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Rio, 20/6/2015
 

Não Desista dos Seus Sonhos

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

Ingeborg RapoportFiquei maravilhado com a história sobre uma judia chamada Ingeborg Rapoport. Ela completou neste ano de 2015, seu doutorado, com 102 anos de idade.  

Em 1937, Ingeborg Rapoport terminou seus estudos em medicina na Universidade de Hamburgo e com 25 anos escreveu sua tese sobre a difteria, doença que então era um sério problema na Alemanha. 

Mas, por causa das leis de discriminação religiosa e racial do governo de Adolf Hitler, ela teve negado o direito de fazer a prova oral final. 

Em junho, três professores da Faculdade de Medicina da Universidade de Hamburgo estiveram no apartamento de Ingeborg, em Berlim, para sabatiná-la sobre o trabalho de pesquisa realizado há oito décadas. Ficaram impressionados com a lucidez da doutoranda. "Não quis defender minha tese apenas em meu benefício. Era uma questão de princípios. Fiz tudo isso pensando nas vítimas (dos nazistas)", afirmou a alemã ao jornal Der Tagesspiegel.

Ingeborg fez questão de estudar para o último exame e pediu ajuda a amigos para pesquisar online a evolução nas pesquisas sobre a difteria nos últimos 80 anos. "A universidade queria corrigir uma injustiça. Os examinadores foram muito pacientes comigo e sou grata por isso". 

Em 1938, quando a Alemanha se tornou um local extremamente perigoso para judeus, Ingeborg fugiu para os Estados Unidos, onde voltou para a universidade e conseguiu a qualificação. Foi no exílio que conheceu o marido, o bioquímico Samuel Mitja Rapoport, refugiado judeu nascido em Viena. Na década de 50, porém, a alemã mais uma vez se viu em apuros com as autoridades: as opiniões políticas dela e do marido as puseram em rota de colisão com a onda de patrulhamento ideológico e perseguição conhecido como “macarthismo”. Fugiram mais uma vez - de volta para a Alemanha. Só que para a Oriental, sob regime comunista. Lá, Ingeborg trabalhou como pediatra e deu aulas na universidade, recebendo ainda um prêmio por ter ajudado a reduzir drasticamente a mortalidade infantil na Alemanha Oriental.

O testemunho desta senhora despertou em mim a frase: “Não desista de seus sonhos”

Fonte: Alef News – 15 de junho de 2015, Edição 2035 – Ano 20.

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