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Palavra Pastoral
Rio, 22/9/2012
 

A Imaturidade dos Discípulos

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Mc 9.30-37.

No Evangelho de Hoje encontramos com a imaturidade dos discípulos. Não compreendiam as palavras de Jesus e tinham medo de interrogá-lo. Estavam também equivocados com relação ao seus próprios ministérios como discípulos. O Senhor leva-os a ver o Reino na ótica do próprio Reino e com uma criança, ensina-os a simplicidade de se receber as boas novas. Somos discípulos e estamos em processo de crescimento e amadurecimento. Ainda não compreendemos tudo e buscamos conhecer mais da verdade a cada dia.

I. A Incompreensão e temor dos Discípulos
Jesus aproveita a passagem sigilosa pela Galiléia (v.30) para voltar a ensinar sobre o sofrimento da cruz e a ressurreição. Ele dizia: 31 "O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois da sua morte, ressuscitará". O Evangelho diz que (32) "Eles, contudo, não compreendiam isto e temiam interrogá-lo". Os discípulos não conseguiam conceber um messias sofrendo. Para eles Jesus era o rei político que iria vencer a opressão do Império Romano. Eles não aceitavam a ideia do sofrimento e da morte de cruz. Estavam tão fixados no sofrimento que não prestaram a atenção ao fato de que Jesus iria ressuscitar. A própria palavra ressurreição não era compreendida. Viviam o entusiasmo de andar com o Messias "político" que não tinham em seus corações, espaços para a aceitação da morte na cruz. Isso seria um fracasso. Por isso tudo, não compreendiam as palavras de Jesus. Além de não compreenderem, tinham medo de interroga-lo. Da outra vez que Jesus falou sobre o sofrimento, Pedro o reprovou e foi repreendido severamente (Mc 8.31-33). Provavelmente por isso ficaram com medo de reprovar suas palavras com relação ao sofrimento. Não entenderam as palavras sobre o sofrimento e tiveram medo de interroga-lo. Lembramos que Jesus não repreendeu Pedro por ter perguntado, mas por ter sido usado por Satanás para reprová-lo. Como discípulos de Cristo muitas coisas não compreendemos, mas temos que ter a intimidade com Jesus para, em oração, perguntar sem temor, sobre nossos medos e dúvidas. O discípulo pode buscar intimidade com o Mestre.

II. O Equívoco com relação ao ministério
Em Cafarnaum Jesus interroga seus discípulos: (33) "De que é que discorríeis pelo caminho?" Eles não tiveram coragem em responder porque (34) "pelo caminho, haviam discutido entre si sobre quem era o maior". Uma vez que pensavam que Jesus fosse implantar um Reino político em Jerusalém, já lutavam entre si por cargos. Havia uma grande discussão sobre quem era o maior na plataforma política. Eles foram chamados para ser mártires do Evangelho. Todos os apóstolos foram mortos (segundo a tradição apenas João teve morte natural). Mas ainda não sabiam qual seria seus ministérios. Pensavam que seriam grandes políticos e ministros no reino terrestre de Jesus em Jerusalém. Naquele momento possuíam um ministério equivocado. Nós, como discípulos, corremos o risco de nos equivocar com relação ao discipulado. Fomos chamados para ser servos e a humildade deve ser uma das nossas grandes características.

III. A Visão do Reino de Deus
Jesus ensina a liderança serva (35). O grande líder é servo de todos. Deverá ser o primeiro a sofrer e o último a abandonar o sofrimento. Seu grande empenho será em servir aos irmãos. O líder não é o mais honrado, contudo o que mais trabalha e sofre. O líder é o primeiro a morrer e o último a sair do sofrimento. O líder é servo de todos. Esta é a visão exata do Reino de Deus para a liderança.

IV. Como receber Jesus
O Evangelho de hoje termina mostrando a simplicidade do Reino de Deus (36, 37). Muitas vezes não compreendemos o Evangelho porque o levamos para a área das abstrações, mas o Evangelho do Senhor é simples de se entender. Jesus toma a criança em seu braço e diz que qualquer que receber uma criança em seu nome, a Ele recebe. É fácil entender. Preciso receber a vida, a simplicidade de uma criança, os presentes do cotidiano, em nome do Senhor. Assim também, quem recebe Jesus, recebe o Pai que o enviou. Não é fácil receber uma criança nos braços? Assim também é fácil abrir o coração e receber Jesus como Senhor e Salvador. Exige preparo? Não. Exige apenas a vontade e o desejo de ser totalmente do Senhor.

Conclusão:
Estamos em processo de crescimento. Deus está preparando sua igreja para o encontro com Cristo. Neste processo não compreendemos tudo. Mas apesar disso Deus não desiste de nós. Os discípulos não compreenderam o sofrimento do Senhor, mas foram levados a compreender mais tarde e depois foram grandemente usados por Deus. Deus os descartou por não terem compreendido, mas trabalhou para que pudessem crer e serem uteis no Reino de Deus.
Jesus não desiste de nós. Temos apenas que abrir o coração e receber Jesus como Senhor e Salvador. Em Cristo, conseguimos ser sal da terra e luz do mundo.

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