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Semana Santa
Rio, 12/4/2014
 

Domingo de Ramos e a Semana de nossa Salvação

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Mateus 21.1-11

 

O Domingo de Ramos tem início em Betfagé. Betfagé (que significa "Casa de Figos") estava localizada no Monte das Oliveiras, na estrada de Jerusalém a Jericó e muito perto de Betânia. Era o limite da jornada de um dia de sábado de Jerusalém, isto é, 2.000 côvados (1 Km). 

No local existe uma linda igreja Franciscana. O santuário de Betfagé está situado no lado leste do Monte das Oliveiras. Aqui se comemora o encontro de Jesus com Marta e Maria antes de ressuscitar Lázaro, e a entrada de Jesus em Jerusalém em meio à alegria dos discípulos e da multidão que bradava hosanas.

A peregrina Egeria (da Galécia, Espanha), foi a autora de um diário de viagem a Terra Santa no século IV. Ele relata com detalhes as liturgias realizadas na Terra Santa. Ela é a primeira a mencionar a tradição da procissão que tem início no santuário de Betfagé. Egéria escreveu:

“ O domingo que inicia a semana pascal [...] todo o povo sobe ao monte das oliveiras [...] e quando chega a undécima hora (isto é, as cinco da tarde), se lê o trecho do Evangelho onde as crianças vão ao encontro do senhor com ramos ou palmas [...] Em seguida o bispo se levanta e com ele todo o povo. Então desde o monte das oliveiras se faz todo o percurso a pé, enquanto o povo precede o bispo, ao canto de hinos e antífonas, conforme o texto bíblico e a tradição cristã: Bendito aquele que vem em nome do Senhor. E todas as crianças do lugar, até mesmo os que não podem ainda caminhar pela idade e são carregados pelos pais, trazem nas mãos os ramos de palma ou de oliveira; no mesmo modo como foi conduzido o Senhor até a cidade, assim também é conduzido o bispo. Do alto do monte se vai até a cidade, e depois, atravessando a cidade, chega-se a Anástasis (Igreja do Santo Sepulcro)”. 

Epifanio Monaco Testemunhou que desde o século IX a procissão se inicia de um lugar ainda mais distante: “Cerca de uma milha (da Assenção), há o lugar onde Cristo se sentou sobre o jumentinho. Lá se encontra uma oliveira da qual todos os anos se corta um ramo, depois de terem pagado o preço, e em procissão adentram a Jerusalém, o dia das Palmas”.  

Mateus 21. 1-3 diz que “Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou Jesus dois discípulos, dizendo-lhes: 2   Ide à aldeia que aí está diante de vós e logo achareis presa uma jumenta e, com ela, um jumentinho. Desprendei-a e trazei-mos. 3   E, se alguém vos disser alguma coisa, respondei-lhe que o Senhor precisa deles. E logo os enviará”. Betfagé fala da oferta feita ao Senhor Jesus: uma jumenta e um jumentinho. Caso alguém perguntasse por que estavam levando a jumenta e o jumentinho os discípulos deveriam apenas dizer: “O Senhor precisa deles”. Isso bastaria.  Hoje devemos perguntar: “O que o Senhor precisa de nós?” O que precisamos deixar para que o Senhor leve? O que da nossa vida será importante para o avanço da obra do Senhor? 

Voltar a Betfagé é voltar a ouvir os discípulos nos desafiarem dizendo: “O Senhor precisa deles”. 

A jumenta e o jumentinho foram essenciais para que a profecia fosse cumprida: “ Ora, isto aconteceu para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta: Dizei à filha de Sião: Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal de carga” (Mt 21.4,5).

Os donos dos animais contribuíram para que a profecia fosse realizada. Hoje Deus também conta com cada um de nós para que a profecia seja realizada na vida das pessoas. Precisamos declarar: “Senhor, eis-me aqui!”

É um domingo de doações. Há doações de jumentos, vestes e ramos de árvores (Mt 21.6-8). As multidões clamavam (Mt 21.9): “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” Mateus diz que “toda a cidade se alvoroçou, e perguntavam: Quem é este?” O povo respondia gritando (11): “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia!”(21.10). 

Com isso tem início a semana santa. A grande semana da nossa salvação. 

Jesus chora ao ver a cidade, purifica o templo, ensina sobre o fim dos tempos, é traído por Judas, inaugura a santa Ceia no cenáculo, vai ao jardim do Getsêmani, é preso e levado para o Sinédrio na casa de Caifás, é entregue a Pilatos, levado a Herodes e novamente com Pilatos é condenado pelo povo. É levado ao pelourinho para apanhar e depois carrega sua cruz para fora da cidade. No calvário é crucificado. Morre e ressuscita ao terceiro dia para a nossa salvação. Aqui está a salvação da Igreja: Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nos dar a nova vida.

Que esta Semana Santa seja vivida com oração e serenidade para que possamos ouvir novamente a história da nossa salvação.  

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