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Palavra Pastoral
Rio, 29/9/2012
 

A Intolerância e os Tropeços

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 


Mc 9.38-48.
No Evangelho de hoje aprendemos a Tolerância Cristã e os tropeços na caminhada da fé. Os discípulos tentaram calar um homem que ministrava em nome de Jesus mas não seguia o grupo dos apóstolos. Jesus ensina a tolerância cristã e a visão do Reino de Deus e fala sobre o perigo dos tropeços espirituais. O/a discípulos/a ama, tem visão de unidade e trabalha para não colocar tropeços na fé dos outros nem em si mesmo. Nossa tarefa é prosseguir caminhando na graça e amando o nosso próximo com atos de justiça.

I. A intolerância dos Apóstolos.(38)
Leia Mc 9.38. Existia um homem com muita fé que ministrava em nome de Jesus e expelia demônios. Este homem estava separado do grupo dos apóstolos. Não era um apóstolo e nem caminhava com os seguidores de Cristo. João informa que o proibiu porque não seguia com o grupo. Sabemos que muitas pessoas farão milagres em nome de Jesus, mas serão chamadas de falsos profetas porque praticam a iniquidade (Mt 7.21-23). Mas também sabemos que Deus levanta homens e mulheres, que não pertencem ao nosso grupo ou denominação, que são usados por Deus. Nossa tendência é rejeitar os cristãos de outras igrejas somente por que são diferentes de nós. Os apóstolos foram intolerantes. Nós temos sido intolerantes?

II. A tolerância cristã.
O Senhor revela o princípio da tolerância. Jesus diz: (39) "Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim. (40) Pois quem não é contra nós é por nós". O Senhor Jesus manda os discípulos deixar o homem ministrar em seu nome ("Não lho proibais"). O argumento do Senhor é que ninguém há que faça milagre em seu nome, falará mal dele. "Pois quem não é contra nós é por nós". Muitos usam o nome de Jesus para fins financeiros, ilegais e malignos. Outros usam o nome de Jesus associados a heresias e a doutrinas distantes da Bíblia Sagrada. Mas independente disso, devemos manter uma atitude de tolerância. Não devemos criticar, condenar, tentar impedir. Devemos apenas amar e orar. Nosso princípio é da tolerância cristã. Independente do joio, ele deverá crescer juntamente com o trigo. Quem julgará no final é o Senhor Jesus (Mt 13.27-30).
Não podemos julgar ninguém com relação a salvação. Esta é a fala final do Senhor Jesus: Muitos não seguirão os apóstolos, mas a atitude para com os apóstolos resultará em salvação. (Mc 9.41).

III. Os Tropeços
Nossa atitude deve ser de tolerância e vigilância. Não podemos fazer tropeçar nenhuma pessoa que está caminhando em Cristo. Fazer tropeçar é ser responsável pela falência da fé do irmão (42). Também devemos vigiar para nós mesmos não tropeçar na caminhada cristã. Jesus usa três ilustrações: tropeçar por causa da mão (43); por causa do pé (45) e por causa dos olhos (47). Cortar mão, cortar pé e retirar os olhos é uma hipérbole (Hipérbole é a figura de linguagem que ocorre quando há exagero intencional numa ideia expressa, de modo a acentuar de forma dramática aquilo que se quer dizer, transmitindo uma imagem ampliada do real). Por exemplo: "Estou morrendo de fome!" A pergunta é: O que faço com as mãos está me levando para o inferno? A onde os meus pés me levam está contribuindo para minha perdição? O que tenho colocado sobre os olhos tem impedido a minha santificação? Devo então trabalhar para "cortar" esta situação de minha vida e mudar de rota para continuar andando sem tropeçar na fé.

Conclusão:
Hoje aprendemos sobre tolerância cristã. Não devemos julgar ninguém. Também não podemos deixar o orgulho denominacional pecaminoso entrar em nosso coração. Este orgulho gera tropeços. A verdade é que existem muitos motivos de tropeços na caminhada cristã. Muitas pessoas começam a vida cristã, mas não conseguem permanecer por causa dos tropeços que nós colocamos em seu caminho. Devemos trabalhar em amor para auxiliar os fracos na fé e fortalecê-los na Graça; e identificar os tropeços que estão sobre nossa própria vida impedindo a plenitude da graça de Deus. "Cortar" o pecado é mais fácil e inteligente do que deixá-lo crescer para tentar depois "domestica-lo", o que é impossível.

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