IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
Fundada em 15 de Junho de 1902

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Evangelização
Rio, 23/9/2008
 

Obedientes à Visão Celestial

Bispo Paulo Lockmann


 

“Pelo que, ó Rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial.” (At 26.19)

1) Paulo e suas visões e revelações.
Nós, como Igreja Metodista, e parte do Protestantismo histórico, somos cuidadosos com os temas visões, revelações e profecias, até porque, há recomendação do apóstolo João para que assim procedamos: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.” (1 Jo 4.1).

Isso nem de longe quer dizer que nós não cremos em visões, revelações e profecias, mas, sim, que devemos julgá-las para ver se procedem de Deus, se glorificam o nome de Jesus, se promovem as ordenanças de Deus na Sua Palavra, se impulsionam a Igreja à evangelização e ao discipulado.

Paulo foi, como servo de Deus, tocado, movido e orientado por visões, revelações e profecias; seu ministério foi visivelmente afetado por tais experiências:

a) Sua conversão a Cristo ocorre através de uma experiência sobrenatural, uma revelação do céu, na qual o próprio Jesus falou como ele: “Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.” (At 9.5). A luz e a experiência foi tão forte que ele saiu cego dela (cf. At 9.8). Sendo curado mais tarde por Deus, através da oração de Ananias (cf. At 9.17-18). A esse respeito, Paulo, dando testemunho ao rei Agripa, profere as palavras que abrem este nosso estudo.

b) Durante sua 2ª viagem missionária, Paulo planejara retornar à Ásia Menor, e ali consolidar as igrejas fundadas na 1ª viagem, e organizar novas. O testemunho bíblico é que nada ocorreu, a não ser resistência do Espírito Santo em abençoar Paulo e seus companheiros (cf. Atos 16.6-7). Diante das dificuldades, Paulo, à noite, teve uma visão, certamente orando: “À noite, sobreveio a Paulo uma visão, na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos.” (At 16.9). Aqui, a visão espiritual deu novo rumo à viagem missionária de Paulo: ele saiu da Ásia, e entrou na Europa, ou seja, na Grécia atual, já território europeu.

c) E, finalmente, por diversas outras ocasiões, Paulo foi consolado, guiado por profecia, visões e revelações; vejamos: “Demorando-nos ali alguns dias, desceu da Judéia um profeta chamado Ágabo; e, vindo ter conosco, tomando o cinto de Paulo, ligando com ele os próprios pés e mãos, declarou: Isto diz o Espírito Santo: Assim os judeus, em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios.” (At 21.10-11). Ágabo foi usado por Deus, em profecia, advertindo Paulo sobre o que o esperava em Jerusalém. Paulo carregava uma enfermidade que ele chamava de “espinho na carne”; por diversas vezes, Paulo orou, pedindo que Deus o curasse, e o Senhor se revelou a ele, dizendo: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” (2 Co 12.9).


2) Jesus e suas visões reveladas a nós.
Para não ficarmos somente em Paulo, Jesus viveu junto dos discípulos visões de Deus:
a) Quando do seu batismo, por João Batista: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.” (Mt 3.16).

b) Advertiu que veremos o céu aberto: “E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.” (Jo 1.51).

c) Por ocasião da transfiguração, o relato diz: “... os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém. Pedro e seus companheiros achavam-se premidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões que com ele estavam.” (Lc 9.31-32).

d) E ainda ele relata aos discípulos a visão da queda de Satanás: “Mas ele lhes disse: Eu vi a Satanás caindo do céu como um relâmpago.” (Lc 10.18).

Por fim, ele convida os discípulos a ampliarem a sua visão, isso por ocasião da visita a Samaria, terra para os judeus maldita e sem futuro; diz ele: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.” (Jo 4.35). Sim, também no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, os campos estão prontos para a ceifa, e eu vi Deus me mostrar isso, como Jesus mostrou aos discípulos. Daí, nasceu a visão de 1.000.000 de discípulos e discípulas. Neste texto que nos inspira, a própria mulher samaritana, rompendo todos os preconceitos e resistências, ganhando sua aldeia inteira para Cristo, após seu encontro com Cristo, os próprios discípulos tiveram de vencer seus preconceitos, e, desafiados por Jesus, ouviram: “Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa.” (Jo 4.35). Como Jesus, eu estou com a visão diante dos meus olhos. Atendendo à palavra de Jesus, convido a todos os pastores, pastoras, sim, todos os metodistas, para erguerem também os olhos e verem o nosso Estado do Rio de Janeiro, o mundo, e se disporem a orar e trabalhar para: O Evangelho para cada pessoa no Estado do Rio de Janeiro, um grupo de discipulado para cada rua, e uma igreja local para cada bairro. Para alcançar 1.000.000 de discípulos e discípulas até 2014. Ore em todo o tempo por isso.

3) Nossa realidade:
Isso é um sonho intangível, ou realidade? É bíblico sonhar dessa maneira? Vejamos concretamente a seguinte questão: Há um milhão de pessoas não evangelizadas no Estado do Rio de Janeiro? Ou melhor, existe um milhão de pessoas que não aceitaram ainda a Jesus como Senhor e Salvador? A resposta é sim; autoridades da Igreja Católica só reconhecem em média duas em cada dez pessoas que se declaram cristãos católicos, ou seja, somente aquelas que se confessam e participam da comunhão regularmente. A população do Estado do Rio se aproxima de 16.000.000; destes, cerca de 3.700.000 são evangélicos; diante desses números, podemos falar em números redondos de quase dez milhões de pessoas que não conhecem a Jesus como Senhor e Salvador. Portanto, não é absurdo pensar em alcançar um milhão de pessoas para Cristo. Elas existem e estão esperando para serem evangelizadas. Sem falar no reinado de violência e morte que domina grande parte do Rio de Janeiro, que clama por salvação.

Podemos dizer que temos um grande desafio. Cremos que essa realidade de morte e violência, pobreza, pode ser mudada. A cidade de Jerusalém foi mudada pela pregação apostólica. Em Tessalônica, Paulo e Silas foram recebidos com a fama de : “... estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui.” (At 17.6b). Assim, eu não posso aceitar a vitória do mal, nem tampouco que o Deus que usou Pedro, Tiago e João em Jerusalém, ou Paulo, Barnabé e Silas, não esteja vivo e pronto para abençoar o povo chamado metodista, para transformar o Estado do Rio de Janeiro e o Brasil.

4) A Bíblia é a favor dessa visão, desse sonho?
a) Abrão – Recebeu a visão em forma de promessa de que viria a ser pai de muitas nações. Em vários momentos, é dito sobre ele que: “Abrão creu em Deus e isto lhe foi imputado para justiça.” (Gn 15.6; Rm 4.3).

b) Moisés foi movido por uma visão de Deus: “Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.” (Hb 11.27).

c) O Apóstolo Paulo tinha como claro seguir e ver realizada a visão de Deus: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei, primeiramente, aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.” (At 26.19-20).

d) Ademais, temos uma ordenança de Deus, para fazer discípulos e discípulas, que não podemos deixar de cumprir: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mt 28.19).

e) Junto a isso, temos os resultados: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.” (At 2.41).

f) Discipulado e evangelização passaram a ser um estilo de vida: “Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (At 2.47).

5) Esse sonho pode se tornar realidade? Há precedentes históricos?
“Tão espantoso quanto o tamanho é a rapidez com que o movimento wesleyano se espraiou. De um pequeno grupo que se reunia em classes em Oxford e Londres, em 1738, os metodistas atingiram, conforme dissemos, um número superior a 70 mil na Grã-Bretanha. No fim do século, o Metodismo tinha atravessado o Atlântico e quase 65 mil norte-americanos consideravam-se metodistas. O crescimento do Metodismo nos Estados Unidos mostra a rapidez com que o movimento wesleyano avançava. Em 1773, havia 1.160 metodistas arrolados nos relatórios da conferência. Em 1784, o ano da histórica Conferência de Natal, em Baltimore, o número era 14.988. Seis anos depois, o recenseamento mostrava que esse número havia quase quadruplicado, chegando a 57.631. De 1773 a 1790, a população da América, aumentada pela imigração, havia crescido 75 por cento, enquanto o número de metodistas havia aumentado mais de 5.500 por cento.” (1)

6) Quando é que os nossos sonhos se tornam realidade?
a) Quando se amparam nas ordenanças de Deus. “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19) e “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc 16.15). Precisamos explicar? Não! Precisamos é obedecer a esta ordem de Jesus.

b) Quando se destinam a fazer o nome de Jesus conhecido: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Fp 2.9-11).

c) Quando se destinam à libertação dos cativos: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.” (Lc 4.18-19).

7) Nossa visão e estratégia.
a) O Evangelho para cada pessoa neste Estado.

b) Um grupo de discipulado para cada rua.

c) Uma igreja local para cada bairro. Com vista a alcançar 1.000.000 de discípulos e discípulas até 2014.

d) Um processo multiplicador de discípulos e discípulas, a começar pelo ministério pastoral. Vejamos: 400 pastores e pastoras que assumam o compromisso de discipular e treinar 2 pessoas em 2008, estimulando e desafiando estas pessoas a fazerem o mesmo em 2009, com outras 2 pessoas cada uma, criando um efeito multiplicador. Que resultado teremos em 2014? Isso somente com esta estratégia:

• 2008 – 400 pastores/as + 800 discípulos = 12/2008 = 1.200 discípulos/as
• 2009 – 1.200 + 2.400 discípulos = 12/2009 = 3.600 discípulos/as
• 2010 – 3.600 + 7.200 discípulos = 12/2010 = 10.800 discípulos/as
• 2011 – 10.800 + 21.600 discípulos = 12/2011 = 32.400 discípulos/as
• 2012 – 32.400 + 64.800 discípulos = 12/2012 = 97.200 discípulos/as
• 2013 – 97.200 + 194.400 discípulos = 12/2013 = 291.600 discípulos/as
• 2014 – 291.600 + 583.200 discípulos = 12/2014 = 874.800 discípulos/as

Diante desses números, dá para perceber que não é difícil. Começando com 400 pastores e pastoras que discipulariam 2 pessoas durante o ano de 2008, investindo nelas 2 horas por semana, habilitando-as a fazerem o mesmo com outras duas pessoas cada uma delas, em 7 anos, todos, sendo fiéis nessa tarefa bíblica, teremos 874.000 pessoas, ensinadas, capacitadas, batizadas e enviadas. E esta será uma das ações estratégicas; outras, Deus estará levantando para alcançar 1.000.000 de discípulos e discípulas. Você é parte dessa visão. No último ministerial, mais de 400 pastores e pastoras assumiram essa visão comigo. Quero saber onde estão os seus 2 discípulos(as)? Agora, ninguém pode dizer que não conhece a visão, está clara e deve ser repetida em todo culto e reunião das igrejas, distritos, ministérios, enfim, por toda parte e em todo tempo.


<u>CITAÇÃO:</u>
(1) Ensley, F. G. João Wesley, o Evangelista. São Paulo: Imprensa Metodista. 1992.

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