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Rio, 26/11/2009
 

Mordomos da Criação (Haroldo Heimer)

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As primeiras páginas da Bíblia são densas de conteúdos. Falam de inícios, de um princípio. Para vários inícios e para vários princípios podem os textos estar indicando. Os caminhos da interpretação, porem, viram aí indicação para um início dos tempos; em sentido mitológico, um in illo tempore.

O texto de Gênesis 1 fala de criação. Há todo um colorido de detalhes, com sentidos vários. Aqui entendemos que o texto fala de elementos norteadores da fé hebraica, dizendo que o cosmo existente é dádiva da obra criadora do Deus Yahveh.

Dentro da comunidade da criação, os seres humanos têm um lugar de destaque. Recebem uma dignidade especial. São afirmados como imagem e semelhança do próprio criador.

Isso é um elemento constitutivo deste relato da criação. Nossos pais na fé, o povo de Israel, assim expressavam a sua crença fundamental: Deus, desde os tempos originários, reservou um lugar especial para os seres humanos.

Devemos tomar esta afirmação do credo bíblico com alegria e reverência. Ela não deve ser usada e abusada no sentido de um domínio absoluto dos humanos sobre a natureza. O texto bíblico nos remete para uma relação de pertença e responsabilidade dentro da grande comunidade da criação. Na intenção do relato bíblico, cada criatura e cada elo da natureza têm sua dignidade própria, e o ser humano tem uma dignidade especial.

Plantas a animais são afirmados como estando sob o domínio humano. Esse domínio, porém, deve ser respeitoso e cuidadoso. A tarefa confiada a nós é muito mais de mordomia. Somos os mordomos de Deus neste mundo! Somos co-responsáveis com Deus pela sua criação. Mais do que simplesmente ‘dominar e sujeitar’ (v.28), devemos ‘cultivar e guardar’ (2.15).

Muitos e grandes erros já foram feitos em nome de um domínio utilitarista dos homens sobre a natureza. Está na hora de cultivar uma espiritualidade ecológica, na qual a função fundamental dos seres humanos é pensada e desdobrada em práticas mais respeitosas e cuidadosas para com universo criado. Sejamos, pois, mordomos da criação!

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