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Discipulado
Rio, 5/5/2010
 

Quando somos discípulos(as)

Bispo Paulo Lockmann


 

1) O Evangelho de João – Vida de Discípulo.

A mensagem do Evangelho de João é um esforço de João para mostrar o seguimento de Jesus como uma iniciação a uma vida de discípulo.

Lições são passadas através das figuras que o Evangelho apresenta. João Batista é a testemunha profética do Verbo, A Palavra feito carne: Jesus. Atua como alguém comprometido com único propósito de anunciar a realização da promessa, e dizia: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo 1. 29b). Discípulo aprende que a chaga deste mundo, a razão de tanta destruição e morte é a presença do pecado na vida humana. E anuncia, como João Batista: Jesus é quem tira o pecado do mundo.
Nada pode gerar paz na vida humana, senão a reconciliação com Deus, por meio de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. Esta mensagem nos faz seguidores de Jesus, sim, seus discípulos. Tal mensagem move a vida do discípulo.

Assumimos a disposição de João Batista de que: “Convém que ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3.30). Jesus é tudo para o discípulo.

De modo breve, considera o ser discípulo em João, com três frases de Jesus.

2) “... Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos.” (Jo 8.31)

Segundo esta afirmação de Jesus, os seus discípulos precisavam estar atentos e comprometidos permanentemente com a sua palavra.

O Evangelho é muito mais do que um livro, é a diferença entre a morte eterna e a vida eterna; com esta veemência se expressou Jesus: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (Jo 5.24). Quem ouve a sua palavra, e as pratica, este passa da morte para a vida, disto o próprio Jesus dá testemunho: “Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.”( Jo 12.47-48).

Nosso discipulado só é verdadeiro para aqueles que ouvem e se submetem à palavra do Senhor. Estamos marcados por rebeldia, e esta é a raiz de todo o pecado. Ou seja, fazer a nossa vontade e não a de Deus.

Recordemos que a continuação do verso de Jo 8.31 é o coroamento de uma vida de discípulo: “... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”( Jo 8.32). Libertado do pecado e da morte, é o resultado de uma vida de discipulado que ouve a palavra do seu Senhor e a obedece.

3) “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei...” (Jo 13.34).
O exercício do seguimento a Jesus e dele aprender, é amar a todos como Ele amou. Não há discipulado sem amor, sem entrega total a Cristo e aos que ele nos dá para discipular.
A medida deste amor é o próprio Jesus quem dá: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.”( Jo 15.13). Este padrão põe o amor num nível mais profundo. Quem é discípulo ama a ponto de dar a própria vida, ama a ponto de ficar sozinho como Jesus no Jardim das Oliveiras, ama a ponto de sofrer por seus discípulos. É amor incondicional.

Esta entrega de Jesus conquistou os corações daqueles homens rudes. Um dos pescadores atraídos ao discipulado de Jesus era o próprio João; anos mais tarde, ele escreveu na sua carta: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos.” 91 João 3.16). O mundo há de se converter quando conseguir ver o nosso amor uns pelos outros; é uma promessa de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.”(Jo 13.35).
Tal amor é possível, ainda que incomum, isso porque: “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.”( Rm 5.5).

4) “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós como o ramo não pode dar fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim” (Jo 15.4).

Quem é discípulo dá frutos! Aqui se unem os frutos do Espírito, com os frutos do ministério. Ou seja, Jesus espera que seus discípulos/as sejam santos, marcados por: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl) 5.22-23. Mas também os frutos são: “... fazei discípulos de todas as nações...” (M. 28.19).

Assim os discípulos dão frutos e estes são consequências da união com Cristo, a videira, pois Ele mesmo disse: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”( Jo 15.5).

De fato, ser discípulos é andar junto ao mestre, conviver e depender dele. Nossa confiança não está em nós, mas em Jesus. Sim, quando uma árvore está plena de vigor, o resultado são frutos. O mesmo com os discípulos/as. Quando a presença do Espírito do Senhor é notória em nossa vida, os resultados são vidas alcançadas. Os convertidos são frutos do discipulado.

Quando da rica experiência em terra samaritana, ao tocar o coração da mulher, Jesus surpreende os discípulos junto à aldeia samaritana, gente considerada como impuros, infiéis, mas Jesus olha para eles como um canteiro pronto para a colheita: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, dessarte, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro” (Jo 4.35-36).


5) Conclusão: Condições para o Discipulado

a) “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (Lc 14.27) - Tomar a cruz

b) “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2Co 5.15) - Viver para Cristo

c) “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.”(Fp 2.5-8) - Ter o sentimento de Cristo

d) “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” (Lc 14.33). - Renúncia a tudo o mais, para conhecer somente a Cristo.

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