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Vida Cristã
Rio, 9/12/2006
 

Vida de Oração: Aprendendo com Jesus

Bispo Paulo Lockmann


 

(Mt 6.5-15)

Introdução:

Sempre que falamos de oração nos vêem à mente nossas reuniões de oração, ou alguém que se tornou referência para nós como pessoas de oração.
Convido todos a nos voltarmos a Jesus. Ele ensinou a orar, aos discípulos e a nós. Em Lucas eles pedem: “Ensina-nos a orar Senhor...” (Lc 11.1). Mas vamos meditar na oração do Pai Nosso conforme o texto de Mateus nos apresenta.
Deixe-me repartir 4 condições para uma vida de oração conforme o ensinamento de Jesus; e seis princípios a serem praticados numa vida de oração, encerrando com um testemunho.

I) Condições:

1) “Não sejais como os hipócritas”.

Uma das mais flagrantes imagens da religiosidade farisaica, de aparência, de busca de reconhecimento público, mas de nenhum reconhecimento de Deus, está em (Isaias 1.12-13) ou em Paulo na entrada de Damasco: “Quem és tu Senhor!”

2) “Quando orares, entra em teu quarto, e fechada a porta...”

Você e Deus. Esta é a condição da oração pessoal, de uma vida de oração. No recôndito da nossa casa, quarto, no abrir da nossa alma, no segredo da nossa intimidade com Deus. Busque um lugar tranqüilo, ainda que seja estranho, como o banheiro ou a cozinha. Procure estar a sós com Deus, e derrame sua alma em Sua presença.

3) “E orando, não useis de vãs repetições”.

Aqui se trata de abandonarmos as palavras formais, mas falarmos o essencial, não são as muitas palavras, mas sinceras e verdadeiras.

4) “...o vosso Pai, sabe o que tendes necessidade...”

O Salmista diz: “Ainda a palavra não me chegou a língua e tu já a conheces toda.” Sl 139. 4. Isto não significa que não precisamos dizer o que necessitamos, mas que Deus as conhece, uma a uma. Ele é Deus!

II) Princípios:

1) Princípio de relacionamento. “Pai Nosso que estais no céu”

A palavra Pai é uma definição de Deus, ainda que imperfeita, pois somos pais imperfeitos.
Por isso a expressão “que estais no céu”, a qual não significa distância, mas: perfeição, amor, autoridade, misericórdia. Uma das boas ilustrações de Pai é a da parábola do filho pródigo. Precisamos desta relação, Deus é o nosso Pai, e nós seus filhos/as amados/as. Disse alguém: “Enquanto o homem não encontra o Pai, ele começa sem começo, e vive sem finalidade” Deus é o nosso Pai, nossa origem, e o nosso sentido e finalidade. E é Pai Nosso, porque nos dá “irmãos nosso”. Este é o sentido do Princípio do Relacionamento.

2) Princípio da adoração. “Santificado seja o Teu nome”

O Primeiro foco da oração não é para dentro de nós mesmos, mas para cima, não é o da necessidade pessoal, o foco é Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Não é meditação do tipo oriental, isolacionista do mundo e da vida. É sim, chegar a presença de Deus, Ele é Santo! Seu nome é Santo! “Contemplai e sereis iluminados...” (Sl 34. 5). Oração é principalmente adoração, Pai Santo, cujo o nome é Santo, é poder. A adoração inclui o Louvor e a Ação de Graças. Este princípio nos leva a intimidade com Deus.

3) Princípio da Intercessão. “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade”

Na adoração, louvor e gratidão, louvamos a Deus e ingressamos na intimidade de Deus. “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará conhecer os seus segredos.” (Sl 25.14). Se desfrutamos de sua intimidade conhecemos sua vontade. Orar com poder é conhecer a vontade de Deus, e a sua vontade, o seu sonho, a sua lei santa, seja feita na terra como no céu. O princípio da intercessão é orar na inclinação do coração de Deus, é orar pelo crescimento do Reino na terra, é esforçarmo-nos por estender as cordas da Sua Tenda entre os seres humanos. Crescer e fazer discípulos.

4) Principio da Súplica. “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”

Aqui é aprender a ver Deus como provedor. Você não será nada que valha a pena sem a benção de Deus. Lembrem-se do barco na tempestade. Lembre-se dos cinco pães e os dois peixes. Devemos dizer: Pai sem ti eu não posso existir!
Preciso do sustento que vem de ti! Aprender a depender de Deus em tudo, nas pequenas e grandes coisas. Contentar-se com o essencial. Aprender também com Wesley, ganhar o máximo, gastar o mínimo consigo mesmo (economizar, e dar o máximo para a obra de Deus).

5) Princípio do Perdão. “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos nosso devedores”

Quando nos acercamos de Deus, desfrutamos de sua intimidade, confrontamos-nos com sua santidade, fica evidente o nosso pecado. Recordem Isaias: “Há Senhor, estou perdido, sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios” (Is 6.5). Isto nos faz dependentes do amor e perdão de Deus. Sem o perdão de Deus somos consumidos por nossos pecados, ou como nos diz o salmista “envelhecem os nossos ossos.” (Sl 32.3). Somos devedores do amor e do perdão. Por isso não podemos negá-lo.

6) Princípio da libertação. “E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal”.
“O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo?” (1 Sl 27.1). “O Senhor é a minha rocha, e a minha fortaleza, e o meu libertador.” (2 Sl 18.2). Este princípio deveria ser chamado também, o principio do reconhecimento. Sim! Por tudo o que o Senhor fez por nós e por seu poder disponível para vencermos o mal e vivermos para Deus.

Conclusão:

O propósito da Oração

Tais princípios precisam ser resumidos no seguinte: o poder de Deus.
Antigamente nós cantávamos: “Só o poder de Deus, pode mudar teu ser, a prova que eu te dou, Ele mudou o meu...” Sim é o poder de Deus, mudando vidas, nos capacitando a fazer sua vontade, o poder de Deus purificando-nos de todo o pecado. O poder de Deus, nos dando vitória sobre o maligno. O poder de Deus, suprindo dia a dia as nossas necessidades”. “Por isso, precisamos entender que o avivamento desce nas asas daqueles que oram porque, ao orarmos de acordo com a Palavra de Deus, o Poder de Deus é liberado para completar a sua vontade”.
Na verdade esta é a grande confissão no final da oração. “Porque teu é o Reino, o Poder e a Glória”. Por isso que devemos ver a vida de oração, conforme o ensino de Jesus, na oração do Pai Nosso como a porta para o avivamento. É por isso, que oração e avivamento andam juntos. Jesus ensinou: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11.13). O grande propósito da nossa vida deve ser glorificar a Deus. O avivamento traz a glória de Deus sobre a terra. Sim, é a manifestação do poder de Deus no meio do seu povo, o qual estarrecido, com a boca cheia de riso, glorifica a Deus.
Nossos corações precisam ter um único desejo, ver a manifestação da glória de Deus, nunca a do homem, nunca do nosso ministério, mas de Deus. Ele que é digno de receber a honra, o louvor e a glória. Deixe-me encerrar com um testemunho de visitação da glória de Deus contado por Sammy Tippit, Evangelista e Missionário:

“A Glória de Deus numa Nação.

Na Romênia, as pessoas oraram durante anos, mais de vinte anos, pela glória de Deus. Quanto mais oravam, mais escuro ficava naquele país, mais difícil ainda se tornava. Ao invés de ficar mais fácil, ficou pior. Mas quanto mais escuro o céu, mais brilhante é a luz da estrela.
Em 1988 eu fui preso e expulso da Romênia e me foi dito que nunca mais me seria permitido voltar ao país. A última coisa que me disseram foi: ‘Você nunca mais porá os seus pés no solo romeno. Enquanto você viver, nunca terá permissão de voltar a este país’. Havia uma coisa que eles não compreendiam: que Deus está no seu trono e ele responde as orações do seu povo!
Em 1989, ficamos sabendo que o pastor romeno no nordeste da Romênia, na região em que o avivamento estava acontecendo, ia ser preso. Os cristãos foram até o prédio de apartamentos no qual morava e fizeram um círculo ao redor do edifício, juntado os braços, tentando protegê-lo. A polícia secreta veio e começou a atirar na multidão, matando homens, mulheres e crianças inocentes. Quando o sangue dos mártires cristãos começou a correr nas ruas de Timisoara, houve dos céus uma liberação da glória de Deus.
Duzentos mil ateus – pessoas que tinham sofrido lavagem cerebral desde o jardim da infância até ao nível de pós-graduação na Universidade, que tinham sido ensinadas durante toda a sua vida que Deus não existia – se reuniram na praça principal para protestar contra o que estava acontecendo. O pastor da Igreja Batista se levantou e começou a pregar, e à medida que pregava, veio uma liberação da glória de Deus. Duzentas mil pessoas se derreteram e caíram de joelhos e começaram a orar em voz alta. ‘Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu...’ Levantaram-se e começaram a gritar – 200 mil ateus – “Existe Dumnezue!” “Existe Dumnezue!” “Existe Dumnezue!”, que traduzido significa: “Existe um Deus!” “Existe um Deus!” “Existe um Deus!” Essa cena espalhou-se para cada um dos maiores centros metropolitanos do país. A canção tema da revolução era uma canção a respeito da segunda venda de Jesus Cristo!
Um amigo me telefonou no Texas e disse: ‘Sammy, você precisa vir para a Romênia agora! Aquilo pelo qual oramos por tantos anos aconteceu finalmente. A glória de Deus no meio do nosso povo! Você precisa vir e ver!’
Deixei tudo que estava fazendo e voei para Viena, Áustria. Atravessamos a Hungria de carro até a fronteira da Romênia. Oramos pelo caminho inteiro porque eu sabia que o meu nome estava no computador como persona non grata no país. Chegamos na fronteira romena, e os guardas da fronteira se aproximaram do carro.Antes da revolução, a primeira pergunta que sempre faziam era: “Você tem Bíblias, estava em apuros. Mas agora, no mesmo lugar em que haviam dito para mim: “Você nunca mais terá permissão de entrar neste país”, disseram: “Saia do carro”. A primeira pergunta desta vez foi: “Vocês são cristãos?”.
Meu coração começou a bater mais forte; engoli em seco e disse: “Sim, somos cristãos”. Nunca esquecerei o que aconteceu a seguir. Aqueles soldados abriram os seus braços e disseram: “Bem-vindo a uma nova Romênia!” E exatamente no mesmo lugar em que me haviam dito: “Você nunca mais terá permissão de entrar neste país”, nós nos ajoelhamos e demos glória, e honra, e louvor a Jesus Cristo!
Quando oramos pelo nosso país, pode ficar mais escuro antes de ficar vem mais claro. Precisamos orar, não por uma libertação dos nossos problemas, nossas dificuldades e nossa economia; precisamos orar, isso sim, pela glória de Deus nesta nação; por um só anseio, um só propósito, um só desejo na oração – a glória de Deus!

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