IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 22/3/2010
 

Superando os limites na caminhada missionária. numa leitura de Atos 1.8 (Sueslhey José Ferreira)

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ATOS 1.6-9 (Bíblia de Estudo Almeida. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006)

6 Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será esse o tempo em que restaures o reino a Israel?

7 Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade;

8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

9 Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, á vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.

INTRODUÇÃO:
Leitura Bíblica: Atos 1.6-9.

Assunto: Missão

Tema: Superando os limites na caminhada missionária

Exórdio:
Testemunho pessoal: lembro-me de uma experiência em que havia uma senhora em minha comunidade de fé que era considerada o exemplo de serva de Deus. Todos olhavam para ela como uma ótima referência (inclusive eu), pois ela fez parte do meu chamado para o ministério pastoral. Em um certo dia aqui na Faculdade, recebi uma mensagem dizendo que esta irmã havia falecido. Ao retornar à minha cidade, um irmão me disse que agora não tinha mais jeito, ninguém mais iria fazer o que aquela senhora fazia. Eu disse para ele, que quem iria dá prosseguimento a essa missão, seríamos nós: eu, ele e todos da comunidade. Essa experiência me leva ao relato em que Jesus subiu aos céus e deixou os discípulos para continuarem a sua missão... irmãos/as, o nosso grande desafio enquanto igreja (discípulos/as), ainda é ser testemunha de Jesus. Precisamos superar os limites nesta caminhada missionária. Assim como aconteceu em “minha” comunidade, os discípulos de Atos também devem ter se sentidos abandonados e despreparados, pois deviam dar prosseguimento ao ministério de Jesus...

Narratio:
... porém, assim como eles tiveram, nós também temos o Espírito Santo, como o nosso grande motivador missionário. No decorrer do livro de Atos, vamos notar a importância do Espírito Santo para a Igreja Primitiva. Este livro, segundo estudiosos, foi escrito por volta de 80/90 d.C, e tradicionalmente, o autor deste livro é Lucas, um conhecedor da gramática e dos recursos lingüísticos. A expansão da Igreja em Atos acompanha a predição de Cristo: Jerusalém é evangelizada (1.12); Judéia e Samaria são atingidas (8.1-40); o Evangelho avança sem parar pelas terras gentias até Roma (9.1-28). É interessante notar que o mesmo Lucas trata em seu evangelho no capítulo 24. 47-49, que essa missão confiada aos discípulos, deveria ter a participação do Espírito Santo. Por localização e ênfase, o verso oito do primeiro capítulo de Atos, parece designar claramente o propósito deste livro, pois aqui trata-se de uma história especial, que narra o estabelecimento e a expansão da Igreja entre os judeus e gentios, ou seja, de Jerusalém a Roma. Analisando o texto lido, percebemos que se trata do “acontecimento da ascensão”, e é nessa perspectiva que se relata o começo da atividade do Espírito Santo sobre a Igreja, daí, notamos na expressão de Jesus: “e sereis minhas testemunhas” que se trata de um seguimento, de uma continuidade da missão iniciada por ele, e que passou a ter a participação “ativa” do Espírito Santo...

Proposição: ... desta maneira, chamados e chamadas a pastorear, somos desafiados a superar os limites e barreiras territoriais da nossa vida pastoral, e acima de tudo, chamados/as para testemunhar Jesus por toda a parte. A dimensão geográfica da expansão missionária, da Igreja de Atos dos Apóstolos inicia-se a partir de alguns limites.
Palavra-chave: Limite - Interrogante: Qual?


DESENVOLVIMENTO:

Transição: O primeiro limite é ser testemunha em:

I. Jerusalém: Jerusalém – [Lugar de Paz], uma cidade situada a uns 50 Km do mar Mediterrâneo e 22 Km do mar Morto, e a uma altitude de 765m. Segundo Atos dos Apóstolos, Jesus antes de subir ao céu, disse aos discípulos para permanecerem em Jerusalém até que eles fossem revestidos de poder, ordem essa obedecida, pois os discípulos ficaram em Jerusalém até o Pentecostes (At.2.1-4). Jerusalém é o centro dos acontecimentos salvíficos, e é lá que a Igreja foi impulsionada pela obra de Jesus. Ser testemunha em Jerusalém! Será que entendemos realmente o que é testemunhar Jesus e os seus feitos? Jesus disse aos discípulos, que era para eles testemunhá-lo, começando por Jerusalém. A “nossa Jerusalém” está situada muito próxima a nós. Ela é o nosso primeiro limite, ou seja, a nossa igreja local, o nosso bairro; o local de trabalho; a ‘faculdade de teologia’. São nesses lugares, que as pessoas nos conhecem bem, podendo assim conferir nossas vidas, vendo em nós verdadeira mudança que o evangelho traz para a vida humana.

Transição: O segundo limite é ser testemunha em toda a:

II. Judéia: Judéia – Parte sul das três regiões em que a província romana da Palestina se dividia. Media aproximadamente 90 km, estendendo-se do mar Morto ao Mediterrâneo. Em alguns casos, como em Lc. 1.5, Judéia se referia a toda a Palestina (um estado). Certamente, os discípulos não poderiam, e nem deveriam se contentar apenas em testemunhar a Jesus somente em Jerusalém, pois o Evangelho deveria se espalhar e ser anunciado ao seu redor, ou seja, ser anunciado em toda a Judéia.

Trazendo para os nossos dias, onde se encontra a nossa Judéia? Percebemos no relato de Atos, que através do Espírito Santo, o evangelho se espalhou por toda a Judéia, por todo o estado e cidades vizinhas. “Nossa Judéia”, são aquelas cidades e lugarejos que o evangelho ainda não chegou, e “levantando a nossa bandeira”, são aqueles lugares que mesmo tendo a presença do protestantismo, ainda não existe nenhum trabalho metodista (precisamos, digo, necessitamos estar presente em muitos outros municípios).

Transição: superando a caminhada, além da Judéia, o terceiro limite é ser testemunhar em:

III. Samaria: Samaria – [Torre de Guarda], um estado vizinho da Judéia, a oeste do mar Mediterrâneo, uma região central da “Terra Santa”, que compreendia as tribos de Efraim e Manassés. Conforme o capítulo oito de Atos, essa região, considerada um território quase proibido para os judeus religiosos, foi evangelizada pela pregação dos apóstolos Filipe, Pedro e João. Samaria, era uma área (estado) de direto conflito com a Judéia, sendo assim, a expansão missionária era mais que um seguimento, era um desafio histórico a ser superado. A “nossa Samaria” são os estados vizinhos aonde não chegou o Evangelho. Talvez lugares mais distantes de nosso local de origem. Se realmente somos “parceiros” de Jesus na missão, precisamos como membros da Igreja de Cristo, enviar e sermos enviados para o vasto campo missionário que nos está proposto. Hoje, a Igreja Metodista está presente em todos os estados brasileiros, porém, precisamos nestes mesmos estados, chegar em muitos municípios. Para isso, a Igreja conta com a minha e a sua aptidão missionária.

Transição: além de Jerusalém (nosso bairro, lugar mais próximo de nós), Judéia (cidades vizinhas) e Samaria (estados vizinhos), temos, como Igreja, de superar os limites e ser testemunha...

IV.“... até aos confins da terra”: para a Igreja Primitiva, significou a chegada do evangelho à Síria, Grécia e Roma. Até chegar “aos confins da terra”, o evangelho foi pregado em Jerusalém, em seguida se espalhou pela Palestina e Samaria. A próxima fase relata a difusão do evangelho através da Ásia Menor e da Europa, para enfim chegar à Roma, como relata Atos 19.21. Para entendermos essa expansão, temos de perceber que em Jerusalém, os apóstolos eram testemunhas apenas diante dos judeus, e não poderia permanecer assim, por isso, o evangelho vai se espalhando para então chegar a Roma, e cumprir o que fora dito em Atos 1.8.

O “nosso confins da terra”, são lugares ainda mais distantes que bairros, cidades e estados. Este representa lugares fora do nosso país. Hoje a missionários metodistas espalhados pelo mundo (Estados Unidos, Suíça, dentre outros), mas não poderíamos deixar de dizer que ainda a muitos outros países esperando a chegada do evangelho através de nós.

Transição: Concluindo...

PERORAÇÃO:
Quando o evangelho, através de Paulo, chega a Roma, o autor de Atos encerra seu relato. Fim da história? NÃO! Muitas igrejas estão ainda olhando para as alturas, esperando Jesus voltar; mas há muito que fazer. Devemos sim, olhar para o campo, para o lugar onde a missão vai ser realizada. E se me perguntarem quem deve fazer a missão, sem medo eu respondo que todos nós, pois temos o Espírito Santo. Não só no verso 8 do capítulo 1, mas em todo o livro de Atos, o Espírito Santo é o verdadeiro iniciador da missão apostólica, por isso, para o desenvolvimento missionário, é indispensável sua participação.

Parafraseando John Wesley, posso dizer que:

“O melhor de tudo é que o ‘Espírito Santo’ está conosco”. Amém! Deus nos abençoe!

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