IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Jesus
Rio, 15/10/2011
 

O Mestre chegou e te chama

Bispo Paulo Lockmann


 

"Tendo dito isto, retirou-se e chamou Maria, sua irmã, e lhe disse em particular:
O Mestre chegou e te chama."
(Jo 11.28)


1 - Introdução: Onde estamos?

a) A situação de Jesus
Na narrativa da ressurreição de Lázaro, temos várias situações extremas que precisam ser consideradas para entendimento do texto.

Primeiro, retornemos ao final do capítulo 10 de João, onde na festa da dedicação os religiosos judeus tentavam apedrejar Jesus.

"Novamente, pegaram os judeus em
pedras para lhe atirar."
(Jo 10.31).

Em função de tal perseguição violenta, Jesus se esquiva das mãos de seus acusadores e literalmente foge de Jerusalém para a região do Jordão (Jo 10.40). É lá, então, que recebe o aviso de que Lázaro estava enfermo.

b) A situação dos discípulos
Entre os religiosos judeus e os discípulos, que são outros participantes no cenário do texto, há algumas diferenças: Estes não são letrados nas Escrituras Sagradas, nem nos comentários rabínicos como os religiosos; estes eram homens que se vestiam bem. Os discípulos eram pobres, viviam e se vestiam modestamente, haviam inclusive recebido ordem de Jesus de não levarem duas túnicas. Os religiosos judeus viam Jesus como um profeta popular e um pretenso messias - farsante:

"Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram:
Até quando nos deixarás a mente em suspenso?
Se tu és o Cristo, dize-o francamente."

(Jo 10.24).

Já os discípulos tinham convicção ser Jesus o enviado de Deus; Pedro confessara ser Jesus o Messias; eles tinham um chamado de Jesus. Havia entre eles também muito medo de serem presos e morrerem:

"Então, Tomé, chamado Dídimo, disse aos discípulos:
Vamos também nós para morrermos com ele."
(Jo 11.16).

c) A situação de Marta, Maria e Lázaro
As irmãs Marta e Maria, com seu irmão Lázaro representam o povo simples que se reconhece carente de Deus, e que literalmente hospedam Jesus em sua casa. Em Betânia, em casa deles, Jesus fez seu lugar de descanso nas proximidades de Jerusalém. Eles tornaram-se a tipologia do que fora a viúva de Sarepta para Elias (cf. 1 Rs 17.8-24), e a Sunamita para Elizeu (cf. 2 Rs 4.8-37).

A enfermidade de Lázaro, a ausência de Jesus, culminando com a morte de Lázaro ilustra a perda de entes queridos; neste caso, não só para as suas irmãs Marta e Maria, mas também para Jesus, que chorou a morte do amigo. A hospitalidade deles para com Jesus, e a comunhão entre eles geraram laços profundos. Nesta experiência, aprendemos que ser íntimos de Jesus nos faz mais íntimos uns dos outros. Jesus aproxima as pessoas.

2 - Da incredulidade para a fé

a) Desolação, dor, saudade e lágrimas
Este era o clima na família de Lázaro, suas irmãs choravam e sentiam profunda falta do mestre. A esperança fora embora. Mesmo com a aproximação de Jesus, o comentário de Marta era de desolação: "... se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido..." A fé era sobre o passado "... estiveras..." O presente era desolação, ausência de esperança e de fé.

b) Quando o Mestre chega
Se no teu coração a esperança morreu, se os teus sonhos não se realizaram (ainda), ou se os teus castelos estão desmoronando: Sabe que o Mestre está chegando.

O que aconteceu quando Jesus chegou?

- Na casa de Lázaro, onde havia um sentimento de derrota, não havia alternativa: Lázaro estava morto e:

"Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra.
Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor,
já cheira mal, porque já é de quatro dias."

(Jo 11.39).

Como atuou Jesus para mudar o quadro desolador?

- Passou fé às pessoas.

Primeiro aos discípulos, enquanto estes criam na vitória da morte sobre Lázaro e todos temiam morrer: ... Tomé... disse... vamos também para morrermos com ele... Jesus dissera:

"... e por vossa causa me alegro de que lá não estivesse,
para que possais crer; mas vamos ter com ele."

(Jo 11.15).

Quando Marta desolada dava como definitiva a morte de Lázaro: "... Se estiveras aqui meu irmão não teria morrido... (Jo 11.21). Ao que Jesus dá uma palavra de fé: "... Teu irmão há de ressuscitar..." (Jo 11.23). "... Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá..." (Jo 11.25).

E, finalmente, quando Jesus junto ao túmulo ordena que tirem a pedra; Marta novamente desolada diz: "... Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias..." (Jo 11.39).

Jesus novamente dá uma palavra de estímulo à fé: "... Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?"

3- Restabelecendo a fé diante de um mundo tenebroso

A missão da Igreja é anunciar que Jesus está vivo, Ele venceu a morte. Num mundo marcado pela falta de esperança, desespero, violência e morte, cabe a nós anunciar a vida.

Mexeu com todos nós fatos como o recordar os 10 anos do 11 de setembro em Nova Iorque, que o ex-presidente George Bush chamou de o Pearl Harbor do século 21. Aqui, perto de nós, em São Caetano do Sul, SP, um menino de 10 anos de idade atirou na professora e se suicidou. No campo político, a presidente Dilma, em oito meses de governo, já afastou quatro ministros por suspeita de corrupção.

Já ficou banalizado mães abandonando bebês em lixeira, à beira de riacho. As cracolândias se multiplicam nas grandes cidades brasileiras; é uma geração de jovens tendo sua vida destruída pelas drogas; um verdadeiro infanticídio se perpetua entre nós.

Enquanto isso, com euforia, a cidade do Rio de Janeiro "celebra" o Rock in Rio, um festival de bestialidade demoníaca, isso com o dinheiro público. Onde milhares de jovens retornam milhares de anos à bestialidade animalesca, movidos pelas drogas com músicas desconexas e estimulantes do que há de pior na natureza humana: drogas, sexo e alcoolismo; retornamos a Sodoma e sua bestialidade moral que ofende o Deus-Criador.

Diante deste quadro, acentua-se a necessidade de a Igreja entender: "... que Jesus não morreu somente para nos levar ao céu, mas para habitar em nós, e conceder-nos poder enquanto estivermos na terra..."

"Então, eu disse: semeai para vós outros em justiça,
ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio;
porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele
venha, e chova a justiça sobre vós."
(Os 10.12).

"Vós sois a luz do mundo. Não se pode
esconder a cidade edificada sobre um monte; (...)
Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens,
para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem
a vosso Pai que está nos céus."
(Mt 5.14, 16).

É fundamental e urgente que saiamos de nossos templos e cultos, cheios do poder do Espírito Santo, rumo a este mundo aflito e perdido. Como Jesus chegou a Betânia e fez imensa diferença, eles passaram da morte para a vida. Ou o efeito que Paulo causou em Tessalônica:

"Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom
e alguns irmãos perante as autoridades, clamando:
Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui."

(At 17.6).

Ou ainda João Wesley: "Pelos frutos conhecerei... a nuvem de testemunhos, que a este tempo experimenta o evangelho que prego, o evangelho que é o poder de Deus para salvação. O beberrão habitual de antes é agora temperado em todas as coisas. O libertino agora foge da fornicação. O que roubava, não rouba mais, mas trabalha com suas próprias mãos. Aquele que blasfemava ou jurava, talvez em cada sentença, aprendeu agora a servir ao Senhor e a regozijar-se nele com reverência. Àqueles antes escravizados a vários hábitos pecaminosos foram trazidos novos hábitos de santidade. Estes fatos são demonstráveis. Posso citar os nomes destes homens e seus respectivos endereços." [1]

João Wesley impactou seu país, porque junto com o fervor na oração e na evangelização, recuperou a estratégia bíblica do discipulado e edificou, consolidou e enviou os discípulos/as para impactar a nação inglesa e o mundo. Isso também queremos fazer, e conto com cada pastor e pastora, irmão e irmã. Deus salve nossa nação.

CITAÇÃO:
[1] Ensley, F.G. - João Wesley O Evangelista - São Paulo, Imprensa Metodista, 1992.

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