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Reino de Deus
Rio, 10/11/2006
 

ALGUNS CONCEITOS SOBRE O REINO DE DEUS NO JUDAISMO CONTEMPORÂNEO A JESUS

Bispo Paulo Lockmann


 

1- Judaísmo farisáico-rabínico

Esperavam ansiosamente pelo rei messiânico, o Ben David que, por seu reino de paz, na história, libertará Israel do domínio do inimigo. Mas, ao mesmo tempo, são adotados elementos da escatologia cósmico-transcendental sem que se procure ajustar os dois. A imagem a respeito dos eventos finais, crida pela escatologia rabínica, é, ainda menos uniforme que a criada ela apocalíptica.

Como tudo, no farisaísmo-rabínico, o Reino de Deus é visto a partir da Lei. Ele é tratado através de duas fórmulas estabelecidas. A primeira que provavelmente já era como nos dias de Jesus, é a seguinte: assume-se "o jugo do reino do céu" ou o "reino do céu". Isso ocorre quando nos confessamos adeptos do monoteísmo e da Torah. Este primeiro entendimento ocorre com a seguinte explicação hitórico-teológica: Deus como criador do mundo, foi também seu Rei; mas a humanidade não quis seu domínio novamente. O Reino de Deus portanto, é a reivindicação do Criador na Torah.

O segundo entendimento era de estilo haggadico, estava possivelmente na época de Jesus nas orações das 18 preces (Talmud-babilônico), cuja 11a era citada até duas vezes por dia por todo judeu piedoso, orava-se pela imposição breve e política do Reino de Deus no mundo: "Traze novamente os nossos juízes como antes e sê rei sobre nós, tu somente". Ainda nesta dimensão temos o Qaddis = O Santo, que era uma oração escatológica, segundo Jeremias, usada no término do Culto na Sinagoga da época de Jesus, com algumas variações do Pai Nosso repete algumas de suas petições, era o seguinte Qaddis: "Glorificado e santificado seja o seu grande nome, no mundo criado por Ele segundo a sua vontade. Faça ele reinar seu senhorio, pelo tempo de vossa vida e por vossos dias e durante a vida toda a casa de Israel, em seguida e pronto. Louvado seja o seu grande nome, de eternidade em eternidade. E dizei isto: Amém!"

Finalmente, a síntese do pensamento farisáico-rabínico incluí que o Reino de Deus será erigido quando ele libertar Israel da escravidão sobre os povos do mundo, por meios de poderosos sinais históricos e cósmicos, e obrigar os homens a reconhecê-lo como Senhor.

2 - Para os Essênios e os Apocalípticos

A esperança dos essênios se concentra em dois vultos messiânicos. Raras vezes é mencionado o Reino de Deus explicitamente, na maioria das vezes, nos trechos dualistas que contém reflexões a respeito da luta entre Belial e Deus. No manual da guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das trevas, este confronto é visível, mas a soberania de Deus em seus santos é antevista muitas vezes: "Mas ao Deus de Israel pertencerá o reino, e nos santos de seu povo demonstrará poder" (1Qm 6:6). Também aqui, Reino de Deus é reivindicação de Deus, resumida na Torah, reivindicação esta que é imposta com poder para a salvação dos santos, para o juízo sobre os demais, através da iminente vinda do Reino de Deus. O critério de santo é aquele do homem submisso a Deus e à sua lei, este é o santo ou Filho da luz.

Nos apocalipses contemporâneos a Jesus, também é raro o termo Reino de Deus, pis além do texto de Daniel 7:10, que é citado em alguns apocalipses judaicos, esta expressão não foi um conceito chave na Apocalíptica. Fala-se do "eón futuro", esto conceito torna a idéia de Reino de Deus em segundo plano, pis enquadra a ação de Deus num processo cósmico.

3- Conclusão

A idéia de um Reino de Deus, que será erigido no futuro, é conhecida a todos os grupos do ambiente judeu de Jesus; por nenhum deles, a idéia é usada de modo tão compacto e central como em Jesus. Há dois aspectos, como no pensamento judaico quanto no futuro reino de Deus:

a - O Reino de Deus ainda não é dado como fato de Deus ser Senhor sobre o desenrolar da história; tem que ser erigido em oposição ao mundo. Isso ocorre por meio de um juízo afinal, como evento escatológico;

b - sua realização provoca uma nova história para todos os que delas participem, especialmente para o povo de Deus. O criador é reconhecido por todos como seu Deus; a sua vontade que transmite Shalom é feita.

Também para Jesus, o Reino é uma grandeza escatológica; não concorda entretanto para os fariseus de que eles já tenham tomado sobre si o "jugo do Reino de Deus". Também para ele, esse reino significa que a verdade de deus é cumprida (justiça) de dons vontade e que tudo se torna são.

Apesar disso, não podemos dizer que a pregação de Jesus sobre o Reino de Deus depende basicamente do judaísmo, muito pelo contrário, os termos nos quais coloca o reino são tremendamente inovadores. Diz Jesus: "O Reino de Deus é chegado". Há na pregação de Jesus, um irromper presente do reino, desconhecido do judaísmo de sua época.

Deste modo, Reino de Deus, em Jesus, é uma realidade que já foi inaugurada por Ele e está crescendo na história, tendo por isso mesmo uma condição também futura.

A questão colocada é: como pode o reino vir ao mesmo tempo presente e futuro?

Jeremias fala de aurora "aurora do tempo da salvação", ou seja, os sinais e a vida de Jesus são as evidências do presente do reino, que caminha para sua plenitude na História.

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