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Reflexões
Rio, 4/7/2015
 

O Jesus ridicularizado

Pr. Edson Cortasio Sardinha


 

O mundo islâmico não perdoa. O atentado na sede do jornal satírico francês "Charlie Hebdo" que deixou 12 mortos na quarta-feira do dia 07 de janeiro de 2015, em Paris, demonstra o zelo da religião por seus símbolos sagrados. Por debochar dos símbolos religiosos dos islâmicos, o jornal já havia sofrido vários ataques. Mas continuou insistindo em publicar caricaturas de líderes muçulmanos e do profeta Mao-mé. Em 2011, a redação foi alvo de um incêndio cri-minoso após ter publicado uma série de caricaturas sobre Maomé.

Isto também aconteceu em outros países. Em 30 de setembro de 2005, uma série de 12 charges publicadas no ‘Jyllands-Posten’, o maior jornal da Dinamarca, provocou protestos enfurecidos. Embaixadas dinamarquesas foram queimadas ao redor do mundo, e os radicais islâmicos fizeram ameaças explícitas.

O islamismo não aceita qualquer espécie de idolatria. Nenhum profeta pode ser retratado. Essas restrições incluem desenhos, estátuas, e até o cinema. No filme "Maomé - o mensageiro de Alá", de 1976, o profeta nunca aparece. Nos créditos de abertura, um aviso: "Em respeito à tradição da fé islâmica, não mostraremos a personificação do profeta".

Assim agem os mulçumanos. E os cristãos? 

No dia 04 de setembro de 2012, judeus radicais atearam fogo nas portas e picharam paredes de um mosteiro cristão de Latrun, perto de Jerusalém, em Israel. Eles ainda picharam frases a favor de colonos judaicos nas paredes, numa possível retaliação pela retirada de famílias israelenses de um assentamento não autorizado na região no fim de semana. O nome do assentamento de Migron foi pichado na parede do Mosteiro do século XIX, ao lado da frase "Jesus é um macaco".

O que os cristãos fizeram? 

Em frente à Igreja de Nazaré, Igreja da Anunciação, tem um grande outdoor com frases em árabe contra a igreja de Cristo e lançando maldições sobre os cristãos.

Como os cristãos agem diante desse insulto? 

No dia 18 de junho de 2015, quinta-feira, a Igreja da Multiplicação dos Pães e Peixes, em Tabgha, ao norte do Mar da Galiléia, em Israel, foi vítima de radicais judeus que, a noite, queimaram seu claustro e as salas e ainda picharam as paredes com frases contra o cristianismo. 

O que os cristãos fizeram?

No Brasil, a Capa da revista esportiva Placar do mês de outubro de 2012, trouxe a seguinte manchete "a crucificação de Neymar". A página principal do periódico trouxe uma montagem do jogador em uma cruz, em alusão a Jesus Cristo. No subtítulo, a publicação escreve que "chamado de "cai-cai", o craque brasileiro vira bode expiatório em um esporte onde todos jogam sujo".

E os cristãos?

No dia 27 de julho de 2013, manifestantes que participam da "Marcha das Vadias" quebraram ima-gens sacras na Praia de Copacabana, onde milhares de peregrinos católicos aguardavam o início da vigília da Jornada Mundial de Juventude (JMJ). A ação partiu de um casal que estava pelado, tampando os órgãos sexuais com símbolos religiosos, como um quadro com a pintura de Jesus Cristo. Esculturas de Aparecida e Fátima foram destruídas. Em um ponto do protesto, eles juntaram cruzes, jogaram camisinhas em cima e começaram pisar nos artigos religiosos. Um dos manifestantes chegou a botar um preservativo na cabeça de Maria e introduziu um crucifixo na genitália. 

E os cristãos?

 No domingo, dia 07 de junho, um  transexual desfilou crucificado, durante a 19ª Parada do Orgulho LGBT. O desfile foi patrocinado por empresas privadas e por estatais. O transexual chamado de Viviany Beleboni ficou famoso insultando Cristo. 

E os cristãos?

O Jornal O Globo do último dia 14 de junho trouxe uma charge do Ministro Joaquim Levy, do Ministério da Fazenda, carregando uma cruz, zom-bando de Cristo e de sua Paixão. 

O que os cristãos fizeram?

O cristão não pode agir como os radicais islâ-micos, mas também não pode ficar calado diante de tantos insultos à pessoa de Cristo. Mesmo que as intenções dos manifestantes sejam “boas”, eles violam nossos símbolos religiosos. É uma profanação religiosa. É o uso indevido dos nossos símbolos. Para mim é mais do que isso, é uma grave ofensa a Cristo. O que mais me entristece é ler artigos de crentes que aplaudiram a ridicularizarão feita com a pessoa de Cristo na Marcha em São Paulo.  É verdade que Jesus Cristo sofre com as minhas injustiças e pecados; mas também sofre em ver que sua imagem e mensagem sendo utilizadas e blasfemadas. Seja por islâmicos radicais, judeus radicais ou até mesmo pessoas que se dizem cristãs.

O cristão, diante de tanta perseguição, deve orar, amar e divulgar com mais fervor o Evangelho de Cristo. 

Não devemos tacar pedras, nem atacar na mesmo proporção. Nosso ataque deve ser clamar a Deus por um avivamento sobre nossas próprias vidas. Necessitamos de renovação espiritual para sinalizar o amor de Cristo diante da grande perseguição que virá sobre a face da terra. Sejamos sal e luz do mundo. 

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