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PENSAR E DEIXAR PENSAR: COM VISTAS AO 19ª CONCÍLIO GERAL
Rio, 4/6/2011
 

Plano Diretor Missionário, que já tem 29 anos, está precisando de revisão e atualização.

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Plano Diretor Missionário, que já tem 29 anos, está precisando de revisão e atualização.
A hora é esta! - Por Airton Campos - membro da Igreja Metodista de Vila Isabel-RJ

Falta pouco tempo para o Concilio Geral, que vai traçar os programas que a Igreja Metodista pretende desenvolver no próximo quinquênio. Entre os planejamentos certamente estará o missionário com as previsões do crescimento da Igreja. O primeiro passo deveria ser uma atualização do Plano Diretor Missionário que está em vigor, sem nenhuma alteração, desde o XIII Concílio Geral, em 1982.

Decisões tomadas há mais de 20 anos precisam ser revistas. Entre elas a que determina como objetivo do planejamento missionário locais onde não exista trabalho evangélico no Brasil. Isto hoje é quase impossível. Outro aspecto a ser repensado é que em 1982 a Igreja fez uma espécie de voto de pobreza ao determinar que o critério preferencial para a abertura de novos trabalhos metodistas fosse onde a carência econômica e social se revelasse mais aguda.

Com isto, uma vez implantado o trabalho, a possibilidade dele se tornar auto-sustentado é muito demorada, exigindo um tempo de maturação muito grande, em que recursos devem ser alocados para aquele projeto. Foi isto que aconteceu com o trabalho metodista no Nordeste na opinião de dois bispos daquela Região, Paulo Ayres e a atual bispa, Marisa Coutinho.

“As comunidades de classe média são minoria entre os metodistas”, declarou o Bispo Paulo Ayres em relatório ao Concilio daquela Região. Esta é a mesma observação da Bispa Marisa também em relatório ao Concilio da REMNE.

Eu acho que o fator social e econômico não devem ser determinantes para a escolha do local para implantação de um trabalho missionário; pode ser apenas considerado para analise das possibilidades e oportunidades.

A revisão do Plano Diretor é muito oportuna, talvez mesmo obrigatória, pois ele se refere a “Conselhos”, que deixaram de existir quando, em 1987, Igreja reformou sua Constituição.

O PDM, ao estabelecer os critérios do trabalho missionário, determina também que o trabalho missionário deva envolver TODA a comunidade metodista. Mas não é isto o que acontece. As Regiões Eclesiásticas trabalham a questão missionária segundo seus próprios interesses regionais.

É hora de mudar o patamar de nossas aspirações.

A meu ver, a IM pode estar diante de uma encruzilhada: ou as Regiões continuam fazendo tudo aquilo que sempre fizeram, de acordo com seus limitados interesses, ou começam a agir em conjunto como uma verdadeira igreja conexional para, a médio e longo prazos, espalhar o metodismo por todo o Brasil.

Uma nova estrutura flexível de poder regional, marcada pela maior expressão de interesses missionários nacionais, pode levar a Igreja a um grande crescimento.
A administração missionária somente regional busca acumular resultados para ganhar mais poder, um poder naturalmente centralizado, e tem uma visão bem fragmentada, o que implica na multiplicação de esforços e dos respectivos custos. As fronteiras tradicionais entre as Regiões Eclesiásticas devem cada vez ser mais flexíveis para o desenvolvimento do trabalho missionário , coordenado nacionalmente pela COGEAM, uma vez que algumas regiões não conseguem enfrentar a complexidade dos desafios.
Com esta nova realidade, enfrentaremos a necessidade de fazer sacrifícios coletivos para melhorar o futuro da IM no Brasil como um todo.

Esta dimensão da nova realidade pede, antes de tudo, uma abordagem comum: valores e normas compartilhadas transformadas em forças positivas para criar um futuro melhor. Isto requer um novo sentido, mais real, de conexionalidade.

Trabalhos partilhados devem nortear as decisões de nossos líderes para garantir resultados inclusivos. Sem isto, nosso trabalho perde seu sentido. Estas decisões devem
ajudar a definir uma nova visão do futuro que queremos criar. Esta nova realidade do trabalho missionário realça a necessidade de criar novas ligações ao invés de limites. É preciso que haja alianças e parcerias para enfrentar as dificuldades da expansão missionária.

Nossa gestão dos desafios missionários será bem sucedida se deixarmos de lado os interesses regionais imediatos e abraçarmos um projeto nacional de longo prazo.
Isto pode ser difícil, mas uma coisa é certa: não podemos continuar fazendo as mesmas coisas. Precisamos de lideres que sejam eficazes administradores , e não, apenas, eficazes em simpatia.

Como disse o poeta de Saltimbancos: “Todos juntos somos fortes, somos flecha, somos arco. Todos nós no mesmo barco, não há nada a temer”. É preciso que se mude a concepção estática de tarefas missionárias postas numa sequência de visão de
curto prazo. É o Plano Diretor Missionário que tem que estabelecer esta nova sistemática. O PDM deve estabelecer os critérios e prioridades para a elaboração do Plano Missionário
Nacional.

Ao definir critérios de prioridades para a implantação de trabalhos missionários o PDM deverá determinar como áreas prioritárias:

1 – Ampliar o metodismo nos municípios onde já existam trabalhos da Igreja, de modo a atingir o maior número de pessoas de acordo com o índice que mostra o número de
habitantes por igreja no município determinado para o quinquênio.

Em cada Região o enfoque não deve ser de, simplesmente atingir o maior número de municípios. Este seria um processo eficiente (fazer a coisa certa) de propagar o metodismo, mas não seria o processo mais eficaz (fazer a coisa certa do modo certo).

Levar o metodismo para os municípios com proporcionalmente menos trabalhos metodistas, creio que seria mais eficaz, pois teríamos a oportunidade de atingir um maior número de pessoas com o anúncio do evangelho.

2 – Levar o metodismo para os municípios mais populosos dos Estados que tenham poucos trabalhos da Igreja Metodista.

A segunda etapa do plano será levar o metodismo a municípios onde ainda não existam trabalhos metodistas. Uma vez que a IM já está presente em todos os Estados brasileiros,
o objetivo deverá ser tornar esta participação mais igualitária. Isto é, todos os Estados terem o mesmo percentual de municípios com a presença da IM.

Os estados e, portanto, também as nossas Regiões Eclesiásticas têm um número de municípios muito díspares.

Os estados da região Norte têm 340 municípios, só o Estado do Paraná tem 399, a Bahia - 417, o Rio Grande do Sul – 496, São Paulo – 654 e Minas Gerais – 853. Assim,
um maior percentual de municípios com igrejas metodistas não tem grande significado.
3 – Levar o metodismo para os municípios em que o panorama de crescimento populacional for grande.

DEFINIÇÃO DE REGIÃO MISSIONÁRIA
Não só o PDM precisa ser atualizado. Em nossos Cânones o art. 60 estabelece as condições das Regiões Missionárias, mas elas não se encaixam na pratica de vida
das Regiões Missionárias do Nordeste e da Amazônia.

Também nos cânones os artigos 105 e 106 se referem a campos missionários regionais, mas não há nas normas de funcionamento dos Distritos qualquer referencia a
Campos Missionários Distritais e hoje existem muitos com esta denominação.

DIRETRIZES DO PLANO MISSIONÁRIO NACIONAL
O Plano Missionário Nacional deve estabelecer o planejamento missionário de cada qüinqüênio e determinar que o trabalho missionário deva ser precedido de minucioso
levantamento das necessidades.

O Plano Missionário Nacional não deveria realmente fazer parte dos Cânones, pois tem que ser dinâmico e sujeito a atualizações periódicas.

Este PNM deve ter características de um plano estratégico para o desenvolvimento do trabalho missionários das Regiões. Traçar um planejamento estratégico não é o maior desafio. Implementá-lo, tomar as medidas necessárias, manter constante avaliação, este é o real desafio. É preciso a criação de um plano claro e detalhado para que todas as REs trabalhem em sintonia. É preciso estabelecer um posicionamento estratégico para a IM com uma visão de futuro. Oe plano deve estabelecer regras de parceria entre as Regiões e mesmo entre igrejas, para a expansão missionária do Centro-Oeste, Nordeste e Amazônia.

Ele deve se desenvolver segundo duas diretrizes, uma levando em conta o percentual de trabalhos metodistas em Estados e municípios, a outra ampliando o trabalho nos municípios de maior população em que a igreja já esteja presente.

Antes mesmo de pensarmos este PNM precisamos ter um posicionamento real dos municípios onde existam trabalhos metodistas e de que tipo: igreja, ponto missionário,
campo missionário distrital, local ou regional. Para prever onde queremos chegar temos que ter certeza de onde vamos partir. Isto não é só necessário, é imprescindível e hoje nós não temos estes dados com precisão. Talvez os dados não estejam sendo devidamente informados devido à inexistência dos mesmos ou até mesmo pela inconsistência deles.

Outro critério a ser observado é que o Plano seja estratégico, criando associação missionária entre as Regiões em um trabalho realmente conexional, sem divisões,
em que todas trabalhem juntas para o crescimento do metodismo no Brasil como um todo e não em suas próprias áreas de atuação.

Para dar inicio a um plano de expansão missionária precisamos fazer previsões dos nossos objetivos numéricos.

É preciso ter metas sérias e factíveis. As previsões são realmente muito difíceis, pois se não conhecemos nem mesmo completamente quantos somos e onde há trabalho
metodista agora, como prever o futuro?

Todas as previsões feitas com paixão se destinam ao fracasso. Elas podem ser mais de seus profetas do que de si mesmas. A crença da infalibilidade da previsão é um tributo da onipotência. A incerteza das previsões é impossível de ser entendida por quem vive uma vida feita de tantas dúvidas. Só pessoas apaixonadas são capazes de ter respostas e de prever o futuro. Que maravilha uma idéia que nos faz viver um ideal. Esta incrível capacidade proporciona aos radicais certezas que eles, como profetas, adoram manipular e ocultar resultados.

Outro fator importante é a motivação pessoal. Quando são propostas metas desafiadoras precisamos ter um acompanhamento constante e divulgação dos resultados, pois caso contrário qualquer meta cai no descrédito e o fator motivacional é perdido. O desempenho precisa ser divulgado passo a passo, sem manobras, para demonstrar a evolução do planejamento.

Apesar das incertezas que fazem parte da vida, basta um pequeno fato real para nos revoltarmos contra a previsão autoritária e romântica – ou caímos numa grotesca e irrecuperável frustração.

Em alguns casos basta ler a profecia para saber que ela não se cumprirá. Moral da história: nas previsões é bom colocar a barba de molho.

Para pôr em execução um grande plano evangelístico serão necessários recursos humanos e financeiros. A grandeza destes investimentos exige uma atenção especial para se avaliar como e onde eles serão aplicados. Qualquer desvio de percurso poderá deixar escapar uma oportunidade.

Portanto, toda atenção é pouca diante dos interesses diversos na organização e execução de empreendimentos de envergadura.

Muitas vezes, para pôr em andamento um projeto audacioso, faltam números transparentes e índices que permitam medir a eficiência, ou não, do projeto.

O problema é que para a execução destes projetos é preciso a figura do gerenciador, que coordena as atividades e acompanha o desenvolvimento como um todo e ainda controla o desembolso financeiro. Conhecer as regionalidades é importante e faz diferença quando a área de implantação é grande.

No meio empresarial, na execução de grandes projetos,,são criados núcleos de trabalho independentes da estrutura organizacional departamentalizada, com a participação de todas as áreas para atingir os objetivos. Será que somos capazes disto na Igreja Metodista? Ou cada área fechada com um feudo vai sempre buscando ser melhor
que a outra?

Leandro Monastério, técnico do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aborda num artigo o tema de que fracassos em políticas públicas também são bem-vindos. Argumenta que ninguém tomaria um remédio desenvolvido apenas por intuição dos pesquisadores do laboratório que o vende. Quem voaria em um avião desenvolvido
apenas com base em uma opinião? “Para evitar estas insanidades, diz ele, a Ciência desenvolveu métodos próprios para mensurar a eficiência e a eficácia.”

Os planejamentos do crescimento missionário, são, via de regra, implementados sem que tenham passado por uma análise. Eles são derivados da intuição de lideres
bem-intencionados, mas sem avaliar com profundidade os possíveis resultados do projeto, por vezes alicerçados apenas em frases de efeito.

Um pouco de avaliação de projeções de crescimento é melhor do que nenhum. Os planejamentos baseados em evidencias são uma confissão de humildade diante de um mundo complexo em que a única certeza é a dificuldade de antecipar os efeitos concretos. Quanto maior for o conhecimento sobre o que fazer, mais claro será o
caminho a seguir, escolhendo-se o mais eficaz.

ONDE ESTAMOS
Pesquisas com dados atualmente disponíveis indicam que:
1. 50% dos municípios brasileiros têm até 50 mil habitantes; Nestes municípios estão localizados 25% dos trabalhos metodistas do país;

2. 75 % dos municípios têm até 200 mil habitantes e neles estão localizados 50% dos trabalhos metodistas;

3. 75 % dos trabalhos metodistas estão em municípios com até 800 mil habitantes.

4. Somente 10% dos trabalhos metodistas estão localizados em municípios com mais de 3 milhões de habitantes.

5. Hoje, o índice médio de população por trabalho metodista nos Estados brasileiros é de aproximadamente 150 mil habitantes por igreja ou trabalho metodista.

6. 42% dos Estados (onze) têm índices menores do que 200 mil habitantes por igreja ou trabalho metodista.

7. 14 Estados têm índices maiores e chegam a ultrapassar 3 milhões de habitantes por igreja como em Alagoas e no Maranhão.


CONCEITOS DE PLANEJAMENTO E DE GESTÃO

“O maior erro é subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão. O reconhecimento do erro e da ilusão é ainda mais difícil, porque o erro e a ilusão não se reconhecem, em absoluto, como tais”. As palavras do pensador francês podem muito bem ser aplicadas a alguns de nossas previsões de crescimento.
É preciso evitar o erro e a ilusão e lançar mão de abordagens muito próximas das utilizadas no mundo coorporativo: foco, estabelecimento de prioridades e uso de
ferramentas adequadas para atingi-las; adoção de mensagens-chave. Tudo isso costurado por um processo de comunicação capaz de gerar reputação.

É preciso a criação de metas e a cobrança de resultados para atingir os objetivos com um contrato de gestão.

Um sistema integrado de informações gerenciais facilita a implantação de relatórios gerenciais que podem acompanhar o desempenho descobrindo os projetos que precisam ser reformados.

Não podemos e continuar a aplicar a antiga máxima atribuída ao embaixador Rubens Ricupero: “O que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.

O bem-vindo crescimento do número de igrejas e de membros acentua paradoxos na divisão territorial das regiões eclesiásticas. Uma das saídas para a convivência com o fenômeno é a revisão do pacto regional pela via da negociação das competências de cada uma no Concilio Geral.

A cristalização do atual pacto de competências concorrentes entre as Regiões impossibilita um sistema de articular e agregar interesses. Assim, é imperativo repactuar
responsabilidades, pelo menos na área missionária que deve ser prioritária diante da necessidade de crescimento. Ou não?

A hora é boa para analisar com visão estratégica o avanço missionário deixando de lado questões de regionalismo e tendo uma atitude mais madura e pró-ativa. . Está na hora de avaliar nossa capacidade passando um raio-X sobre oportunidades, cooperação e interesses para saber o que vamos aprovar no Concilio Geral que se aproxima.

Nos Concílios quase tudo se conversa na véspera, por isso está na hora. Sobre a mudança dos paradigmas e previsões, li, a pouco, um interessante texto do economista Rodrigo Constantino que reproduzo alguns trechos: “O livro ´A lógica do cisne negro, de Nassim Taleb, é um livro sobre a incerteza, sobre os raros eventos que mudam o rumo das coisas sem aviso prévio e sem que os modelos estatísticos possam antecipá-los. Cada um pode observar sua própria historia de vida para verificar quanto os fatos ocorridos divergiam dos planos traçado anteriormente.”

“Antes da descoberta da Austrália, as pessoas do Velho Mundo estavam convencidas de que todos os cisnes eram brancos, crença corroborada pela evidencia empírica. No entanto, bastou verificar a existência de um cisne negro para derrubar esta crença. Isso ilustra os limites de nosso aprendizado por observações e impõe muita humildade
àqueles que vivem de antecipar o futuro.”

“Taleb chama atenção para o ´tripé da opacidade`, a ilusão de compreensão, com todos achando que sabem o que se passa num mundo que é bem mais complexo do que percebem; a distorção retrospectiva, que transforma a história mais clara após os fatos, organizando-os de forma bem mais simplista do que a realidade; a sobrevalorização da
informação factual. Em retrospecto, chegamos a questionar como outros foram capazes de ignorar o que estava para acontecer. Taleb conclui que nossas mentes são brilhantes
máquinas para explicar os fenômenos ocorridos, mas geralmente incapazes de aceitar a idéia da imprevisibilidade do futuro”.

“O uso ingênuo de observações passadas como representativo do futuro é a causa de nossa incapacidade de compreensão do ´cisne negro´. O mundo - Rodrigo Constantino conclui -: é bem mais complexo do que pensamos ou modelamos. Deveríamos ser bem mais céticos com os “profetas”, analisando sua taxa passada de erros. O conhecimento humano pode nos mostrar justamente os limites de nossa capacidade de prever o futuro. E isso deve significar uma postura bastante humilde com uma sólida política de controle de riscos”.

AS METAS DO PLANO MISSIONÁRIO NACIONAL

O primeiro objetivo deveria ser incrementar a criação de novos trabalhos em municípios que já contem com a presença metodista para que se atinja um índice de trabalho metodista para um determinado número de habitantes. O principio orientador deste objetivo é ampliar o trabalho metodista nas cidades onde ele já exista, para torná-lo mais eficaz, atingindo o maior número de pessoas.

O segundo objetivo deve ser estabelecer trabalhos metodistas em municípios onde a Igreja ainda não esteja presente. Na implantação destes novos trabalhos em cada
Estado deverá ser dada prioridade aos municípios com maior concentração de habitantes ou com grandes possibilidades de crescimento.

Para determinar os municípios onde serão implantados novos trabalhos missionários deve ser observado também o panorama de crescimento populacional e econômico da região e as oportunidades de cada local.

A partir da identificação de um panorama promissor e da identificação de oportunidade propicias, antes de dar inicio a um trabalho missionário é preciso fazer um estudo cuidadoso dos recursos financeiros e humanos que serão necessários para ele existir até que possa ser autônomo.

O prazo para isto deve ser previsto e avaliações periódicas da execução devem ser feitas para avaliar modificações no projeto.

Nosso primeiro alvo deverá ser ter a IM presente em 1% dos municípios de todos os Estados. As regiões eclesiásticas em que seus estados já tenham atingido este número deverão atuar de forma conexional com outras que ainda estejam buscando este percentual.

A cada etapa alcançada o índice deverá ser aumentado sucessivamente. Nosso objetivo para o qüinqüênio poderá ser atingir 5% dos municípios em todos os estados
brasileiros. Assim, podemos optar entre panoramas considerando o índice de 200 mil habitantes por igreja metodista:
1. 85 novas igrejas para atingir 1% dos municípios
brasileiros com trabalhos metodistas.
1. 93 novas igrejas para atingir 2%;
2. 107 novas igrejas para tingir 3%;
3. 127 novas igrejas para atingir 4%
4. 151 novas igrejas para atingir 5%.

Para esta última opção vamos precisar criar 30 novas igrejas por ano até 2016. Será este o nosso alvo? Talvez este seja nosso maior desafio, pois vamos precisar vencer o
regionalismo eclesiástico que está muito arraigado entre nós. Por este motivo precisamos de uma coordenação nacional que estabeleça metas anuais para as Regiões e uma avaliação com os resultados alcançados em cada uma delas,
divulgado.

Os resultados da avaliação tem que ser transparentes, não se pode aplicar a antiga máxima atribuída ao embaixador Rubens Ricupero: “O que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.


DOS RECURSOS

Esta cada vez mais forte no país práticas de financiamento de projetos culturais conhecidas como “crowd funding”.

Neste processo, um grupo de pessoas se junta para reunir um valor que permita financiar um projeto. A lógica é simples e prática: se uma pessoa se interessa por uma idéia,
ele garante a sua realização. É muito bom poder juntar pessoas para conseguir um projeto, dizem as pessoas que atuam na área.

Mas de onde virão os recursos? Mesmo conscientes de nossa responsabilidade missionária os apelos genéricos para doações não atingem os valores necessários e
poder ser de duração menor do que o prazo previsto para a auto-sustentação do projeto.

Este problema poderia ser superado com um programa Parceiros da Missão em que dimensionados os custos e o período previsto para o projeto, as Regiões e as igrejas seriam chamadas a aderir através de campanhas nacionais periódicas. Isto certamente vai exigir um trabalho grande de coordenação que poderá ser fracionado. Os secretários
regionais de missões farão o controle em suas regiões eclesiásticas e passarão os dados para o secretario nacional que então fará o trabalho final de coordenação com os ajustes necessários.


Observações
1- O autor tem diversas tabelas e gráficos sobre a presença metodista nos diversos Estados, com número de igrejas, população, etc. Podem ser pedidas no e.mailcampos.airton@terra.com.br

2. O site www.metodistavilaisabel.org.br , da Igreja Metodista de Vila Isabel, em sua página inicial apresenta em “Levantamento provisório e em construção da presença da Igreja Metodista no Brasil – por Região, estados e municípios”.

Há dados numéricos importantes, que ajudam na compreensão do problema mas, evidentemente, faltam dados que não estão sendo disponibilizados pela Igreja, que são importantes, insubstituíveis mesmo, isto é, o número de membros em cada igreja, distrito ou região eclesiástica.

3. Este artigo foi escrito antes da divulgação da proposta da COGEAM sobre a nova divisão
geográfica da Igreja.

Fonte - http://www.metodistavilaisabel.org.br/noticias/metodismo.asp?Numero=1679

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