IGREJA METODISTA EM VILA ISABEL
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Advento Cristão
Rio, 29/11/2014
 

Advento: Início do Ano Cristão

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Com alegria estamos reiniciando o Ano Cristão. O Lecionário Comum tem o Evangelho de Marcos como parâmetro. Chama-se Ano B. 

Com o Advento iniciamos a História do Senhor Jesus. Nas liturgias dominicais caminhamos no mistério da nossa Salvação.

O Ano Cristão tem dois ciclos: Natal e Páscoa; e também dois Tempos Comuns. É uma caminhada de fé onde nos aprofundamos em Cristo. Ele é a meta da nossa vida e nossa única motivação para o cumprimento da missão de fazer discípulos e discípulas em todo o mundo. 

O Advento tem dois momentos: O anuncio da Volta de Jesus (os dois primeiros domingos) e a Celebração do Mistério de seu nascimento (os dois últimos domingos).

I. A Origem da Celebração do Advento

As primeiras orações de preparação para o Natal aparecem no século V, quando Perpétuo, Bispo de Tours, estabeleceu um jejum de três dias, antes do nascimento do Senhor. 

É também do final desse século, na Espanha, a “Quaresma de São Martinho”, que consistia num jejum de 40 dias, começando no dia seguinte à festa de São Martinho.

Gregório Magno (590-604) foi o primeiro a redigir um ofício para o Advento, e o Sacramentário Gregoriano é o mais antigo em prover os cultos próprios para os domingos desse tempo litúrgico.

No século IX, a duração do Advento reduziu-se a quatro semanas, como se lê numa carta do Papa  Nicolau I (858-867) aos búlgaros. E no século XII o jejum havia sido já substituído por uma simples abstinência.

O objetivo da igreja era produzir nos fiéis uma grande expectativa pela vinda do Salvador, orientando-os para o seu retorno glorioso no fim dos tempos. 

Atualmente o Advento é celebrado em dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das quatro semanas. Não podemos celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

II. Advento nas Igrejas Orientais

Nos diversos ritos orientais, o Advento formou-se com uma característica acentuadamente ascética. 

Na liturgia bizantina destaca-se, no domingo anterior ao Natal, a comemoração de todos os patriarcas, desde Adão até José, esposo de Maria. 

No rito siríaco, as semanas que precedem o Natal chamam-se “semanas das anunciações”. Elas evocam o anúncio feito a Zacarias, a Anunciação do Anjo a Maria, seguida da Visitação, o nascimento de João Batista e o anúncio a José.

III. Advento nas Igrejas Ocidentais

É na liturgia romana que o Advento toma um sentido um pouco diferente. Segue um método pedagógico muito vivo. 

No primeiro domingo aparece as leituras de Jesus, cheio de glória e esplendor, poder e majestade, rodeado de seus Anjos, para julgar os vivos e os mortos e proclamar o seu Reino eterno, após os acontecimentos que antecederão esse triunfo.“

No segundo domingo a Igreja convida ao arrependimento e à conversão e nos coloca diante da grandiosa figura de João Batista, cuja mensagem ajuda a ressaltar o caráter penitencial do Advento.

Com a alegria de quem se sente perdoado, o terceiro domingo se inicia com a seguinte proclamação: “Alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”. É o domingo Gaudete (da alegria). 

No quarto domingo, anuncia a chegada do verdadeiro Sol de Justiça, para iluminar todos os homens. Vemos o Testemunho de Maria e José em receber o Filho de Deus, o Salvador do mundo.

Conclusão:

A solenidade do Advento precisa ser vivida em cada família de forma muito especial. Na Igreja celebraremos com as leituras, cânticos e orações. Aproveite para fazer um retiro de Oração e preparação para a Vinda do Senhor e o Mistério do Natal.  Feliz Advento!

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