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╔tica e Justiša
Rio, 25/10/2008
 

╔tica individual contra Útica social? (Helmut Renders)

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Esse tema é um clássico da ética cristã. O tema da moral como a tarefa individual, ou seja, a ética individual centrada na pergunta do bem o do mal (pior ou melhor) e na renovação de comportamentos contra o tema das estruturas, dos ambientes, o social no sentido literal condensado em formas, etc., ou seja, a ética social centrada no tema da justiça e injustiça ou da sua adequação e da reforma na luz do seu efeito sobre as pessoas e seu ambiente em geral.

Numa perspectiva mais pessoal, Tillich chamou isso a tensão entre o aspecto trágico (estruturas formam o indivíduo) e ativo (o indivíduo reforma as estruturas) do pecado. A vida mostra que a conversão em massa ainda não reforma as estruturas de uma sociedade, das suas instituições, formas de fazer negociações políticas e projetar leis. Sem uma percepção da dimensão pública da fé as pessoas vivem em guetos religiosos no meio da sociedade sem impacto nenhum (e julgam ela, ainda, "má").

Da mesma forma mostra a vida que a mudança de estruturas, a criação de facilitadores, de novas leis e novos direitos, favorece mudanças de estilos de vida, escolhas pessoais etc. Mas também não os garante!

A redução da ética social à ética individual ignora a importância do campo social como interação entre instituições. O que se não percebe é que o social é mais do que a interação de indivíduos. Instituições como a escola, a polícia, a igreja o parlamento, qualquer tipo de empresa é mais do que a suma dos seus participantes (por exemplo visível, no espírito corporativo). Conflitos sociais ou, por exemplo, religiosos ou tensões numa igreja não são somente conflitos entre indivíduos, mas entre histórias, hermenêuticas, experiências densas em tradições = estruturas. O que falamos, o que nos podemos pensar, sonhar, acreditar e expressar etc...; depende da linguagem, que herdamos (e com ela em grande parte a abrangência de pensar de forma nova ou não). Nosso subconsciente possui caráter arquetípico; há estruturas em nossos comportamentos (hábitos), e sentimentos “coletivos”. Gênero, etnia e nacionalidade marcam nossos sentimentos, preferências e decisões.

A subordinação da ética individual pela ética social tenta e pode por vezes, reduzir o indivíduo a um mero reflexo do ambiente; condicionado pelo exterior sem chance de se tornar sujeito da sua história. Mas a vida mostra que as pessoas não estão presas às suas instituições, e, podem reformar e reconstruir as mesmas.

Certamente nossa vida é socialmente condicionada; mas mesmo assim somos responsáveis pela nossa vida e pelo ambiente social a nossa volta. De certa maneira podemos dizer que somos seres constantemente passíveis a promover reformas e transformações...
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* Helmut Renders é presbítero da Igreja Metodista Unida foi promovido Doctor of Mi-nistry [EUA] em 1998 e Dou-tor em Ciências da Religião em 2006 [BRA].

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