IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 30/3/2009
 

Soldados Metodistas - o avivamento metodista alcança os soldados nas frentes de batalha do exército inglês** (Rev. W. H. Fitchett)

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Será mal interpretado um grande movimento religioso se for traduzido meramente em termos pessoais. Assemelha-se às agitações da maré; é o resultado de forças planetárias; ergue-se de profundidades insondáveis; faz-se sentir em pontos mui distantes uns dos outros; enche, com o seu ruído e espuma, no mesmo instante, centenas de pequenas baías. É certo que o grande movimento religioso do século XVIII, ainda que tendo, como suas figuras mais proeminentes, George Whitefield e os irmãos Carlos e João Wesley, estendeu-se muito além da influência pessoal deles. Lavrou-se qual contágio invisível através dos ares; e certas fases de seu desenvolvimento, com as quais nem Whitefield nem os Wesley quase nada tinham pessoalmente, eram de um caráter notável.

Por exemplo, as forças do grande avivamento, alcançaram o exército inglês e produziram ali resultados mui pitorescos. O exército inglês em Flandres é mais conhecido aos homens da rua pelo famoso trecho, em “Tristram Shandy”, acerca de suas imprecações. Esse infeliz exército tendo por general em chefe o Duque de Cumberland, marchando e pelejando ao lado de aliados estranhos, e acerca de causas que pouco conhecia e ainda menosprezava, essas sem dúvida, em condições mui tristes. Pode-se pensar em religião entre os Huguenotes (designação depreciativa que na França os católicos deram aos protestantes) de Henrique de Navare, ou entre os Ironsides de Cromwell; ou entre os Protestantes holandeses sob Guilherme de Orange; mas quem pode imaginar o aparecimento espontâneo de qualquer sentimento ou emoção religiosa no bravo, mas mal dirigido, imprecante (que roga pragas e maldições a alguém) e dissoluto exército inglês em Flandres nos dias de Fontenoy e Dettingen!?! E, entretanto, a literatura do Metodismo nos dá vislumbres da vida íntima do exército que os historiadores não conhecem, mas que são de grande interesse humano.

Por exemplo, em maio de 1744, um ano depois de Dettingen e quase um ano antes de Fontenoy, o exército britânico achava-se acampado num morro perto de Bruxelas e não longe de Waterloo; ali uma tarde, um grupo de soldados içou uma bandeirinha e começaram a cantar. Os camaradas afluíram do acampamento e ajuntaram-se em redor. Um soldado raso, tipo de sua classe – corpo quadrado, pescoço curto, rosto largo, sobrancelhas escassas, e olhos inexpressivos – começou a pregar. A sua voz se ouviu longe, mas era a voz de um inculto. Ele usava o inglês do plebeu (do povo simples), e que os plebeus entenderia, para falar do pecado e do juízo, do amor de Cristo e de sua salvação. A multidão em redor dele, soldados aguerridos, familiarizados com as dificuldades da marcha com as durezas da vida no campo, com os perigos da linha de batalha, escutou em profundo silêncio. Eram milhares em número, e o som do seu canto encheu o vale.

E esta cena repetiu-se no acampamento todos os dias – freqüentemente duas ou três vezes por dia! O pregador era João Haime, que depois se tornaria um dos auxiliares de João Wesley. Nessa época, embora Haime ainda não conhecesse a Wesley face a face, era fruto do grande movimento religioso que Wesley simbolizava.

Aqui temos outro pequeno retrato de batalha, tirado do sangrento campo de Fontenoy: dois soldados Metodistas se encontram na escuridão depois do conflito. Ambos tiveram parte na encarniçada luta no caminho entre Fontenoy e a floresta de Barri. Haviam permanecido firmes nas fileiras, enquanto a frente e os flancos foram castigados pela artilharia francesa; e no fim haviam retrocedido com os restos, quebrados mas não vencidos, da divisão inglesa. Haime conta como passaram na batalha:
Quando W. Clemente teve o braço fraturado por uma bala, queriam levá-lo para fora do conflito. Mas ele disse: ”Não, ainda tenho um braço para segurar a espada. Não vou por ora”. Quando veio uma segunda bala, fraturando o outro braço, ele disse: “Estou tão feliz quanto posso ser fora do Paraíso”. João Evans, tendo as duas pernas cortadas por uma bala de canhão, foi deitado em cima de uma peça de campanha para morrer; e ali, enquanto pôde falar, louvava a Deus com lábios contentes”.
“Por minha parte estive no fogo mais forte do inimigo durante cerca de sete horas. Mas eu disse a meus camaradas: “Os franceses não têm a bala para me matar hoje”. Depois de sete horas no fogo, uma bala de canhão matou o cavalo em que eu vinha montado. Um oficial clamou: “Haime, onde está o teu Deus agora?” Eu respondi: “Senhor! Ele está aqui comigo, e ele me fará sair desta batalha”. Em seguida uma bala de canhão lhe cortou a cabeça. Meu cavalo caiu sobre mim e alguns exclamaram: “Haime se foi!”. Mas eu respondi: "Não fui ainda...” Eu tinha de ir longe pelo meio da nossa cavalaria, as balas voando por toda parte. Por todo o caminho multidões de homens achavam-se prostrados, ensangüentados, gemendo ou já mortos. Certamente passei pela fornalha ardente; mas não me queimou nem sequer um cabelo da cabeça. Quanto mais violenta tornou-se a batalha, tanto mais força Deus me deu. Eu era tão cheio de gozo quanto pude conter.”

Então o João Haime nos conta como ele encontrou-se com o seu camarada na confusão da noite, depois que o ruído da fuzilaria havia cessado:
“Quando ia me retirando do campo encontrei-me com um dos nossos irmãos, o qual levava um pequeno vaso na mão, procurando água. Não o reconheci de momento, pois estava muito ensangüentado. Ele sorriu e disse: “Irmão Haime, estou muito ferido”. Eu perguntei: “Tens Jesus Cristo no coração?”. “Sim, disse ele, “e o tenho tido comigo durante o dia inteiro. Tenho visto muitos dias bons e gloriosos, com muito de Deus, mas nunca vi mais disto do que hoje. Glória a Deus por todas as suas misericórdias!” (Lives of Early Methodist Preachers, Vol. I, p. 167)

Quando se pode imaginar um exemplo mais notável do poder sobrenatural da religião do que aquele que se vê nestes dois soldados enegrecidos como pólvora que, saídos de grande batalha, contam um ao outro quão notavelmente haviam sentido a presença consoladora de Deus durante todo aquele terrível e violento dia!?!

A maneira em que o grande avivamento influía no exército inglês, o pessoal em que trabalhava, os fenômenos que produzia, são mais exemplificados em narrativas individuais. Wesley, que se interessava sabiamente em religião traduzida em termos de experiência individual, fez que seus auxiliares historiassem as suas vidas religiosas, e publicou muita destas narrativas na revista Arminian Magazine, e entre estas temos algumas biografias dos que haviam sido soldados. São documentos verdadeiramente humanos no sentido moderno, assinalados pela veracidade em cada sentença; e, sendo escritos por homens apanhados na correnteza de um grande movimento religioso, são de valor real na história.

Pode-se tirar um exemplo da história de Staniforth, o qual era soldado até a idade de vinte e nove anos, e um pregador sob a liderança de Wesley nos cinqüenta anos seguintes.

É difícil imaginar um pedaço de humanidade mais duro ou menos esperançoso do que o Stanniforth em seus dias de moço, segundo ele mesmo descreve. Era filho de um cuteleiro (fabricante ou vendedor de instrumentos de corte, tal como o cutelo) de Sheffield – pródigo, cabeçudo, ignorante e ingrato – pecava grosseiramente e sem remorso. Possuía os apetites de um animal, e aparentemente não tinha mais sentimento moral do que um animal. Ele ficou atraído à soldadesca (bando de soldados indisciplinados) encantado pela camaradagem profliga (depravada) dos soldados. Na história da sua juventude a figura de sua mãe se faz ver vagamente: ela chorava sobre seu filho extravagante, ia aos lugares de vícios freqüentados pelo indigno rapaz, afim de conduzi-lo para casa, lamentava os seus vícios, e comprou a sua baixa do exército, depois que ele havia se alistado, com as suas pequenas economias. O Stanniforth diz: “tudo isso não me fazia a menor impressão. Não senti gratidão alguma nem a Deus nem ao homem”. Ele se alistou outra vez e marchou, deixando a pobre mãe chorando na rua. E Stanniforth em sua autobiografia dá mais um retoque terrível: “Eu não somente era bravo e genioso, mas também cabeçudo e malicioso, sem qualquer sentimento humano, e até regozijei-me na dor da minha mãe”.

A história de Stanniforth nós dá uma triste pintura da vida brutal, e dos vícios também brutais, de um soldado inglês no século XVIII. Era de um espírito perverso e indomável, e familiarizado com as prisões militares e os cruéis castigos militares daquela época. Stanniforth mais de uma vez escapou por pouco de ser fuzilado pela negligência de seus deveres de soldado. Em 1743 o seu regimento partiu para Flandres poucos dias depois da batalha de Dettingen. Se o exército inglês praguejava muito nesse tempo, é certo que o soldado Stanniforth contribuía com mais do que o seu quinhão para o exercício de sua blasfêmia. A mãe de coração quebrantado de longe lhe mandou cartas tristes, e pequenos mimos comprados com os ganhos difíceis; mas este soldado bêbado, salteador e blasfemador não sentia qualquer gratidão por este amor.

Neste tempo Stanniforth tornou-se amigo de outro soldado raso, um rapaz de Bernard Castle, chamado Marcos Bond, que em todos os traços de educação, caráter e temperamento era o exato oposto de Stannifoth. Mas suscitou-se uma amizade de espécie antiga, tal como poucas vezes se encontra. Bond e Stanniforth eram simplesmente Damon e Pythio (heróis romanos do século IV a.C. que representavam uma amizade sincera) trasladados para o século XVIII e transformados em soldados britânicos. A história de Bond era muito simples. Era filho de pais piedosos e temia a Deus desde a idade de três anos. Em criança foi assaltado de grandes e terríveis tentações. Nas palavras de Stanniforth, “ele foi violenta e continuamente importunado a amaldiçoar a Deus”, e num dia fatal, quando ainda não tinha sete anos, saiu para o campo, entrou em baixo de uns arbustos e com os lábios pueris (infantis) proferiu as temíveis palavras, palavras que para a sua consciência infantil, selou a sua perdição, e que realmente escureceu a sua vida durante longos anos. Onde este menino de sete anos teria sabido algo de blasfêmia contra Deus? Ele guardou o seu segredo terrível, que lhe causava culpa e sofrimento; pensou que era certa a sua perdição e levou consigo um coração quebrantado (humilhado, quebrado). Com dezoito anos ele sentou praça (foi servir ao exército) na esperança que logo seria morto! Ser soldado era para ele um caminho indireto para o suicídio. Este soldado tristonho que silenciosamente marchava nas fileiras, que não bebia nem praguejava, e que sempre meditava naquela blasfêmia remota de sua meninice, foi deveras uma figura esquisita no exército desse tempo.

Bond caiu sob a influência do soldado pregador, João Haime, e passou a experimentar a alegria e a liberdade do perdão divino. As novas forças nele tinham de achar expressão. Ele tinha de historiar a sua libertação para alguém; e por algum impulso estranho ele escolheu o pior homem da companhia como seu amigo confidencial. Uma história mais estranha para ouvidos mais admirados nunca se contou. Sobre isso Stanniforth escreveu:
“Ele veio a mim, e relatou o que Deus fizera para a sua alma. Mas era para mim língua desconhecida; não a compreendia; e logo que ele saia de perto de mim eu me costumava caçoar de tudo que ele dizia”.

Mas Bond era paciente e invencível em seu afeto por seu camarada pródigo; e por fim venceu-o.

Stanniforth diz:
“Ele me encontrou um dia quando eu me achava em grande necessidade, não tendo nem comida, nem dinheiro, nem crédito. Quando ele veio e convidou-me para ouvir a pregação, eu lhe disse: "Melhor seria que tu me desses de comer e beber; pois estou com fome e sede”. Ele levou-me a um mascate e deu-me de comer e beber. Então me tomou a mão e me guiou a um lugar cerca de meio milha distante do acampamento. Eu não tive desejo algum de ouvir de religião, pelo contrário, fui com grande relutância. Quem era o pregador eu não sei; mas sei que Deus me falou ao coração. Dentro de poucos minutos, eu me achava em profundo desespero – cheio de dor com um profundo sentimento de pecado e aflição, mas temperado com um desejo pela misericórdia. E agora eu, que nunca tinha orado durante a minha vida, continuamente clamava a Deus. Em tempos idos eu não podia chorar; mas agora a rocha foi fendida; abriu-se uma fonte, e as lágrimas de contrição me corriam em plenitude pelas faces. Um clamor por Deus que ainda não cessou foi me posto no coração, e, tenho fé que nunca cessará." (Lives of Early Methodist Preachers, Vol. II p. 156)

Bond exultou-se com as lágrimas do seu aflito amigo. Uma transformação estranha e instantânea se operou nos hábitos de Stanniforth. O soldado salteador, duro, bêbado blasfemador tornou-se homem pacato. Teve um desejo insaciável pelos cultos religiosos. Foi a uma reunião da soldadesca e postou-se desajeitado e solitário, entre os seus camaradas. Um veio e perguntou-lhe, quanto tempo havia freqüentado a pregação. Ele respondeu que a noite passada fora a primeira vez. O rapaz então o levou à parte e disse, oremos. Stanniforth disse: “Não posso orar; nunca orei na minha vida!”. O seu camarada fê-lo ajoelhar a seu lado, e neste instante veio o Bond. Depois da oração perguntaram a Stanniforth, se possuía uma Bíblia ou qualquer outro livro bom. Ele disse que não; e nem se lembrava de ter jamais lido a Bíblia. Bond tinha como seu tesouro principal um pedaço de uma velha Bíblia. Ele disse: “Leve-a contigo, pois eu posso passar melhor sem ela do que tu”.

Para Stanniforth tudo era uma grande novidade, ainda estava de tudo sem conforto, mas os seus antigos camaradas de farra tentaram em vão fazê-lo voltar a seus hábitos anteriores. Mas ele disse da mudança que experimentara:
“Eu agora possuía uma consciência muito viva; eu não podia beber, nem praguejar, nem jogar nem roubar mais. Eu não tirava uma maçã, nenhum cacho de uvas, coisa alguma que não me pertencesse”.

Bond se encarregou não somente da condição espiritual do seu camarada aflito, mas de seus negócios em geral. “Ele indagou de todos os meus negócios, e, sabendo que eu havia contraído algumas dívidas, disse: “Os seguidores de Cristo devem ser justiceiros (amantes da justiça, cumpridores da lei e deveres) primeiro, e depois caritativos (caridosos, solidários, freaternos). Unamos os nossos soldos (salários), vivamos tão economicamente quanto nos possível; e com o que sobrar pagaremos suas dívidas.” Quando se pode imaginar um mais lindo exemplo de amizade cavalheiresca (fraterna, cristã)! Os dois camaradas agora se achavam acesos de um impulso comum; eles tinham de repreender o pecado. EIes tinham de cantar a história estranha e maravilhosa de Cristo e seu amor. Os camaradas (amigos) Ihes escutavam, admiravam e se derretiam e com eles se uniam; é como nota Stanniforth: “A chama se alastrou por todo o acampamento de modo, que tivemos grande número de ouvintes”.

Em Gand, onde o exército estava acampado por algumas semanas, Bond e Stanniforth alugaram duas salas, uma para a pregação e outra para reuniões particulares, e aqui se reuniam duas vezes por dia, pequenos grupos de soldados. Entretanto, durante todo esse tempo Stanniforth achava-se no mais profundo desespero espiritual. A sua condição espiritual foi deveras um paradoxo. Ele estava vivendo piedosamente, mas ainda suportava o fardo de pecados não perdoados. Por fim achou entrada no mundo de Iuz por uma porta estranha.

“Julguei-me a criatura mais infeliz neste mundo, mui abaixo dos brutos e das criaturas inanimadas; que em tudo correspondiam aos fins de sua criação, causa que eu nunca havia feito! Desde meia noite até as duas horas era a minha vez de ficar de sentinela num ponto mui perigoso. Eu tinha um companheiro: mas eu pedi que ele me deixasse sozinho, e isto ele fez com muito boa vontade. Logo que eu me achava sozinho eu ajoelhei, resolvido a não levantar mais, mas a continuar clamando e suplicando a Deus até que Ele me mostrasse a sua misericórdia. Quanto tempo eu estava nesta aflição eu não sei. Mas olhando para o céu vi as nuvens se abrirem com luz excessiva e vi a Jesus pendurado sobre a cruz. No mesmo instante estas palavras foram seladas ao meu coração: "Os teus pecados te são perdoados”. O meu coração ficou livre. Toda a culpa se foi, e a minha alma se encheu de uma paz indizível. Eu amava a Deus e a toda a raça humana, e desvaneceu em mim todo o temor da morte e do inferno. Eu me senti tomado de pasmo (assombro, espanto) e admiração. (Lives of Early Methodist Praachers, Vol. lI, p. 161 ).

Quem não se sente comovido pela visão desta sentinela sozinha à meia noite, velando na frente do acampamento inimigo, orando, chorando e lutando? E repentinamente rompe sobre ela desde a escuridão uma visão tão maravilhosa como a que veio sobre Paulo fora das portas da cidade de Damasco. A visão foi real? Quem se atreverá a dizer qual a maneira em que Deus poderá se manifestar a uma alma tal qual a deste soldado indouto e desesperado? Quando na manhã seguinte, Bond se encontrou com seu camarada, não havia necessidade de qualquer palavra de explicação. O rosto de Stanniforth denunciava a história. Bond lhe disse: “Sei que Deus tem posto a tua alma em liberdade; vejo-o no teu rosto”.

A obra agora se estendeu com nova energia. As reuniões eram mais freqüentes e atraiam maiores auditórios. “Deus nos aumentou o número cada dia, de modo que tivemos alguns (auditórios, ouvintes, trabalho de pregação) em quase todos os regimentos”.

Stanniforth teve a sua primeira experiência de batalha em Fontenoy. Logo antes do começo da luta o seu regimento foi mandado postar-se em repouso.

Os homens se estenderam ao chão. Stanniforth nos conta como ele se adiantou uns poucos passos e caiu com o rosto sobre a relva, e “supliquei que Deus me livrasse de todo o medo e me habilitasse a portar-me como cristão e bom soldado. Graças a Deus ele me atendeu, e me tirou todo o temor! Eu entrei nas fileiras outra vez e tinha a paz bem como o gozo no Espírito Santo”.

E como pelejaram estes soldados e pregadores metodistas? Sobre o assunto existe bastante evidência. Wesley registra que havia jantado com um coronel de um dos regimentos que servia em Flandres. O qual lhe disse: “Ninguém luta como os homens que temem a Deus. Antes quero quinhentos desses taes do que qualquer regimento no exército”.

A religião suavizou os espíritos incultos destes soldados metodistas, lhes dando uma notável ternura, mesmo para com os seus inimigos. Diz o Haime: “Aos vinte e nove marchamos bem perto do inimigo, e quando os vi no seu acampamento me senti movido de amor e compaixão por suas almas”. Foi deveras um sentimento tão estranho quanto era nobre num soldado britânico da coluna inimiga!

"Uns dias antes da batalha", diz um destes soldados Metodistas, "um deles, estando à porta de sua barraca, rompeu em transporte de alegria, sabendo que a sua partida se aproximava, e estava tão cheio do amor de Deus que ele dançava diante de seus camaradas. Na batalha antes de morrer, ele declarou abertamente: ”Vou descansar dos meus trabalhos no seio de Jesus“. Creio que antes nunca se ouviu coisa semelhante no meio de exército tão ímpio como o inglês. Alguns feridos exclamavam: “Vou ter-me com o Amado”. Outro dizia: ”Vem, Senhor Jesus, vem depressa“! E muitos que não estavam feridos, clamavam ao Senhor, que os levasse para si. Havia tanta coragem na batalha entre este pequeno rebanho de desprezados que os oficiais ficaram admirados; e o confessam até o dia de hoje”. (Lives of Early Methodist Prenchers – vol II, pág. 163)

Fontenoy é uma das batalhas mais sangrentas da história. É difícil mencionar batalha em que havia menos baixas entre os generais, ou mais coragem e persistência nas fileiras. O regimento do soldado Stanniforth participou na ação mais quente do dia. Ele diz: “Durante o dia inteiro eu me achava muito animado, e tão calmo em pensamento como se eu estivesse a ouvir um sermão. Não desejava a vida nem a morte, mas me sentia completamente feliz em Deus”. Terminada a luta os Metodistas sobreviventes se reuniram.

“Começamos então a indagar quais entre os do nosso regimento haviam ido ao céu. Sentimos a falta de muitos dentre os do nosso regimento. Um dizia: “Ó quão feliz eu me sinto!” Enquanto falava, um tiro de canhão lhe tirou a cabeça. Perdemos quatro pregadores e muitos membros da sociedade metodista. Mas o meu querido companheiro, com os outros irmãos do regimento ainda permaneciam como o coração de um só homem.” Tal era a religião dos soldados nesse tempo antes de quaisquer entre eles se corromperem com idéias novas! Eu então pensava, que esta condição de vida é a única para amar e servir a Deus. Eu não havia de trocá-la por qualquer outra, fossem quais fossem as vantagens oferecidas.” (Lives of Early Metodista Preachers, VoI. lI, pág. 169)

O regimento de Stanniforth foi chamado outra vez para a Inglaterra pelo levantamento das Highlands a favor do príncipe Carlos. Depois de Culloden, o regimento recolheu-se ao quartel em Canterbury e Stanniforth enamorou-se e casou; mas no mesmo dia do seu casamento foi chamado a seu regimento, então sob ordens repentinas a seguir para a Holanda. Ele beijou a esposa e marchou. Tomou parte na batalha renhida (disputada, sangrenta), mas inútil à frente de Maestricht, e ali perdeu o seu fiel amigo Marcos Bond. O comandante, príncipe Carlos, abandonou a sua retaguarda (parte das tropas) para a destruição, e escapou com o seu exército principal. Stanniforth diz: “Nós estávamos à espera de ordens de retirada, mas o príncipe Carlos esqueceu-se de mandá-las, estando muito entretido com os seus copos e as suas senhoras. A retaguarda foi atacada por forças sobrepujantes (superiores), pelejou com bravura até ficar desfacelada e então se retirou.”

Stanniforth diz:
“Todo este tempo eu me achava esperando e todo o temor havia desaparecido. Não havia tremor no meu espírito, e a presença de Deus estava comigo o dia inteiro. Meu querido camarada estava à minha direita, e havia estado durante toda à noite. Como nós nos achávamos na primeira fileira, veio uma bala de fuzil que lhe feriu a perna, ele me caiu aos pés, e olhando para mim, disse: “meu caro, estou ferido”. Eu com mais outro o tomamos nos braços e o levamos fora das fileiras, enquanto ele me exortava a permanecer firme no Senhor. Nós o deixamos, e deixando-o, voltamos às fileiras. Em nossa retirada eu encontrei-me outra vez com o meu querido amigo que havia recebido outro balaço na coxa. Mas o seu coração estava cheio de amor, e seus olhos cheios da luz do céu. Eu posso dizer com verdade: Ah! Caiu um grande cristão, um bom soldado, um amigo fiel.”

Depois de sua baixa do exército Stanniforth tornou-se um dos pregadores de Wesley, e levou para a sua pregação a energia e a coragem de seus dias de soldado. Ele morreu de velho, e entre as últimas palavras disse: “Meu Deus sou teu; que conforto divino, que privilégio saber que Jesus é meu!”

Haime era soldado de outro tipo, e passou por uma experiência bem curiosa: ele era rapaz de Dorsetshire, violento em temperamento, e grosseiro em discurso, e completamente extravagante em conduta. Ele, como Marcos Bond, por uma experiência espiritual que hoje seria quase desconhecida – uma tentação violenta para blasfemar de Deus. Afinal cedeu, no silêncio do seu coração ele formulou as temíveis palavras e então o tentador lhe disse: ”Tu és infalivelmente condenado”. O infeliz jovem ficou de coração quebrantado (humilhado, quebrado). Ele vacilou por algum tempo entre planos de suicídio e terríveis acessos de prazeres viciados. Os terrores do pecado lhe assombravam. Ele teve experiências que dificilmente acharão paralelas senão na literatura fradesca.

“Uma noite ao deitar-me, não ousando, dormir sem oração, caí de joelhos, e comecei a ponderar: “Que devo pedir? Não tenho nem a vontade nem o poder de fazer qualquer coisa boa”. Então me veio a lembrança: “Não hei de orar, nem quero ser obrigado a Deus por qualquer misericórdia”. Levantei-me dos joelhos sem orar e deitei-me, mas não em paz. Nunca antes tive uma noite tal. Eu senti como se o meu corpo estivesse no fogo e tinha um inferno na consciência. Eu estava plenamente convicto que o diabo se achava no quarto”.

Ele foi violentamente tentado a repetir o ato de blasfêmia contra Deus, e em certo dia quando a tentação vinha sobre ele com violência sobrepujante, diz ele:
“Tendo eu um pau na mão eu o arrojei (joguei-o com força e ímpeto) na direção do céu, contra Deus com o mais forte ódio. Logo vi no céu uma criatura semelhante a um cisne, porém maior, em parte preto e em ¬parte pardo. Voou a meu encontro, e passou um pouco acima da minha cabeça, indo aterrar-se (pousar) a umas quarenta jardas distante, e dai ficou me olhando. Isto se deu num dia mui claro, e por volta das 12 horas”.

Haime agora sentou praça num regimento de dragões, deixando a mulher e filhos, Quando o seu regimento se achava em marcha para a Escócia o primeiro vislumbre de luz rompeu na escuridão do pobre soldado. Caiu-lhe nas mãos “A Graça Super abundante ao Principal Pecador”, escrito por João Bunyan. E através do espaço de mais de cem anos a voz do mecânico do Bedfordshire falou ao coração deste aflito soldado.

“Um dia andando à beira do rio Tweed eu clamei em alta voz, tendo sede de Deus: “Oh, que tu me dignasses ouvir a minha oração, e deixasses subir a ti o meu clamor!” O Senhor me ouviu. Mandou-me resposta graciosa. Ele me ergueu da masmorra. Tirou-me a tristeza e o temor, e encheu-me a alma de paz e gozo no Espírito Santo. O rio corria com ligeireza e toda a natureza parecia regozijar-se comigo. Eu me senti deveras livre; e se eu tivesse tido alguém para guiar-me nunca mais precisaria cair na escravidão”.

Mas o raio de luz esvaneceu-se logo, e outra vez o pobre Haime andou no mundo de terrores. “Muitas vezes”, diz eIe, “eu parava na rua temendo que se eu prosseguisse cairia no inferno”.

Qual é o segredo de experiências tais como a de Haime e Bond? Não nasceram sob a sombra de qualquer credo temível. Nenhuma teologia sombria lhes envenenara a imaginação. Praticamente não possuíam teologia alguma, quer boa quer má. O segredo está no senso vago e inconsciente dos terrores de um Deus ofendido despertado na consciência humana, sem ser acompanhado por qualquer visão da misericórdia perdoadora de Deus em Cristo.

O regimento de Haime foi enviado a Flandres, e vagarosamente, com muitas lutas e quedas, ele achou caminho para a luz e a alegria. Ele escreveu a Wesley, e a resposta deste é interessante, pois fornece uma idéia da correspondência que Wesley mantinha com as multidões de todas as classes.

“É de uma grande benção”, escreveu Wesley, “que Deus já te fez participante, mas se continuares a esperar nele ainda verás maiores coisas do que essas. Este é somente o começo do reino do céu que Ele há de estabelecer no teu coração. Se Ele te der companheiros no caminho estreito, estará bem e estará bem se Ele não o fizer. Tanto mais Ele mesmo te ensinará e fortalecerá. Ele te fortalecerá no íntimo do teu coração. Mas não percas oportunidade alguma. Fala e não te cales. Declara aquilo que Deus tem efetuado na tua alma. Não te importes com a prudência deste mundo. Não te envergonhes de Cristo, nem de sua palavra, nem de seus servos. Fala a verdade com amor, mesmo no meio de uma geração corrupta”. (Lives of Early Methodist Preachers, vol. II, pág. 158.)

Haime tomando o conselho de Wesley, começou a falar de Cristo a seus camaradas. EIe tomou parte na batalha de Dettingen, e a sua narração da luta é de muito interesse.

“Logo que eu me uni ao regimento o homem à minha esquerda caiu fulminado. Clamei a Deus, e disse: “Em ti tenho confiado, não permitas que eu seja confundido”. O meu coração se encheu de amor, paz e gozo inefáveis. Eu me achava num novo mundo. Eu soube dizer com verdade: “Ele é precioso para os que crêem”. Suportei o fogo do inimigo durante sete horas. E quando a batalha terminou fui enviado com outros em busca do trem de bagagem, mas voltamos sem êxito. Neste meio tempo o exército havia mudado e eu não sabia o rumo que tomara. Fui ao campo onde a batalha fora ferida (acontecera), e tal cena de miséria humana eu nunca vi! Era bastante para comover o coração mais duro. Não sabia que caminho eu devia tomar, temendo cair nas mãos do inimigo. Mas tendo começado a chover multo, eu segui avante, embora não soubesse para onde ir. Então ouvi o rufo de um tambor, adiantei-me na direção de onde vinha o som e logo me achei com o exército. Mas não me era possível achar a minha barraca nem consegui que me recebessem em qualquer outra. Assim estando muito molhado e fatigado, eu me envolvi na minha capa e deitei-me para dormir. E ainda que continuasse a chover sobre mim, e a água correu embaixo de mim, eu tive a melhor noite de descanso da minha vida”.

Depois da batalha, o exército retrocedeu para Flandres e ficaram aquartelados perto de Gand. Haime, conta como ele começou reuniões ali:
“Estando em Gand, fui uma manhã à Igreja Anglicana à hora do costume. Mas não havia nem gente nem ministro. Quando eu ia entrando na igreja, dois homens que pertenciam ao trem entraram, João Evans e Pitman Stag. Um deles disse: "A gente demora-se". Eu disse: "Entretanto eles julguem, vivam como quiserem, irão ao céu depois da morte. Mas receio que a maioria ficará grandemente desapontada”. Eles me contemplaram com admiração, e queriam saber o que eu estava a dizer. Eu Ihes disse: “Nada de impuro pode habitar com o Santo Deus”. Tivemos umas palavras mais e designamos uma reunião para a noite. Alugamos um quarto e reunimos cada noite para orar e ler as Escrituras Sagradas. Dentro em pouco éramos como pássaros pintados, ou homens esquisitos. Mas alguns começaram a escutar na janela, e logo desejavam se reunir conosco. Logo as nossas reuniões se tornavam mais queridas do que o próprio alimento".

Devia ter sido mui difícil se manterem-se serviços religiosos entre tropas que estavam constantemente de marcha; mas Haime nos explica o seu método.
"O nosso plano geral foi, logo que nos achávamos estabelecidos em qualquer acampamento, construirmos um tabernáculo, com dois, três ou quatro compartimentos. Um dia vieram três oficiais para ver nossa capeIa, como eles a chamaram. Fizeram-nos muitas perguntas. Um perguntou-me particularmente daquilo que eu pregava. Eu respondi: “Prego contra o praguejar, a impureza e a bebedice; e exorto aos homens que se arrependam dos seus pecados que não venham a perecer”. Ele começou a imprecar horrivelmente, e disse que se estivesse no seu, poder me açoitaria até que eu morresse. Eu lhe disse: “Senhor, vós tendes uma comissão sobre os homens, mas eu sou comissionado por Deus para dizer-vos que tendes de vos arrepender dos vossos pecados ou perecereis eternamente”.

O fogo alimentado com tanta coragem estendeu-se, e Haime diz: “Tivemos agora trezentos em nossa sociedade, e seis pregadores, não me contando a mim”. A sandrenta batalha em Fontenoy tristemente reduziu o piedoso grupo, mas o bom trabalho ainda prosseguiu. E não raramente oficiais se achavam entre os ouvintes de Haime e um dia o Duque de Cumberland veio e postou-se entre a multidão que escutava.

Mas a experiência humana é suscetível a mudanças trágicas. Haime foi tentado e caiu. Ele nos dá a data com triste exatidão. Aos 6 de abril de 1746, eu estava desprevenido, e caí em uma grande tentação. “Veio com a ligeireza do relâmpago, não sabia se ainda estava com os meus sentidos; eu caí, e o Espírito de Deus retirou-se de mim”. Durante vinte anos o pobre Haime andou na sombra daquela queda. Ele passou por experiências religiosas que a nada se assemelha tanto como aos mais escuros confins do inferno de Dante. A dor lhe minou a saúde e até afetou os seus sentidos.

“Eu não podia ver o sol por mais de oito meses. No dia mais claro do verão eIe sempre parecia como uma massa de sangue. Ao mesmo tempo perdi o uso dos meus joelhos. Não posso descrever o que senti. Eu podia dizer com verdade: "Tu tens enviado fogo aos meus ossos”. Muitas vezes me achava tão quente como se estivesse a perecer de incêndio. Muitas vezes olhei para ver se a minha roupa não estava em chamas. Tenho entrado no rio para me refrescar, mas sem resultado. Pois que poderia apagar a ira de Deus que Ele havia soltado contra mim? Outras vezes em pleno verão tenho me sentido com tanto frio que eu não sabia como suportá-lo. Toda a roupa que eu vestia não me dava calor, eu tiritava (tremia, batia os dentes), e até os próprios ossos tremiam. Deus permita que nunca sintamos quão quente ou quão frio é o inferno”.

Mas fossem quais fossem as águas fundas em que Haime se debatesse, ele ainda pregava, admoestava e exortava. “Alguns poderão indagar, o que me movia a pregar, em quanto eu me achava em tão triste estado? Eles terão de perguntar a Deus, pois eu não sei. Os seus caminhos são insondáveis”. Em outro lugar Haime diz: “Quando Satanás tem sugerido fortemente – ”No fim de tudo eu vou te levar!” – no momento que eu vou pregar, eu tenho respondido, às vezes com demais calor (convicção): “Hei de livrar mais um de tuas mãos primeiro”. E muitos, enquanto eu mesmo permanecia nó abismo, foram verdadeiramente convictos e convertidos a Deus.

Não é fácil imaginar se uma figura que ao mesmo tempo seja mais digna de lástima nem mais heróica do que a deste soldado-pregador, carregado do fardo daquele pecado remoto e ainda pregando a outros o Evangelho que ele mesmo não fruía. Depois de sua baixa do exército Haime foi a Wesley e pediu que o aceitasse como um de seus pregadores. Wesley contemplou com olhos ladinos (astutos, críticos), mas bondosos o rosto desfigurado do veterano e o aceitou. Mais tarde fê-lo por algum tempo o seu companheiro pessoal, levando-o consigo nas viagens. Foi assim que Haime achou caminho para uma experiência satisfatória, e morreu com quase oitenta anos de idade. A sua última oração, proferida em voz desfalecente, era:
“Ó Deus Todo-poderoso, Tu que habitas na luz inaccessível a mortais, e onde coisa alguma de imundo pode entrar, purifica os pensamentos dos nossos corações; concede-nos continuamente a tua doce paz e o sossego e a certeza do teu favor”.

Homens como Haime, Stanniforth e Bond são tipos de uma classe; são figuras que simbolizam as forças de uma revolução espiritual. Estes homens, pelo menos durante as primeiras épocas de suas vidas religiosas, pessoalmente deviam pouco a Wesley.

Haime em sua primeira carta a Wesley diz:
”Sou a vós estranho na carne. Não sei se tenho vos visto senão uma vez quando vi a vós pregando aos devolutos (desocupados) de Kinnington. E então eu vos aborreci tanto quanto agora, pela graça de Deus, vos amo”.

Eles suportaram grandes lutas antes de ver a face dele (encontrarem-se pessoalmente com João Wesley), mas Wesley era o seu diretor natural. A sua simpatia pelo exército era sempre viva e alerta. Ele registra no seu Diário, falando da Irlanda: “A primeira chamada é para a soldadesca”.

O caráter de Wesley era de uma natureza que apelava especialmente para aquilo que se pode chamar a imaginação militar – a sua coragem, o seu instinto pela disciplina e o seu porte e acento de comando. Era também a única figura visível em todo o movimento espiritual que afetou estes soldados. Estes falavam de Wesley em suas marchas, escreviam a ele de seus acampamentos, passavam de mão em mão, como jóias, as cartas que eIe havia escrito a alguns deles E quando davam baixas era natural que se unissem a suas sociedades.

Aqueles corajosos soldados metodistas jazem esquecidos em covas espalhadas sobre o continente; mas vale a pena tê-los em memória: mostram-se como as novas forças espirituais, passando pela Inglaterra, alcançaram pessoas, grupos e classes que pareciam muito além do alcance dos pregadores e guias daquele movimento.

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** (Esse texto corresponde ao capítulo XXI, "Soldados Metodistas", do livro Wesley e seu século – um estudo de forças espirituais, volume I, respectivamente nas páginas 259 a 276, Edição de 1916 publicada pela Typographia de Carlos Echenique, Porto Alegre, RJ).

OBS: Esse livro originalmente não usa parênteses. As notas explicativas dentro de parênteses são de iniciativa dessa edição on line do site da Igreja Metodista de Vila Isabel)

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