IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Vida Cristã
Rio, 26/11/2008
 

Palavras doces (Bispo Nelson Luiz Campos Leite)

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Quando avalio, nos dias de hoje, a questão da violência, constato que ela se apresenta em diferentes formas: a violência física, a emocional, a social, a moral e a verbal. Quase sempre, é com a palavra que a violência tem início, seja nos relacionamentos familiares, no trabalho e até na comunidade religiosa.

A Bíblia toma um cuidado muito grande com o uso da palavra, que tanto pode glorificar a Deus como atear fogo e destruir. Temos afirmativas significativas em Provérbios: 7.21; 7.24; 12.25; 14.23; 15.23; 25.11; e em outros textos como: Eclesiastes 5.2 e 10.12; Tiago 3.2. Tiago afirma em seus textos que o melhor é “ ouvir”, “ponderar” e tardar a “falar” e “irar-se”. Como Tiago tinha experiência com a vida humana, fazendo uma avaliação dos relacionamentos entre as pessoas e as comunidades cristãs primitivas, ele escreve, em sua conhecida passagem do capítulo 3 versículo 1 ao capítulo 4 versículo 12, considerações significativas a respeito do falar, chegando a afirmar que “se alguém não tropeçar no falar [na palavra], é perfeito varão” (3.2) e, no fim, aconselha: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros” (4.11).

O apóstolo Paulo, orientando os efésios a viverem de forma mais digna do Evangelho, santificando os relacionamentos, as motivações e as atitudes, afirma: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros” (Efésios 4.25). “[...] Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem.” (Efésios 4.29).

Sua preocupação básica é com o relacionamento das pessoas nas comunidades da fé, na vida da família e no dia-a-dia. Pela palavra, testificamos a respeito do Evangelho. Ela é um dos pontos em que carecemos mais da ação e do cuidado divinos. Ela é o meio mais forte de comunicação e relacionamento. Podemos mentir, iludir, enganar, falar meias-verdades por intermédio delas; podemos ser duros, irreverentes, violentos, aniquiladores, destruidores, etc.

Diz Paulo que a nossa palavra deve “edificar” e “transmitir” graça. Será que tem sido assim? Tenho assistido a momentos de desrespeito tanto em lares como na igreja devido à palavra impulsiva, violenta, maldosa e sem amor, à palavra egoísta que somente pensa em se defender, ver e ouvir a si mesma e manter a sua imagem protegida. Quantas pessoas estão feridas devido a uma palavra descuidada, maldosa, violenta e, talvez, até sem intenção de ferir, mas que causou um mal?

Tenho trabalhado com casais ao longo de todo o meu ministério. Já são 45 anos de trabalho acompanhando pessoas, buscando reconciliação e tratando das causas as mais diversas. Conheço pessoas feridas pela palavra do esposo ou da esposa, do pai ou dos filhos e de outros membros da família. Há gente impiedosa, que massacra e fere por meio da palavra, gerando sentimentos interiores difíceis de ser eliminados.

“A resposta branda desvia o furor”, Provérbios 15.1, diz a passagem demasiadamente conhecida. Chega de violência, de qualquer forma, em especial pela palavra. Carecemos da presença interior de Cristo, habitando em nós: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo”, como diz Paulo em Colossenses 3.16. Somente o Espírito Santo pode aquietar nossas palavras, purificá-las, torná-las estimuladoras, confortadoras, edificantes.

A palavra foi feita para edificar, transmitir graça, a graça divina encarnada na vida. Somos chamados a oferecer às pessoas e à sociedade palavras que trazem esperança e vida, testificando o valor do Evangelho de Cristo e o poder transformador de Sua presença na vida das pessoas, famílias, igrejas e sociedade. Se você é vítima do mau uso da palavra, quebrante-se perante Deus, peça perdão e busque a graça da transformação. Se a palavra o feriu, deixe o Senhor cuidar, permita transitar em você a graça do perdão e o apagar de imagens do passado que lhe foram duras e violentas.

Que o poder da palavra em sua vida seja edificante, inspirador, confortador, animador, divulgador do Evangelho, conciliador e cheio de graça, pois somente a graça constrói, na vida, na família, na igreja e no mundo, uma verdadeira comunidade de irmãos. Palavras doces, e não amargas, ressentidas, destruidoras.

Aceitem o meu carinho e afeto por vocês.

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