IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Esperanša
Rio, 13/4/2010
 

Filhos da esperanša! (Marcello Fraga)

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“ Quero trazer a memória tudo aquilo que pode me dar esperança” Lm 3:21

Neste momento que o Estado do Rio de Janeiro chora os seus mortos, em que os políticos “ empurram” suas omissões e desleixos simplesmente para a natureza, é que somos impulsionados a encontrar a esperança.

Certa vez ao ministrar sobre esperança, lembrei-me do meu tempo de criança na minha cidade natal. E de lá para cá sempre que ouço falar de esperança lembro-me da cor verde. É possível que muitos também se lembrem do verde quando ouvem sobre esperança, como também é possível que ao lembrar-se do verde, tenhamos dúvidas o porquê dessa lembrança.

Quando criança, em tempos de verão, meus pais tinham por hábito no fim da tarde ou início da noite, abrir portas e janelas para que a brisa pudesse percorrer de forma suave e doce os cômodos de nossa casa. Era um tempo onde a vizinhança aproveitava o calor para colocar suas cadeiras sobre as calçadas e especular sobre a existência, bem como sobre a vida alheia. Nós, as crianças, brincávamos de futebol na rua( perdi muitas vezes a unha no asfalto) ou de diversas formas de piques. De vez em quando, corríamos para dentro de casa para tomar uma água, e aí deparávamos com algumas espécies de insetos. Alguns eram repugnantes e outros eram inofensivos. Entre um tapa aqui e uma sapatada ali para livrar-se daqueles bichinhos inconvenientes, somente um era reverenciado: o grilo esperança! Aquele pequeno inseto passava por portas e janelas e com seu canto forte procurava um lugar de repouso ou descanso. Como crianças ficávamos fascinados com o verde exuberante da esperança. Pulávamos os móveis procurando pega-lo, porém era quase impossível, pois como numa brincadeira de pique pega, ele, o grilo, pulava de um canto para o outro. De vez em quando, éramos mais espertos do que o grilo esperança, e com passos silenciosos conseguíamos alcançá-lo. Nesse momento de “seqüestro da esperança” surgia o meu pai, chamando a atenção para a forma como trataríamos a esperança. Ai de nós se fizéssemos algum mal à esperança. Éramos estimulados a pega-la com cuidado e respeito e levá-la para um lugar aberto para que ela alçasse um novo vôo em busca de um novo lar, onde ela, a esperança, fosse tratada com reverência.

A verdade é que fui ensinado que o melhor da vida é preservar e reverenciar a esperança. Esperança não se mata, esperança se preserva.

Que nesses dias de dores e angústias, Deus nos use como instrumentos de esperança para os que a desejam encontrá-la

De um caçador de esperança,
Marcello Fraga (Pastor da Igreja Metodista Central de Cabo Frio)

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