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Palavra Pastoral
Rio, 21/9/2013
 

Servi a Deus ou as riquezas

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Lc 16.1-13.

Neste Evangelho, o Senhor Jesus conta uma parábola sobre um administrador infiel. Seu patrão fica sabendo que estava desperdiçando o dinheiro da empresa. Por isso ele o chama e exige a prestação de contas, pois iria demiti-lo. O administrador então elabora um plano para ter amigos depois de ser mandado embora. Chamou todos os devedores do patrão e começou a reduzir os valores das dívidas. Um devia cem barris de azeite. Ele o mandou sentar e escrever no documento cinquenta. Outro devia mil medidas de trigo, ele mandou escrever apenas oitocentas. Sendo assim o patrão desse administrador desonesto o elogiou pela sua esperteza. Esta pequena parábola fala da nossa relação com Deus e com as riquezas. Observe as cinco aplicações que o Senhor Jesus faz aos seus discípulos.

I. Os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz (8).
Uma vez que os filhos do mundo pensam que suas vidas são apenas alguns anos na terra, trabalham e investem tudo que podem para conseguir os bens necessários para sua existência. São hábeis em trabalhar e ganhar dinheiro. Alguns ganham dinheiro a qualquer custo e aproveitam a vida nos prazeres dando vazão a todos os tipos de libertinagens e vontades. Os filhos da luz são diferentes. Eles sabem que suas vidas permanecerão depois da morte. Tem certeza na vida eterna. Uma vez que os filhos da luz tem compreensão na existência da vida eterna, deveriam investir mais nas coisas eternas. Deveriam se comprometer mais com as coisas do céu (Cl 3.1,2).

II. Das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos (9).
As riquezas são terrenas e passageiras. Neste sentido são iníquas. Jesus recomenda usar os recursos financeiros do nosso trabalho e herança para fazermos amigos para a eternidade. É uma clara recomendação do Senhor para que possamos investir na salvação de vidas. A evangelização e a obra missionária devem ser o nosso maior investimento financeiro. Nossa prioridade não é investir em tijolos ou conforto, mas na salvação de vidas (Pv 11.30).

III. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito (10)
Deus sempre provará nossa fidelidade no pouco. Não importa o tamanho dos nossos recursos ou talentos, precisamos ser fiéis. A fidelidade na aplicação do pouco demonstra princípios. Quem consegue ser fiel no pouco será fiel no muito (Mt 25.21). O discípulo não espera muita coisa para ser fiel. Ele é fiel ao Senhor em todas as circunstâncias.

IV. Se não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso? (11, 12)
Riqueza de origem injusta fala das riquezas do mundo. São falsas riquezas. Riqueza que a traça corrói e o ladrão mina e rouba (Mt 6.20). As riquezas que ficarão nesta terra e não nos acompanharão na eternidade. Devemos ser fiéis na aplicação destas riquezas na obra do Senhor para um dia recebermos a verdadeira riqueza.

V. Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas (13).
O grande problema é que muitos cristãos desejam servir a Deus e as riquezas ao mesmo tempo. Vivemos num período onde a prosperidade material passou ser a grande meta do crente. Fazem campanhas e votos sempre visando a riqueza, mas nunca o amor ao próximo ou ao serviço de Deus. Servir as riquezas significa focar a vida totalmente no fato de ganhar dinheiro. É também agir com usura, fechando o coração para o dízimo e as ofertas.

Conclusão:
A grande visão do cristão deve ser fazer a vontade do Senhor ganhando vidas para a eternidade. Amamos o próximo auxiliando em suas necessidades e levando a salvação de Cristo. Todos os nossos recursos precisam ser dirigidos para a glória de Deus. Amamos o Senhor quando priorizamos as coisas de Deus.

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