IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Rio, 26/7/2014
 

Os 25 Artigos de Religião do Metodismo - Artigos 13º ao 15º - A Verdadeira Igreja

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Os 25 Artigos de Religião da Igreja Metodista foram escritos pela Igreja Anglicana. Com isso entendemos que trazemos, como metodistas, a doutrina protestante Anglicana em nosso corpo doutrinário.

Como vimos nos artigos anteriores, o Arcebispo Tomás Cranmer (1489-1556) escreveu em 1552, no Reinado de Eduardo VI, os 42 Artigos de Religião. Em 1570, no reinado de Elisabete I os Artigos foram revisados e passaram ao número de 39. Wesley, devido a formação da Igreja Metodista Episcopal na América do Norte (1784), revisou os 39 Artigos, eliminando as partes que não se aplicavam aos Estados Unidos e os artigos que favoreciam a predestinação. Assim a Igreja ficou com apenas 25 Artigos de Religião.  

Hoje iremos reler os Artigos 13º ao 15º que falam da verdadeira Igreja do Senhor Jesus.   

Artigo 13º - Da Igreja: A Igreja visível de Cristo é uma congregação de fiéis na qual se prega a pura Palavra de Deus e se ministram devidamente os sacramentos, com todas as coisas a eles necessárias, conforme a instituição de Cristo.

Este artigo coloca a igreja verdadeira como um corpo visível. Ela não é formada de Papa, bispos e o clero. Ela é a congregação local dos fiéis. 

Toda reunião dos féis onde é pregado a pura Palavra de Deus e ministrado devidamente os sacramentos conforme a instituição de Cristo deve ser chamada de igreja. Igreja não é o prédio onde acontece a reunião. 

A igreja são as pessoas congregadas em Cristo. Nesta visão não existe igreja distrital, regional ou nacional. Existe apenas a Igreja Local onde os fiéis congregam em nome de Jesus. Qualquer organização fora da igreja é instrumento para favorecer a reunião e a identidade da igreja. Hoje chamamos estas instituições de para-eclesiástica. 

Na teologia dos 25 artigos de religião não existe a Igreja instituição. Existe a igreja congregação de fiéis, mesmo sendo episcopal e conciliar. 

Artigo 14º - Do purgatório: A doutrina romana do purgatório, das indulgências, veneração e adoração, tanto de imagens como de relíquias, bem como a invocação dos santos, é uma invenção fútil, sem base em nenhum testemunho das Escrituras e até repugnante à Palavra de Deus.

Este artigo demonstra que algumas práticas da Igreja católica romana são fúteis, sem base bíblica e repugnante a Palavra de Deus. O Artigo fala de algumas práticas:

a) Purgatório: Purgatório é um lugar, entre o céu e o inferno, onde as pessoas passam purgando suas almas antes de ir ao céu. Segundo a doutrina católico-romana, "purgatório" é o lugar ou condição em que permanece a alma de uma pessoa que morreu em estado de graça, mas não pode entrar diretamente no céu, por não estar totalmente purificada de pecados veniais (ou seja, aquilo que o romanismo define como "ofensas pequenas" a Deus) não perdoados, pecados mortais (ofensas graves a Deus, que destroem o estado de graça) mesmo que já perdoados, imperfeições ou maus hábitos. Curioso é que somente depois dos concílios de Lyon e Florença, em 1439, e de Trento, no período da Reforma, a existência do purgatório foi pregada pelo catolicismo. Foi uma invenção para levantar recursos. A Igreja Romana precisava construir suas igrejas e enfrentar os hereges em suas guerras santas. Literalmente com a ideia do purgatório a pessoa passou a comprar “terras no céu”.

b) das indulgências: As indulgências, certificados assinados pelo Papa, são as “moedas” do purgatório. Quando a pessoa compra uma indulgência fica livre do purgatório por alguns anos ou totalmente. As indulgências também pode ser um sacrifício, peregrinação, jejum em determinados dias. Até hoje é vendido certificados de indulgencias no Vaticano e em alguns lugares sagrados pela Igreja católica. É a forma de comprar a salvação e um pedacinho do céu.  

c) veneração e adoração, tanto de imagens como de relíquias: A veneração a imagens e relíquias é uma pratica valorizada ainda hoje pelo novo catecismo da Igreja católica. Esta prática é condenada pela Bíblia e comparada a idolatria. A imagem de escultura que é o mesmo que ídolo é condenado expressamente por Deus, Ex.20:4; Dt.7:25-26; Hc.2:18-19; Os.4:12; Mt. 4:10.

d) a invocação dos santos: O protestante só invoca a santíssima Trindade. A prática da invocação aos santos chama-se Necromancia. Necromancia é falar, consultar ou orar para as pessoas que já morreram. Esta prática é condenada na Palavra de Deus.  O próprio Jesus nos ensinou que devemos pedir somente ao Pai em Seu Nome Jo. 15:16; 16:23, 34.

O Novo Testamento condena explicitamente a  idolatria  (Rm  1:22-23;  II  Co  6:14 - 7:1)  e  a necromância (Gl 5:20). Jesus é a fonte de revelação de Deus ao homem de hoje (Hb 1:1-2). Ele está acima de todos e merece plena honra (Cl 1:13-18). É errado buscar orientação espiritual de outras fontes (Cl 2:8-9,20-23; 3:1-3).

Artigo 15º - Do falar na congregação em língua desconhecida: É claramente contrária à Palavra de Deus e ao costume da Igreja Primitiva celebrar o culto público na Igreja, ou ministrar os sacramentos, em língua que o povo não entenda.

Novamente a Doutrina vai contra a prática católica. O idioma sagrado do Latim foi adotado no século III, ratificado na Reforma Gregoriana (século XI), reforçado pelo Concílio de Trento (1545-1563) e pelo Papa Pio V (1504-1572). O latim continua sendo a língua oficial da Igreja Católica Romana e tem sido usado como a língua litúrgica nas reuniões solenes.  

A Igreja anglicana proibiu o uso do latim nos cultos. Toda celebração deveria ser na língua que o povo entendia. Por isso escreveu o Livro de Oração Comum para que o povo inglês pudesse ter acesso e entendimento do santo culto a Deus.  

Conclusão:

Estes artigos falam da verdadeira Igreja de Cristo. Ela não é uma instituição cheia de dogmas históricos e tradições. Ela é a congregação de fieis que pregam a pura Palavra de Deus e celebram devidamente os Sacramentos. 

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