IGREJA METODISTA DE VILA ISABEL
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Rio, 2/9/2009
 

Herdeiros ou sucessores?

Pr. Hebert Junker


 

Formação de líderes passou a ser a premissa do momento em todas as igrejas. Estamos vivendo um momento profético e ninguém em sã consciência ousa duvidar disso. Foi-se o tempo quando a Igreja priorizava conquistar “almas” individuais. Hoje estamos empenhados na conquista de cidades inteiras! O fato é que formar líderes tem tudo a ver com sucessão ministerial.

Uma coisa é, os crentes herdarem as bênçãos que tremendos ministérios deixaram no tempo e no espaço; mas outra coisa muito mais profunda é os crentes darem continuidade ao ministério anteriormente levantado e não deixá-lo morrer. Herdar é coisa para crianças; suceder é somente para maduros. Eu pergunto: estamos formando “herdeiros” dos benefícios do Evangelho, ou “sucessores” da sua responsabilidade?

É época de deixarmos a infância (de “desistirmos das coisas próprias de meninos - de cessarmos de pensar como meninos, de agir como meninos...”), para amadurecermos e, ao invés de sonharmos com os benefícios que podem nos trazer as riquezas do Pai, sonharmos antes com a concretização do Seu encargo e propósito.

Nós não queremos (e penso que nem tampouco podemos!) ser motivados por chavões exteriores, mas sim por um impulso interior, gerado pelo próprio Deus, que se expressa por um fogo no coração de cada cristão, cujo objetivo é cumprir o encargo do coração de Deus e não simplesmente ser contado como mais um nos modernos “movimentos” das igrejas.

Então. “A que tipo de conquista nos referimos?”; “Que movimento vem a ser este – de conquista de cidades?”; “Por que temos que conquistar cidades?”; “Por que precisamos de líderes para esse efeito?”; “De que espécie de líderes estamos falando?”; “A que tipo de formação nos reportamos?”; “Que objetivo queremos alcançar, de fato?”; “Para quê e para quem vamos conquistar cidades?”; “Qual o efeito final de tudo isso, pela ótica bíblica?”

A volta de Jesus está muito próxima – teologicamente (leia-se “teoricamente”) falando -, ninguém duvida disso. Só que, experimentalmente, enquanto os cristãos se destacam para tomar o Reino e, a qualquer custo, entronizar o Senhor, a apostasia caminha paralela, no mesmo ímpeto e encargo. Esta é a geração que vai coroar Cristo – é fato -; mas é também a geração que vai entronizar o Anticristo. Há os que estão construindo com Deus a Nova Jerusalém – com ouro, prata e pedras preciosas -, e há os que estão construindo com o diabo a Babilônia (não só ímpios, mas crentes também - com madeira, palha e feno).

Grandes surpresas nos aguardam em um futuro muito próximo! Mentalize comigo uma construção. Tem o alicerce e depois a edificação. Vamos supor que o alicerce seja a formação dos líderes e a edificação a conquista das cidades.

Na Bíblia, pedras preciosas falam de alicerce, de fundamentos (Apocalipse 21). Os fundamentos da muralha da cidade que Deus está construindo são de pedras preciosas – doze qualidades delas. As portas da cidade são pérolas gigantescas, a praça da cidade é de ouro puro – um ouro transparente. Claro que isso não é nada físico; é espiritual. Aqui temos os princípios – únicos – para a formação dos líderes que queremos ter, se desejamos, de verdade, conquistar as cidades para o Senhor!

A menos que haja entre nós edificadores que entraram nesse “movimento” pensando em levantar monumentos para si próprios, os princípios que vou expor – sobre os requisitos dos líderes segundo Deus e das condições da conquista de cidades pra Deus - valerão pra todos.

Nessa época de liberalismo teológico, quando todas as correntes filosóficas estão empurrando todo segmento religioso rumo ao macro-ecumenismo, quando estamos ilhados por doutrinas de homens e de demônios, urge que nos posicionemos pela são doutrina! Temos sido vistos pelo mundo como tapados, antiquados, proselitistas, radicais, fanáticos. Entretanto, o que nos importa não é a opinião do mundo, mas unicamente a de Deus! Se somos tudo isso – e acho que somos mesmo! – para Deus o somos!

Se vamos conquistar cidades pra Deus, o alicerce é o mais importante nesta edificação! Paulo já nos advertiu antes: “Veja bem como cada um edifica...! O fundamento já está posto e não pode ser mudado...!” E este fundamento é a doutrina dos apóstolos e profetas (Ef 2:20). A doutrina bíblica pura – a Palavra de Deus sem questionamentos ou interpretações paralelas!

Os líderes que estamos formando (e que vão ter competência e “raça” pra conquistar cidades pra Deus) são da seguinte natureza e quilate:

1. Sua maior ambição é agradar a Deus.
Não buscam receber aprovação de homens. Não estão atrás de auto-promoção. Abrem mão da independência e da autonomia, para serem tão somente confundidos com uma multidão numerosa de discípulos chamados para morrer em favor de outros.

2. São consagrados.
Não fazem concessões, porque são convictos da natureza do seu chamamento (“chamados para fora”). Não se deixam envolver por alianças com incrédulos e nem pelas coisas desta vida. Se separam do mundo (buscam a santificação). Têm um alvo, um ideal, um objetivo – o propósito de Deus - e não abrem mão dele, ainda que morram!

3. Sustentam a vida pela Palavra.
Estudam a Palavra. Confessam a Palavra. Crêem na Palavra. Ensinam a Palavra. Oram a Palavra. Profetizam a Palavra. Lutam pela Palavra. São absolutos numa época de completo relativismo.

4. Mantêm o padrão de Deus.
São firmes em sustentar a autoridade da Bíblia para qualquer tipo de relacionamento humano. Enfrentam com ousadia a tradição, a lógica, e qualquer experiência contrária ou método científico que porventura insultem o poder absoluto da Palavra de Deus.

5. Não abrem mão dos fundamentos.
Líderes bem formados hão de saber explicar em detalhes as doutrinas bíblicas básicas da Palavra de Deus para qualquer um que lhes questionar sobre a razão da sua fé (e para si mesmos, caso nunca sejam questionados).

Resumindo: o que os líderes que estamos preparando para conquistar as cidades precisam é de revelação da sã doutrina, fé na doutrina revelada e firmeza nesta fé. Reunindo esses ingredientes, seremos uma massa poderosamente fermentada, apta a contaminar a nossa geração com o “santo vírus” Jesus Cristo – e este crucificado!

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