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Natal
Rio, 2/12/2010
 

Natal: Resposta de Deus à terra aflita (Isaías 9:1-7)

Bispo Paulo Lockmann


 


1) Entre Israel e o Brasil
Estamos chegando a mais um Natal, e chegamos em aflição, pois há guerra e rumor de guerra, no mundo (Coreias, Iraque, Irã, etc.), e no Brasil vivemos a guerra contra o narcotráfico que ocupa nossas cidades e a vida e o coração de milhares de jovens nas nossas cidades. O Rio de Janeiro há poucos dias sentiu isso de maneira alarmante, mas convive com morte e violência há anos.

Neste quadro está dito a Israel, e a nós: “...não continuará a obscuridade (a aflição)”. A citação de Zebulon e Naftali se reporta às duas primeiras províncias de Israel, que foram invadidas e tomadas sob o jugo de Tiglate-Pileser, rei da Assíria (cf. 2 Re 15.29). De fato, o rei estrangeiro e seus exércitos de ocupação lançaram no exílio a maior parte do povo, criando aflição e pranto. Do mesmo modo, a ocupação das áreas pobres de favela pelo narcotráfico pôs o povo sobre jugo, e provocou um exílio e consequente despovoamento, como vimos, famílias inteiras em fuga dada a fúria do inimigo.

2) Natal e Promessa.
“Não continuará a obscuridade”. O Deus que devido à quebra da aliança, “tornou desprezível a terra de Zebulon e a terra de Naftaly.” Nos últimos dias, tornará glorioso o caminho do mar. E como Deus fará isto?
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo está
sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro,
Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz...”(
Is 9.6)

A mensagem de Isaías tem seu centro na vinda do Messias. O nascimento de Jesus narrado pelos evangelistas se inspira nessa mensagem profética, especialmente num messias davídico. O anjo, ao comunicar a José o nascimento do Messias, o chama de José, filho de Davi, e em seguida cita Isaías:
“...eis que a virgem conceberá e dará à luz a um filho
e lhe chamará Emanuel.”
(Is 7.14b)

Assim, o tempo do Messias tornou-se uma visão de esperança para os aflitos. Dessa promessa do reinado do Filho de Davi, decorrem muitos outros:

a) “... Tornará glorioso o caminho do mar, Galileia dos gentios...”
Recordemos que Jesus se criou na Galileia e ali iniciou seu ministério. Galileia era constituída de terras prósperas, mas desprezada nos tempos de Jesus por conta das muitas ocupações estrangeiras. Quando, no Evangelho de João, Natanael reage acerca de ser Jesus o Messias, ele diz:
“... de Nazaré (Galileia) pode vir coisa boa?” (Jo 1.46)

Refletindo o preconceito e a discriminação contra essa terra tida como “gentílica”, mas, como aprendemos, esses galileus vão compor os discípulos de Jesus, e veem “o caminho glorioso do mar”, construído por Jesus, o Messias, de acordo com a profecia de Isaías.

Qual a mensagem? Se houve esperança para a Galileia, há de ter para os lugares aflitos e assolados de nosso Rio de Janeiro. Como povo de Deus, somos convidados, na unção do Messias, a abrir tais caminhos.

b) “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.” (Is 9.2).

Mateus usa este texto junto com o versículo primeiro ao plantar o inicio do ministério de Jesus. Ele sai do deserto e vai para a Galiléia – Cafarnaum (cf. Mt 4.13-16), onde, após dominação assíria, persa, grega, e agora romana, vivia disperso, perdido, o que causou em Jesus o seguinte sentimento:

“E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam
desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor”
(Mt 9.36).

Esse é o sentimento que deve tomar posse do nosso coração, profunda compaixão pelos que ainda andam nas trevas, anunciando que a promessa foi cumprida, a luz raiou:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por
intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida
estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece
nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
(Jo 1.1-5).

E agora, há esperança para os aflitos! E nós temos compromisso com Ele, o Messias,
“... a verdadeira luz que vinda ao mundo ilumina a todo homem.” (Jo 1.9).

Somos chamados a cantar o cântico: “Grandes são as tuas obras, Senhor todo poderoso!!.”

Irmão, irmã, neste Natal abra sua boca, proclame bem alto que a luz raiou, e o messias chegou.

O jugo deve ser quebrado, o pecado e a morte foram vencidos por Jesus, que abriu um novo e vivo caminho, para os que nEle creem.

c) “Porque um menino nos nasceu [...] e o seu nome será...”A televisão nos mostrou muitas crianças nas áreas envolvidas dos conflitos. Não há coração que não fique preocupado com o destino, o futuro daquelas crianças. Nossas crianças, nossa juventude esta sendo destruída pela violência, pelas drogas.

Mas a mensagem já foi entregue, e a esperança tem um nome:
“ um menino nos nasceu.” Seu nome será: “Maravilhoso Conselheiro,
Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz... ”
(Is 9.6).

Seus atributos têm por objetivo que:
“...venha paz sem fim, sobre o seu Reino...e estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça...”

A vinda do Messias Jesus nos adverte que é possível a paz; ela visa a alcançar os homens e mulheres de boa vontade. Assim, como consequência que é a justiça, a restauração do direito da criança e do adolescente.

Uma das nossas grandes prioridades é a criança e o adolescente, nossos projetos de reforço escolar, abrem as portas da igreja para as crianças, visando a tirá-las da rua, e dar-lhes uma oportunidade de vida, já que o tráfico recruta dentre as crianças seus “soldados”. É urgente que o novo caminho inaugurado por Jesus, e celebrado no Natal, se transforme em ações permanentes, em favor dos que vivem sob a aflição e jugo da violência, para que conheçam o tempo do reinado do Príncipe da Paz, Jesus. Nada de nos acomodarmos, vamos reagir, vamos pela graça construir um novo tempo.

No amor do menino Jesus,
Bispo Paulo Lockmann

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