IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 31/3/2009
 

A chegada de João Wesley e do Metodismo à Escócia ** (Rev. W. H. Fitchett)

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Já se sabe que uma revolução espiritual, tal como agora se desenrolava, não poderia ser contida em estreitos limites geográficos. Os próprios ventos haviam de levá-la por terras e por mares.

Georde Whitefield foi o Avant Courrier do movimento, o príncipe Rupert (filho mais jovem do rei Frederico V apontado como comandante da cavalaria real durante a Guerra Vicil Inglesa e explorador da parte norte da então colônia inglesa naa América do Norte) exército espiritual.

João Wesley possuía menos imaginação e mais senso prático do que o seu camarada (amigo). Os horizontes remotos não lhe tentavam; o seu espírito se concentrava no trabalho logo à mão. Com o sábio instinto de grande líder, ele procurava fazer seguro (consolidado) cada passo tomado antes de dar outro.

Foi assim que dez anos antes de Wesley, Whitefield chegou à Escócia. Os Erskines, que encabeçavam uma dissidência da Igreja Escocesa nos começos do século XVIII, e haviam formado o que era conhecido como o Presbitério Associado, instaram que ele viesse, e em julho de 1741 ele visitou a Dunfermline e teve uma Conferência com o Erskine Velho.

Whitefield pelo menos possuía um ponto de ardente contacto e identificação com os Erskines. Era calvinista (adepto da teologia da predestinação defendida de João Calvino, que se opunha à teologia da salvação pela graça de Tiago Armínio, a principal doutrina da pregação de João Wesley) convicto, e a convivência com o grande avivalista Jonathan Edwards na América havia dado a seu Calvinismo uma têmpera (tempero, consistência) ainda mais resoluta. Mas também existia entre eles (Whitefield e os Erskines) um ponto fundamental de discórdia. Os dissidentes, segundo seu modo escocês, eram fanáticos no assunto de governo eclesiástico. Eram tão solícitos pelos direitos do povo na escolha de seus ministros, como eram pela vera doutrina dos decretos eternos, ou da divindade de Cristo. A impiedade das leis da patronagem era para eles tão detestáveis como as piores formas de arianismo (teologia do Bispo Ário sobre Jesus que foi condenada pelos Concílios Gerais da Igreja como sendo heresia). Como os seus inimigos naturais, os sacerdotalistas, a sua teologia não tinha perspectiva.

É certo que os Erskines desejavam cativar a Whitefield. Ralph Erskine escreveu: “A não ser que venhas com o propósito de unir-vos e permanecer conosco no Presbitério Associado eu teria receio das conseqüências da vossa vinda”. Mas Whitefield menos que ninguém seria o homem a meter-se em estreitos limites eclesiásticos. Ele visitou o Presbitério Associado composto de homens sérios e veneráveis, e escreve que depois de uma breve conversa, eles procederam à escola de um Moderador:
“Eu perguntei: “por que?”. Eles responderam que desejavam discorrer comigo e instruir-me a respeito do Governo Eclesiástico, e da Liga e Aliança SoIenes. Eu respondi que eles poderiam poupar-se deste trabalho porque eu não tinha escrúpulo algum acerca disso, e que determinar o governo eclesiástico e pregar acerca da Liga e Aliança SoIemnes não eram do meu plano” (Wesley e Whitefield na Escócia, por ButIer, pg. 23).

Whitefield acrescentou que ele “nunca tinha feito assunto de estudo da Liga e Aliança Solenes, sendo ocupado de coisas de maior importância. Isto ao ouvidos dos venerandos dissidentes, não era menos do que a blasfêmia ousada. Alguns teólogos zangados exclamavam que “cada prego no tabernáculo era precioso”. Aos olhos de Whitefield o prego estava em perigo de ser considerado mais precioso do que tabernáculo inteiro! Eles pediram que Whitefield pregasse só a eles, até que recebesse mais luz.

“Eu perguntei, por que pregar somente para eles? O Sr.Ralph Erkine disse “que eIes eram o povo de Deus”. Eu então perguntei se Deus não tinha mais gente além deles, e na suposição de que todos os demais fossem gente do Diabo, certamente precisariam mais da pregação, e que eu, portanto, me achava mais e mais resolvido a sair aos caminhos e valados (propriedades cercadas por valas, trincheiras), e que se o próprio Papa me desse emprestado o seu púlpito dali mesmo eu alegremente proclamaria a justiça de Cristo. (Wesley e Whitefield na Escócia por Butler pg. 24).

Para certo correspondente que tentara converter a Whitefield às idéias corretas de ordem eclesiástica, o grande pregador expôs com simplicidade toda a sua teoria da ordem na igreja. Ele diz:
“Eu desejo que não vos incomodeis a vós em a mim em escrever-me acerca da corrupção da Igreja Anglicana. Creio que não existe igreja perfeita abaixo do céu; mas como Deus, na sua providência, houve por bem me enviar para pregar simplesmente o Evangelho a todos, julgo que não é necessário jogar-me fora”.

Em suma, o esforço para fazer Whitefield preso a uma pequena rede de teorias eclesiásticas foi como se alguém tentasse chamar uma ave marítima do seu majestoso voar no espaço e a tentar engaiolar.

Whitefield logo começou a pregar ao ar livre em Edimburgo. A Escócia é terra de grandes pregadores, mas ainda nunca ouvira pregação que se igualasse à de Whitefield. A sua voz sonora e melodiosa ressoava sobre as grandes multidões como vibrações de um grande sino. O seu ardor, a nota apaixonada que percorria a sua retórica, as cadências trêmulas da sua eloqüência, as lágrimas que visivelmente lhe corriam pelas faces, o zelo flamejante que ardia em cada sílaba e que dava energia a todo o gesto – estas coisas cativavam as multidões escocesas. Em regra, a pregação escocesa apela mais à razão do que à emoção, e geralmente um auditório escocês não quer ver a emoção nem manifestá-la. Mas existem fontes profundas de sentimento escondido no caráter viril dos escoceses, profundezas cuja existência é muitas vezes desconhecida por seu possuidor; e Whitefield soube descobri-las.

Ele visitou a Escócia quatorze vezes, e nunca antes nem depois houve tais triunfos, sobre auditórios escoceses por uma só voz. Ele pregou, nos campos ao redor de Edimburgo a multidões de 20.000 pessoas. Na sua segunda visita foram erguidas grandes fileiras de bancadas no Hospital, e alugadas aos ouvintes por preços estipulados. A energia concentrada e constante do trabalho de Whitefield na Escócia bem pode parecer incrível nestes tempos modernos. No domingo ele pregou quatro vezes em Edimburgo a vastas multidões e fez uma preleção à noite numa casa particular. Na segunda-feira pregou três vezes e outra vez fez uma preleção à noite. Na terça-feira ele pregou sete vezes e escreve no fim do dia: “Sinto-me, tão renovado como quando levantei de manhã”. De que substância foram constituídos a sua carne e sangue?

Mais tarde, quando no pleno desdobramento de seus serviços apinhados, ele calmamente anota no seu Diário:
“Sinto-me grandemente fortalecido na alma como no corpo, e não posso passar bem sem pregar três vezes por dia”.

A pregação não lhe minava as forças, antes parecia fortalecê-la!

Butler na sua mui interessante obra “João Wesley e Jorge Whitefield na Escócia”, diz que Whitefield influiu nas cidades escocesas pela sua pregação como o pregador Jerônimo Savonarola influiu em Florença; mas a pregação de Whitefield foi mais intensamente espiritual do que a do grande florentino, e tomava um voar mais elevado. Talvez a obra de Whithefield na Escócia alcançou o seu auge em Cambuslang. Aqui um pregador escocês Mc Culloch, homem de belos dotes e de zelo intenso, preparara o caminho para Whitefield. Nas palavras do próprio Whitefield podemos descrever a cena quando pregava:
“Ao meio dia eu cheguei a Cambuslang e preguei às duas horas a um vasto concurso de gente; outra vez às seis, e outra vez às nove da noite. Certamente nunca houve tais comoções especialmente às onze horas da noite. Du¬rante uma hora e meia havia muito choro, e muitos em grande desespero, davam expressão em vários modos, que não se pode descrever. O povo parecia morto às centenas. O seu desespero e clamor eram comoventes. Nos campos durante a noite inteira se ouviam as vozes de oração e louvor” (Wesley e Whitefield na Escócia por Butler, pág. 36).

Mais tarde, se produziam efeitos ainda mais notáveis:
“Nunca antes vi uma comoção tão universal. A emoção se movia com a ligeireza do relâmpago de ama a outra extremidade do auditório. Milhares se achavam banhados de lágrimas – alguns torciam as mãos outros quase desmaiavam e outros clamavam e lamentavam um Salvador traspassado. Toda à noite em companhias diferentes, pessoas oravam a Deus e O louvavam”.

Que Whitefield fez a vida espiritual de toda a Igreja Escocesa pulsar com mais ligeireza, na ocasião, não é de duvidar. Entretanto não deixou qualquer marca permanente sobre a religião Escocesa. Edimburgo hoje não tem mais sinal dele do que Florença tem de Savonarola.

Os Dissidentes que convidaram a Whitefield para a Escócia contemplavam o seu êxito com alarme e desgosto. Visto ele não querer marchar sob a bandeira deles era-lhes nada menos do que inimigo. Eles concertaram (combinaram) um dia de jejum e humilhação por terem dado qualquer apoio a WhitefieId, “Presbítero da Igreja anglicana que havia tomado o juramento de supremacia e abjurado a Liga e Aliança Sole¬nes”. Todos os resultados de sua pregação eles secamente atribuíram ao Diabo – tão cego é o fanatismo!

Em 1751, dez anos depois que Whitefield passara a fronteira, capitão GalIatin, piedoso oficial do exército, estacionado em Musselburgo, convidou a João Wesley para visitá-lo. Whitefield instou fortemente com ele que não fosse, dizendo-lhe francamente:
“Não tendes nada ali, pois os vossos princípios são tão bem conhecidos que mesmo que falásseis como um Anjo ninguém vos ouviria; e se ouvissem, não teríeis outra coisa a fazer senão discutir com um e outro de manhã até a noite”.

Deve-se admitir que Wesley tinha algumas qualificações claramente prejudiciais a uma viagem à Escócia. Todos sabiam que ele se aborrecia da teologia calvinista. Ele era pregador do tipo que se pode chamar escocês, apelando mais a razão e à consciência do que as emoções, e faltava-lhe o poder sobrepujante de emocionar que Whitefield possuía. Portanto, a sua pregação, para os ouvintes escoceses seria privada do encanto de novidade. Mas como Wesley escreveu a Whitefield:
“Se Deus me mandar, o povo há de ouvir. Não procurarei discussões; pois calculadamente me absterei de ¬pontos de controvérsia, e me cingirei (aterei, restringirei) às verdades fundamentais do cristianismo; e se houver ainda alguns que queiram discutir, poderão fazê-lo; mas eu não discutirei com eles”.

A primeira visita de Wesley à Escócia durou dois dias. Mas retornou à Escócia dois anos depois, em 1753, e dai em diante uma visita à Escócia de dois em dois ou de três em três anos constituiu parte do seu trabalho regular. Visitou a Escócia vinte e duas vezes, e ainda que a sua pregação não produzisse os efeitos maravilhosos e imediatos da pregação eloqüente de Whitefield, contudo influiu no país mais permanentemente do que o seu grande camarada. Ele criou o Metodismo Escocês, ramo da grande árvore metodista, que embora de volume diminuto entre os outros ramos, todavia tem dado fruto precioso.

O Velho Erskine conseguiu de momento suscitar muito ódio contra Wesley por avivar a controvérsia calvinista. Ele reeditou na Escócia com prefácio espalhafatoso, as cartas trocadas entre Wesley e Hervey o autor de “Theron e Aspásio” e foi possível perceber até que grau de amargurada discussão em coisas teológicas pode chegar o temperamento escocês.

“Os Dissidentes, diz Wesley, que tenho encontrado são mais destituídos da caridade do que os próprios papistas (católicos). Nunca encontrei um papista que sustentasse o principio de matar os hereges; mas um ministro dissidente sendo ao ser perguntado: ”Se estivesse a vosso poder, não faríeis cortar o pescoço a todos os metodistas?”, respondeu logo: “Pois então, o profeta Samuel não cortou a Agague em pedaços diante o Senhor?” Ainda não encontrei um papista em todo o Reino que me dissesse na cara que todos –exceto eles – têm de ser condenados. Mas tenho visto muitos Dissidentes que sem escrúpulo algum afirmavam que ninguém senão eles mesmos serão salvos”.

Mas os Dissidentes, com o seu espírito amargurado, não refletiam o temperamento geral do povo escocês. Por toda parte grandes multidões escutavam a Wesley e lhe mostravam grande honra. Somente uma vez, enquanto pregando ao ar Iivre, foi-lhe manifestado qualquer desacato. Mais de uma cidade escocesa lhe franqueou as portas. Ele achou na senhora Maxwell, de Edimburgo e no Dr. Gillies, de Glasgow, amigos e auxiliares de lealdade indelével (permanente, inapagável) e de grande influência. Whitefield disse nesse tempo em uma de suas cartas que Wesley estava fazendo um grande erro em formar na Escócia sociedades segundo o modelo de sua obra na Inglaterra. Mas Wesley possuía um conhecimento demasiado profundo, tanto da natureza humana como da vida religiosa, para crer que seus conversos (os que se convertiam com sua pregação) sobrevivessem se ele os deixasse sem o abrigo e o estímulo de camaradagem espiritual. E aquilo que Whitefield considerou como o erro de Wesley na Escócia foi, na realidade o segredo de seu perdurável trabalho ali.

Na organização dessas sociedades e das classes metodistas Wesley estava realmente seguindo um nobre precedente escocês. Os reformadores escoceses do século XVI, como os Lollardos do século XV, formavam reuniões para ”as profecias“, que eram quase análogas às reuniões de classe fundadas por Wesley. Essas sociedades religiosas eram fortes na Escócia durante o período da Aliança, e constituíram as raízes profundas e vigorosas que conservaram a religião com vida sobre o solo escocês. É lícito dizer-se que os reformadores escoceses anteciparam muitas feições do trabalho do próprio Wesley. Uma vida intensamente espiritual, com certeza, onde quer que se encontre, e quaisquer que sejam as condições históricas, naturalmente há de achar expressão, numa comunhão viva. E as reuniões para “a profecia” de Knox, e as reuniões de classe na Igreja de Wesley, são expressões independentes do mesmo impulso universal, do espírito religioso.

É, ainda divertido se ler as descrições que Wesley faz de seus auditórios na Escócia: admirado da sua ordem, seriedade e falta de emoção. Ele disse:
“Eles ouvem muito, sabem tudo e nada sentem. São tão sábios que não precisam de mais conhecimentos e tão bons que, não precisam de mais religião”.

A imobilidade de seus ouvintes escoceses provocou em Wesley a grande franqueza em falar. Ele diz: “Raramente falo com tanta aspereza como na Escócia, mas nunca soube de qualquer pessoa na Escócia que se ofendesse com a franqueza; neste respeito os nortistas são modelo de toda a raça humana”. Outra vez escreve: “Eu me admiro deste povo; eu emprego as palavras mais ásperas aplicando-as da maneira mais cortante; ainda me ouvem, mas não sentem mais do que os bancos que se sentam”.

Ele nutriu grande respeito pelo bom senso dos escoceses, dizendo: “Mostrai-lhes somente que é coisa racional e eles se conformam a qualquer coisa”. Mas Wesley não estava em nada disposto a variar os seus métodos para agradar aos escoceses. Os escoceses gostavam de um pastorado fixo; mesmo que não fosse por outra razão senão o instinto de propriedade que faz o escocês em geral afrontar-se quando tiver de repartir, nem que seja o seu ministro, com outros. Assim pediram a Wesley que modificasse o itinerário de seus auxiliares. Ele lhes escreveu em resposta:
“Enquanto eu viver, os pregadores itinerantes hão de ser itinerantes; isto é, se quiserem ficar em conexão comigo. A sociedade em Greenock está à sua própria vontade; eles ou podem ter um pregador entre eles e os de Glasgow ou ninguém. Mas mais do que um para os dois lugares não pode ter. Tenho demais amor tanto para os corpos como para as almas dos nossos pregadores para deixá-los se limitarem a um só lugar. Tenho pesado a causa, e hei de servir os escoceses como sirvo aos ingleses ou deixá-los.”

Um dos seus auxiliares em Glasgow tinha-se conformado ao costume escocês a ponto de organizar uma sessão eclesiástica Wesley escreveu-lhe de Cork:
“Sessões! Presbíteros! Nós Metodistas não temos tal costume, nem qualquer Igreja de Deus sob o nosso cuidado. Eu exijo que tu Jonatas Crowther dissolvas essa sessão assim chamada em GIasgow. Desobriga-os de mais se reunirem-se. E se quiserem sair da sociedade que saiam: nós reconhecemos somente pregadores ecônomos (encarregados da administração dos bens, despenseiros) e guias de classes; sobre estes os auxiliares em cada circuito presidem. Devias ter te cingido ao plano metodista desde o princípio. Quem recebeu a minha autorizarão para variá-lo? Se o povo de GIasgow ou de outro qualquer lugar, se cansam de nós, lhes deixaremos para si mesmos. Mas estamos prontos ainda a ser-lhes por servos no amor de Cristo, segundo a nossa própria disciplina, mas nenhuma outra.”

Wesley amava o seu trabalho escocês e os seus ouvintes escoceses, e continuou as suas viagens na Escócia até os últimos anos de sua vida. Alguns dos exemplos mais tocantes na velhice de Wesley, prosseguindo com ardor inextinguível no seu trabalho, quando os seus sentidos começavam desfalecer, eram na Escócia. Ele tinha oitenta e oito anos quando fez a sua vigésima segunda visita à Escócia, e planejou a sua viagem e os serviços de pregação em escala tão grande como sempre. Eis uma narração dada por um de seus auxiliares da sua última visita à cidade Escocesa de Dumfries:
“Ele veio nesse dia de Glasgow, percorrendo cerca de cento e dez quilômetros, mas as suas forças estavam quase exaustas, e quando ele tentou pregar bem poucos podiam ouvi-lo. A sua vista também estava muito fraca, de maneira que nem podia ler o hino nem o texto. As rodas vitais estavam prestes a pararem; mas as suas palestras eram agradavelmente edificantes, sendo uma mistura de sabedoria e seriedade de um pai com a simplicidade de uma criança”.

A narração de Wesley mesmo é: “viajei ontem quase cento e trinta quilômetros, e preguei à noite sem dor alguma. O Senhor faz como quer”.

Butler na sua obra sobre a influência dos metodistas de Oxford na religião escocesa diz, que Wesley era para a Escócia, “um resplendor espiritual e ainda que o Metodismo como corpo individual não fosse grande na paisagem escocesa, não obstante a sua influência sobre a vida espiritual da Escócia tem sido profunda e perdurável”.

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** (Esse texto corresponde ao capítulo XXII, "Como o Trabalho se Estendeu - Escócia", do livro Wesley e seu século – um estudo de forças espirituais, volume I, respectivamente nas páginas 277 a 286, Edição de 1916 publicada pela Typographia de Carlos Echenique, Porto Alegre, RJ).

OBS: Esse livro originalmente não usa parênteses. As notas explicativas dentro de parênteses são de iniciativa dessa edição on line do site da Igreja Metodista de Vila Isabel).

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