue, mas aceite o sangue do Filho de Deus. Ele morreu por você. É um dom. Retire suas mãos da tentativa de auto-salvação. Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus". "Não é muito barato isto?" perguntou-me. "Não, não é barato. É dom caríssimo, porque se você receber o dom, pertencerá para sempre ao Doador. Ele entrelaçará seu coração ao dEle com as cordas do amor, e por nada neste mundo você poderá ter isso, a não ser por Ele". Oramos juntos, e ele se entregou a Deus. Alguns dias depois recebi uma carta dele: "Desconheço o homem que possa ser mais feliz do que eu sou. Todo aquele sentimento de culpa desapareceu. Fui à igreja domingo e cantei hinos. Nunca havia cantado antes. Tinha cantado as palavras, mas agora canto realmente os hinos. No dia seguinte fui ao meu trabalho com uma leveza de passos que nunca antes experimentara; atirei fora, pela primeira vez na vida, todo o peso que me arcava". A salvação é um dom - "entrarei". Então escancare a porta. No momento que você fizer isto Ele estará dentro!

Que fará Ele? "Cearei... com ele" - aceita-lo-ei como Meu anfitrião; aceita-lo-ei com respeito devido à pessoa; “e ele comigo" - entretê-lo-ei como Meu hóspede. Eis aqui respeito mútuo - você é anfitrião e hóspede ao mesmo tempo, e Ele é Hóspede e Anfitrião. Restaura-se-lhe a amizade. A separação desapareceu. Mas lembre-se de uma última coisa - Ele é Anfitrião e Ele é Senhor!

Uma senhora me visitou e falou sem preâmbulos: "Sou uma pessoa perdida e corro diretamente a Deus. Quero falar com o senhor". Essa mulher é hoje uma pessoa radiante e está ganhando grande número de cristãos para Cristo.

Pode Ele restaurar-nos à amizade e nossas vidas à abundância espiritual? Sim. Ele diz: "Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador" (Joel 2.25). E isto ocorre. O médico missionário que no fim dissera ser um velho pródigo que nunca regressou ao lar, salvou sua alma, mas a vida estava perdida. A jovem com quem ele fugira percebeu que aquilo tudo fora um erro, pediu-me que a ajudasse a começar tudo de novo. Obtive-lhe um emprego como secretária, pois ela é muito competente, contando toda a história para o empregador. Ela matriculou seus filhos na escola, tendo os mesmos conseguido cursar a universidade, tornou-se um membro honrado e respeitado pela sociedade, - casou-se com um clérigo, e está ganhando outros para Cristo. Os anos que o gafanhoto devorou foram restaurados.

Um missionário que vivia em minha casa confessou-me que havia caído no pecado do sexo. Enfrentou toda a situação, rompeu o compromisso que tinha com a filha de um outro missionário, demitiu-se como missionário, voltou para os Estados Unidos, começou tudo de novo como um leigo, casou-se e se tornou um hábil conquistador de almas. Os anos que o gafanhoto devorou foram restaurados.

Lembrem-se do versículo seguinte ao do "Eis que estou à porta e bato": "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci, e me sentei com meu Pai no seu trono" (Ap 3.21). Nele Cristo promete ao morno e ao que sucumbiu, não somente restauração à amizade, mas uma participação de Sua autoridade e poder: "dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono". Não diz ao penitente: "Bem, fique ai de pé no canto o resto de seus dias e faça penitência pelo que praticou". Ele perdoa e esquece e apaga tudo do livro de Sua memória. Desde que Ele perdoa e esquece, então você também pode perdoar-se e aceitar-se a si mesmo.

O superintendente Distrital Africano que liderou o reavivamento no Congo Belga - reavivamento que percorreu vilas e tribos, deixando um rastro de vidas e comunidades transformadas - era um reincidente. Tinha-se convertido, em 1932, num reavivamento e então sucumbiu em crítica amarga e ressentimento. Confessou tudo e dirige hoje um dos maiores movimentos confessionais do mundo. Jesus fê-lo participar de seu trono. Tornou-se um homem de poder. Não era somente um homem bom, era um homem de autoridade e poder.

O "Moody do Japão" converteu-se e então caiu num liberalismo estéril, que tudo sabia e nada transformava. Voltou daquele árido liberalismo à fé evangélica e se tornou o "Moody do Japão". Jesus fê-lo participar de seu trono - ele tornou-se um homem de poder.

Se você perguntasse o nome da mulher que mais parece reunir força e estabilidade em meus anos de experiência, eu lhe diria o nome de uma evangelista. Tanto ela como o marido eram evangelistas, mas a mulher era mais forte e efetiva. Contudo, durante anos, todas as vezes que se realizava uma série de conferências evangelísticas, esta mulher lá estava sempre - buscando. Era eterna. Parecia até uma anedota. Mas um dia, realmente a que buscava "deixou que Deus entrasse em seu coração" e assim se tornou uma mulher de estabilidade e poder à semelhança da rocha, bastante gentil e amável e formosa. A "que perenemente buscava" tornou-se poderosa auxiliar dos que buscam. Jesus fez participar do seu trono uma fraca mulher que se tornou forte.

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Este texto correponde ao capítulo XI do livro "Conversão", de Stanley Jones.

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