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Rio, 13/2/2010
 

Quando o amor passa por terremotos

Steve e Maria Newnum


 

Maria Newnum


Esse ensaio é para mulheres que não acreditam mais em príncipe encantado. Pasmem! Existe sim! Para comprovar essa teoria cito duas histórias noticiadas pela mídia mundial quando da tragédia ocorrida no início de 2010 no Haiti.

A primeira é a do jornalista Frank Thorp que dirigiu seis horas na escuridão caótica pós-terremoto, para resgatar a esposa Jillian, soterrada sob os escombros de uma casa de três andares, havia 10 horas. Chegando ao local, Thorp cavou com as próprias mãos por uma hora. Mesmo contanto com a ajuda dos vizinhos, sua ação foi decisiva para salvá-la.

A segunda é do haitiano Roger e sua esposa Jeanette, submersa por 6 dias sob toneladas de entulhos. Roger se recusava a aceitar sua morte; vagou pelos dias e noites gritando seu nome em volta das pilhas de concreto retorcido que eram revolvidas pelas escavadeiras, até que conseguiu ouvir sua voz e atrair uma equipe de resgate que atuava nas proximidades. Enquanto as maquinas gigantes trabalhavam Roger, em desespero, cavava ora usando os dedos, ora um pedaço de artefato.

Impossível conter as lágrimas assistindo ao resgate de Jeanette. Quando ainda sob placas de concreto e na iminência da morte perguntaram se ela queria pedir algo, disse: “Quero mandar uma mensagem para meu marido, mesmo que eu morra quero que ele saiba que eu o amo demais; que ele nunca se esqueça disso”.

Anoitecia quando finalmente o rosto de Jeanette pode ser contemplado tal qual uma fênix renascendo das cinza de cimento. A câmera fechou no rosto de Roger, que resplandecia entre lágrimas, num sorriso que parecia dizer: “eu não falei, eu não falei que minha princesa estava viva?” Um príncipe ou não?

Mulheres, esse homens são exemplos de príncipes reais, que habitam o universo feminino, tão exigente. Não! Eles não chegam de cavalo branco. Sim! É necessário olhar atento, coração tolerante e paciência (coisa que muito nos falta) para percebê-los.

Os príncipes reais são aqueles que quando os terremotos figurados ou reais soterram a alma feminina, estão ali para resgatá-la, cavando com as próprias mãos... E, só uma mulher sabe a quantidade de abalos sísmicos que o “ser” do feminino atrai.

Igualmente freqüentes são os terremotos no amor. Às vezes, o peso do entulho sobre o peito de uma mulher impede o grito, sufoca o choro e maximiza a raiva. E nessas horas, príncipes, é preciso que imitem o haitiano: vigiem, rodeiem a montanha de ferro retorcido, grite por sua amada durante dias, noites, meses até que ouçam sua voz. Mas atenção! Caso fique cansado só de imaginar a cena talvez ainda seja um sapinho ou quem sabe ainda não tenha recebido àquele beijo, lembra?

Dizia Drummond: “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”

Mulheres, nunca se esqueçam: Essa coisa de cavalo branco e tapete de rosas são pura fantasia, mas príncipe existe e o amor sempre vence no final.

Se entrar numa guerra, que seja para vencer; mas, antes, pergunte-se o que vai ganhar.

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