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Quaresma
Rio, 14/3/2015
 

Domingo Laetare e a Rosa de Ouro

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

A Quaresma é um tempo de oração, je-jum e caridade, onde nos preparamos para a Semana Santa e a Páscoa do Senhor. 

A cor litúrgica da Quaresma é o roxo. Mas no IV Domingo da Quaresma a cor litúrgica passa do roxo para o rosa. 

É o chamado "Domingo Laetare", ou "Domingo da Alegria". 

O IV Domingo da Quaresma recebe estes nomes porque assim começava,  neste dia, a Antífona de Entrada da Santa Ceia (Eucaristia): "Laetare, Ierusalem, et conventum facite omnes qui diligites eam; gaudete cum laetitia, qui in tristitia fuistis; ut exsultetis, et satiemini ab uberibus consolationis vestrae" ("Alegra-te Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações" -Isaías 66, 10-11).

Laetare significa “Alegra-te”. A cor li-túrgica passa do roxo para o rosa para repre-sentar a alegria pela proximidade da Páscoa.

Este domingo já foi chamado também de "Domingo das Rosas", pois, na antiguidade, os cristãos costumavam se presentear com rosas neste dia. 

E é aqui que surge a tradição da "Rosa de Ouro" na Igreja Católica Romana.

No século X surgiu a tradição da "Bênção da Rosa", ocasião em que o Bispo de Roma (Papa), no IV Domingo da Quaresma, ia do Palácio de Latrão à Basílica Estacional de Santa Cruz de Jerusalém, levando na mão esquerda uma rosa de ouro que significava a alegria pela proximidade da Páscoa. E com a mão direita, o Papa abençoava a multidão. 

Regressando processionalmente a cavalo, o Papa tinha sua montaria conduzida pelo pre-feito de Roma. Ao chegar, presenteava o prefeito com a rosa, em reconhecimento pelos seus atos de respeito e homenagem.

Daí, então, teve início o costume de ofere-cer a"Rosa de Ouro", para personalidades e au-toridades que mantinham uma relação saudável com o Vaticano (a Santa Sé), como príncipes, imperadores, reis. Passou a ser um gesto político e de diplomacia, sempre visando interesses nas relações amistosas.

Leão XIII enviou, em 1888, uma Rosa Áurea à princesa Isabel, no Brasil.

Nos tempos modernos os papas costumam remeter este símbolo de afeto pessoal a santuários de destaque. 

Por exemplo, o Santuário de Fátima, em Portugal, recebeu uma Rosa de Ouro de Paulo VI, em 1965, e a Basílica de Aparecida no Brasil recebeu uma de Paulo VI, em 1967 e outra de Bento XVI, em 2007.

Independente dos gestos políticos e li-túrgicos das confissões cristãs, celebramos o IV Domingo da Quaresma como o Domingo da nossa Alegria em saber que Jesus levou nossos pecados e nos salvou mediante sua morte e ressurreição na cruz.

A Igreja, como a Jerusalém de Deus, re-cebe esta palavra de ânimo e profecia: “Alegra-te Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância de suas consolações" (Isaías 66, 10-11).

"Laetare, Ierusalem”.

(Pesquisa em gaudiumpress.org) 

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