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Semana Santa
Rio, 23/3/2013
 

A Nova Aliança no Sacrifício de Jesus

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 


Lucas 22.14-23

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos. Este domingo celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém onde as pessoas louvaram o Senhor lançando ramos e roupas em seu caminho e saudado-o como Rei. Jesus entra em Jerusalém e dá inicio a sua última semana antes de ser glorificado pela ressurreição. Foi sua última semana como humano encarnado. Termina seu ministério na morte da cruz e ressuscita ao terceiro dia. Nesta semana Ele instituiu a Santa Ceia para deixar como memória seu sacrifício que deu origem a Nova Aliança no seu sangue. O Evangelho de hoje fala da instituição da Santa Ceia como memória da Semana Santa e da Nova Aliança.

I. A última Páscoa do Senhor
Desde pequeno Jesus tomava a Páscoa com sua família e amigos. A Páscoa é uma festa judaica que recorda a saída do povo do Egito. Esta festa era uma forma de eternizar o momento da libertação da escravidão. Com a liturgia da Páscoa, cada judeu revivia espiritualmente a saída do Egito (Ex 12.1-11). Esta seria a última Páscoa do Senhor (15, 16). Seria a última refeição da Páscoa aqui na terra. Foi um jantar de despedida entre o mestre e seus discípulos. Ainda na celebração da Páscoa, o Senhor tomou o Cálice, deu graças e disse: 17 "Recebei e reparti entre vós". Novamente o Senhor fala da Ceia no Reino de Deus: 18 "pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus". Nestes dois gestos o Senhor encerra com a Páscoa judaica a antiga Aliança. Aqui termina liturgicamente a dispensação da Lei. Jesus deseja insistentemente tomar esta última páscoa com os seus discípulos. O amor de Jesus pelos seus amigos foi até o fim. Jesus nos ama até o fim. Toda vida ministerial do Senhor foi por amor. Sua encarnação, sua morte e ressurreição foram para nos salvar.

II. A Instituição da Santa Ceia
A páscoa judaica foi encerrada por Cristo. Agora Ele inaugura um sacramento vivo para recordar sua morte na cruz do Calvário. Assim como a Páscoa é a liturgia que nos faz viver a saída do Egito, a Santa Ceia (Eucaristia) é a liturgia que nos faz viver o início da nova aliança no sacrifício do Senhor Jesus. A páscoa já havia sido ceada. Agora o Senhor 19 "tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim". Sempre que celebramos a Eucaristia fazemos memória, isto é, tornamos presente o que Jesus fez para nos salvar. Revivemos sua paixão, morte, ressurreição e glorificação. Quando Jesus realiza a ceia, pede para que seja feita em sua memória, isto é, aquilo que ele fez deve ser celebrado perpetuamente. Realizá-la não será apenas uma repetição, uma saudade, mas será sempre re-viver, re-aplicar o grande mistério de um Deus que assumiu a nossa humanidade (I Co 11.26). A Santa Ceia passou a ser a memória de uma nova aliança. 20 "Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós". Hoje vivemos a realidade de uma nova aliança no sangue do Senhor. A primeira aliança foi realizada no monte Sinai. A nova aliança foi estabelecida no monte do Calvário.

III. O Posicionamento dos Discípulos
Os Evangelhos narram o momento final da Ceia dando ênfase ao traidor. Após a Santa Ceia o Senhor Jesus diz: 21 "Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa. 22 Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído!" Os apóstolos saem da disposição da festa e ficam apreensivos: 23 "...começaram a indagar entre si quem seria, dentre eles, o que estava para fazer isto". Diante do sacrifício de Jesus eu não posso ser imparcial. Ou eu me posiciono a favor de Jesus e do Evangelho, ou eu vivo uma vida mundana q ue simboliza a minha traição ao projeto de Jesus (Fp 3.18). Judas se posicionou a favor dos homens e do sistema mundano. Os apóstolos precisariam se posicionara a favor do projeto de Deus. Ser traidor é deixar o projeto de Deus em troca do projeto do mundo. Judas simboliza esta opção. Ele conhece Jesus, mas se posiciona contra Jesus. Precisamos rever nossa fé e nos posicionar a favor do projeto de Deus.

Conclusão:
A Semana Santa é uma caminhada litúrgica onde revivemos o Sacrifício do Senhor. A Santa Ceia é o sinal visível de uma bênção invisível. Com a Santa Ceia participamos do sacrifício do Senhor pela nossa salvação. Viver a nova aliança é aceitar a graça da salvação. A melhor forma de conhecermos esta graça é através da Bíblia Sagrada. Que possamos reviver a espiritualidade da Semana Santa com a visão de fazer discípulos e discípulas para o Senhor Jesus.

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