IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 21/6/2014
 

De onde vieram os 25 Artigos de Religião do Movimento Metodista

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Os 25 Artigos de Religião dos Metodistas foram retirados dos 39 Artigos de Religião da Igreja Anglicana. Estaremos estudando os 25 artigos de religião, mas antes precisaremos conhecer a história dos 39 da Igreja Anglicana. 

A História da Igreja Anglicana nasce muito antes da Igreja Católica Romana. Até o século sétimo esta igreja fundada por discípulos de apóstolos, foi legitimamente apostólica. No sétimo século o poder de Roma invadiu o povo Celta e trouxe a igreja, à força, para a doutrina romana. Esta situação perdurou com muitos conflitos até o século XVI, quando a Igreja da Inglaterra conseguiu voltar a ser uma igreja independente do poder romano. Portanto, não foi Henrique VIII que a fundou, mas foram os discípulos dos apóstolos no final do primeiro século. 

Este retorno foi fruto do trabalho de muitos padres e teólogos. No século XV, John Wycliffe influenciou a Igreja na Inglaterra criticando a autoridade papal, os bens da igreja, a peregrinação para a salvação, o culto às imagens, reverências aos restos mortais dos santos, etc. Nesta época, os bispos e abades eram grandes fazendeiros e viviam como nobres. 

O rei da Inglaterra lutava para ter su-premacia sobre o papa. O estabelecimento desta supremacia foi realizado pela anulação do casamento de Henrique VIII. O que Hen-rique VIII pediu ao Clemente VII foi uma declaração Papal, confirmando que o casamento entre Henrique VIII e a viúva do seu irmão Artur não existia desde o começo conforme a proibição de Levítico 18.16. Era comum a Igreja fornecer anulação de casamentos, mas por questões políticas e financeiras o Papa se recusou dar o documento legítimo. Em 1527, Henrique oficializou seu pedido ao Clemente VII. E, no mesmo ano, em 6 de maio, o exército espanhol invadiu na cidade de Roma e ocupou a cidade. E, consequentemente, o Papa Clemente VII ficou sob o olhar de vigilância de Rei espanhol Carlos V, e ele não tinha a condição de prejudicar a tia Catarina, do Rei Carlos V, esposa de Henrique VIII. 

Clemente VII concordou a enviar seu embaixador especial à Inglaterra para exami-nar o caso. Mas o corte promovido pelo em-baixador papal encerrou sua atividade sem dar nenhuma decisão em 22/07/1529. Neste momento, Henrique VIII desistiu a solucionar seu problema pela autoridade papal e começou a procura a solução no Congresso através da legalização do caso. Em 1529, o congresso começou a discutir as reformas. Mas nos três primeiros três anos não houve o progresso. Quando o Arcebispo Thomas Cromwell começou a ter sua liderança no Congresso, o mesmo legalizou muitas leis contra o domínio romano na Inglaterra. 

Em 1532, o Congresso tirou o poder legislativo do Sínodo da Igreja e declarou que o rei era o chefe da Igreja Inglesa. 

Em 1533, o Congresso proibiu o direito de apelo a Corte papal de Roma. E no mesmo ano, Thomas Cranmer tornou-se o Arcebispo de Cantuária e anulou o casamento entre Henrique VIII e Catarina e validou o casamento entre Henrique e Ana. 

Em 1534, o Congresso decretou a Lei de Supremacia do Rei e declarou que a Ingla-terra era um país independente e não recebia nenhuma influência da autoridade externa e o Rei da Inglaterra era o chefe do estado e ao mesmo tempo, o chefe supremo da Igreja da Inglaterra na terra. Com isso, todo poder ad-ministrativo, jurídico e físico na Inglaterra passou à mão do Rei. Mas Henrique não quis se meter no assunto da igreja como sermão, o sacramento, excomunhão etc. Em 1537, Hen-rique VIII autorizou a tradução da Bíblia em inglês atendendo os pedidos de Thomas Cromwell e Thomas Cranmer.

Em 28/01/1547, Henrique VIII morreu e Eduardo VI sucedeu o reinado. E o Arce-bispo Cranmer começou, livremente, a re-forma na Igreja (aqui renasce a igreja Angli-cana). 

O Congresso aprovou a Lei da Uni-formidade do Culto e foi publicado o primei-ro Livro de Oração Comum (LOC) em 21/01/1549. O objetivo do primeiro LOC era estabelecer a uniformidade do culto no país e excluir os elementos não bíblicos do culto.

Em abril de 1552, o Congresso aprovou a Segunda Lei da Uniformidade do Culto e determinou o uso de novo LOC a partir do Dia de Todos os Santos. Comparando primeiro LOC, este LOC foi mais protestante, eliminando os usos das expressões como missa, altar, sacrifício e enfatizou a Igreja inglesa como Igreja Nacional. Também proibiu os costumes, gestos, paramentos e ornamentação no altar ligados a Igreja Romana.

Em 1552, o Congresso decretou os 42 Artigos de Religião, sob a orientação de Ar-cebispo Cranmer. Ele quis excluir as crenças romanas e medievais (não bíblicas) e ao mesmo tempo, quis preservar a Igreja inglesa na crença católica (universal). Portanto, os 42 Artigos não são um Credo da Igreja Inglesa. 

Em julho de 1553, a Rainha Maria I sucedeu o reinado pela morte de Rei Eduardo VI. Ela revogou a Lei de Supremacia do Rei, e a Lei da Uniformidade do Culto e determinou a volta da Igreja inglesa para a Igreja Romana. Para isso, ela, primeiramente, mandou queimar os líderes religiosos como Arcebispo Cranmer e outros, acusando-os como os hereges. 

Em 17/11/1558, a Rainha Elizabete I sucedeu no reinado pela morte de Maria I. E em 28 de abril de 1559, o Congresso, nova-mente, aprovou a Lei de Supremacia do Rei e a Lei da Uniformidade do Culto. 

Elizabete I rejeitou o extremo de pro-testantismo e catolicismo romano e procurou a terceira opção, chamado a solução religiosa de Elizabete. Assim, definitivamente, surgiu a Igreja Inglesa estabelecida pela Lei Nacio-nal. Elizabete não quis usar a expressão de Chefe Supremo da Igreja na terra e usou a expressão Governadora Suprema da Igreja na Inglaterra. 

Através de novas leis, Elizabete I obri-gou os ministros ordenados para usar obriga-toriamente os paramentos clericais. E com a aprovação do Congresso, ela publicou o Ter-ceiro LOC que foi mais voltado ao Primeiro LOC. Elizabete I tomou atitude moderada contra católicos romanos nos primeiros 10 anos de reinado. Portanto, cerca de 200 sa-cerdotes dentro de 8 mil deixaram a Igreja rejeitando as novas leis. 

Sucedendo o ultimo Arcebispo romano de Cantuária, Reginald Pule, Matthew Parker  tornou-se o Arcebispo de Cantuária em 1559, pelos 4 bispos no Palácio de Lambeth, utilizando o Rito de LOC 1552.

Em 1563, o Sínodo aprovou os 39 Arti-gos (na época de Rainha Maria I, os 42 Arti-gos foram revogados), modificando, parcial-mente, os 42 Artigos. 

Em 1570, o Congresso aprovou os 39 Artigos como o princípio que todos os minis-tros ordenados, universitários e os funcioná-rios públicos deveriam concordar. 

Os 39 Artigos esclareceram a posição doutrinal da Igreja Anglicana diante da Igreja Romana e da Igreja Protestante. E eles deram as grandes influências à Comunhão Anglica-na, mas eles não foram as confissões da Fé como o Credo Niceno ou o Credo Apostólico. 

Quando os leigos não podem concor-dar com os 39 Artigos, eles podem continuar os membros da Igreja Anglicana. (Elizabete I tirou o Artigo 29 mas o Sínodo, em 1571, rea-provou a inclusão de Artigo 29 e os romanis-tas, definitivamente, saíram da Igreja Angli-cana. 

Em 1570, Papa Pio V publicou Bula Regnans in excelsis e excomungou Elizabete I e aqui houve a separação definitiva da Igreja Romana.  

Desses 39 Artigos vieram os nossos 25 Artigos de Religião, usados pelos primeiros metodistas e até hoje presente nos cânones a Igreja Metodista.  

Fonte: Diocese Anglicana de São Paulo - http://www.dasp.org.br/

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