IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 4/11/2008
 

Abalando as cidades

Bispo Paulo Lockmann


 

“Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto...” (At 2.14)

1) Jerusalém como ponto de partida.

Como propósito de Deus, a cidade de Jerusalém tornou-se o início de tudo, especialmente no Evangelho de Lucas. Onde a primeira narrativa, após a introdução do Evangelho (cf. Lc 1.1-4), segue-se a apresentação de Zacarias, como sacerdote, o qual no templo em Jerusalém recebe a revelação de que sua esposa Isabel, que era estéril, teria um filho, e este se chamaria João e cumpriria o ministério de precursor do Messias, preparando a partir de Jerusalém, conforme a revelação no templo (cf. Lc 1.11-14), o caminho do Senhor, segundo anunciara o profeta Isaías 40.2-5. A mensagem foi: “Falai ao coração de Jerusalém...”. Com a mesma autoridade do profeta, ou do anjo Gabriel a Zacarias, estamos sendo levantados para falar ao coração do Rio de Janeiro, Niterói, Itaperuna, Resende, etc. Sim, são 92 municípios, cidades, vilas e povoados, esperando quem lhes falem ao coração. Por isso, nosso Ato Profético não terminou. Continuará cidade após cidade.

Por que a partir de Jerusalém? Primeiro, vimos que a primeira manifestação divina de preparação da vinda do Filho de Deus se dá no Santo dos Santos, no altar do sacrifício, porque não dizer no coração de Jerusalém (cf. Lc 1.11)? Segundo, no monte da transfiguração, Jesus conversa com Moisés e Elias sobre sua partida, assunção, que se daria em Jerusalém (cf. Lc 9.30-31). Terceiro, sua viagem a Jerusalém é marcada a partir de Lucas 9.51, e ali é dito que: “...manifestou no semblante a intrépida resolução de ir para Jerusalém.” (Lc 9.51). Quarto, sua marcha final para entrar na cidade é precedida de reconhecimento e aclamação como Messias e rei de Israel (cf. Lc 19.18,38). Quinto, o Evangelho termina com a frase missionária também conhecida como a grande comissão em Lucas: “Assim está escrito que o Cristo havia de padecer [...] e em seu nome se pregasse arrependimento [...] a todas as nações, COMEÇANDO EM JERUSALÉM [...]. Eis que vos envio a promessa do Pai; permanecei na cidade até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lc 24.46-49). Finalmente, Atos dos Apóstolos também começa com a grande comissão, em outras palavras, em Jerusalém: “...recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, Judéia, Samaria, até os confins da terra” (At 1.8). Vimos que Jerusalém é o lugar onde o mover de Deus se faz notar, trazendo a presença e o poder de Deus; e a cidade foi sacudida.

2) Como Jerusalém foi abalada?

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes...” (At 1.1).

a) Estavam reunidos no mesmo lugar (cf. Lc 24.49).

Unidade do povo de Deus foi produzida pela palavra de Jesus, sim, sua promessa (cf. At 1.8), mas também houve disposição de obedecer à ordem “ficai em Jerusalém” (Lc 24.49).

Diante desse primeiro sinal de unidade, que se perpetuou após o Pentecostes: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44). Mais adiante, o testemunho bíblico também confirma isso quando diz: “Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (At 4.32). E isso, gerou um impacto na cidade, onde o acúmulo de bens já caracterizava as famílias dos anciões e dos sacerdotes, membros do Sinédrio. Recordemos que a eleição dos diáconos se dá numa forma de serviço, unidade e solidariedade com as viúvas (cf. At 6.1-7).

Obediência às orientações e doutrina dos apóstolos, deu identidade e unidade à Igreja, marcando posição na cidade; Palavra, Fé e convicção faziam diferença.

Sem sombra de dúvida, a Igreja se manifestava com ações que mudavam o ambiente, trazendo, para junto do povo, o mover de Deus; por isso, declaravam simpatia pela Igreja (cf. At 2.47).

Da maneira como o povo evangélico é desunido, correm por interesses políticos, em certa medida nós metodistas também. Fica difícil manifestar um testemunho público que impacte a nossa cidade, de modo a ser abalada como foi Jerusalém.

b) Uma experiência sobrenatural impactante.

“De repente, veio do céu...” (At 1.2). Nós temos sido na maioria das vezes tão previsíveis, tão intelectuais, que se o céu se manifestar, muitos de nós não irão ver, e outros tantos não irão crer! Mas foi isso que aconteceu em Jerusalém! Veio do céu um som. Algo sobrenatural chamou a atenção de todos, um som, não humano “do céu”, diz o texto. Na maioria das nossas igrejas, o som que ouvimos é o dos instrumentos, e do povo cantando. Se Deus quiser nos chamar a atenção com um som, Ele vai ter que desligar a mesa de som, porque, do contrário, não escutaremos. Deus se fez ouvir! Isso abalou a Igreja e a cidade: muita gente ouviu o som de Deus. Junto com ele, veio o vento impetuoso; o dicionário diz “que tem ou se move com ímpeto, arrebatado”, algo que não somente se ouve, mas se sente, e é capaz de mover as pessoas, sim, o vento deu um tranco em Jerusalém.

A casa ficou cheia, podemos dizer que transbordou, pois a experiência seguinte foi, em seqüência, vista, ouvida, sentida. Surgiu, aconteceu traduz o termo grego egéneto. O que surgiu? Línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Impressionante! Cento e vinte línguas de fogo, não dá para esquecer, dá sim, vontade de pedir: Faz de novo Senhor! E ele fez! Há relatos de diversos avivamentos espirituais, onde o fogo voltou a aparecer. Se uma chama na sarça já impressionou Moisés, imaginem 120. Não dá para esquecer. As chamas de fogo também abalaram Jerusalém. O importante é que os 120 não ficaram apreciando as chamas; deixaram-se tomar por elas, foram cheios do Espírito, e passaram a falar em outras línguas. O que significou para aquele povo “línguas estranhas”? afinal, o povo de diversos lugares que veio para a festa do Pentecostes esclarecem, quando no texto dizem: “Vede! Não são porventura galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar cada um em nossa própria língua materna?” (At 2.7-8). Sem dúvida, essa experiência também abalou Jerusalém.

Jesus, a respeito do narrado acima, foi claro: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder” (Lc 12.49). O profeta Jeremias afirma em nome do Senhor: “Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha?” (Jr 23.29). Onde a Palavra do Senhor é anunciada com unção, poder, o fogo de Deus se manifesta. E esse fogo é o que abala vidas e cidades inteiras, como fez com Jerusalém. Nossas cidades estão precisando ver nosso povo pegando fogo de Deus. Whitefield, célebre companheiro de João e Carlos Wesley, homem ungido, reunia, como João, milhares de pessoas para ouvi-lo. Pessoas vinham de longe; perguntadas porque viajavam tanto para ouvir Whitefield, respondiam: “porque podemos vê-lo pegar fogo diante dos nossos olhos.” .

Em seguida, os 120 tomam as ruas de Jerusalém, o povo perplexo os ouve falar nas línguas maternas dos visitantes. Mas o que eles ouviram os 120 falarem? “Como os ouvimos falar [...] as grandezas de Deus” (At 2.11). Deus é grande! E suas grandes misericórdias são insondáveis, incalculáveis. As pessoas querem ouvir falar delas. Frases e testemunhos em alto e bom som: “eu era cego e agora vejo!” (Jo 9.25). “Toma o teu leio e anda!” (Jo 5.12). As pessoas querem experimentá-las, como a seguir experimentou o coxo da porta formosa: “...de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus. Viu-o todo o povo a andar e a louvar a Deus, e reconheceram ser ele o mesmo que esmolava, assentado à porta Formosa do templo; e se encheram de admiração e assombro por isso que lhe acontecera.” (At 3.8-10). As grandezas de Deus incluem o seu amor e misericórdia, que se renovam a cada manhã, na vida dos que, como disse João Wesley aos seus pregadores: “Vocês têm dias de jejum e oração? Assaltem o trono de Deus, perseverem ali, e a misericórdia virá.” .


3) Abalando vidas nas cidades

Junto às manifestações sobrenaturais ocorridas a partir do Pentecostes, abalando visivelmente a cidade, houve vidas que foram de modo especial abaladas.

As primeiras que foram abaladas, eram aqueles que deram ouvidos à mensagem de Pedro. Este pescador, homem rude, duro, é quebrantado durante a prisão e crucificação. Deus move-se na vida de Pedro, então este homem, pescador, sem qualquer formação teológica, nos termos que conhecemos hoje, levanta-se e prega num dos maiores sermões da história da Igreja; sua credencial era: “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo...” (At 4.8). Sim, o poder do Espírito que toca e transforma vidas usa Pedro, como quer usar hoje você e eu. Falta consagração, oração insistente diante do trono de Deus.

O resultado do sermão (e de qualquer sermão cheio do Espírito Santo) foi: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: “Que faremos, irmãos?” A resposta de Pedro e da Igreja é: “Respondeu-lhes Pedro: arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado...” (At 2.38).

Diante da mensagem direta aos corações pecadores, sem esconder, ou se envergonhar da verdade do Evangelho, que sabemos ser fogo, foi: “Então os que lhe aceitaram a palavra foram batizados; havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.” (At 2.41).

Sem sombra de dúvida, a Igreja Primitiva abalou vidas, o coxo, já citado, gerou na sua cura uma sucessão de fatos, que oportunizaram um novo sermão de Pedro junto ao pórtico de Salomão (cf. At 3.11-12), o resultado disso é que o número dos homens convertidos passaram para cinco mil (cf. At 4.4). Mais vidas sendo abaladas; vemos que quando o Evangelho é pregado na unção do Espírito, vidas são abaladas, além das cidades. No dia seguinte, Pedro, o pescador, prega para o Sinédrio, seu terceiro sermão também conseqüência da cura do coxo. E o testemunho é: “Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus. Vendo com eles o homem que fora curado, nada tinham que dizer em contrário. E, mandando-os sair do Sinédrio, consultavam entre si, dizendo: Que faremos com estes homens? Pois, na verdade, é manifesto a todos os habitantes de Jerusalém que um sinal notório foi feito por eles, e não o podemos negar” (At 4.13-16). Olhando, lendo, meditando sobre tais textos, somos desafiados a orarmos mais, a qualquer custo buscar tal unção de Deus, conforme ensinou Jesus: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11.13). Eu estou como bispo empenhado nessa busca: Quem vai me acompanhar?

Nós, que queremos com os Atos Proféticos se espalhe de modo a abalar as cidades do estado do Rio de Janeiro, e nelas as vidas, temos neste estudo um roteiro, que precisa ser meditado, estudado e buscado, a cada passo, com nossas lideranças, uma estratégia para as nossas Igrejas. Que Deus tenha misericórdia de nós e multiplique a obra das nossas mãos.

Amém! Amém! Amém!

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